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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

13
Dez09

David Mourão-Ferreira # Natal à beira-rio

eva

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É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurrecta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava, no cais, à noite iluminado...
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.
Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
À beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?

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in "Obra Poética 1948-1988"
 de David Mourão-Ferreira
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 .
 
Disse  David Mourão-Ferreira:  Nós temos cinco sentidos: são dois pares e meio de asas.
- Como quereis o equilíbrio?
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11
Mai08

Maria João Brito de Sousa # Territorialidade; Estar Vivo e Viver No Mundo

eva
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TERRITORIALIDADE
 
Poema Vencedor, ex-aequo, do Segundo Prémio de Poesia em Rede “Poemas da Minha Terra”

Meu altar entre concha e girassol,
Meu estro, meu luar de incenso e prata,
Tão humilde é a voz que te retrata
Quão desmedida a luz desse teu sol...

Tua planura imensa como imagem
De uma capela erguida junto ao mar…
Eu ergo a minha voz para te cantar
Uma canção que vem dessa paisagem.

Quem dera ir mais além, cantar mais alto
A serena beleza que me envolve
Sobre este chão salgado onde nasci

Onde a terra e o mar, num sobressalto,
Justificam a paz que agora absolve
A vida de ilusões que vivo aqui…
.
.
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ESTAR VIVO E VIVER NO MUNDO

À minha irmã biológica que ontem me dedicou a brilhante e inédita frase: -Tu não fazes nenhum!
.
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Eu escrevo porque... enfim, que hei-de fazer
Se tudo me parece indecifrável,
Se vivo neste mundo inescrutável
Onde a razão das coisas me fez ser?
.
Ao escrever me assumi, sem o saber,
Produto de uma força inalcançável
Que vai ganhando corpo e é palpável
Nas palavras que aqui faço nascer...
.
Há lá maior razão, mais nobre causa,
Para justificar os nossos dias?
Viver, aqui no mundo, é ser assim!
.
Criar a tempo inteiro e sem ter pausa...
(com isenção de impostos e franquias
Em troca do melhor que existe em mim!)
.
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. 
Disse  Florbela Espanca :  Ser poeta é ser mais alto ! 
 
14
Jan07

Alexandre Herculano - A Vitória e a Piedade (excerto)

eva
14 de janeiro de 2007
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...............................X

.....Perdoou, expirando, o filho do Homem
..............Aos seus perseguidores;
....Perdão, também, às cinzas de infelizes;
................Perdão, oh vencedores!
.....Não insulteis o morto. Ele há comprado
..............Bem caro o esquecimento,
...Vencido e adormecendo em morte ignóbil,
...............Sem dobre ou monumento.
.........É tempo d'olvidar ódios profundos
..................De guerra deplorável.
......O forte é generoso, e deixa ao fraco
.....................O ser inexorável.
....Oh, perdão para aquele a quem a morte
.....................No seio agasalhou!
..........Ele é mudo: pedi-lo já não pode;
.................O dá-lo a nós deixou.
..........Além do limiar da eternidade
..............O mundo não tem réus,
........O que legou à terra o pó da terra
.................Julgá-lo cabe a Deus.
....... .............. ................. .................

in "Poesias - Livro I - A Harpa do Crente"
de Alexandre Herculano
.

10
Abr06

Um bonito e grande amor perfeito sobre a mesa branca

eva
10 de abril de 2006

Um bonito e grande amor perfeito sobre a mesa branca, numa espécie de taça baixa, também branca.
O escritor pensa nos versos que referiam o tempo da eternidade cruzando os céus e de conhecer o sentido recto da verdade.
E da força do amor que a todos os desgostos se sobrepõe, construindo a felicidade de quem o sente.
Noutra poesia relembra a força e a solidão que o deserto imprime.
Esse deserto que fica para sempre na lembrança, como uma voz - em vez do som do vento e que se reconhece aos primeiros sons melódicos, como recordações doces como o mel, atingindo vibrações elevadíssimas que tocam os céus, e mais além, se possível.
Doutra poesia ainda, surgem na sua memória os versos - nostalgia do afastamento e lonjura que a vida impõe por vezes.
E a dor que atravessa o coração parece mais suave quando nasce o dia, pois vem a esperança que o coração possa voltar a cantar o hino do amor, sem drama.
Como o nascer de um novo destino.
O escritor adormeceu no meio de lembranças, sonhos e luzes na sua alma aconchegada em versos de igual sentir.

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