Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

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Sábado, 4 de Julho de 2009

Mudar de atitude

Uma gaivota voava, voava… asas de…
E aqui, no areal, estão gaivotas, mas não estão a voar. Estão a debicar tudo o que encontram e o que as pessoas deixaram espalhado.
- Incluindo sacos plásticos.
- Todos os anos é a mesma coisa, talvez um pouco melhor, mas ainda há muito para aprender.
- Pois, enfim… mas o comestível sempre serve para as gaivotas. E… o céu está com um azul lindo e não vou estragar o meu dia por causa disso e desses tais.
- Talvez tenhas razão, não podemos tratar de tudo e, além disso, atirar a primeira pedra?
- Quer dizer que já deixaste lixo espalhado?
- Não! Não? Vendo bem, nestes meus anos de vida já devo ter deixado outra coisa qualquer, inadvertidamente ou por desleixo, e outros apanharam – que remédio.
- Sim, todos erramos aqui e ali, hoje ou ontem. Mas também vamos observando…
- Observar e dar o exemplo! Acusar não vale a pena e, ademais, o outro só percebe quando quiser perceber.
- Porquê?
- Porque só nessa altura é que estará mentalmente disponível para mudar de atitude.
- Não estamos sempre?
- Nem pensar! Alguns há que efectivamente estão atentos a si mesmos e aos outros de um modo constante – mas são uma minoria. A grande generalidade corre – para não dizer que foge – pela vida e por tudo o que lhe diz respeito, como se a vida fosse uma estrada para percorrer depressa e não repara em nada que não seja essencial para a sua sobrevivência.
- Não desfrutam os momentos! Mas quantos há que os momentos não são desfrutáveis, mas penosos e para serem olvidados.
- Sim, pois é…
- Chegamos sempre ao mesmo – ao meio-termo, ao caminho do meio, à sensatez.
- Sempre!
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Imagem retirada da net
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Disse  Dalai Lama:  Faça o bem sempre que possível; se não puder fazer o bem, tente não fazer o mal !
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publicado por eva às 13:08

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Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

A importância dos actos

Ele estava a rezar. Sim, a rezar, porque estava aflito consigo mesmo.
Os pensamentos não eram dos melhores e tinha ouvido dizer que não se deveria criticar outrem.
Primeiro, porque não tinha esse direito. Segundo, porque poderia prejudicar de algum modo (que ainda não tinha percebido bem como), a vida e o progresso espiritual do tal outro.
Ora acontece que estava ofendido porque tinha-o considerado como amigo e eis que se havia revelado uma pessoa pérfida e premeditada nos seus actos.
Portanto, nem a desculpa de não saber o que fazia lhe poderia dar.
Estava tão ofendido quanto desiludido. Nos seus pensamentos estava patente a vontade de não mais o ver, nem às amizades do amigo, que sabiam de tudo e tudo partilharam.
Afinal, que amizade era aquela? Só existia do seu lado, que lhe havia franqueado a casa e a família, julgando sempre sã a convivência.
E… que amargura sobrava agora. Era tão forte que parecia sobrar dele para o chão, para o ar, para tudo o que o rodeava.
Já tinha ido saber e, mais que aos outros, era a ele próprio que essa desilusão fazia mal.
Era o seu corpo que recebia as ondas amarguradas e, mais cedo ou mais tarde, iria dar o sinal de alarme.
Por sinal de alarme entenda-se doença. Por outro lado, o tal amigo também poderia ser prejudicado pelas mesmas ondas tristes pois que lhas enviaria sem querer, apenas por pensar com aquela gravidade sobre o assunto.
E agora, como fazer para evitar tanta consequência e conseguir a sua educação de perdoar, tolerar e compreender?
Como? Fixando os pensamentos em coisas agradáveis e nos bons momentos em família, todos juntos!
E depois? Ahh, aos poucos, muito lentamente, irá conseguir não só perdoar como compreender que era impossível ao outro ser melhor, nesse tempo presente. Que os actos têm a importância que lhes dermos.
Para uns poderão ser banalidades do quotidiano; para outros, atitudes muito primitivas.

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 .

