Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

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Terça-feira, 5 de Março de 2013

Ser útil

- á estamos, vizinho…

- É isso! A partir de certa idade aqui a Farmácia passa a fazer parte do nosso percurso semanal.

- Ora! O problema será o dia em que não vale a pena vir aqui. Às vezes há casos que não têm remédio…

- Nem mais! Olha, sou eu agora…

- E eu, neste balcão.

- Olha o meu vizinho!

- Bons olhos o vejam! Hoje estamos no cafezinho…

- Isso, mas logo vou buscar os meus netos à estação.

- Que bom! Sabe, a velhice enquanto não seja inválida de todo, pode ser muito útil à família nas pequenas grandes coisas que ajudam o dia-a-dia de quem está a trabalhar mais longe de casa.

- Bem, às vezes sinto-me caseiro, jardineiro e sei lá eu mais o quê.

- Não importa! É útil a si e aos outros enquanto se movimenta por boas custódias.

- Também entendo assim. Até logo!



publicado por eva às 00:12

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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Velhice

Um deles queria estar só, o outro queria companhia e movimento.
Os dois estavam velhos e viúvos, mas as suas reacções eram exactamente contrárias.
Idades e relacionamentos semelhantes e, no entanto, têm quereres tão diferentes.
Os dois sentem igualmente a solidão. A reacção à solidão é que difere de um para o outro.
Para um, é preferível maior isolamento e, para o outro, o isolamento é uma gastura de emoções insuportável.
Para os dois, os dias são longos e as noites mal dormidas. As refeições são uma maçada e a dificuldade nos movimentos é cada vez maior.
A idade avança, mesmo assim, sem problemas de maior monta.
O que avança a passos largos é a depressão e o desinteresse perante a vida, outrora tão rica e hoje tão vazia.
No meio dos afazeres que, constantemente, vão arranjando, imiscui-se o tédio, criando neles um lugar, cada dia, mais confortável.
Os semblantes alegres tornaram-se passivos e, talvez, apáticos.
Poderiam fazer muito mais se os olhos colaborassem, mas até a visão se enevoou com o cansaço dos anos.
- Nem a televisão lhes interessa mais…
- Afinal, prolonga-se apenas a vida e algum bem-estar.
- O problema maior surgiu com a situação de viuvez que, em idade bem contada, deixa a vida demasiado vazia.

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Imagem retirada da net

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Disse  George Sand:  Cada um tem a idade do seu coração, da sua experiência, da sua fé !

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publicado por eva às 00:25

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Terça-feira, 1 de Janeiro de 2008

Aos simples - Guerra Junqueiro # A Velhice do Padre Eterno

.
Ó almas que viveis puras, imaculadas,
Na torre de luar da graça e da ilusão,
Vós que inda conservais, intactas, perfumadas,
As rosas para nós há tanto desfolhadas
Na aridez sepulcral do noso coração;
Almas, filhas da luz das manhãs harmoniosas,
Da luz que acorda o berço e que entreabre as rosas,
Da luz, olhar de Deus, da luz, benção d'amor,
Que faz rir um nectário ao pé de cada abelha,
E faz cantar um ninho ao pé de cada flor;
Almas, onde resplende, almas almas onde se espelha
A candura inocente e a bondade cristã,
Como um céu d'Abril o arco da aliança,
Como num lago azul a estrela da manhã;
Almas, urnas de fé, de caridade e esp'rança,
Vasos d'ouro contendo aberto um lírio santo,
Um lírio imorredouro, um lírio alabastrino,
Que os anjos do Senhor vêm orvalhar com pranto,
E a piedade florir com seu clarão divino;
Almas que atravessais o lodo da existência,
Este lodo perverso, iníquo, envenenado,
Levando sobre a fronte o esplendor da inocência,
Calcando sob os pés o dragão do pecado;
Benditas sois vós, almas que est'alma adora,
Almas cheias de paz, humildade e alegria,
Para quem a consciência é o sol de toda a hora,
Para quem a virtude é o pão de cada dia!
Sois como a luz que doura as trevas dum monturo,
Ficando sempre branca a sorrir e a cantar;
E tudo quanto a mim há de belo ou de puro,
- Desde a esmola que eu dou à prece que eu murmuro
É vosso: fostes vós o meu primeiro altar.
.

