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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

Mãe das mães

ãe das mães

Maria mãe

Filha Maria

Amor especial de mãe

Mãe das mães

Amor em qualquer situação

Amor que desculpa e perdoa

Constantemente

Que socorre nas acusações

Nas dificuldades

Mesmo em simples diferenças

Amor especial de mãe

Mãe das mães

Amor que ampara

Harmoniza

Defende e protege

Através da maior energia

A força do escudo do Amor

Amor especial de mãe

Simbolizado em Maria

Mãe das mães. 


publicado por eva às 00:43

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Domingo, 20 de Dezembro de 2009

Maria João Brito de Sousa # Um Fantasma no Pinheiro de Natal

 

Era o corpo-presente de uma ausência!
Perfeitamente nítido na sala,
E vestido a rigor... traje de gala
Num lençol de alva e pura transparência.

Mas lá que era fantasma... ah, isso era!
Do alto do pinheiro de Natal,
Olhou-me e acenou. Não me fez mal.
Disse-me: - Noutro Natal! Eu fico à espera...

Sorri-lhe também eu, disse-lhe adeus,
Sumiu-se por caminhos muito seus
E eu ali fiquei, muito orgulhosa...


Fora um presente que era só p`ra mim
Pois mais ninguém na casa o viu assim
Naquela noite gélida, invernosa.
.

. 
in “http://poetaporkedeusker.blogs.sapo.pt/”
.
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Disse Maria João Brito de Sousa: Não há nada que caiba numa só vida, exceptuando essa mesma vida !
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publicado por eva às 13:39

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Domingo, 6 de Setembro de 2009

Maria João Brito de Sousa # Descaminhos

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Depois de perdido
No labirinto dos olhares do mundo,
Arrancado aos eixos de um tempo linear,
Afogado nas horas disfarçadas de azul-celeste...

Depois de devidamente
Arrancadas as raízes,
Podados os ramos do sentir,
Colhidos os frutos que podiam ser úteis,
Apontaram-lhe
O caminho politicamente correcto
Na direcção do cativeiro travestido de sorrisos.

Nesse mesmo dia,
Desenraizado,
Despojado de frutos,
Despido de sonhos,
Amputado de afectos
E devidamente encaminhado...

Aprendeu a voar por dentro.
.
.

.
in  http://poetaporkedeusker.blogs.sapo.pt/ 
 


 

Disse  Maria João Brito de Sousa:  Nós não somos só o que fazemos aqui e agora. Somos também as "pegadas" que por cá deixarmos !.
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publicado por eva às 00:10

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Domingo, 5 de Julho de 2009

Maria João Brito de Sousa # Eu quero este soneto e A ilha 2

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Eu quero este soneto
. 
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Eu quero este soneto como quem
Procura o dealbar de um horizonte!
Negada, ainda, a Barca de Caronte,
Retomo a estranha estrada de ninguém.

Eu quero este soneto e vou além,
Descubro o germinar da nova fonte…
Entre a Vida e a Morte há uma ponte
Erguida entre Nenhures e mais aquém.

Não fora a dor, quase estaria bem…
Não fora este cansaço, este esvair-me,
Diria que já está, que já passou…

De tudo hei-de falar! Eu sou alguém
E, antes de cantar, não quero ir-me!
Depois, porque o cantar mal começou!




A Ilha 2


Aqui me sento e tento erguer a voz
E desespero e sei que não consigo…
Chego a fugir dos braços de um amigo
Como quem foge às armas de um algoz.

Não mais maçã, assim converto em noz,
Escondendo em grossa casca – o meu abrigo –
Aquilo que me punha em maior p´rigo,
Como afinal fazemos todos nós…

Ilha deserta, escarpa, alta montanha…
Desvendo a solidão que me acompanha,
Defendo-a com a vida até poder!

Mas deixo-me habitar e multiplico
As sementes do verso. Eu frutifico!
Ilha e Poeta enquanto Deus quiser! 
 

