Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

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Segunda-feira, 28 de Junho de 2010

Amor de mãe

mor de mãe deve ser parecido com amor de pai e amor de filhos porque tudo isto é relação e troca do sentimento de amor.

A maternidade é outra troca de sentimentos semelhantes que envolvem, ainda em acréscimo, uma relação de meses em completa duplicidade de emoções e forças físicas.

Esses laços perduram e perduram…

Depois, também há outras pessoas que vamos encontrando pela vida fora e que fazem as vezes da mãe, do pai ou de um filho tal como sonháramos que fossem.

E tudo se vai completando e encaixando como se a nossa vida fosse simplesmente um puzzle de inquietudes e ilusões bem sonhadas.

Rosas, flores lindas e perfumadas…

Ou céus muito azuis, e rosas, e amarelos…

Enfim, o belo e a felicidade estão presentes sempre que há quem tenha sentimentos bons por quem sentir e para repartir por tudo o que rodeia.

 


publicado por eva às 00:39

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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

No mundo de bem-querer

Portão que se abre estrondosamente. Vozes que se fazem ouvir bem alto.
É dia e princípio de tarde soalheira e um bebé que vai passear com os pais.
É uma recordação que volta. São os sonhos desfeitos de um bebé que não deixaram nascer.
São os choros que se ouvem ano após ano. São choros das entranhas de uma mãe e de um passado.
Um passado em que a opinião dos outros contava tanto ou mais que a sua.
Um passado sem condições, sem trabalho e sem dinheiro.
Um passado de sujeição à família e à sociedade.
Todos esqueceram, outros ainda ignoraram e dois seres ainda choram e sentem o choro de um pelo outro.
Às vezes, junto com o choro, solta-se um grito que as mãos, rápidas, travam ainda na boca.
E o tempo prossegue…
E o bebé foi passear e volta feliz.
Quando os exames médicos mostram bons resultados todos ficam felizes.
E se não estivessem? Que faria a classe médica? Continuava apurando a raça?
- No mundo de bem-querer, bem-fazer e bem-parecer poderão conviver o amor de mãe e a ciência médica?
- Tudo é possível, sobretudo se as ideias adquirem a face adulta do raciocínio e da responsabilidade.
- Há lugar para a irresponsabilidade?
- Junto dos mal-entendidos há sempre um lugar para a irresponsabilidade, assim como para um esclarecimento racional e, porque não, emocional.
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Gregory Katsoulis
Imagem retirada da net

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Disse  Rabindranath Tagore:  O mistério da encarnação repete-se em cada mãe: toda a criança que nasce é Deus que se faz homem !

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publicado por eva às 23:52

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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

Criança menina-mulher

Era uma criança com outra, só que muito mais pequena.
Uma menina-mulher de 11 ou 12 anos apenas, bonita e simples como só se pode ser nessa idade.
Sobretudo quando a paisagem à volta é turbulenta, de guerrinhas entre grupos, que assolam populações pobres.
Rapariga forçada a ser mulher por qualquer desvario desconhecido e vagabundo.
Algo fica, não “resto” que os restos são desperdiçados e o que fica não é desperdício.
Mas uma rapariga tão jovem sofre suplícios, sem assistência e ainda com medos e fome a fazê-la tremer ainda mais.
Outras mulheres, mais velhas e experientes, juntam-se para a ajudar e a essa reunião e barafunda de opiniões seguem-se horas dolorosas. Das maiores dores que se podem sentir.
Parecem chorar os dois seres, o de dentro e o que lhe deu guarida meses a fio.
Meses de trabalho constante, de fome permanente, de refúgios sonhados sempre – acordada ou a dormir.
Tanta desgraça, tanto esforço no meio de tanta amargura de vida; como um sol brilhante de esperança, chora já um recém-nascido que colocam em cima da barriga da mãe, valente criança-jovem mãe.
Ele vem com olhar vivo de esperança. As mulheres olham com dúvidas e a sua mãe olha-o entre o alívio das dores e o espanto de dias tão diferentes para viver a partir daí.
Ela, que precisa de ajuda e protecção para sobreviver, vai alargar o olhar e o sentir para englobar nela mesma outro mais necessitado de protecção.
- Acho que não pode dar mais porque está a dar até bem mais do que tem!
- Ohh, mas ela consegue!
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Crianças na guerra civil espanhola (1936-1939)

Fotógrafo desconhecido

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♪: Rosa de Hiroshima - Ney Matogrosso

publicado por eva às 22:25

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Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007

Uma nova mãe

14 de fevereiro de 2007

Uma nova mãe. Porque estamos numa maternidade e porque ela foi mãe nestes últimos dias.