de Guerra Junqueiro
in "A Velhice do Padre Eterno"
.
.
..
♪: Natal dos Simples - José Afonso

publicado por eva às 16:36

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Sábado, 27 de Outubro de 2007

Sempre

Doenças de pele, sinais, borbulhas, eczemas, eu sei lá…
Dizem que é alergia, até ao sol.
Dizem, também, que são as gerações da Internet.
Mas ele é um velhinho e a pele está cada vez pior.
A circulação de sangue é deficiente pela idade avançada.
Mas nós queremos sempre que a nossa família, dos mais velhos aos mais novos, viva o melhor possível.
Remédios que aliviam, mas não curam...
Remédios que os doentes não tomam porque se esquecem ou que trocam as doses, porque confundem as indicações.
E as pequenas coisas começam a exteriorizar-se com mais força.
Assim como as ervas daninhas.
Mas mesmo que o tratamento não obtenha os resultados esperados, devemos fazê-lo porque senão é desistir de viver melhor.
Devemos também ir testando sempre outras hipóteses.
Sempre a esperança de melhores dias nos guiem os pensamentos, as palavras e as atitudes - para nosso melhor modo de vida. 
.
. Homem velho
Leonardo da Vinci
.
♪: Valsa lenta - Delibes (Coppelia)

publicado por eva às 11:53

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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

Sussurros

Uma senhora, de meia-idade mas já grisalha, está sentada à janela.
Olhando, sem ver, a rua e os espaços lá fora, as pessoas e todo o movimento que ali vai passando.
Pensativa, imagina como será ela, quando a velhice chegar.
Pensa muito nisso, nas suas condições físicas, nas suas possibilidades, ou melhor, nas suas impossibilidades.
E a vida continua languidamente lá fora da sua janela.
A janela e aquele sítio onde passa os dias são a sua vida (ou o seu modo de vida).
Conhece todos os que ali passam, isto é, conhece-lhes alguns hábitos, os horários, o modo de conduzir e estacionar os carros, os que esperam o autocarro, os que passam apressados…
Mas ela não os vê porque não os pode já ver – mas conhece-os.
Porque ela conhece todos os pormenores que os individualizam uns dos outros.
Assim como distingue os pássaros e as árvores onde têm os ninhos.
Assim como distingue os cães que fazem o seu passeio diário e voltam a entrar nos portões das suas casas.
Como conhece os gatos e até as lagartixas que passam, sorrateiras, no seu parapeito.
Ela percebe todos os cambiantes, todas as mazelas e todas as alegrias que transparecem junto da sua janela.
Ela, que nunca os viu, reconhece-os, percebe-os intuitivamente, depois de os observar muitas vezes – por hábito e curiosidade.
Por outro lado, quantos conhecemos nós que, vendo bem, não são capazes de perceber sequer quem os rodeia!
A velhice há-de ser benevolente para ela e, um dia, vai voar com a brisa para a eternidade (foi o que lhe sussurraram).
- Quem?
- Não sei, acaba assim!
.
.
Adriaen van Ostade
.
♪: Whisper - Evanescence

publicado por eva às 19:48

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Terça-feira, 10 de Julho de 2007

Velhice

10 de julho de 2007

Transportes de passageiros. Nas cidades estão cada vez mais úteis mas nos locais mais isolados, é de carro ou de moto (de moto, classe à parte no mundo das “motas”) que as pessoas se servem no dia-a-dia.
Porque os horários são de poucas carreiras ou comboios e, nos sítios mais pequenos, as pessoas deslocam-se a pé, de moto ou em carros de particulares.
Uma deslocação, de casa para outro sítio, é uma das razões principais para as pessoas se isolarem cada vez mais se não têm facilidade de transporte.
Com o avanço dos anos as pessoas ainda podem ficar mais isoladas com os problemas de saúde habituais.
Hoje em dia é uma constante pessoas idosas e sozinhas em casa, sem quaisquer cuidados, sobretudo quando a vizinhança também se vai embora ou se isola por motivos semelhantes.
Os setenta e muitos, os oitenta e os noventa e tais são geralmente sinónimo de vida pobre, muito pobre.
Pobre de meios de subsistência, de cuidados de saúde, de condições de vida social, etc.
Daí às demências e alucinações é um passo muito curto.
Depois de trabalhar uma vida sem cessar e criar a família, só resta esperar o dia final desta vida.
Antigamente os povos tribais e nómadas deixavam os seus velhos para trás na altura das deslocações sazonais.
Hoje, neste terceiro milénio, nem se consegue definir onde ficam, mas tudo indica que não ficam nada bem.

