Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

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Quinta-feira, 28 de Abril de 2011

Nego

ego

Nego tudo

Até mesmo que existo

Nego o que vejo e oiço

O que penso ou o que toco

Nego

Nego toda a desgraça

Nego a falta de esperança

A ilusão e toda a lógica

Nego

Nego que exista algo maior

Que tudo isto permita

Nego a falta de responsabilidade

De cada um em si mesmo

Nego

Nego a falta de amor e carinho

De bem-dizer e bem-fazer

Nego

A negação de todo bem

Porque há um novo Sol

A cada dia

Uma renovada oportunidade

Para não negar

E começar o aceitar.

 


publicado por eva às 22:59

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Sábado, 18 de Dezembro de 2010

O tempo certo

ush e Mimi estão a passear no relvado com a pachorrentice própria de tartarugas fora de água.

Vão esticando o pescoço estilo olho de submarino a querer ver a superfície.

Sentem-no mas não o vêem e por isso movem-se ainda mais lentamente.

E Miau espreita, efectivamente, como uma estátua muito perto delas.

Acho que nem respira, só as olha tão espantado como elas estariam se pudessem vê-lo.

Mas ele fixou-se como se fizesse parte da paisagem desde sempre, completamente imóvel por baixo do banco de pedra do jardim.

Elas vão andando no seu passeio da tarde, nem muito juntas nem muito afastadas. Hush vai espreitando melhor as redondezas e vigiando Mimi, mais pequena e entusiasmada.

E… dá olho no olho dele. Pára, quedo também, nem se mete na carapaça. Nem acredita que se possa ter aproximado tanto daquele bicho que actua com as garras com habilidade fantástica. De soslaio, sem mover a cabeça consegue vislumbrar Mimi já a passar da relva para o empedrado.

Olho no olho outra vez. Mas porque o gato não o ataca ou à Mimi?

Olho no olho percebe o medo que provoca no Miau. Então é isso!

Ele, tão hábil, não percebe que são simples tartarugas que nem conseguem mexer-se bem com uma carapaça tão forte e pesada, como o abrigo seguro que esta é quando o necessitam.

Algum, deles dois, vai ter que se mexer, mas por ora mais vale deixar Mimi brincar livremente no jardim, entre a pedra e a relva. Ela adora aquilo! E assim que se cansar vai a correr para o seu lago e refresca, mergulha e fica a nadar o resto do dia.

É só esperar que o ambiente mude, então ele enfia-se na carapaça ou vai recuando até ao seu querido lago.

É só esperar atentamente por algum indício de mudança… ou muda-se ele, Hush, quando o tempo certo chegar!

É só esperar o tempo certo para a mudança e aproveitar bem a oportunidade.

 


publicado por eva às 00:35

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Domingo, 7 de Março de 2010

Dores

- uem sofre mais? O que fala e refila ou o que amargura e cala?

- Não faço ideia, porque o que fala está a exprimir a dor que sente de modo tão violento quanto a força que esta tem nele. O que cala, pode calar porque nem tem forças para falar ou reagir ou porque nem percebe bem o que lhe acontece, sobretudo se tal situação não lhe é, sequer, admissível.
- Então, para ti, são iguais os sofrimentos?
- Bem, os sofrimentos dos outros não se pode medir, cada um é que sabe o que sente e quão agudo é esse sentimento no seu íntimo. Há pessoas, mais dadas à força incontrolada de emoções que, por uma discussão mais acesa, vão dar ao hospital com ataques cardíacos, falta de ar, etc. Outros há que penam o inconcebível e nem sequer encontram forças para chorar e desanuviar, fisicamente, a dor incontrolável que sentem. Inclusive, mal sentem as lágrimas que lhes escorrem pelo rosto, sem qualquer soluço nem pranto – em quietude… Como falar da dor alheia? Com que direito?
- A ideia era obter uma análise, simplificada, das várias situações.
- Mas como é possível simplificar a dor? A dor pode ser física, de mal-estar físico, e a dor pode ser, também, moral-mental. A primeira implica sempre, e imediatamente, a segunda. Porém, dor sentida mentalmente implica que, mais cedo ou mais tarde, determinado mal-estar físico venha a surgir.
- Então?
- Então, somos seres psico-somáticos, mesmo! Tudo está relacionado em nós e para minimizar as consequências, resta-nos aprender a disciplinar as emoções em prol de sentimentos que possam ser defensivos para a nossa saúde global. Temos uma vida - e morte - para enfrentar e todas as capacidades que temos, mentais e físicas, são necessárias para a boa conclusão das situações que aparecem e para o progresso individual. As possibilidades de progresso que uma vida fornece, segundo algumas opiniões, apenas é fornecida, metodicamente, a quem já merece esta oportunidade; porque, dizem os mesmos, que muitos seres há que nem essa hipótese obtêm ainda, por falta de mérito.
- Sem palavras!
- Recolhes-te ao silêncio?
- …
 

