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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

20
Set09

António Ramos Rosa # O Jardim

eva
.
Consideremos o jardim, mundo de pequenas coisas,
calhaus, pétalas, folhas, dedos, línguas, sementes.
Sequências de convergências e divergências,
ordem e dispersões, transparência de estruturas,
pausas de areia e de água, fábulas minúsculas.

Geometria que respira errante e ritmada,
varandas verdes, direcções de primavera,
ramos em que se regressa ao espaço azul,
curvas vagarosas, pulsações de uma ordem
composta pelo vento em sinuosas palmas.

Um murmúrio de omissões, um cântico do ócio.
Eu vou contigo, voz silenciosa, voz serena.
Sou uma pequena folha na felicidade do ar.
Durmo desperto, sigo estes meandros volúveis.
É aqui, é aqui que se renova a luz
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in "Volante Verde" de António Ramos Rosa
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Disse  António Ramos Rosa:  Há em nós algo que é indefinível, incomunicável e indescritível !
.
 
14
Jun09

António Ramos Rosa # Estar só é estar no íntimo do mundo

eva
.
Por vezes cada objecto se ilumina
do que no passar é pausa íntima
entre sons minuciosos que inclinam
a atenção para uma cavidade mínima
E estar assim tão breve e tão profundo
como no silêncio de uma planta
é estar no fundo do tempo ou no seu ápice
ou na alvura de um sono que nos dá
a cintilante substância do sítio
O mundo inteiro assim cabe num limbo
e é como um eco límpido e uma folha de sombra
que no vagar ondeia entre minúsculas luzes
E é astro imediato de um lúcido sono
fluvial e um núbil eclipse
em que estar só é estar no íntimo do mundo
.
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in "Poemas Inéditos"
de António Ramos Rosa
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Disse  António Ramos Rosa:  A poesia deverá ser uma afirmação de dignidade e de liberdade humana !
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01
Jul08

Esperando algo mais

eva

Ela, com uma túnica, parece estar a rezar naquela sala em tonalidades beges.
Tons beges. Até a luz do sol se reflecte em tons beges.
Está rezando, sim. Está pedindo ao seu Deus que a ajude e ensine a ser melhor em cada dia, segundo as Leis Divinas.
E toda a sala – incluindo ela – vão ficando mais nítidas.
Flores, em cor rosa, vão enchendo os espaços vazios dando-lhes a beleza fresca que só as flores conseguem transmitir.
À volta nem vivalma. Parece completamente isolada e, de vez em quando, outras figuras de túnica aproximam-se dela e, finalmente, levam-na dali.
Então, pode ver-se o resto da paisagem.
Vão todos para um jardim, com alamedas para passear e aproximam-se de um lago ladeado de pedra branca e passeios também em pedra; assim como uma escadaria, com degraus largos e baixos.
Essa escadaria dá para um edifício enorme, de tectos muito altos e onde muitos trabalham porque vêem-se figuras muito atarefadas, de um lado para o outro.
Ela está, agora, quieta junto ao lago, de pé, como que esperando algo mais.
Mantém um semblante de paciência.
Logo se verá o que lhe acontece.

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Imagem retirada da net
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Disse  Guimarães Rosa:  Esperar é reconhecer-se incompleto !
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25
Abr08

Escolhas

eva
Dizem que a mediunidade é a capacidade do indivíduo ser intermediário entre o mundo em que vivemos e o mundo espiritual, que poderemos duvidar que exista.
Dizem ainda que todos somos médiuns e que podemos percebê-lo melhor se quisermos.
E dizem muitas coisas mais a ponto de parecer um relato de ficção.
Ah! E esquecia que dizem também que em todas as épocas e em todos os tempos, houve e há notícias de prodígios e dos tais médiuns.
E que se chamavam mil e um nomes diferentes conforme os povos e as culturas; desde bruxos a feiticeiros que entravam em transe.
Que nas monarquias havia esses, de transe, aconselhando as figuras reais.
- E depois, e depois, avó? Eles diziam o futuro?
- Bem, eles diziam e faziam muitas coisas. Muitas eram erro, mas muitas outras estavam certas.
- Então existem mesmo ou não existem?
- Isso, cada um tem o seu mundo imaginário e o seu mundo real. E cada um passa a servidor das suas escolhas.
- E tu que achas, avó?
- Eu acho que se tivermos fé em algo divino, podemos ser intermediários desse Divino e então que chamem o que quiserem chamar, pois seremos deste mundo sem o ser.
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 .

Sísifo de Ticiano
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Disse  Rodrigo Rey Rosa :  Poderia dizer-se da liberdade que é algo vago. A sua ausência não o é !

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