Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

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Terça-feira, 13 de Novembro de 2012

Orando à mãe das mães

rando

Rezando, prostrando

Vamos preenchendo

A coragem que nos falta

Os medos que nos afligem

A confiança na esperança

Esperança de melhor futuro.

Orando

À Mãe das Mães

Vamos pedindo pelos filhos

Crianças, infantes

Nossa descendência nesta casa

Grande e maravilhosa

Abrigo de todos nós

No Universo

Orando

Rezando, prostrando

Somos a esperança

Que devemos sentir

Para conseguir ir sempre além.


publicado por eva às 00:43

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Quinta-feira, 22 de Março de 2012

Prima vera

ração

Composição da Primavera

Palavra, fala e música, sons

A vibração do som

A energia que sai da garganta

E cordas vocais

Sons humanos

Cuja musicalidade

Os pássaros assemelham.

A sonoridade das palavras.

Não deveriam ser menosprezadas

Mas bem ditas e bem ouvidas

Podem compor orações

Instruções e caridade

Composição de uma Primavera

De um florescer

Em cada dia, em cada um

Em renovadas Primaveras.


publicado por eva às 00:57

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Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Sentir-se feliz

- hegámos! O mar é azul, o céu também… E tu?

- Eu sinto-me doente e não quero nada disto.

- Que queres, então?

- Quero enfiar-me na cama, aquecer-me e esquecer.

- Esquecer o quê? Não vens a fugir de nada. Estás de férias!

- Quero esquecer que estou vivo, que tenho que aturar tanta coisa e sorrir como se estivesse rodeado de anjos.

- Lembras uma oração que diz querer mais consolar que ser consolado?

- Não lembro, não sei e não quero consolar nada, quando muito quero é ser consolado.

- Pois chama-se a oração da Paz, mas há quem lhe chame de S. Francisco.

- Ainda menos, não tenho feitio para nada disso.

- Apenas para te sentires feliz?

- Nem mais!

- Pois estás cheio de sorte e, evidentemente, não precisas de nada desta beleza natural para conseguir isso. Porque a felicidade é íntima, está no próprio ser, sem ter a ver com o exterior.

- Essa agora, então porque não sinto isso, podes esclarecer?!!

- Pois se queres assim tanto ser feliz, procura esse sentir em ti e quando a encontrares não mais te sentirás infeliz.

- Ohh! Só visto!


publicado por eva às 00:36

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Sábado, 17 de Dezembro de 2011

Tempo de perfeição

 

 

tempo de Natal

É tempo de perfeição

De dignidade e oração.

Natal simboliza caridade

Amor e fraternidade.

Pelo menos uma vez no ano

Saibamos viver um Natal

Estabelecer projectos de entreajuda

Restabelecer criteriosamente o meio-ambiente

Edificar a dignidade de ser um humano.


publicado por eva às 00:35

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Sexta-feira, 29 de Julho de 2011

Sentir a unidade

 

m oração estamos

Quando tudo vai mal ou difícil

Em oração perscrutamos

Tudo o que passámos

Ou estamos atravessando

Em oração pedimos

E pedimos

E nos agarramos

A essa tábua de salvação

Que esperamos seja a solução.

À oração entregamos

Nossas esperanças

Tudo o que sentimos

E até o que somos.

Em oração obtemos a sintonia

Sintonia com energias elevadas

Sintonia de nós próprios

Com o universo

Com o infinito sentimos a unidade

E conseguimos então ser um.


publicado por eva às 19:25

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Sábado, 9 de Outubro de 2010

Metacomunicações

- stou? Está? Quem fala?

- Sou eu!

- Eu – quem?

- Ai! Sou eu, ora!

- Vou desligar, devem estar a brincar comigo!

- Irra! Sou eu!

- Eu – quem?

- E agora vês-me? Sabes quem sou?

- Sei, mas não sei o que queres?

- Quero ajuda tua, quero que peças por mim lá aos teus santinhos.

- Não tenho santinhos! Por que queres que peça por ti? Pareces bem…

- Quero estar melhor e disseram-me que tu podes pedir por mim.

