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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

26
Jun11

Bocados de céu

eva

asas e casarios.

Ruas, estradas e ruelas.

Bocados de céu e céu aberto, infinito.

Um adulto, uma criança, um velhinho.

Animais e bichos.

Arvoredo e plantas.

Rochas e pedras.

Uma lista interminável de intervenientes neste globo.

Todos entre-comunicamos.

Todos nos influenciamos mutuamente.

Todos somos pouca coisa.

Todos somos maravilhosos.

 

15
Mai11

A fasquia do amor

eva

oração.

Coração de mãe. Coração doente. Coração de pai. Coração de avós. Coração de filhos.

De filhos pelos filhos de quem pais são.

Diz-se que tem bom coração.

Ou que nem tem coração.

O coração que tantos significados tem. Que os poetas tanto admiram nos seus versos.

Esse coração que os médicos tratam e até transplantam de um para outro ser.

O coração de cada um. O coração das gentes.

Esse coração que quer dizer afinal – Amor.

Esse é o coração que é necessário preservar.

Senão a humanidade é mais baixa que os animais que, aliás, já vão dando mostras bem visíveis de bom coração.

Não devemos baixar a fasquia do amor.

Amor por nós próprios e por todos, por tudo.

Já Jesus o pregava há 2000 anos e antes dele outros o disseram também.

Somos tudo com amor em nós.

O ser amplia-se e projecta em tudo essa luz maravilhosa de Amor.

 

06
Mai10

Intenções

eva

e boas intenções podemos estar todos e as asneiras serem mais que muitas!

É incrível como situações tão simples se complicam!

Às vezes sofre-se até à exaustão… e muito mais pelos outros que por nós próprios, sobretudo se emerge um sentimento de culpa por, de algum modo, podermos ter sido nós a conduzi-los a esta ou tal situação de sofrimento.

Quantas vezes pensamos que estamos a agir de modo correcto e, em vez disso, estamos a infligir, indirectamente, sofrimentos impensáveis.

- Mas se não foram cogitados, e nem sequer planeados, a culpa não existe.

- Ignorância, diz a lei, não é desculpa.

- Isso é na lei dos homens que preza a conveniência. Perante a Lei Divina tal não pode suceder, senão deixaria de ser justa e divina. Pois como poderia alguém ser julgado pelas consequências de algo que não empreendeu?

- Porque deveria ter pensado melhor e tomado a responsabilidade que deveria pelos que estão a seu cargo?

- Às vezes só se fosse super-homem e conseguisse adivinhar pensamentos tão baixos que, aliás, nem lhe passam pela cabeça. Vivemos num submundo de emoções, sentimentos e pensamentos. Somos o que apenas ainda somos. E se, certas atitudes, sequer assomassem o pensamento de alguém mais saudável de ideais, esse alguém seria tão reles como aqueles de quem se horroriza. Ou não será isto?

- Acho que sim, que tens razão. Há atitudes impensáveis e arrepiantes – sim, com certeza que sim! E que o facto de nos arrepiarem quererá significar que não seríamos capazes de tais actos, quanto mais de conduzirmos alguém para eles, para sofrerem assim. No entanto onde se situa a inadvertência? Estará isenta de culpa? Completamente isenta?

- Somos seres pensantes, não somos seres adivinhos de todas as consequências que existem, ainda menos se as respectivas causas não existem em nosso ideário…

 

03
Mai10

Há perfumes no ar

eva

á perfumes no ar. Há flores por todos os cantos.

Há romance nos olhos e nos gestos, mais que nas palavras.

Há ligações entre os animais. Em toda a natureza se percebe a procriação, o renascer, enfim, um reviver da paisagem e de tudo o que fervilha de vida.

E depois, é razoável não esquecer, os que contemplam toda a natureza com agradabilidade. Recordando os tempos em que a sua própria vida fervilhava assim.

Agora estão na fase de acolher os que precisam de auxílio ou simplesmente da sua compreensão e conselho, ditados pela experiência das mesmas coisas.

No presente, podem falar e conversar com quem precisa falar para ser ouvido e para ouvir alguém conversar interessadamente no seu problema.

Hoje, são parte integrante de um ser estável e sereno debruçado para a vida, lúcido perante a vida.

Sem amargura, mas com benevolência.

Benevolência que lhes traz, num instante, para o seu ângulo de visão o voo de uma borboleta. Avistam, seguidamente, um jardim, uma praceta e uma fonte.

Que bom é sentir a frescura dos salpicos!

- Não te fazem tremer de frio?

- Não, fazem-me notar que algo mudou e que algo chega com muita frescura. A frescura das coisas novas.

 

27
Mai08

Homens e máquinas

eva
Mecânica e mecânicos. Oficinas e máquinas.
Quem evolui com quem?
Quer dizer, é o homem que se melhora em trabalho e trata da máquina que o ajuda?
Ou o homem trabalha para a máquina quando deixa os intervalos da comida e da saída, até a família, para tratar da máquina que avariou no local de trabalho?
Qual é prioritário? É a máquina que, indirectamente ou não, é o seu sustento e a sua capacidade de emprego!?
É por isso que chega a estabelecer uma particular relação de amizade com a “sua” máquina? Isto, porque muitas vezes é determinado operário, ou técnico, que lhe sabe as manias e sabe o que fazer quando a máquina pára.
- Isso que estás aí a dizer é preocupante!
- O quê? A natural relação entre indivíduo-máquina?
- Pois, não tinha visto isso assim!
- No fundo, as máquinas estão a representar, hoje, a falta de companheirismo. Os empregados já não estão lado a lado partilhando as mesmas situações. Estão virados e isolados como uma máquina! Só isso!
- Exactamente – apenas isso.

.
.
.

Fotograma de "Tempos Modernos"

.

 .
Disse  Henry Thoreau:  Os homens tornaram-se as ferramentas das suas ferramentas !

 

 

13
Fev07

Águas sujas e águas limpas

eva
13 de fevereiro de 2007

Porão de um navio e, noutro lado, as máquinas e extensos tubos largos.

Uns sobem e são os mais bonitos, porque estão pintados de bege.
Outros mais cinzentos, vão rente ao chão ou pelas paredes. Estes são mais estreitos.
Máquinas e motores um pouco por todo o lado.
Assim como também, um pouco por todo o lado, vários homens vêm vigiar as máquinas.
Águas sujas e águas limpas.
Uma espécie de guindaste abre uma escotilha. As águas aqui são turvas.
Mais além uma praia.
Acolá um homem desmaiado.
Noutro lado, longe dali, numa sala, aparece o tal homem que estava desmaiado.
Médicos estão a tratá-lo mas ele grita e debate-se.
Conseguem finalmente aquietá-lo.
Nesta altura vem outro homem, mais velho, trazendo uma espécie de lençol.
Apesar do homem estar vestido, põe-lhe o dito lençol por cima e leva-o, andando os dois muito devagar.
Na praia que vimos, restam flores que vão sendo levadas nas ondas conforme estas vão subindo nas marés.
O mar parece enfeitado de flores.
O sol, esse, parece rir, a bom gosto, por cima da praia.

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