O bebé é menino e está bem. A mãe está sorridente.
Até que enfim!
Foi uma gravidez rabugenta. Tudo era uma trabalheira, um cansaço que só visto.
Ainda por cima, o outro filho adoecia muito da garganta.
Os trabalhos, a ela, pesavam-na muito porque não lhe dava jeito à barriga aquelas forças de empurrar carrinhos, como era preciso.

E pendurar-se nos escadotes para chegar às prateleiras mais altas - era mentira, pois com aquela barriga não via os degraus para descer e assustava-se de cair.
Um pandemónio de meses e de barriga.
Agora, linda mãe, pense na sorte de ter direito a médico e assistência!

Quantas e quantas novas mães não há, por esse mundo fora, que nem sabem que há médicos para ajudar a dar à luz, quanto mais hospitais?
Sítios em que as mulheres ainda se juntam para ajudar.
Sítios em que se a mãe não tem leite, o filho não resiste.
Sítios em que até a água é escassa e pouco limpa, e nem sequer potável.
Sítios em que se come o que se consegue encontrar.
Por inacreditável que pareça, todos os anos são conhecidos mais redutos humanos em que a organização em tribo já seria um milagre de evolução.
Cada vez há mais refugiados a tentarem sobreviver.
O progresso há-de vir porque nada fica na mesma, e porque a evolução é sempre uma continuação na linha da vida.

publicado por eva às 22:08

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Quinta-feira, 29 de Junho de 2006

O bebé

29 de junho de 2006

A gruta é grande, em largura, espaço e altura.
Uma bola de luz como o Sol ilumina-a, de modo a poder ver-se uma criança-bebé em panos castanhos.
Uma mulher, que não é a mãe, está debruçada sobre ela, tanto para não chorar como para não deixar que lha levem.
Ela sabe como isso é porque foi ela que a separou da mãe e a trouxe para ali.
Mas não consegue escondê-la.
A verdadeira mãe está ali a querer tirar-lha, mesmo ali.
E o bebé como que adivinha, porque olha na sua direcção e, nesses momentos, sorri e serena o choro.
A mulher não percebe porquê, visto que o trata o melhor que pode e sabe.
Nem tem comido, nem bebido, nem nada, para não o deixar só e não se sentir abandonado.
Coitados, três seres em dívida uns pelos outros e nenhum avança na tolerância e na paz.
São momentos de aflição e desespero.
A mãe apela para a salvação do filho, mais que da sua.
E vem, então, um grupo de salvamento que encontra esta gruta, no meio de tantas iguais.
Só que esta registava um chamamento de mãe. De verdadeira maternidade.
Consciente e amorosa quanto baste. A verdadeira supremacia da mulher.

A sublimação da dádiva do amor.
Os salvadores enviam primeiro a bebé para a estação de socorro.
A seguir as duas mulheres que entretanto se ligaram entre o desespero e a dádiva.
Amigas no futuro...

publicado por eva às 20:00

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Sexta-feira, 21 de Abril de 2006

Querida avó, sempre bonita. Sempre doente. Sempre amorosa.

21 de abril de 2006

Querida avó, sempre bonita. Sempre doente. Sempre amorosa.
Sempre dependente. Sempre com um sorriso.
Pele muito branca, cabelos branco areia, olhos d'água.
Muito frágil, protegida por milhares de conceitos.
Uma vida imensa.

Uma vida cheia de emoções.
Um coração cor de coral, muito vivo, sempre a palpitar de preocupação - até pelas coisas boas.
Mas por dentro o seu corpo está a deixar-se ir.

Todo o seu interior está a murchar.
Só o seu coração vive luminoso.
E de repente, do seu interior, vem ela mesma, cheia de luz rosa. Enorme.
De pé, a sair e querendo banhar-se numa luz maior.

Flores de todas as cores rodeiam-na.
E cresce. Cresce até ao céu.
E eu estou banhada... em lágrimas.

publicado por eva às 14:46

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