Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2011

O mar é tão tumultuoso como calmo

 mar é tão tumultuoso como calmo.

Tão escuro como de cor azul e prateado.

Tão cheio de ondas gigantes como de serenidade.

As areias são revoltas e escuras ou quase brancas, secas e quentes.

Areias escondem agruras e desastres ou tudo mostram em céu aberto.

Como a natureza todos temos dias piores e melhores.

Momentos desagradáveis ou auspiciosos.

Saibamos manter-nos em integridade com nós próprios.

Saibamos ser úteis ao próximo em fraternidade e trabalho.

Saibamos que tudo em redor e nós mesmos podemos ser mais confiantes e serenos em um Bem Maior.

E a paz se unirá à Paz em nossos corações.


publicado por eva às 00:36

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Quinta-feira, 3 de Junho de 2010

À beira-mar

ia de descanso semanal para uns. Dia de trabalho para outros.

Há que tempos que não ia até à beira-mar, de mar verdadeiro mesmo.

Daquele que tem ondas e surfistas.

Daquele que o horizonte é para lá do olhar.

Daquele que é cada vez mais azul até se igualar ao céu, quando se tocam.

Porque tanta beleza tem que se encontrar alguma vez…

Há uma pureza no ar…

Há uma luz que toca no íntimo de tudo o que alcança, da água ao céu, da gaivota à areia, das abelhas e borboletas às crianças, aos pais e aos avós, a tudo e a todos.

Essa luz perpassa todos os corpos. Até o ar está impregnado dessas luzinhas da luz.

Se conseguirmos pensar além e olhar para cima veremos que todos somos e que todos vemos essa luz…

 


publicado por eva às 00:31

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Domingo, 1 de Novembro de 2009

Sebastião da Gama # Florbela

.
Florbela
(em sua memória)

Sou eu, Florbela! Aquele que buscaste.
Falam de mim Teus versos de Menina.
Tua boca p'ra mim se abriu, divina,
mas foi só o Luar que Tu beijaste.

Hás-de voltar, Florbela!… Em débil haste,
por entre os trigos cresce, purpurina,
a mais fresca papoila da campina
que, só por me veres, não cortaste.

Eu tenho três mil anos: sou Poeta.
Surgi dos lábios secos dum asceta,
de uma oração que Deus deixou de parte.

Redimi tantos corpos, tantas vidas
neles vivi, que sinto já nascidas
asas com que subir para alcançar-Te..
.
Arrábida, 6-11-1943
 
.
de Sebastião da Gama
in "Revista Alentejana"
.
.
Disse  Sebastião da Gama:  Cá estou eu,/ a julgar que vou remando.../ Cá vai Deus a remar/ E eu a ser um remo com que Deus/ Rasga caminhos pelo Mar...
.

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publicado por eva às 19:34

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Domingo, 5 de Outubro de 2008

Maria João Brito de Sousa # O Abraço

.
Ó lusitano mar de quem herdei
As veias dos poemas que te faço,
Eu venho-me entregar ao teu abraço
Pela mão de um soneto que criei!
 
E tu, em cujo seio eu engendrei
A voz que trará vida ao meu cansaço,
Repara nestas linhas que te traço
E aceita esta vida que te dei...
 
Eu sou quem te levou a outras raças,
Quem de ti fez cavalo que galopa,
Quem ouve esses segredos que revelas...
 
Eu sou a terra-mãe que tu abraças
No ponto mais Oeste da Europa,
A Nação que te encheu de caravelas! 
.
.
de Maria João Brito de Sousa
in http://poetaporkedeusker.blogs.sapo.pt/
.
.
.
Disse  Fernando Pessoa:  Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal !
.
.

publicado por eva às 00:27

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Domingo, 14 de Setembro de 2008

Maria João Brito de Sousa # Mar, Céu e Natureza

.


De quanta coisa neste mundo amares
Ama a centelha viva acesa em ti!
De quantas coisas houver por aqui
Ama-te nos reflexos que encontrares,
 
Pois se te vês naquilo que conheces
O Mundo serás tu e tu o Mundo!
Em verdade te digo que confundo
O próprio Mundo com as minhas preces!
 
