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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

24
Mai09

Aristides de Sousa Mendes - Português

eva

Aristides de Sousa Mendes nasceu em Cabanas de Viriato a 19 de Julho de 1885 e faleceu em Lisboa, 3 de Abril de 1954. Foi um diplomata português que se recusou a seguir as ordens do governo de Salazar e concedeu vistos a refugiados de todas as nacionalidades que desejavam fugir da França em 1940, ano da invasão da França pela Alemanha Nazi na Segunda Guerra Mundial.
Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, enveredou pela carreira diplomática.
Quando rebenta a 2ª Guerra Mundial, Sousa Mendes é cônsul em Bordéus.
Salazar ordena aos cônsules portugueses espalhados pelo mundo que recusem conferir vistos às seguintes categorias de pessoas: "estrangeiros de nacionalidade indefinida, contestada ou em litígio; os apátridas; os judeus, quer tenham sido expulsos do seu país de origem ou do país de onde são cidadãos".
A 16 de Junho de 1940, Sousa Mendes declara: "A partir de agora, darei vistos a toda a gente, já não há nacionalidades, raça ou religião". Com a ajuda dos seus filhos e sobrinhos e do rabino Jacob Kruger, carimba passaportes e assina vistos, usando todas as folhas de papel disponíveis.
Confrontado com os avisos de Lisboa, não desiste: "Se há que desobedecer, prefiro que seja a uma ordem dos homens do que a uma ordem de Deus".
Destituído das suas funções por Salazar, continua a assinar vistos dentro da sua viatura e lidera uma coluna de veículos de refugiados guiando-os em direcção à fronteira, onde, do lado espanhol, não existem telefones. Os guardas fronteiriços, não tendo ainda sido avisados da decisão de Madrid de fechar as fronteiras com a França, deixaram passar todos os refugiados, que, com os seus vistos, puderam continuar viagem até Portugal.
Será punido pelo governo de Salazar, que não só lhe determina a reforma compulsiva como lhe retira o direito de exercer a profissão de advogado.
O cônsul demitido e a sua família, bastante numerosa, sobrevivem graças à solidariedade da comunidade judaica tendo passado a alimentar-se, bem como a sua família, na cantina de assistência judaica de Lisboa.
Hipocritamente, em 1945, Salazar felicitou Sousa Mendes por Portugal ter ajudado os refugiados. No entanto não só recusou reintegrar Sousa Mendes no corpo diplomático como manteve a proibição de exercer a sua profissão de advogado.
A sua miséria será ainda maior: venda dos bens, morte da esposa em 1948.
Aristides de Sousa Mendes faleceu na miséria extrema, a 3 de Abril de 1954, no hospital dos Franciscanos em Lisboa. Não possuindo sequer um fato próprio, foi enterrado com um hábito franciscano.
Calcula-se que terá salvo mais de 38.000 pessoas
Em 1966 o Memorial de Yad Vashem (Memorial do Holocausto) em Jerusalém, prestou-lhe homenagem atribuindo-lhe o título de “Justo entre as nações”.
O estado português reabilitou Aristides de Sousa Mendes em 1988, catorze anos após o 25 de Abril de 1974.
A casa do Passal, em Cabanas de Viriato, onde nasceu e viveu, está ao abandono e em ruínas.
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Um trabalho realizado no âmbito da disciplina de História (desconheço de que estabelecimento de ensino), e que dá uma visão simples e rápida sobre a vida de Aristides de Sousa Mendes.

 

 

 

Uma abordagem à vida de Aristides de Sousa Mendes

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Disse Aristides de Sousa Mendes: Se há que desobedecer, prefiro que seja a uma ordem dos homens do que a uma ordem de Deus !
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23
Mai09

Politiquices

eva

Contas, recibos, e deduções que não acontecem como seria de prever numa contabilidade geral.
- Porquê?
- Porque há muitos gastos que não se podem sequer declarar, mas existem. Oh! Se existem!
- Põe em notas, noutras rubricas, sei lá!
- Nem tu as sabes, nem a maioria das pessoas. Há pessoas capazes de muita coisa – sem dúvida – e todos podemos reconhecer alguns. Mas há outros que não sabem contornar nada em seu proveito e o que ganham não chega para as despesas. No entanto, não há parcela nem rubrica para abater essas despesas, a não ser que seja um exímio financeiro.
- Isso não será bem assim…
- Olha bem à tua volta e diz-me como é, então! Mas olha com olhos sãos, sem politiquices a direccionar a visão. Ver humanamente os outros.
- Eu acho que está tudo justo na medida em que as coisas são feitas para o geral...
- E eu acho que preciso de ar fresco, para renovar os pensamentos...
- Época após época da história da humanidade, há situações injustas em todas elas.
- Vejamos então se é possível seguir o ditame – sorria para que o mundo lhe sorria também. Mas há dias que só a fé parece dar continuidade à vida.

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Casa do Passal onde viveu Aristides de Sousa Mendes
Imagem retirada da net
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Disse Groucho Marx: A política é a arte de procurar os problemas, encontrá-los, fazer um diagnóstico falso e depois aplicar as soluções erradas !
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24
Jun06

Temas de discussão

eva
24 de junho de 2006

Uma cama de casal, colcha branca com um ramo de flores azuis ao centro.
Uma região branca no planeta, com flores e montanhas pelo meio e bordas externas. O mar à volta.
A guerra prepara-se lenta e objectiva, como o felino espera a presa frágil que vê ao longe.
Outros países gesticulam e discutem em preguiças administrativas os assuntos que deveriam tomar em mãos.
A guerra finge que é boato.
Os países interessados adestram os seus preparativos com denodo e tão meticulosamente que só alguns reparam no paralelo. E estranham.
A cama ainda está feita à espera dos esposos.
Lá fora acendem-se discussões de futebol e músicas alegres e alusivas que distraem a atenção.
Vêm chuvas em pleno Verão e ninguém estranha. Tudo se justifica.
É tão mais simples permanecer na preguiça.
Preguiça de atitudes, de ideias.
E de pronto chegamos à preguiça moral.
A ética, o direito e o dever são apenas mais temas de discussão.
Muito se discute.
Resta saber se é para manter atitude ociosa.
Ou se é a própria mente que apenas consegue ser inútil.

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