- Quem te disse isso?

- Aqueles ali!

- Não se mostram, apenas a figura e a cor.

- Então já sabes quem são!

- Não, sei apenas onde estão confinados ainda.

- Pois!

- Estás com eles, então?

- Sim!

- Peço sempre a Deus por todos vocês, por todos em semelhante situação e pelas vítimas…

- Se são vítimas já estão a ser ajudadas pelo teu Deus!

- Pois sim, mas estão a sofrer muito também e por isso…

- Pedes assim por todos? Sempre?

- Sim!

- Não fazes mais nada na tua vida?

- Faço como os outros, faço o melhor que posso e oro a Deus por todos.

- Tens tempo?

- Faço esse tempo.

- E a vida assim…?

- Assim a minha vida faz todo o sentido, amplia-se…

- Obrigado por mim. Adeus!

 


publicado por eva às 00:39

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Terça-feira, 29 de Junho de 2010

AVÉ MARIA’S

 tão bom ser religioso! Ter a quem pedir, a quem confiar as nossas mais prementes aflições e necessidades…

Mas nem sempre somos tão lestos para agradecer a esse quem.

Alguns há que nunca se lembram de formular tal agradecimento sequer.

Mas a qualquer um, em qualquer repartição ou lugar onde nem sequer nos tenham atendido como deveriam – agradecemos – e, quanto mais importante creiamos essa pessoa, mais efusivo é o nosso agradecimento.

…??

A maioria é assim… para pedir – belíssimos pedintes!

E, como em tudo, há a maioria e a minoria.

A minoria tenta fazer o melhor que pode, tenta ser o melhor que consegue e nem sempre apela à religião.

Porque, nesta minoria, também há os que são religiosos, que agradecem ajuda possível e louvam a Deus pelos resultados.

Há os que sabem soletrar cada palavra das orações que rezam, porque já as analisaram e aprovaram o seu significado.

Há os que percorrem lugares santos com humildade…

Enfim, há de tudo… para todos os gostos e tradições…

Resta sempre uma espécie de fé, em si próprio, a comum da rua ou a esmerada em conventos e altares, a que é mais ou menos cega ou a criteriosa, a caprichosa ou a racionalizada.

E ainda há outra Fé, como há outro Amor, como há todas as virtudes em estado sublimado e excelso que estão acessíveis a qualquer um porque pertencem ao íntimo de cada indivíduo e não dependem de mais nada que dele mesmo.

Ou seja, dependem do seu esforço em encontrá-las, promover-lhes o florescer e fazê-las vibrar nessa amplitude maior ou celestial em que o ser projecta o Ser.

 


publicado por eva às 14:16

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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

O Natal que

Natal e compras, ou comprinhas…
Depende da bolsa, depende da vontade e da proximidade dos entes familiares.
O Natal que tanto pode ser dia de amargura e tristeza, de solidão ou de festa e das caras alegres de crianças.
O Natal que se vai preparando com alguma antecedência ou que não se prepara e se ignora na igualdade dos dias, que apenas são para se passar passando, arrastando nas horas…
Há dias chegou-me um mail que mostrava adultos e crianças dormitando em plena rua, em ambiente de guerra-guerrilha, e a legenda dizia que enquanto alguns dormiam em camas quentes outros poderiam desejar não acordar da poeira da rua.
As desigualdades são maiores ou menores a cada ano?
Que fazemos, individualmente, para que todos melhorem?
- Eu, como não sei que fazer, rezo. Rezo por todos esses e rezo todos os dias e, até, a cada vez que vejo algum mais desfavorecido.
- Mas, muitas vezes foram eles mesmos que procuraram esse tipo de vida e não querem ser ajudados.
- Todos queremos ser ajudados, a questão é que por vezes o estado presente já escondeu, bem fundo, a esperança da felicidade e a negação de ajuda é a defesa que se encontra para não cair ainda mais fundo. Porque muitas vezes foi através de uma pretensa ajuda que se ficou sem nada. Nada de nada!
- Isso é idealismo e ficção! Cada um tem o que escolhe…
- Cada um tem o que pode ter e, por vezes, já não tem fôlego para a esperança, apenas para reunir forças e viver o seu dia-a-dia, noite-a-noite, e estas são cada vez mais longas.
- E que dizes dos que deixam tudo, casa, família, filhos… por vício, por um ideal…
- E filhos e netos que já não conhecerão de perto… Digo-te que são escolhas que fazem, por vezes, na melhor das intenções.
- Na melhor das intenções para eles!
- Continua a ser uma escolha por boa intenção e o resultado é-lhe reservado e aos familiares que o acompanham. As melhores escolhas podem ter resultados horríveis ou maravilhosos, no presente ou no futuro.
- Ou seja, tudo é possível de ser justificado por boas intenções!
- Ou seja, não devemos acusar e, quando julgarmos, seja algo e não alguém. E se for alguém que seja o próprio e não o alheio.