Se te encontrares no Céu, na Natureza,
Se o Mar amares serás, com certeza,
Alguém que encontrou já o seu caminho!
 
Serás, então, reflexo da beleza,
Desse estranho ideal que me tem presa,
E nunca mais te irás sentir sozinho!
.

 

de Maria João Brito de Sousa 
in “http://poetaporkedeusker.blogs.sapo.pt/

.
.
.
Disse  Vinicius de Moraes:  A vida só se dá para quem se deu !
.
.

publicado por eva às 00:33

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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007

Amanhã

Na água funda de um lago, ao crepúsculo, brilha uma luz.
Do barco, parece trémula e baça.
Mas quando se mergulha para ver o que é, a luz torna-se mais forte e localizada.
O local é ao fundo, cada vez mais fundo.
E os mergulhadores seguem intrigados a luz que os vai enganando.
Pois parece ser ali e, afinal, ainda é acolá. E mais lá ainda.
Ah, agora sim, estão próximos. Agora a água já não lhes tolda a visão da luz.
A água já não é mais névoa para os seus olhos, e está a ficar transparente – tal é a força da luz.
E a luz brilha cada vez mais. Parece o fogo de uma lareira.
- Olha, não é nada disso! É uma arca!
- Mas está fechada… a luz é que parece rebentar dentro dela!
- Melhor dizendo, vai rebentar com ela… vês… abriu a tampa!
- Tem ouro?
- Não! Mas também não percebo o que é!
- Que foi que passou por nós? Olha ali!
- São… são…seres!?
- Se são seres, são iguais a nós mas quase transparentes e… nós somos assim? Tão belos?
- Só se forem os nossos sentimentos! Temos que voltar ao barco, ou será que já não vamos a tempo de casar?
- Vamos pois, está marcado para amanhã!
- Amanhã… quando é?... 
.

.

Fractal

.

♪: La mer - Charles Trenet
tags: ,

publicado por eva às 19:34

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Domingo, 10 de Junho de 2007

Fernando Pessoa # Mensagem (excertos) e Profecia

...................PRIMEIRA PARTE

........................BRASÃO

..........................Sexto
........................D. Dinis
.

Na noite escreve um seu Cantar de Amigo
O plantador de naus a haver,
E ouve um silêncio múrmuro consigo:
É o rumor dos pinhais que, como um trigo
De Império, ondulam sem se poder ver.

Arroio, esse cantar, jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
E a fala dos pinhais, marulho obscuro,
É o som presente desse mar futuro,
É a voz da terra ansiando pelo mar.
.

...................SEGUNDA PARTE

...................MAR PORTUGUÊS

.............................I
.......................O Infante

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!


............................X
...................Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
..
.
..........................XII
.......................Prece
.
Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.

Dá o sopro, a aragem – ou desgraça ou ânsia -,
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância –
Do mar ou outra, mas que seja nossa!
.
In “Mensagem”
de Fernando Pessoa

PROFECIA

E a nossa grande Raça partirá em busca de uma Índia Nova, que não existe no espaço, em naus que são construídas «daquilo de que os sonhos são feitos». E o seu verdadeiro e supremo destino, de que a obra dos navegadores foi o obscuro e carnal ante-arremedo, realizar-se-á divinamente.

In “A Nova Poesia Portuguesa no Seu Aspecto Psicológico”, por Fernando Pessoa, publicado em A Águia, nº 12, II série
.
 
