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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2012

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publicado por eva às 00:30

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Domingo, 5 de Julho de 2009

Maria João Brito de Sousa # Eu quero este soneto e A ilha 2

.
Eu quero este soneto
. 
.

Eu quero este soneto como quem
Procura o dealbar de um horizonte!
Negada, ainda, a Barca de Caronte,
Retomo a estranha estrada de ninguém.

Eu quero este soneto e vou além,
Descubro o germinar da nova fonte…
Entre a Vida e a Morte há uma ponte
Erguida entre Nenhures e mais aquém.

Não fora a dor, quase estaria bem…
Não fora este cansaço, este esvair-me,
Diria que já está, que já passou…

De tudo hei-de falar! Eu sou alguém
E, antes de cantar, não quero ir-me!
Depois, porque o cantar mal começou!




A Ilha 2


Aqui me sento e tento erguer a voz
E desespero e sei que não consigo…
Chego a fugir dos braços de um amigo
Como quem foge às armas de um algoz.

Não mais maçã, assim converto em noz,
Escondendo em grossa casca – o meu abrigo –
Aquilo que me punha em maior p´rigo,
Como afinal fazemos todos nós…

Ilha deserta, escarpa, alta montanha…
Desvendo a solidão que me acompanha,
Defendo-a com a vida até poder!

Mas deixo-me habitar e multiplico
As sementes do verso. Eu frutifico!
Ilha e Poeta enquanto Deus quiser! 
 

 

de Maria João Brito de Sousa
in "
http://poetaporkedeusker.blogs.sapo.pt/" 
 
.
Disse  Maria João Brito de Sousa:  Somos todos aspirantes. É condição "sine qua non" para estarmos vivos...
.
.

publicado por eva às 11:21

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Domingo, 28 de Junho de 2009

Olavo Bilac # Via-Láctea [XIII]

.
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas”
.
..

de Olavo Bilac
in "Olavo Bilac. Antologia: Poesias
"
 

.
Disse  Olavo Bilac:  A Pátria não é a raça, não é o meio, não é o conjunto dos aparelhos económicos e políticos: é o idioma criado ou herdado pelo povo !

.

.


publicado por eva às 17:23

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Domingo, 21 de Junho de 2009

Fernando Pessoa # Não sei quantas almas tenho

.

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisti à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: «Fui eu?»
Deus sabe, porque o escreveu.

.

de Fernando Pessoa
in "antologia poética" 

 
.
Disse  Bernardo Soares (heterónimo de Fernando Pessoa):  Meu Deus, meu Deus, a quem assisto? Quantos sou? Quem é eu? O que é este intervalo que há entre mim e mim?  
.

.


publicado por eva às 00:25

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Domingo, 7 de Junho de 2009

José Martins Garcia # Gato eleitor

.
o gato vai votar
hoje o gato é cidadão
lá vai ele a coxear
com a lista na mão

hoje o gato vai votar
vai votar pela justiça
vai deitar a opinião
na liça

lá vai ele a coxear
cheio de justa opinião
lá vai ele a arrastar
com a cauda pelo chão

de repente ouve ladrar
e retrocede apressado
sumindo a lista no chão
e retrocede apressado
pelo sim pelo não
que isto não há que fiar
em assembleias de cão

mal refeito do susto
vai compondo esta canção

era uma vez
um gato português
não dizia sim
nem não nem talvez

era uma vez
um gato português
bebia cerveja
jogava xadrez

era uma vez
um gato português
bebia por dois
dormia por três


era uma vez
um gato português
nem soube o porquê
nem soube o que fez

era uma vez
um gato português
viveu de silêncio
morreu de mudez

era uma vez
um gato português
não dizia sim
nem não nem talvez
.
.

de José Martins Garcia
in "feldegato cantabile"
.

.
Disse  
José Martins Garcia:  A canga é dos objectos afeiçoados pela humana mão aquela que a maior velocidade monta o seu autor !
 
.

publicado por eva às 22:11

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Domingo, 10 de Maio de 2009

Mário Dionísio # A Seiva Oculta

.
Quantas vezes estremeço
e quantas vezes nasço
Quantas vezes desfaleço
e quantas vezes renasço

 

Julgo-me o fim desisto e sofro tudo negro 
caem-me os braços magros ao longo dos pensamentos
canto a morte e o mistério e os requintes eternos
Mas logo uma energia insuspeitada vem dos longes
de mim mesmo 
e aquece humanamente o coração
à beira de parar 

Julgam-te morto e afinal, 
é apenas o passo atrás que dás 
para avançar 

Milhões de forças claras sempre àlerta 
milhões de vozes fortes sempre à espreita
milhões de risos brancos sempre à espera 
sob a capa lodosa dos aspectos da hora enegrecida 

Maior que os deuses e que a sombra dos deuses
maior que o medo dos deuses 
Homem 
o teu destino é modelar os montes e soprar as nuvens 
mudar o curso dos rios e o coração dos homens
para a vida 