 

de Maria João Brito de Sousa
in "
http://poetaporkedeusker.blogs.sapo.pt/" 
 
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Disse  Maria João Brito de Sousa:  Somos todos aspirantes. É condição "sine qua non" para estarmos vivos...
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publicado por eva às 11:21

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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Um infeliz

- É um mísero que ali anda.
- É assim tão pobre?
- Não, é mísero porque nunca está feliz onde está. Quer sempre estar noutro lado qualquer e quando lá chega, daí a nada já quer ir fazer outra coisa noutro sítio.
- É um insatisfeito!
- Pois é isso mesmo.
- Talvez seja doença?
- Talvez, mas sempre foi assim desde novo. Nunca estava bem em sítio algum, a não ser que estivesse entretido a trabalhar. Até nas horas de dormir, acordava e queria levantar-se para ir ver o que havia na casa.
- Seria medo à mistura…
- Nunca se percebeu. Uma vez por outra gostava e apreciava estar uma hora, ou pouco mais, a conversar. Porém, se estivesse em movimento, mantinha a conversa horas e horas. Resumindo - tinha que estar entretido com várias coisas ao mesmo tempo para relaxar e descansar como os outros.
- Será, então, hiperactivo?
- Sei lá! Só sei que dá pena vê-lo sempre insatisfeito, faça-se o que lhe fizerem para lhe agradar. Às vezes, até pede para descansar e ficar só.
- Sabes o que isso é? É não ter paz interior – quando se tem paz ou se está em paz consigo, com os outros e com o que nos rodeia, todos somos felizes onde estamos e nada mais é necessário.
- Se calhar é isso, porque não parece sentir paz alguma, nem sequer o mais leve sossego.
- Então, o mísero é um infeliz.
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Imagem retirada da net

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Disse  Maria João Brito de Sousa:  A magia dos dias está nas maravilhas que eles nos podem trazer !

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publicado por eva às 00:25

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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Outro dia

No pátio, deitada ao relento, estava uma mulher com ar cansado.
Não se via mais nada, nem ninguém. O silêncio era completo.
De vez em quando ouvia-se algum dos seus soluços.
Apesar de estar adormecida, continuava a estremecer o corpo todo com soluços desgarrados.
Nem uma palavra, nem pássaros, nem brisa que agitasse algum ramo – nada! Nada ali mexe.
O Sol vai alto e tudo continua quieto…
Já vai ser o ocaso do dia e nada de novo…
Quase ao escurecer, alguém chega e repara na mulher, ali no chão empedrado.
Senta-se, a uma certa distância dela, e começa a falar, pausadamente e bastante baixo, mas o suficiente para ser ouvido pela mulher, no seu íntimo.
É uma espécie de lição, um ar de pregação que, passado um bocado, parece acordá-la.
Parece até que a vibração dessa voz e da sua presença conseguem elevá-la – levantar o seu corpo como se planasse.
E ela passou a sentir-se leve, leve…
Parecia o encantamento das histórias infantis porque, conforme planava assim, as suas angústias, ressentimentos, arrependimentos, e sei lá mais o quê, dispersavam no ar.
Então, ao voltar ao chão duro, ela acordou mesmo.
Olhou e não vendo já ninguém, percebeu que algo de bom lhe acontecera. As suas energias tinham melhorado.
Outro dia ia nascer e outras oportunidades iriam surgir…

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Imagem retirada da net

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Disse Rainer Maria Rilke: Talvez todos os dragões da nossa vida sejam princesas que esperam ver-nos, um dia, belos e corajosos. Talvez todas as coisas aterradoras não sejam, na sua essência mais profunda, mais do que coisas indefesas que esperam que as socorramos !