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Salvador Dali - O infindável enigma
Imagem retirada da net

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Disse Sydney J. Harris: Um idealista acredita que o curto prazo não conta. Um cínico acredita que o longo prazo não importa. Um realista acredita que aquilo que se faz ou deixa de fazer no curto prazo, determina o longo prazo !
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publicado por eva às 00:33

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Domingo, 23 de Novembro de 2008

Nikos Kazantzaki # Carta a Greco

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Três espécies de almas, três orações:
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........a) Sou um arco nas tuas mãos, Senhor; curva-me, senão apodrecerei.


........b) Não me curves demasiado, Senhor; posso quebrar.


........c) Curva-me até onde desejares, Senhor; e tanto pior se eu quebrar.




 

.....Ergui os olhos, fitei-te. Ia dizer-te:
.....- Avô, é verdade que não há salvação? – Mas a língua prendeu-se-me. E quando tentei aproximar-me de ti, os joelhos fraquejaram.
.....Então, estendeste a mão, como se eu me afogasse e quisesses salvar-me. Agarrei-a àvidamente: ela estava salpicada de manchas multicolores; queimava. Toquei-lhe, ela deu-me força, um impulso, e pude falar.
.....- Avô – disse –, dá-me as tuas ordens.
.....Tu sorriste, puseste a mão sobre a minha cabeça. Não era mão, era um fogo multicolor. E esse fogo derramou-se até às raízes do meu espírito.
.....- Vai até onde puderes, meu filho...
.....A tua voz era grave, sombria, como se saísse da garganta profunda da terra.
.....Atingira as raízes do meu cérebro, mas o meu coração não acusou qualquer sobressalto.
.....- Avô – gritei então com voz mais forte – dá-me uma ordem mais difícil, mais cretense.
.....E, bruscamente, mal o tinha dito, uma chama cortou o ar. Assobiando, o antepassado indomável com cabeleira entrelaçada de raízes de tomilho desapareceu da minha vista: no alto do Sinai apenas restava uma voz imperiosa, que fazia estremecer o ar.
.....- Vai até onde não puderes.
……………………………………...............................
Lembras-te daquelas palavras terríveis que nós, os cretenses, costumamos dizer: - «Volta aonde fracassaste; foge do lugar onde venceste!» Se fracassei e me sobrar ainda uma hora de vida, recomeçarei; se venci, abrirei a terra para vir deitar-me ao pé de ti.
.....Aqui tens, pois, o meu relato, general, e julga.
.....Escuta, Avô, o relato da minha vida; e se na verdade combati contigo, se fui ferido sem que ninguém se apercebesse que sofria, se nunca voltei as costas ao inimigo – dá-me a tua bênção.
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in "Carta a Greco"
de Nikos Kazantzaki

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Disse  Nikos Kazantzaki:  Toda a minha vida é um grito e toda a minha obra a interpretação desse grito !
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publicado por eva às 00:28

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Domingo, 17 de Fevereiro de 2008

Teilhard de Chardin # O Meio Divino - Parte III

Aviso prévio
.
Os excertos que serão aqui reproduzidos ao Domingo, em Fevereiro, são retirados da obra «O Meio Divino» do padre jesuíta Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955), da edição da Editorial Presença, Lisboa, Colecção Síntese, s.d., e a selecção é da minha responsabilidade.


