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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

30
Dez08

A importância dos actos

eva

Ele estava a rezar. Sim, a rezar, porque estava aflito consigo mesmo.
Os pensamentos não eram dos melhores e tinha ouvido dizer que não se deveria criticar outrem.
Primeiro, porque não tinha esse direito. Segundo, porque poderia prejudicar de algum modo (que ainda não tinha percebido bem como), a vida e o progresso espiritual do tal outro.
Ora acontece que estava ofendido porque tinha-o considerado como amigo e eis que se havia revelado uma pessoa pérfida e premeditada nos seus actos.
Portanto, nem a desculpa de não saber o que fazia lhe poderia dar.
Estava tão ofendido quanto desiludido. Nos seus pensamentos estava patente a vontade de não mais o ver, nem às amizades do amigo, que sabiam de tudo e tudo partilharam.
Afinal, que amizade era aquela? Só existia do seu lado, que lhe havia franqueado a casa e a família, julgando sempre sã a convivência.
E… que amargura sobrava agora. Era tão forte que parecia sobrar dele para o chão, para o ar, para tudo o que o rodeava.
Já tinha ido saber e, mais que aos outros, era a ele próprio que essa desilusão fazia mal.
Era o seu corpo que recebia as ondas amarguradas e, mais cedo ou mais tarde, iria dar o sinal de alarme.
Por sinal de alarme entenda-se doença. Por outro lado, o tal amigo também poderia ser prejudicado pelas mesmas ondas tristes pois que lhas enviaria sem querer, apenas por pensar com aquela gravidade sobre o assunto.
E agora, como fazer para evitar tanta consequência e conseguir a sua educação de perdoar, tolerar e compreender?
Como? Fixando os pensamentos em coisas agradáveis e nos bons momentos em família, todos juntos!
E depois? Ahh, aos poucos, muito lentamente, irá conseguir não só perdoar como compreender que era impossível ao outro ser melhor, nesse tempo presente. Que os actos têm a importância que lhes dermos.
Para uns poderão ser banalidades do quotidiano; para outros, atitudes muito primitivas.

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 .

Imagem retirada da net
 

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Disse  Dalai Lama:  Na prática da tolerância, os inimigos são os melhores professores !
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07
Fev07

Atrás do tempo, tempo vem

eva
7 de fevereiro de 2007

Homens de fato e gravata saem e cruzam a rua movimentada.
Um outro homem estaciona o carro em cima da passadeira de peões e vai comprar uma botija de gás doméstico.
A desculpa é estacionar no menor espaço a percorrer com o peso da botija de gás.
Os peões... logo se vê como cruzam a rua.
O melhor é "contornarem" a sua passadeira por direito.
O melhor também é não serem atropelados porque, se o forem, perdem ainda a hipótese de tratamento pago.
Enfim, todos dão um jeitinho - bem à portuguesa.
Não há dúvida que tudo é mais agradável com a tolerância.
Hoje o céu também está tolerante.
Pelo menos para mim, porque sendo um dia de aguaceiros, tem sido possível andar na rua nos intervalos da chuva.
E dá imenso jeito esta tolerância da chuva.
Uns colegas faltaram por causa de problemas ósseos que se agudizaram com a chuva e o frio. Com o Inverno, resumindo.
Mas continuando a tolerância. Também nós, se tolerarmos o Inverno e todo o frio e mau tempo que ele traz, prosseguiremos para a Primavera.
Esta é mais apelativa pela temperaturas mais amenas; pelos dias maiores, logo seguidos de projectos adequados.
Um tempo segue outro tempo.
Melhores dias virão, se tivermos paciência para esperar e esperança para não desesperar.
03
Fev07

Século XXI

eva
3 de fevereiro de 2007

Visões falsas e visões verdadeiras. Símbolos da cruz em chamas.

Racismo. Símbolos religiosos. Profecias. Crimes.
Diferenças políticas.
Pessoas por terem ideias diferentes viram-se de costas, de uns para os outros.
No meio disto tudo, onde fica a tolerância?

Porque ela é apregoada e defendida como um objectivo à paz - sua instauração e sua manutenção.
Todos diferentes e todos iguais é um slogan publicitário muito bem aceite.

