Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

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Sábado, 24 de Dezembro de 2011

Tudo importa

ias de Sol

Dias de chuva e vento

Dias radiosos de luz

Dias abençoados de amor familiar

Horas de quietude

Instantes de preocupação e de beatitude

Tudo importa

Tudo é válido

Saibamos viver o presente

Com a melhor intenção

Com a maior esperança

De que o paraíso de ser

Está já no Sagrado de nós.


publicado por eva às 19:34

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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011

Verdes são os campos

- ampos e campos relvados - vejo eu daqui.

- Eu também.

- Quer-me parecer que poderão ser os jardins do Éden.

- A mim também.

- Se calhar chega-se assim ao paraíso…

- Eu também acho.

- Mas quem és tu?

- Sou…

- Porque te colas assim a mim?

- É que…

- Também queres desfrutar deste ambiente?

- Bom, sim, lá isso gostaria, mas…

- Então respira fundo, amigo, observa e usufrui de tudo o que vês daqui.

- Tem a certeza?

- Porque não? Basta olhar para nos deleitarmos com esta calma e beleza natural. Não se ouve nem um pio humano.

- Pois lá isso, a esta hora!!!

- Hã? E olha além, amigo… água asperge do chão, como na minha terra, para regar os jardins relvados.

- Então mas… o senhor não é daqui?

- Meu amigo, acabei de chegar. Entrei a sufocar no hospital e a seguir vi-me aqui. Deve ser o paraíso, não acha?

- Eeeeeeuu?! Pobre de mim, já vejo fantasmas!

- Fantasma, eu? Então… e você?

- Eu sou o jardineiro da manutenção aqui dos campos de golfe e gosto de confirmar que está tudo em ordem, regas a funcionar, etc. mesmo que seja na madrugada.

- Madrugada?

- Sim, são 5 horas!


publicado por eva às 00:34

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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

O paraíso somos nós

final tenho andado toda a vida à procura e era eu.

O paraíso que queria estava em mim.

O bem-estar que queria sentir era eu mesmo que o podia sentir.

A felicidade podia senti-la em qualquer altura, a todo instante.

E contudo… não a conseguia alcançar.

Mesmo entendendo tanta coisa, nada me era útil.

Apenas o vazio continuava.

O horror, o pânico e o pavor eram tremores físicos bem sentidos.

A jovialidade, a esperança, o optimismo, ficavam cada vez mais encobertas.

Alegria, risos, paz, deveriam ter-se escondido muito bem porque não conseguia achá-los em lado algum.

Era a secura! Secura na boca, na pele, nos órgãos, no corpo…

Secura nos pensamentos.

E a luz continuava lá, lá muito ao longe, como num horizonte alto.

Como a mostrar que era possível e real. Que, apesar de tudo, ela continuaria ali.

Exactamente no mesmo sítio, acontecesse o que acontecesse a escuridão nunca seria total.

O corpo oco não era real, mas ela – luz – era, porque permanecia.

No dia que pudesse e quisesse ela iluminaria mais e mais.

Iluminaria sem limites a mim ou a quem a quisesse sentir.

Era só dar-lhe atenção!

Mais atenção que a todo o resto.

Fazer que ela existisse completamente em nós mesmos.

Deixar sair o sofrimento à rua. Varrê-lo todo junto e lavá-lo com muita água limpa.

A água das lágrimas iria também com todo esse sofrimento.

Então a tal luz de longe viria aquecer.

E como na natureza, dessa base estrumada e molhada, o ser renasceria.

Um renascer lindo, límpido e brilhante.

Porque o sofrimento já tinha sido despejado e tudo o que viesse iria ser como uma paragem de comboio.

Paragens obrigatórias umas, outras nem por isso, dependeriam da coragem e do cansaço.

O ser, nessa altura, sabe que no fim do campo há um jardim em que as flores e a beleza são pessoais e dependem do amor que cada um ainda terá para doar.

- Ena! Tantas flores para quê se apenas tens um niquinho de terra?

- Vamos ver quantas nascerão lá! Vai ser o meu jardim, o exterior e o interior em simultâneo.

- Mas é impossível nascerem todas, vai ser um desperdício, vais ver.

- Tu é que vais ver, e perceber, o quanto temos que trabalhar para conseguir obter algo de útil. É mais ou menos equivalente ao percurso da azeitona para o azeite.

- Hã?

 


publicado por eva às 00:38

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Domingo, 13 de Junho de 2010

Pessoas

essoas que nos dão ganas de estar vivos, de continuar vivo.

Pessoas que nos dão vontade de perguntar porquê estar vivo?

Pessoas que nos dão vontade de perguntar porque são assim? Porque vivem assim? Porque temos que os aturar assim?

E nós, afinal, porque perguntamos isso tudo?

Seremos assim tão melhores? Se somos, porque topamos com esses?

Não deveríamos poder encontrar, e ficar, num paraíso qualquer cheio só de boa gente?

Então o que falha? Quereremos mais do que o devido?

Ou um paraíso assim não existe? Ou apenas não existe para nós?

Então… não seremos assim tão bons nem tão merecedores de paz?

Então o que somos?

- Somos apenas nós connosco e nosso modo de viver. Por exemplo, que vais fazer hoje? Porque não vamos até à praia?

- Porque tenho que trabalhar e ganhar o sustento, ora!

- Vês, é desta variedade de sentires e decisões que vivemos. Recusando e aceitando opiniões, tarefas, etc. Variedade de tarefas e opções. Vivemos em diversidade… ainda.



publicado por eva às 00:34

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Bem vindos! Namastê!

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Aquilo que pensas ser o cume é apenas mais um degrau - Séneca

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