Terceira Parte – O Meio Divino
.
Deus revela-se em toda a parte aos nossos tacteios, como um meio universal, por ser o ponto último onde convergem todas as realidades. Cada elemento do Mundo, seja ele qual for, só subsiste, hic et nunc, à maneira de um cone cujas geratrizes se unissem (no termo da sua perfeição individual e no termo da perfeição geral do Mundo que as contém) em Deus que as atrai. Por conseguinte, todas as criaturas, como tais, não podem ser consideradas na sua natureza nem na sua acção sem que, no mais íntimo e no mais real de si mesmas, – como o sol nos pedaços de um espelho quebrado, – se não descubra a mesma Realidade una na sua multiplicidade, inatingível mesmo na sua proximidade, espiritual mesmo na sua materialidade. Nenhum objecto pode influir sobre nós pelo seu próprio fundo sem que o Foco universal irradie sobre nós. Nenhuma realidade pode ser apreendida pelo nosso espírito, pelo nosso coração ou pelas nossas mãos, na essência do que encerra de desejável, sem sermos obrigados pela própria estrutura das coisas, a subirmos até à fonte primeira das suas perfeições. Este Foco, esta Fonte estão pois em toda a parte. Exactamente por ser infinitamente profundo e punctiforme, Deus está infinitamente próximo e em toda a parte. Exactamente por ser o Centro, ele ocupa toda a esfera.
Nas esferas exteriores do Mundo, o Homem sente-se a cada instante angustiado por separações que põem entre os corpos, distâncias; entre as almas, impossibilidade de se compreenderem; e entre as vidas, a morte. A cada momento também o Homem tem de gemer por não poder, no breve espaço de alguns anos, levar a cabo e abarcar tudo. Finalmente, ele inquieta-se sem cessar, e não sem razão, perante o louco descuido ou a irritante insipidez de um meio natural onde a maior parte dos esforços individuais parecem desperdiçados e perdidos, – onde as pancadas e os gritos parecem ser logo abafados sem despertarem nenhum eco.
Tudo isto é a desolação da superfície.
Mas deixemos a superfície e, sem nos afastarmos do Mundo, mergulhemo-nos em Deus. Aqui e daqui, nele e por ele, dominaremos tudo e comandaremos tudo. Todas as flores e todas as luzes que tivermos deixado para sermos fiéis à vida, um dia encontraremos aí a sua essência e o seu fulgor. Os seres que perdemos a esperança de atingir e de influenciar, lá estão reunidos pelo vértice mais vulnerável, mais receptivo e mais enriquecedor da sua substância. Nesse lugar, o mínimo dos nossos desejos e dos nossos esforços é recolhido, conservado e num instante pode fazer vibrar todas as forças do Universo.
O Panteísmo seduz-nos pelas suas perspectivas de união perfeita e universal. Mas no fundo não nos daria, se fosse verdadeiro, senão fusão e inconsciência, pois no termo da evolução que ele julga descobrir, os elementos do Mundo desaparecem no Deus que eles criam ou que os absorve. O nosso Deus, pelo contrário, leva ao extremo a diferenciação das criaturas que concentra em si. Só o Cristianismo salvaguarda, com os direitos do pensamento, a aspiração essencial de toda a mística: unir-se (isto é, tornar-se o Outro) ficando cada um o que é.
A imensidade de Deus é o atributo essencial que nos permite apreendê-lo universalmente em nós e à volta de nós. Sob que aspecto, próprio da nossa Criação, adaptado ao nosso Universo, se manifesta e se aplica à Humanidade, a Imensidade divina?
No fundo, desde as origens da preparação messiânica até à Parusia, passando pela manifestação histórica de Jesus e pelas fases de crescimento da sua Igreja, um só acontecimento se desenrola no Mundo: a Encarnação, realizada em cada indivíduo pela Eucaristia.
Todas as comunhões de uma vida formam uma só comunhão.
Todas as comunhões de todos os homens actualmente vivos formam uma só comunhão.
Todas as comunhões de todos os homens presentes, passados e futuros formam uma só comunhão.
