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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

14
Jun11

Tudo tem alguma utilidade

eva

á dias em que há possibilidade de votar.

Votar em política, em sociedades e associações, em concursos divertidos…

Há dias em que não se faz nada a não ser relaxar e dormir.

Há dias em que o trabalho pareceu não ter fim.

Há também dias para esquecer e outros para lembrar cada momento.

Há dias que nem parecem dias.

Há dias em que somos nós agindo.

E outros dias há que nem nos reconhecemos.

Há dias simples e felizes.

Desses fica a melhor das recordações e o alento para seguir.

Pois, como esses, podem chegar outros e é conveniente estarmos capazes de os usufruir.

Tudo tem alguma utilidade, mesmo que não se descortine qual é.

Bons dias!

 

20
Jan10

Virar a cara

eva

- oje recebi um mail a pedir um transplante de medula…

- Para quê?
- Para quê? Para ajudar, é claro! Pois tem que haver compatibilidade e isso nem sempre acontece com os familiares do necessitado.
- Toda a gente pede algo, será possível que ninguém ofereça nada?
- Bem, se responderem afirmativamente já estão oferecendo. E nem que seja a reenviar a mensagem também estão oferecendo…
- Ora! Não serve para nada!
- Isso é completamente irreal. Oferecem sim, mais hipóteses de encontrar dadores. O não fazer nada é que se torna imprestável. Por mim acho a internet algo de maravilhoso que põe em contacto indivíduos e que lhes deixa nas mãos a possibilidade de ajudar o próximo, por longínquo que esteja.
- Tu nem te ouves a ti próprio. Isso é um chorrilho de parvoíces. Alguém olha sequer para o lado da infelicidade? Virar logo a cara é imperativo! Os olhos voltam-se para o que é bom, para o que está alegre e feliz!
- Olha, sabes que mais, eu reenviei o tal mail para ti também e agora fiquei curioso em saber o que farás com ele!
 
06
Fev09

Pormenores

eva

Ursos de peluche que nos olham fixamente. Sons de flauta de bambu. Um Sol pálido que nos ilumina.
Eis o enquadramento para o trabalho que desenvolvemos, um pouco a cada dia.
É um trabalho que se faz e nunca se dá por acabado, porque há sempre mais para fazer.
E porque o que se faz com devoção também não cansa - pelo contrário - junta-se à impressão de utilidade.
É bom sentirmo-nos úteis. E, às vezes, somos úteis em pormenores insignificantes.
Os pormenores que parecem insignificantes são, muitas vezes, os que têm a importância toda.
A nossa vida decide-se em pormenores e, mesmo os mais racionais, continuam a ser pormenores no todo da vivência.
- Às vezes é conveniente um afastamento de nós connosco, não é?
- Pois, senão não entendemos a conjuntura e, além disso, os pormenores podem fazer a qualidade manifestar-se, ou não.

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Ursula McCannell - A Flauta Mágica
Imagem retirada da net

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Disse  Antoine de Saint-Exupéry:  Se atraiçoas a tua vocação, é a ti que desfiguras !
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23
Jan09

Paralelo inacabado XI

eva

Um átrio ao ar livre e várias divisões de uma casa dão para ali. O átrio está isolado do exterior por muros e paredes dessa casa e por um portão enorme.
A disposição está engraçada, em semicírculo, e atrás das primeiras paredes são ainda as traseiras ou um quintal.
Faz lembrar as herdades e quintas, mas é apenas uma vivenda pequena.
É mesmo muito pequena, mas está muito bem pensada e torna-se airosa nessa pequenez.
Formou-se um pequeno grupo de pessoas, que foram chegando aos poucos, e ficamos todos ali, no tal átrio empedrado.
Vieram abrir o que se deduziu ser a porta principal ou de entrada.
Vê-se um corredor com azulejos nas paredes. Fomos todos andando até chegar a uma sala ampla.
Entretanto, de um pequeno gabinete, mesmo antes da sala, perguntam o nome a cada um.
Ultrapassado este tempo de identificação conseguimos entrar na tal sala ampla.
Aí temos que esperar e, à medida que as horas vão passando, começa a manifestar-se a inquietação de indivíduo a indivíduo.
Mas não há ninguém para indagar, há apenas a possibilidade de sair por onde entramos.
E, a pouco e pouco, é o que todos vamos fazendo – vamos saindo.
O portão está fechado, mas tocando numa campainha perto dele, alguém o abre. Todos saímos dali.
E, então, parece que vamos acordando porque olhamos admirados uns com a presença dos outros.
Ah! Mais admiração ainda – por termos ido ali ter. Nenhum de nós conhecia aquilo.
- Em boa verdade, ninguém ficou a saber o que era.
- Pois…

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Imagem de Connie Chadwell 
Imagem retirada da net

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Disse  Sándor Márai:  As velas ardem até ao fim !

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