Imagem retirada da net
 

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Disse  Dalai Lama:  Na prática da tolerância, os inimigos são os melhores professores !
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publicado por eva às 00:06

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Sábado, 4 de Outubro de 2008

A paciência

- Olha ali, a calma!
- A calma e a paciência, porque toda a sua postura e feições são de quem sabe esperar.
Parece que nada o atinge sem dar, no entanto, a impressão de ser aluado ou hermético.
- Pois não, até consegue confraternizar de modo simpático.
- Há outros tão enervados que parecem levar tudo à frente.
- E deixam cansaço que sobra para todos.
- É verdade, por muita razão que tenham, uns deixam bom ambiente e outros nem por isso.
- No entanto, e voltando àquele ali, ainda não tinha encontrado ninguém assim.
Ou é uma atitude fruto de auto-disciplina, ou teve a facilidade de nascer já com o feitio acertado.
- Seja porque seja, é um exemplo a inspirar todos os que barafustam e gritam por qualquer contrariedade.

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Dalai Lama
Imagem retirada da net


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Disse  Dalai Lama:  Lembremo-nos que não conseguir o que se quer é, por vezes, um maravilhoso golpe de sorte !
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publicado por eva às 00:33

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Domingo, 28 de Janeiro de 2007

Howard C. Cutler # Felicidade e Prazer

28 de Janeiro de 2007

Alguns meses após essa série de conferências dadas pelo Dalai Lama no Arizona, fui visitá-lo à sua residência em Dharamsala . ... ... naquele dia achei a humidade praticamente insuportável e não estava propriamente de bom humor quando finalmente me sentei para o início da conversa. Mas ele parecia estar em grande forma. Logo no início da conversa, começou a falar sobre o prazer. Em dado momento, fez uma observação crucial:
- Por vezes as pessoas confundem felicidade e prazer. Por exemplo, no outro dia estava a falar para uma audiência indiana em Rajpur . Afirmei que o sentido da vida era a felicidade. Um membro da audiência interveio e disse que Rajneesch ensina que os momentos de maior felicidade ocorrem durante as relações sexuais e que portanto podemos ser felizes graças ao sexo. - O Dalai Lama riu com gosto. - ... ... Respondi que ... ... A verdadeira felicidade está mais ligada ao coração e ao espírito. A felicidade que depende principalmente do prazer é instável, um dia está presente, no dia seguinte pode não estar.
À primeira vista, parecia uma observação bastante óbvia. É claro que a felicidade e o prazer são duas coisas distintas. Mas no entanto nós, seres humanos, muitas vezes confundimos os dois. Passado pouco tempo regressei a casa e, durante uma sessão de terapia com um paciente, tive uma demonstração concreta do poder considerável dessa simples constatação.
Heather era uma jovem solteira que trabalhava como orientadora na área de Phoenix . Embora gostasse de trabalhar com jovens em dificuldades, havia algum tempo que começara a não gostar de viver na área de Phoenix . Queixava-se com frequência do aumento da população, do trânsito e do calor excessivo no Verão. Tinham-lhe proposto um trabalho numa lindíssima pequena cidade nas montanhas. Tratava-se de uma cidade que ela tinha visitado várias vezes e onde sempre sonhara viver. Era tudo o que ela queria. O único problema era que o trabalho que lhe propunham envolvia uma clientela adulta. Havia várias semanas que andava a tentar decidir se ia aceitar o emprego e não conseguia. ... ...
- Sei que não vou gostar tanto desse trabalho como do que tenho aqui, mas acho que o prazer extraordinário de viver naquela cidade o compensa largamente. Adoro aquilo! O simples facto de lá estar faz-me bem. ... ...
O termo «prazer» lembrou-me as palavras do Dalai Lama, e resolvi pô-la à prova.
- Acha que mudar-se para lá a vai fazer mais feliz ou lhe vai dar mais prazer?
Fez uma pausa, sem saber como tomar a pergunta. Finalmente respondeu:
- Não sei... Acho que me traria mais prazer que felicidade... Em última análise, acho que não gostaria de trabalhar com aquele tipo de clientela. O tipo de trabalho que faço com os miúdos é de facto muito gratificante...
O facto de reformular o seu dilema em termos de «Será que me faz mais feliz?» parecia ter tornado a questão mais clara. De repente, tornou-se muito mais fácil decidir. Decidiu ficar em Phoenix . Claro que continuou a queixar-se do calor no Verão, mas como tinha tomado a decisão de ficar com base no que ela achava que afinal a faria mais feliz, era como se o calor se tivesse tornado mais suportável.

in "Um Guia Para a Vida"
de Dalai Lama e Howard C. Cutler
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publicado por eva às 19:54

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Aquilo que pensas ser o cume é apenas mais um degrau - Séneca

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