publicado por eva às 00:34

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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

A morte

Vencer a morte, não! Vencer aquela morte – talvez.
Porque, simplesmente, ainda não tinha chegado a hora dele. São alturas de profundo sofrimento, em que tanto faz viver ou morrer, apenas interessa ultrapassar aqueles minutos, dias ou meses de agonia.
Depois de tudo passado, tudo deverá ser apenas lembrança, sem dores, e nessa altura dá-se uma alegria de estar vivo.
De estar vivo para todas as coisas.
E então, como lhes parecem lindas – como nunca antes se perceberam.
Cada momento tem então o sabor de toda a nossa energia.
Parece que se personalizaram os objectos, as situações, os caminhos ou trajectos, os convívios.
Até a água e o pão simples têm um sabor mais requintado. E então surge um apego mais forte…
Para uns, esse apego é à vida, ao quotidiano, à família, ao trabalho, dinheiro, etc.
Para outros é ao Ser Divino que nos concedeu mais tempo de saúde para gozar a vida o melhor possível.
Para todos surge um outro modo de viver.
- Mas… Vale a pena?
- Uma nova oportunidade de viver é sempre valiosa, seja qual for o entendimento que dela se tenha.
- Certo! Uma oportunidade tem sempre essa finalidade!

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S. Dali - O Sono 
Imagem retirada da net

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Disse  Muslah-Al-Din Saadi:  Quando morreres, só levarás aquilo que tiveres dado !
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publicado por eva às 00:39

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Sábado, 5 de Julho de 2008

Tempo de oportunidade

- Sabes o que ele disse? Que a vida é como um moinho que tritura e transforma em pó o que nós somos – de pior ou de melhor!
Disse ainda que os abismos em que nos sentimos cair são os que nós mesmos cavamos com as nossas ilusões.
Comentar o passado sofrido é provocar maior desilusão em vez de o utilizar como motor de encontro com a simplicidade.
- Pronto, já está!
- O quê?
- As costuras que vão renovar este fato para a festa de amanhã.
- Ouviste o que eu estive a dizer?
- Perfeitamente! Ias nos abismos que nós cavamos para nós.
- Mais ou menos… pronto… e concluindo: ele chegou à conclusão que as alterações estão em nós, em sermos mais optimistas e crentes até nas pessoas. Porque até elas se melhoram constantemente, por pouco que pareça.
- Olha, toma uma flor! Porquê… porque estás sempre a querer dar oportunidade às pessoas – até às desconhecidas. E já é tempo de dares uma oportunidade a ti mesma e perceber o quanto as pessoas se importam contigo.
- Ohhh!

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Gil Bruvel

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Disse  Mário Quintana:  O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser !
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publicado por eva às 21:12

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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007