Entre a teoria e a prática, por vezes, sucede um abismo.
As guerras e as ameaças continuam.

A paz e a harmonia são reinstaladas, em muitos sítios, à custa de muitas vidas que se dedicaram a essa causa.
Mantê-las é depois ainda outro problema.
Vivemos no séc. XXI.
Depois de descobrir a electricidade, a purificação da água e dos ambientes.
Depois de descobrir as telecomunicações, diferentes tipos de ondas.
Depois de descobrir as vacinas, o laser, transplantes e curas.
Depois do homem se catapultar pelo espaço na direcção de planetas e asteróides.
Depois de enviar naves e sondas para pesquisas.
E depois de tudo isto acontecer no século anterior a este, o séc. XX, a humanidade ainda tem sede, fome e guerrilhas.
Será a ignorância ou este avanço tecnológico que não tem base efectiva de conhecimento moral?
Será uma pretensão elevar este século, ainda só com sete anos, a unificar a humanidade em sensibilidade e respeito mútuo?
Será então a realidade de um sonho. Tão simples quanto desejável.
Um desejável porvir.
18
Nov06

A paciência

eva
18 de novembro de 2006

Por todo o lado notícias, a toda a hora, sobre intolerância e violência.
Estão sempre ligadas, seja intolerância política, religiosa, moral ou social.
Mas, por vezes, é difícil manter uma posição, o não ser "Maria vai com as outras" e o não ser intolerante.
Se quisermos levar uma ideia por diante, isso implica uma certa força de vontade e, logo, alguma intolerância.
À mesa chegam os cafés pedidos, porque os estudantes e intelectuais de várias gerações alimentam as suas ideias a café.
Não a frutas ou iogurtes, não. O café ilumina as ideias ou, simplesmente, acorda-as.
É sempre o mais barato, isso é que é!
Esta conversa já vai em três interlocutores, mas de conclusões vai a zeros.
Falávamos da intolerância que, no fundo, é um meio da vontade e da iniciativa.
Nem sempre! Se houver mais paciência que todo o resto, ela conduz suavemente o processo, naquela esperança e crença que tudo tem um tempo certo.
Um tempo acertado entre as várias ideias e vontades.
Como a hora que meio ano se atrasa e meio ano se adianta para estar em conformidade com parte do mundo.
Ganha o trabalho, a família, a instrução, o comércio, a indústria - enfim, o possível de modo a sintonizar as trocas de informação diárias entre uns e outros, sem o desgaste extra das energias em descanso.
Isto para conjugar de parte a parte os horários, entre os diferentes fusos e paralelos e meridianos.
Faltavas tu para harmonizar isto tudo. Então a paciência é a motivação da tolerância.
Fica bem assim, não fica?
Só falta o mundo inteiro saber desta conversa, neste cantinho do universo.
Porque não? Só é preciso ter a paciência de esperar que chegue ao meu computador...
22
Jul06

Um encontro

eva
22 de julho de 2006

Voando a rasar os prédios e árvores de uma cidade.
Está tudo a preto e branco ou, melhor dizendo, a cidade está cinzenta e matizada de preto e branco.
Descendo, vêem-se as ruas e algumas pessoas que passam de carro ou caminham de um lado para o outro.
Parece que está ali um homem, já velho, que lembra alguém conhecido. Está parado no meio do passeio e parece algo indeciso.
Uma bola de luz ergue-se no céu. É o amanhecer e, então, a luz vem pintar tudo o que alcança.
Aproximando-nos do velhote, percebe-se que está mesmo perdido pois não se lembra de chegar ali.
E também não sabe onde é o "ali".
Mas lembra-se de, em novo, ter vivido numa cidade parecida. Maios ou menos por ali era o prédio.
Notando a nossa presença, semelhante à dele e alheios aos outros todos que passam por nós indiferentes, resolve perguntar se podemos guiá-lo de volta.
De volta, não podemos.
Mais para além sim, é possível se ele quiser e desejar. A confiança fez lugar no encontro.
Seguimos então com mais um convidado.
O dia estava radioso de tolerância e luz.

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