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publicado por eva às 00:25

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Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

Maria José Rijo # O Curinga

Às vezes, sem quê, nem porquê, ocorre-nos pensar cada coisa mais inesperada que, se bem que no primeiro momento, pela surpresa, nos possa divertir, depois, até nos faz reflectir e pensar.
O ano, de 2008, terminava.
Por escolha minha, estava só, como já estivera no Natal.
À medida que o tempo vai passando, cada vez mais, estas e outras datas, ganham tão profundo significado, que o acto de as comemorar requer uma intimidade connosco próprios que só se consegue no silêncio e na solidão.
Minha Avó, frente aos grandes acontecimentos, tristes ou alegres, recolhia-se dizendo: - vou rezar!
Lembro-me de não entender, o que agora se me afigura tão evidente como reconhecer que as nascentes brotam do misterioso interior da terra.
Claro que, estando só, podia escutar dentro de mim, como numa sinfonia, o eco, amalgamado, de tudo o que a Vida já me deu.
Assim, dei comigo lembrando o costume antigo das famílias quando se reuniam, nas tardes, ou aos serões, para conviver, jogar damas, cartas, dominó, xadrez, mah-jong, ao assalto, à glória...
As escolhas eram feitas de acordo com o número de pessoas, as idades e os gostos. Então, em épocas de festividades, nas grandes confraternizações familiares, quando as presenças eram bem heterogéneas, ou se escolhiam os jogos, de acordo com as preferências, por pequenos grupos, ou se fazia uma grande mesa para envolver as crianças e lá aparecia a bolsa - quase sempre - de veludo - com as bolinhas numeradas e os cartões para o loto que dava para entreter muita gente ao mesmo tempo.
Recomendava-se apenas: - quem amua, por perder, não pode jogar e, assim, se estimulava o brio da garotada que não querendo fazer má figura - entre os grandes - aprendia a suportar esses 'pequenos desaires' com dignidade.
Neste fim de ano de 2008, fiz, para meu conforto íntimo, uma retrospecção de memórias acumuladas até onde a lembrança me pôde, ainda, levar.
A certa altura, evoquei as 'paciências' de cartas que tinham, então, uma função calmante, benéfica, apaziguadora do nervosismo das inevitáveis esperas, sempre que alguém faltava ou se atrasava criando preocupação.
Como um reflexo do que recordava, agarrei, ainda hesitante sobre o que fazer, na caixa das cartas. Esvaziei-a sobre a mesa sem vontade definida.
Entretanto, fui manuseando-as, quase a olhá-las uma a uma, como quem revê esquecidos retratos de família.
Parei, nem sei quanto tempo, com as reservadas para jogar o 'crapaud,' segurando-as como um leque.
Crapaud é jogo para dois. Não poderia ser. Uma paciência era a solução possível.
Assim decidi.
Impunha-se, para isso, tirar as cartas que, muito embora sendo do baralho e completando-o, nestes jogos de entretenimento, ficam de fora, porque não são necessárias.
Melhor dizendo: estão de sobra, estão a mais.
Até se podem guardar à parte para evitar que atrapalhem.
Às vezes, se calhar perderem-se, até se poderá lamentar o facto dizendo: foi pena! faziam parte do conjunto...
Mas, logo se aduz, serviam tão pouco! Nem se vai dar por isso. Fiquei a olhar os pobres curingas. Coisa estranha!
Chamei-lhes pobres, porquê?
São os menos comuns. Nalguns jogos até os mais importantes. Valiosos. Há casos em que até exibem um certo mimetismo!
Fazem as vezes de outras com igual préstimo, são, digamos: -poli-valentes...
Estranha na sociedade das cartas, a situação do curinga... Onde pode valer tudo, ou nada...
Pode ser imprescindível ou absolutamente inútil, como sorte de gente.
De muita gente. De tanta gente...nestes jogos de família. Talvez por isso o configurem muitas vezes de clown...
Vá-se lá saber, desse jeito, se está a rir ou a chorar... Nem ele quereria que o soubessem - suspeito!
2009 - chegou! - ou tudo, ou nada ! - Como o curinga. - Rir? - Chorar?
Depende - também - de quem baralha, dá cartas e tem o jogo na mão...
Haja esperança!
Embora se saiba que há quem faça batota e ganhe sempre...
Feliz 2009!
 