Considerámos nós já alguma vez suficientemente a imensidade física do Homem, e as suas extraordinárias conexões com o Universo, para «realizar» nos nossos espíritos o que contém de formidável esta verdade elementar? A camada humana da Terra está inteira e perpètuamente sob o influxo organizador de Cristo encarnado.
Ora, como se apresenta na estrutura do universo, o próprio Mundo? Aparece-nos como uma zona de transformação espiritual contínua em que todas as realidades e todas as forças inferiores sem excepção vêm sublimar-se em sensações, em sentimentos, em ideias e em faculdades de conhecer e de amar. À volta da Terra, centro das nossas perspectivas, as almas formam, em certo modo, a superfície incandescente da Matéria imersa em Deus. Desde o ponto de vista dinâmico e biológico, é tão impossível marcar abaixo dela um limite como entre uma planta e o meio em que cresce.
Benson, num dos seus contos, imagina que um «vidente» chega à capela isolada onde ora uma religiosa. Entra. E eis que à volta deste lugar ignorado ele vê de repente o Mundo inteiro a enlaçar-se, a mover-se, a organizar-se segundo o grau de intensidade e de inflexão dos desejos da humilde orante. A capela tornara-se como que o pólo à volta do qual girava a Terra. Ao redor de si mesma, a contemplativa sensibilizava e animava as coisas porque ela cria; e a sua fé era operante, porque a sua alma, puríssima, a colocava muito perto de Deus. – Esta ficção é uma excelente parábola.
A tensão interior dos espíritos para Deus pode parecer sem importância àqueles que tentam calcular a quantidade de energia acumulada na massa humana.
E contudo, se fôssemos tão capazes de ver a «luz invisível» como vemos as nuvens, os relâmpagos ou os raios solares, as almas puras parecer-nos-iam neste Mundo, tão activas, só pela sua pureza, como os picos nevados, cujos cumes impassíveis aspiram contìnuamente para nós as forças errantes da alta atmosfera.
Queremos que tome incremento à volta de nós o Meio Divino? Acolhamos e alimentemos cuidadosamente todas as forças de união, de desejo, de oração que a graça nos apresenta. Só pelo facto do aumento da nossa transparência, a luz divina, que não cessa de incidir com força sobre nós, transbordará mais.
Ninguém no Mundo pode salvar-nos ou perder-nos, contra a nossa vontade.
A que força está reservado o papel de estilhaçar os invólucros onde tendem a isolar-se ciosamente e a vegetar os nossos microcosmos individuais? À Caridade, princípio e efeito de toda a ligação espiritual.
Meu Deus, vós dissestes-me que creia no Inferno. Mas também nos proibistes de pensar, com absoluta certeza, que um só homem tenha sido condenado. A cada alma que, ao perder-se apesar dos apelos da graça, haveria de arruinar a perfeição da União comum, vós opondes, meu Deus, umas dessas refundições que restauram a cada momento o Universo numa frescura e numa pureza novas. O condenado não é excluído do Pleroma, mas da sua face luminosa e da sua bem-aventurança. O condenado perde o Pleroma, mas ele não é perdido para o Pleroma. O Cume não se mede bem senão pelo abismo coroado por ele.Falava eu há pouco de um Universo fechado, abaixo, pelo nada, isto é, de uma escala de grandezas que fossem a acabar, de certo modo, no zero. Mas eis, meu Deus, que ao rasgardes as sombras inferiores do Universo, vós me mostrais que debaixo dos meus pés se abre outro hemisfério, – a região real, descendo ilimitadamente, de existências pelo menos possíveis. Os fogos do inferno e os fogos do céu não são duas forças diferentes, mas manifestações contrárias da mesma energia.
.
.
Parte I nesta ligação
 
Parte II nesta ligação
.
Parte IV nesta ligação
..
.
Disse Teilhard de Chardin : Como o mar em certos dias só se ilumina ao contacto da quilha ou do nadador que o corta, – assim o Mundo só se ilumina de Deus reagindo ao nosso esforço !
..
. 

publicado por eva às 18:04

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