................................................

Notícia: Detecção de incêndios rurais
♪: Oração de mãe menininha - Maria Bethânia

publicado por eva às 10:04

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Sexta-feira, 29 de Setembro de 2006

Viver

29 de setembro de 2006

Um ramo de árvore partido. Deixou um lenho grande e bem visível até ao longe.
Mas ao mesmo tempo outros ramos, pequenos e novos, renascem rápido em direcção ao céu, à luz e ao calor do sol.

Com o tempo, o lenho cicatriza e outros ramos pequenos o encobrem dos olhares curiosos.
Uma criança fala com esta árvore como se fosse um amigo da mesma idade.

Traz para junto dela os brinquedos, conta-lhe as histórias que inventa e confia-lhe a sua vida agitada, apesar de ser criança pequena.
Viver, novo ou idoso, é sempre uma experiência, um esforço diário. Tentativas de ir mais além de si mesmo.
Uma concorrência e competição consigo próprio, antes mesmo de competir com outros.

Conseguir mostrar essa criança de nós. Essa infantilidade de se dar a tudo o que a rodeia e que gosta.
Essa capacidade de entregar os brinquedos que gosta para partilhar com outros.
Em cada um de nós há seguramente um modo de viver mais livre, mais cordial e mais feliz com os outros. Começando pelos da própria casa, a família mais chegada. Pelos amigos e vizinhos.

Pelos colegas de profissão. Pelos desconhecidos.
À nossa volta começa a florir uma nova consciência e ser. Uma nova integração no mundo que nos rodeia. Acima de tudo, no mundo a que nos damos com toda a nossa integridade.

Faculdade que permite até estar nesse mundo, na medida da força da nossa presença.
A árvore vai crescendo. A criança vai passando por ela e evoluindo também.

A diferença é que ela não é esquecida e quer, até, lembrar-se para sempre da sua infância feliz.
Porque a felicidade é para ser recordada.
Na velhice quando já tudo é rotina e o corpo pouco se mexe, são as recordações felizes que alimentam o coração.
É preciso lembrar sempre a felicidade.
E, sobretudo, não a deixar passar despercebida.

publicado por eva às 21:49

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Sábado, 29 de Abril de 2006

Maltratada até em velha. E sempre serena. Em paz. Sorrindo

29 de abril de 2006

Maltratada até em velha. E sempre serena.
Em paz. Sorrindo a todos.
Dons e bemaventuranças usados em desiquilíbrio.
Interesses por dinheiro onde não há trabalho valioso.

Interesses pessoais acima (oh, muito acima) dos familiares e sociais.
A tudo se sobrepondo.
Desgraçados dos bem avisados pois nem essa desculpa têm.
Conhecimento, esclarecimento, são sempre em todas as épocas, causas de felicidade e bem comum.
Serenamente, a velhinha existe.
É um exemplo de sofrimento calado, transmutado em amor e carinho para todos os que a rodeiam.
Desculpa todos os que agem mal pois só podem ser ignorantes.
Antes revoltava-me esta paz imensa que brotava dela.
Hoje que sei mais qualquer coisa, apetece-me recompensá-la.

Faço o possível e o mais que me lembre para defendê-la.
Toda ela irradia amor. Amor e carinho para todos.
Tão simples e tão só. Mas tanta fé.

Tanta fé em Deus.
Quando a observo melhor está no ar, a flutuar.
Toda (completamente, toda) branca.
Uma brancura que ofusca. Como se tentasse olhar para o sol.
Ela, tão miseravelmente sofrida é que me ilumina a mim.
Sorrindo carinhosamente.
Simplesmente. Como só ela consegue ser. Assim...


publicado por eva às 17:21

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