Quantas vezes estremeces
e quantas vezes nasces
Quantas vezes desfaleces
e quantas vezes renasces

.
.
de Mário Dionísio
in "As Solicitações e Emboscadas"
.
.
Disse  Mário Dionísio:  Como posso ter tido tanto sol alguma vez dentro de mim ? 
.
.

publicado por eva às 00:25

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Domingo, 19 de Abril de 2009

Mário Rui # Dois poemas

.
.

pátria


Em que floresta mar ou
mesmo casa ponto de encontro
caminhos ou palavras
em que cabelos crespos ondulados
lisos onde (porquê esta pergunta?)
se morre cidadão
em que trajecto se cumpre
a trajectória
em que língua se liberta
a liberdade e
em que derrota
se sente uma vitória…
ah, a Pátria essa invenção.




alegria


LIQUIDO O TEMPO FRÁGIL
LÁGRIMA ….. NA PÁLPEBRA
AREIA FINA ENTRE O ESPAÇO
DA AMPULHETA

(hei-de inventar com a raiz da chuva
um calendário perpétuo
para parar o sol no zénite
do teu sorriso)

HEI-DE INVENTAR.
.

.

de Mário Rui
in "A Onda"
.
.
Disse  Mário Rui:  Por vezes a memória trai-nos/ainda na palavra que persiste !
.
.

publicado por eva às 17:34

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Domingo, 5 de Abril de 2009

José Manuel Mendes # Poemas

.
.

- Pai
este frio gela

- Filho
vem soltar as estrelas
do teu sonho




(página arrancada a um velho bloco de notas)

 

 despertar é um fruto breve


basta carregar de sentido
o que virá depois.





apontamento


conjuguemos o tempo
.................................no futuro
o condicional não terá projectos
quando o presente é de termos mãos
..........................................e sermos nós
vamos conjugar a história do homem
no plural
...................empurrar estes minutos
..........................................que param
e crescer
...............entre a sombra e para a frente 
 

 


.
de José Manuel Mendes 
in "A Esperança Agredida"
.

 

.
Disse José Manuel Mendes: Tão íntima a certeza das coisas que os homens romperam sombras e cantaram !
.

.


publicado por eva às 00:27

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Domingo, 12 de Outubro de 2008

Mário de Sá-Carneiro # 3 poemas

.

.

Eu não sou eu nem o outro,

Sou qualquer coisa de intermédio:

                Pilar da ponte de tédio

                Que vai de mim para o Outro.

 

 

 

 

Epígrafe

 

 

A sala do castelo é deserta e espelhada.

 

Tenho medo de Mim. Quem sou? De onde cheguei?...

Aqui, tudo já foi… Em sombra estilizada,

A cor morreu – e até o ar é uma ruína…

Vêm de Outro tempo a luz que me ilumina –

Um som opaco que me dilui em Rei…

 

 

 

 

 

Fim

 

Quando eu morrer batam em latas,

Rompam aos saltos e aos pinotes,

Façam estalar no ar chicotes,

Chamem palhaços e acrobatas!

 

Que o meu caixão vá sobre um burro

Ajaezado à andaluza:

A um morto nada se recusa,

E eu quero por força ir de burro!...

 

 

de Mário de Sá-Carneiro

In “Poemas Escolhidos”

.

.

Disse  Cecília Meireles:  Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda !

.

. 


publicado por eva às 00:25

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Domingo, 27 de Julho de 2008

Mário Quintana # Se Eu Fosse Um Padre ; Projecto de Prefácio

.
SE EU FOSSE UM PADRE

Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,

não falaria em Deus nem no Pecado
– muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:

nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,

desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma...

a um belo poema – ainda que de Deus se aparte–
um belo poema sempre leva a Deus! 
.

in "Nova Antologia Poética"

.
.
.

PROJETO DE PREFÁCIO

Sábias agudezas... refinamentos...
– não!
Nada disso encontrarás aqui.
Um poema não é para te distraíres
como com essas imagens mutantes de caleidoscópios.
Um poema não é quando te deténs para apreciar um detalhe
Um poema não é também quando páras no fim,
porque um verdadeiro poema continua sempre...
Um poema que não te ajude a viver e não saiba preparar-te para a morte
não tem sentido: é um pobre chocalho de palavras. 
.

in "Baú de Espantos"

.
.
.
Disse  Mário Quintana:  Se as coisas são inatingíveis... ora!  Não é motivo para não querê-las...  Que tristes os caminhos, se não fora  A presença distante das estrelas !
.
.
.

Outros poemas de Mário Quintana: Ah! Os Relógios ; Poeminha do Contra
Outros poemas de Mário Quintana: Os Poemas ; O Morto
Outros poemas de Mário Quintana: Poema da gare de Astapovo ; Inscrição para um portão de cemitério
.
.


publicado por eva às 00:04

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