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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

23
Set09

A diferença

eva

As nossas vontades são as nossas impaciências. A serenidade inclui paciência.
- Queres dizer que não devemos ter vontade de nada?
- Quero dizer que devemos ter objectivos e tentar cumpri-los e para isso tão-somente é necessário a serenidade para ver com clareza o que é necessário fazer da nossa parte. A impaciência pode levar-nos agir de modo diferente ao modo mais adequado e íntegro. Quando apenas queremos conseguir algo temos tendência para atropelar tudo o que aparece no caminho a contrariar essa vontade.
- Então a diferença está em agir de modo mais ou menos pensado, reflectido?
- Não, a diferença está em agir conforme a nossa moral e segundo os nossos objectivos, sabendo dosear com rectidão a espera e a acção do trabalho.
- Rectidão de princípios?
- Rectidão é rectidão de tudo – de pensamentos, de acções, por nós, pelos outros, pelo ambiente que nos rodeia. Devemos tentar agir bem sem perturbar a ordem existente de modo compulsivo. Tudo pode melhorar-se paulatinamente, sem brusquidão e com segurança. Como num puzzle, todas as peças têm o seu lugar certo e quanto mais peças são colocadas mais se ajeitam as que foram mal colocadas e as que estão ainda fora do sítio.
- Adeus, lembrei-me que ainda não terminei o meu…
- …?
- O meu puzzle!

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Rob Gonsalves - No Labirinto
Imagem retirada da net
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Disse  Lewis Carroll:
  Quem sou eu neste mundo? Ah, esse é o grande puzzle !
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14
Set09

Dietas

eva

Tantas preocupações com o corpo físico. Tantas manias com a aparência física.
O curioso é que, geralmente, nada disso corresponde a noções e princípios para resguardar a saúde física.
- Estás a falar de ginástica ou de outros exercícios físicos, menos ou mais especializados?
- Não exactamente! Ou seja, não só o exercício físico mas a comida ou a tipologia adoptada na dieta, a bebida ou a qualidade e quantidade dos líquidos ingeridos.
- Dietas?
- Por dieta aceitamos uma selecção elaborada cuidadosamente, de modo a incluir a maior riqueza qualitativa e variedade de alimentos que o organismo físico precisa para as suas rotinas diárias e as diferenças climáticas do ano.
- Não a dieta para perder peso?
- A dieta elaborada mantém os índices de gordura apropriados por inerência. O que provoca os excessos ou são doenças ou falhas na selecção dos alimentos. São sempre os desequilíbrios entre o que o organismo necessita e o que, afinal, acaba por beber e comer.
- E esse conhecimento vem dos médicos e técnicos de saúde?
- Evidente que todos eles são um bom e auspicioso ponto de partida para um projecto de saúde pessoal. Mas se o indivíduo não se quiser conhecer por dentro, percebendo todos os sintomas que tem, sentindo o seu corpo quando este se encolhe ou se expande em conformidade com o que ingere – os esforços não valerão a totalidade do resultado.
- O indivíduo e a sua auto-análise…
- Isso!

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Imagem retirada da net

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Disse  Joe E. Lewis:  Comecei uma dieta, cortei a bebida e as comidas pesadas e, em catorze dias, perdi duas semanas !

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22
Out06

C. S. Lewis # O Cavalo e o Seu Rapaz

eva
22 de outubro de 2006
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Oh, por favor... por favor, vai-te embora. Que mal te fiz? Oh, sou a pessoa mais infeliz do mundo!
Mais uma vez sentiu o bafo quente da Coisa na mão e no rosto e ouviu-a dizer:
- Vês? Isto não é o hálito de um fantasma. Diz-me o que te aflige.
Aquele hálito tranquilizou um pouco Xassta. Por isso lhe contou como nunca conhecera o pai e a mãe e como tinha sido duramente criado por um pescador. Depois contou a história da fuga, como tinham sido perseguidos por leões e obrigados a nadar para salvar a vida; e falou de todos os perigos de Tashbaan, da noite passada entre os Túmulos e de como os animais vindos do deserto o haviam ameaçado com os seu uivos. Falou ainda do calor e da sede da viagem pelo deserto e de como estavam quase a chegar ao destino quando outro leão os perseguira e ferira Arávis. E também de como não comia nada há muito tempo.
- Não acho que sejas infeliz – disse a Voz Profunda.
- Não achas que foi pouca sorte encontrar tantos leões?
- Só havia um leão – respondeu a Voz.
- Que queres dizer? Acabei de te contar que havia pelo menos dois na primeira noite e...
- Só havia um, mas era rápido de pés.
- Como sabes?
- O leão era eu. – Xassta ficou de boca aberta, sem saber o que dizer, e a Voz prosseguiu: - Eu era o leão que te forçou a reunires-te a Arávis. Eu era o gato que te reconfortou entre as casas dos mortos. Eu era o leão que afugentou os chacais enquanto dormias. Eu era o leão que deu novas forças aos cavalos nos últimos quilómetros para que tu chegasses a tempo junto do Rei Lune. E eu era o leão de que não te recordas e que empurrou o barco onde te encontravas, uma criança às portas da morte, de modo que chegaste a terra, onde estava um homem sentado, acordado à meia-noite, para te receber.
- Então foste tu que feriste Arávis?
-Fui.
-Mas para quê?
- Criança – respondeu a Voz -, estou a contar-te a tua história, não a dela. Só conto a cada pessoa a sua própria história.
- Quem és tu? – perguntou Xassta.
- Eu mesmo – respondeu a Voz, tão profunda e tão surda que a terra tremeu. – Eu mesmo – repetiu de uma forma nítida, sonora e alegre. – Eu mesmo – repetiu pela terceira vez, num murmúrio tão doce que era quase inaudível, embora parecesse provir de tudo o que havia em redor, como trazido pelo sussurrar das folhas.
...............................................
Aproxima-te, Arávis, minha filha. Vê! As minhas patas parecem de veludo. Desta vez não serás arranhada.
- Desta vez? – perguntou Arávis.
- Fui eu que te feri. Sou o único leão que encontraste em todas as tuas viagens. Sabes por que te arranhei?
- Não.
- Os arranhões nas tuas costas, golpe por golpe, dor por dor, sangue por sangue, foram iguais aos vergões que ficaram nas costas da escrava da tua madrasta devido à droga que lhe deste para adormecer. Precisavas de saber o que se sente.
- Sim, estou a ver. Por favor...
- Pergunta, minha querida.
- Ela vai sofrer mais devido ao que eu lhe fiz?
- Criança – respondeu o Leão – estou a contar-te a tua história, e não a dela. ... ...
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in " As Crónicas de Nárnia", vol. 3 - "O Cavalo e o Seu Rapaz"
de Clive Staples Lewis
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