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de Maria José Rijo
in Jornal Linhas de Elvas, 8 de Janeiro de 2009
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Disse  Maria José Rijo:  Tempos melhores, só virão com Homens melhores, e esse esforço, essa luta, é de todos nós !
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publicado por eva às 00:48

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Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Maria João Brito de Sousa # O Caminhante ; Da Relatividade do Tempo

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O Caminhante
 

Passou por este espaço e quis parar...
Ficou refém do espaço, por momentos,
Olhando com uns olhos muito atentos
Em busca da razão que o fez ficar.

Passou por este espaço e, sem saber,
Passara por si mesmo uma vez mais
Sem que os olhos captassem os sinais
Que este espaço lhe dera a conhecer...

Depois foi normalmente à sua vida.
Não fora a sensação de uma partida,
Jamais se lembraria deste espaço...

Tem dias em que passa e já nem olha,
Em nenhum deles, porém, a sua escolha
Dependeu da vontade ou do cansaço.



Da Relatividade do Tempo


Um cansaço de vida, um quase-morte,
Depois um renascer contra a vontade.
O corpo à minha espera (identidade?)
Um Palácio de Luz eu sem norte...

É tudo tão dif`rente! Essa ilusão
Do tempo que se vive deste lado,
Dilui-se entre o futuro e o passado
E traduz-se num`outra dimensão.

Um segundo, um milénio... quanto tempo
Se passou, afinal, enquanto estive
Diante dessa luz cheia de paz?

Um milénio, por lá, é um momento
Daquilo que por cá se sente e vive.
Um segundo? Um milénio? Tanto faz!
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de Maria João Brito de Sousa
in "poetaporkedeusker"
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Disse  Maria João Brito de Sousa:  Não existe mudança de situação sem que antes tenha havido mudança de atitude !
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publicado por eva às 00:38

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Domingo, 4 de Janeiro de 2009

Maria João Brito de Sousa # Tão só por cá ficasse... ; O fantasma do poema

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Tão só por cá ficasse a minha pena...

Eu, por minha vontade, cantaria
A Vida até à hora derradeira!
Eu cantaria a Terra, toda inteira,
Desde o nascer do Sol ao pôr-do-dia!

Eu cantaria até tornar-me Terra,
Nesta alegria imensa de ser vida
E, embora doente e já vencida,
Eu cantaria a Paz vencendo a guerra...

Eu cantaria mais, tão só tivesse,
A força de cantar, tão só pudesse
Transformar-me em palavra e ser Poema...

Eu cantaria, ainda que já morta,
Tão só viesse a morte à minha porta
Levar-me e cá deixasse a minha pena!



O fantasma do poema

Nasci deste poema que fizeste.
Tu olhas-me e não queres acreditar
Mas eu sou, na verdade, esse pulsar
Do momento da escrita em que te deste.

Venho lá bem do fundo do teu ser,
Sou a ponte que leva a tudo o mais,
Trago anseios, urgências animais,
De partir e de dar-me a conhecer...

Não quero nem morada, nem fronteiras!
O corpo é para ti que és pequenina.
Eu "sou", sem dimensão de tempo ou espaço!

Saltei das tuas mãos, entre canseiras...
Do fundo dos teus sonhos de menina,
Da estranha imensidão do teu cansaço!
.
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de Maria João Brito de Sousa
in
http://poetaporkedeusker.blogs.sapo.pt/
.
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Disse  Maria João Brito de Sousa:  Nem sempre o menos claro é menos bom Porque realça a luz, omnipresente !
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publicado por eva às 00:09

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Domingo, 14 de Dezembro de 2008

Fernando Pessoa # Eros e Psique: Conta a lenda

.
Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera.
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado.
Ele dela é ignorado.
Ela para ele é ninguém.
.
Mas cada um cumpre o Destino -
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E, vencendo estrada e muro,
Chega onde em sonho ela mora.
.
E, inda tonto do que houvera,
A cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.
.
.
de Fernando Pessoa
in "Cancioneiro"
.
.
Disse Fernando Pessoa: Uma tristeza é um lago morto dentro de nós, uma alegria um dia de sol no nosso espírito !
.
.

 

 

Maria Bethânia e Fernando Pessoa

.

.


publicado por eva às 22:21

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