Harmonização

- Oportunidades em cada dia que passa, todos temos e das mais variadas.
Mas a maior parte delas (senão todas) não as percebemos nem as entendemos.
Às vezes, passados dias, ou meses, lembramos que já estivemos antes naquela situação, mas não lhe demos tal interpretação.
- Ah, ah! A isso chama-se falta de perspicácia!
- Pois… mas também pode ser distracção de si mesmo! Ser daqueles que não procura nada para si a não ser passar pelos dias da sua vida, o mais feliz possível.
- Mas depois queixam-se que outros lhe passaram à frente…
- Não há só oportunidades mundanas. Também há oportunidades morais! De acerto de pensamentos salutares em si mesmo, na confiança das suas capacidades e na esperança nas boas capacidades dos outros.
- Ihhh, o que para aí vai…
- Pois, mas é mais saudável pensar bem dos outros e de si. Se não se conseguir acreditar que os que nos rodeiam têm mérito, então a vida é um beco sem saída que só tem isolamento e angústia.
- É o estar só no meio da multidão, do poeta!
- E essa solidão só tem bom resultado se servir para pensar e decidir que mais vale estar em harmonia do que julgar-se único na sociedade.
Porque ninguém detém a verdade total (ou pura) de nada. Tudo é relativo, tudo está em contínua e permanente mudança.
Por isso, e na maior parte das vezes, é suficiente e necessário estar em harmonia mais do que estar certo, desde que prevaleçam os valores morais entre todos. 
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Renoir
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♪: Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades - José Mário Branco

publicado por eva às 23:47

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Sábado, 30 de Dezembro de 2006

Vozes

30 de dezembro de 2006

Recados e mais recados. Eles parecem soar dentro da cabeça, sem interlocutor à vista do mundo. São correcções à conduta. Correcções à maneira de ver as coisas.

Ouve-se que "burro velho não aprende línguas" dentro da cabeça.
Quem ouve tem tendência para duvidar da sua lucidez.

Será que está a ficar tresloucado?
Na sua cabeça surge claramente, sem ninguém pedir licença, naquele momento em que escolhe o que quer do supermercado, a resposta de que todo o momento é altura de melhorar a visão da própria vida.
E se está velho, então o melhor é ter alguma pressa porque o tempo pode já não ser tanto quanto o desejável.
Ai, que ele não está a gostar nada disto! Nem é tanto do recado, é mais da questão das vozes.

Se nunca ouviu vozes antes, porquê ouvi-las agora? É de desconfiar...
Não é tempo de desconfiar pois isso foi o que fez toda a vida.

Desconfiava tanto dele mesmo que nunca ouviu nada do que lhe diziam.
Mas... diziam, quem?
Isso não era importante, o que era importante era a sua transformação.
Mas qual transformação, qual nada...

Vivia bem, preparou a velhice com cuidado, trabalhou honestamente, comportou-se sempre de modo moralmente correcto... Que era isto agora?
Precisamente por ter sido sempre honesto com os outros é que precisava agora de ser honesto consigo mesmo...
Ai, ai, ai... caramba!

publicado por eva às 20:48

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Segunda-feira, 13 de Novembro de 2006

Paz interior

13 de novembro de 2006

Ela vinha rua fora, bem arranjada para mais e mais compras. São a sua distracção.
Ainda não sabe o que deve fazer na vida. Que valor dar aos seus dias.
No entanto, alguns (suas vítimas do passado), já lhe perdoaram.
Perdão pelas suas intrigas que tantos infelizes fizeram.
Mães que tiveram que se separar, à força, dos filhos.
Filhos que tiveram que aguentar a solidão de não ter mãe para os mimar e ter aquela, ao contrário, tão próximo.
E percebendo esses filhos de outras mães, apesar de crianças pequenas ainda, o poder maléfico da intriga e da espionagem contínua das suas vidas, agora também em perigo.
Assim como esses maridos que desesperaram com as suas mentiras, diz-que-disse e as reticências malévolas que empurraram os desgraçados para os piores e mais falsos pensamentos.
Todos esses, no entanto, perdoaram-lhe.
E esta mãe também, até porque não podia ficar com o peso de não lhe dar uma oportunidade de recuperar a sua vida.
A verdadeira vida dela. A sua vida interior. A sua possibilidade de progresso em melhoria pessoal.
E esta mãe também não queria deixar de se perdoar a si própria o sofrimento que ela lhe causou.
Os filhos agora criados por outra, apesar de tudo, estão bem - no bem possível.
Dos céus, em trovoada e chuva, surgiu um relâmpago bem forte que a iluminou ali no meio da cozinha.
E a sua vida, tão escurecida de amargura, clareou por uns instantes também.
Então ela conseguiu compreender que o perdão que foi capaz de sentir pela outra, a iluminou de paz a ela própria.
Do relâmpago ficou a luz da sua paz interior.

publicado por eva às 17:18

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Aquilo que pensas ser o cume é apenas mais um degrau - Séneca

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