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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

15
Mar10

Carinho por nós

eva

edos, terrores, pavores – não acontecem só em tempos de criança, em noites de pesadelos infantis.

Todos temos que ultrapassar os nossos medos, principalmente os mais refreados e recalcados.
Ou seja, principalmente os que aparecem nos recônditos dos sonos, inexplicavelmente, de repente e com toda a força que lhes queríamos subtrair.
São lembranças, são reminiscências de passados ainda não passados...
Afinal, somos mesmo nós com as nossas dores e sofrimentos ímpares.
Somos nós a querer ser felizes, a querer fazer jus ao direito de viver mais feliz.
Poderíamos tentar acalmar esses medos com palavras e sensações vibrantes de compreensão pelas situações e pela vítima que as sofre – nós mesmos.
- Ter carinho por nós?
- Como se pode dar carinho, amor, fraternidade se ele não existe em plenitude no nosso ser? E só ali existe quando soubermos tratar das nossas mazelas, dos nossos sofreres mais íntimos. E, em verdade… só podemos partilhar o que temos.
 
06
Jan07

Outra oportunidade

eva
6 de janeiro de 2007

Estou cheia de frio e, de vez em quando, sinto ondas geladas por todo o corpo.
Dizem que é a febre a subir.
Ela está num poço escuro, com água escura e gelada até à cintura. Treme de frio.
Outra ela, está na praia, gelada e inconsciente, apanhando constantemente com as ondas que vão subindo pela areia.
As águas são límpidas mas frias. Muito frias.
A outra treme também, recuperando lentamente a consciência.
Estas parecem estar num pesadelo.
Mas ainda outra está também gelada, numa cela, no fundo duma prisão.
Todas lembram bons tempos, com calor, água limpa e morna para um bom e perfumado banho.
As recordações correm entre o angustiante, a pena de si próprias e a esperança de que algo aconteça para se livrarem de tudo aquilo.
Uma pensa que está com gripe, outras num pesadelo.
A esperança é um fio coordenador da sua reacção.
Tudo se mantém em semi-escuridão.
Adormecem e acordam na mesma situação.
E por várias vezes sucede o mesmo.
Uma a uma, vão utilizando estes tempos em preces a um Deus ou algo superior que lhes dê coragem para aguentar e a lucidez para encontrar o momento da liberdade.
A nenhuma passa sequer a ideia de não conseguirem libertar-se desse pesadelo que vivem nestas horas.
De modos diferentes, acabam por sair dos pesadelos e encontram-se num campo, numa planície, com um céu rosa que prenuncia, finalmente, outra oportunidade.
Olham-se com espanto, não tanto por estarem ali juntas, mas porque têm a impressão de se conhecer antes deste peculiar encontro.
Abre-se um túnel entre as nuvens e finalmente aparece, ao fundo desse túnel, a luz brilhante e amarelada de um sol que nasce.
Elas juntam-se numa só que corre em direcção à luz do sol nascente.
Porque o sol quando nasce é para todos, dizem.
05
Mai06

Sonhos, pesadelos. Verdadeiros hologramas do passado.

eva
5 de maio de 2006

Sonhos, pesadelos. Verdadeiros hologramas do passado.
O passado volta a envolver-nos.

Sem piedade. Mas também sem dor.
Pelo perdão e a serenidade de poder resolver os pesadelos.
Pelo direito à alegria. À felicidade do assunto resolvido.
Dizem as sagradas escrituras que se deve resolver o problema ou a zanga/agravo havido antes de avançar.
Tudo indica ser um bom princípio. Talvez os sonhos não se repetissem.
Fantasias, ilusões. Um mundo fantástico.
O cinema resolveu esses argumentos na tela.

Nós temos que os resolver na lucidez da realidade.
No hoje, com o passado enfrentado em pensamento também.
E principalmente aí nesse lado da mente.
Podemos sempre evitar o trágico dos sonhos com a realidade.
O momento presente e o melhor que podemos ser nele - de nós próprios.
E ficar assim na lembrança que fomos o melhor que podíamos ser.
Sempre o melhor de nós para os nossos dias.

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