Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

Os números

Lutas pelo poder em vários países e regiões.
Lutas pelos direitos e lutas pela reunião familiar em qualquer ponto do globo.
Lutas pela solidariedade e lutas pela sobrevivência noutros tantos sítios.
Lutas com armas e lutas pacíficas.
Lutas com sessões de psiquiatria e psicologia ou individuais e solitárias.
- Em princípio as lutas são para conseguir algo melhor, com maior ou menor risco pessoal.
- No fim, talvez não ou talvez sim…
- Os resultados são sempre reduzidos a números, como nas equações matemáticas que são enormes ao início, carregadas de números e símbolos numéricos e que, no fim, são simplesmente iguais a um número ou a uma incógnita...
- Os números falam mais que as palavras e são universais quanto ao conhecimento. É, também, graças ao número que se promovem os inventos e conhecimentos científicos, assim como se promovem as horas e dias a um calendário anual e à nossa parca agenda diária. Pelos números temos a noção da amplitude de tremores de terra e de outros problemas semelhantes ou derivados. Pelos números temos a noção da importância dos fenómenos ou de acontecimentos triviais. O número faz parte integrante do nosso mundo e do nosso conhecimento apesar da matemática escolar nem sempre traduzir essa ideia facilmente. É também o número que localiza o nosso planeta Terra no meio do Universo conhecido e nos dá a noção de quanto Universo falta conhecer. De qualquer modo, é o número que nos relativiza em relação a um todo, ou total, que a princípio nem sonhamos, ou sequer presumimos a existência. Pelo número podemos apreender a insignificância, ou a significância do que nos diz respeito, do que mais intimamente nos toca.
- Mas eu detesto números! Excepto… hummm… deves-me 5€… até os poderes devolver.

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Joan Miró - Números e constelações
em amor com uma mulher
Imagem retirada da net
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Disse José Saramago: O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas !
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publicado por eva às 00:36

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Domingo, 1 de Março de 2009

José Saramago # Não me peçam razões


 

Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.

Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.

Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir.

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de José Saramago
in "Os Poemas Possíveis"
.


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Disse  José Saramago:  Nem a arte nem a literatura têm de nos dar lições de moral. Somos nós que temos de nos salvar, e isso só é possível com uma postura de cidadania ética, ainda que isto possa soar antigo e anacrónico !
.
.


publicado por eva às 18:31

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Domingo, 20 de Abril de 2008

Natália Correia # Queixa das Almas Jovens Censuradas

.
QUEIXA
DAS ALMAS JOVENS CENSURADAS

.

Dão-nos um lírio e um canivete
E uma alma para ir à escola
E um letreiro que promete
Raízes, hastes e corola.

Dão-nos um mapa imaginário
Que tem a forma duma cidade
Mais um relógio e um calendário
Onde não vem a nossa idade.

Dão-nos a honra de manequim
Para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos o prémio de ser assim
Sem pecado e sem inocência.

Dão-nos um barco e um chapéu
Para tirarmos o retrato.
Dão-nos bilhetes para o céu
Levado à cena num teatro.

Penteiam-nos os crânios ermos
Com as cabeleiras dos avós
Para jamais nos parecermos
Connosco quando estamos sós.

Dão-nos um bolo que é a história
Da nossa história sem enredo
E não nos soa na memória
Outra palavra para o medo.


Temos fantasmas tão educados
Que adormecemos no seu ombro
Sonos vazios, despovoados
De personagens do assombro.

Dão-nos a capa do evangelho
E um pacote de tabaco.
Dão-nos um pente e um espelho
Para pentearmos um macaco.

Dão-nos um cravo preso à cabeça
E uma cabeça presa à cintura
Para que o corpo não pareça
A forma da alma que o procura.

Dão-nos um esquife feito de ferro
Com embutidos de diamante
Para organizar já o enterro
Do nosso corpo mais adiante.

Dão-nos um nome e um jornal,
Um avião e um violino.
Mas não nos dão o animal
Que espeta os cornos no destino.

Dão-nos marujos de papelão
Com carimbo no passaporte.
Por isso a nossa dimensão
Não é a vida. Nem é a morte.

.
In “Dimensão Encontrada”
.
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Disse   José Saramago :  eles querem a guerra, mas nós não vamos deixá-los em paz !
.
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publicado por eva às 08:29

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