♪: O Mare e Tu - Dulce Pontes e Andrea Bocelli

publicado por eva às 21:51

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Domingo, 3 de Junho de 2007

José Vaz # As Lágrimas São Netas Do Mar

3 de junho de 2007
.
.
Vieram dizer ao Mar
que o Sal
andava a portar-se mal.
.
Quem veio meter
minhocas na cabeça do velho Mar
foi a Areia e a Espuma.
Tudo porque o Sal
era bonito 
e não lhes ligava nenhuma.
.
De queixinha em queixinha,
disseram ao Mar
que o Sal
tinha uma namoradinha.
.
Chamava-se Gota de Água.
Era linda,
branca, cristalina
e tinha vindo do Céu Azul.
.
As duas,
com dores de cotovelo,
contaram ao Mar
as conversas de amor
que tinham ouvido
quando o Sal estava a namorar
muito entretido.
.
Então, 
a Areia disse que a Gota de Água
falou assim para o Sal:
- Meu bem amado,
..se quiseres casar comigo
..deixarás de ser salgado.
.
E a Espuma disse que o Sal respondeu à Gota de Água:
- Minha ternura,
..por ti deito o salgado fora
..e fico uma doçura.
.
E neste disse-que-disse,
as duas marotas aproveitaram a maré
e
de tal maneira
atazanaram o velho,
que os seus cabelos ficaram em pé.
.
- O Sal virar doçura? – pensou o Pai Mar.
E, ao pensar nisto,
deixou entrar a tristeza e a amargura
no seu imenso coração.
.
O Pai Mar nem queria acreditar.
Então,
ele,
pai,
criou o Sal, desde catraio até homem feito,
feito para conservar
a beleza e a saúde dos habitantes do seu reino
- os peixes –
e o rapaz queria tornar-se doçaria?
Não podia!!!
.
Chamou o filho e disse-lhe:
- Filho, tem paciência,
..se continuas com o namoro,
..considero desobediência.
.
O Sal
fez ouvidos de mercador,
encolheu os ombros,
e continuou o seu grande amor…
pela Gotinha de Água.
.
Ao saber
o que o filho tinha decidido,
o Mar ficou bravo,
enraivecido,
tornou-se turbilhão, e foi grande a aflição:
as Ondas andaram numa fona,
os Mexilhões levaram tapona,
a Baleia veio respirar à tona,
um Cavalo-Marinho
tropeçou num penedo e partiu o focinho.
Até uma Gaivota,
de perna manca,
que era vizinha do Mar,
teve de dar à perna para não se afogar.
.
O velho Mar,
amargurado e furioso,
pôs o filho fora de casa,
em terra.
.
Mas o sal não se importou.
Casou.
Mas, como não havia casas para alugar,
o Sal e a Gota de Água
foram morar
para os olhos das pessoas.
.
É por isso
que, quando estamos tristes e amargurados nos nossos corações,
choramos.
E as nossa lágrimas
são salgadas
porque são filhas do Sal e da Gota de Água
e… netas do Mar.
 

In “Para Sonhar com Borboletas Azuis”
de José Vaz com ilustrações de Luisa Brandão
.
.
♪: Aquarela - Toquinho

publicado por eva às 00:52

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Sábado, 8 de Abril de 2006

Olhei para o alto e vi uma flor azul; não, duas. Aliás, três

8 de abril de 2006

Olhei para o alto e vi uma flor azul; não, duas.
Aliás, três - uma campânula, um cravo e uma rosa.
Voltamos à primeira forma: uma flor, amor-perfeito. Azul também.
Agora formam um pequeno bouquet.
Parece que é... para mim. Agradecida - são lindas.
Como devolver a graça? Ah, o amor incondicional, o perdão de tudo, incluindo o mais ofensivo e difícil.
Sair de mim própria, observar o mundo.
As suas peripécias, alegrias e devastações.
É espalhar o amor para todos com reforço de paz para os mais negativos.
E a estas águas - que faço... derramo-as no mar.
Olha, formam-se luzes onde foram deitadas.
E essas luzes ou estrelinhas sobem ao céu.
Serão humidade ou lágrimas - conforme as convicções.
Volto a mim mesma e sinto um aperto no coração - foi bonito, mas como vou conseguir sentir um amor assim por algumas pessoas tão antipáticas e tão (oh! tão, tão ) próximas.
Tem que ser possível garantir as emoções educadas de modo tão sublime.
Um modo tão divino, será asssim!

publicado por eva às 21:05

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