Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

Tempus fugit

- Tempus fugit! – acho que é assim que se diz.
- Queres dizer que o tempo foge, é isso?
- Pois é, mas assim fica mais intelectual, não achas?
- Fica, fica! Mas que queres dizer hoje com isso, estás com os teus horários acertados e tudo a tempo, in tempo!
- O latim deve ter sido uma língua muito bela, ainda hoje dá um toque de dignidade, mais que outra coisa, a tudo o que impregna.
- É uma língua bonita e muito exacta, o que se demonstra em toda a sua gramática. A civilização que a falava é que exagerou e decaiu.
- Não é o que acontece sempre?
- Infelizmente, tal tem sido uma constante nas civilizações. Por melhor que tenham sido, a sua decadência veio com tanta força como a pujança do seu esplendor.
- Façamos como aconselha o poeta e lembremos apenas o que foi bom…
- Às vezes é difícil quando temos em memória visões desse horror que os filmes e demais informação perpetuam.
- Bem, é razoável ter conhecimento da história.
- E é positivo lembrar mais as coisas boas que as negativas, senão parece que se dá mais forças a estas que àquelas.
- Festejemos então o progresso que todos os antigos nos deixaram, latinos e não latinos.

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Fotograma do filme City Lights
(Luzes da Cidade)
Imagem retirada da net
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Disse Salman Rushdie: A verdade é o que a maioria vê como verdade, mas a maioria também pode mudar de opinião ao longo da história !
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publicado por eva às 00:35

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Domingo, 31 de Maio de 2009

Antero de Quental # A indiferença dos governados

Um dos piores sintomas de desorganização social, que num povo livre se pode manifestar, é a indiferença da parte dos governados para o que diz respeito aos homens e às coisas do governo, porque, num povo livre, esses homens e essas coisas são os símbolos da actividade, das energias, da vida social, são os depositários da vontade e da soberania nacional.
Que um povo de escravos folgue indiferente ou durma o sono solto enquanto em cima se forjam as algemas servis, enquanto sobre o seu mesmo peito, como em bigorna insensível se bate a espada que lho há-de trespassar, é triste, mas compreende-se porque esse sono é o da abjecção e da ignomínia.
Mas quando é livre esse povo, quando a paz lhe é ainda convalescença para as feridas ganhadas em defesa dessa liberdade, quando começa a ter consciência de si e da sua soberania... que então, como tomado de vertigem, desvie os olhos do norte que tanto lhe custara a avistar e deixe correr indiferente a sabor do vento e da onda o navio que tanto risco lhe dera a lançar do porto; para esse povo é como de morte este sintoma, porque é o olvido da ideia que há pouco ainda lhe custara tanto suor tinto com tanto sangue, porque é renegar da bandeira da sua fé, porque é uma nação apóstata da religião das nações - a liberdade!
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in "Prosas da Época de Coimbra"

de Antero de Quental
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Disse  Antero de Quental:  A nossa fatalidade é a nossa história !
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publicado por eva às 00:25

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Domingo, 9 de Setembro de 2007

Stephen Hawking - Breve História do Tempo

Portanto, se acreditarmos que o Universo não é arbitrário, mas sim governado por leis definidas, ter-se-á finalmente que combinar as teorias parciais numa teoria unificada completa que descreva todo o Universo. … … … … … ...
… … : as nossas descobertas científicas podem perfeitamente acabar por nos destruir a todos e, mesmo que o não façam, uma teoria unificada pode não fazer grande diferença quanto às nossas hipóteses de sobrevivência. Contudo, desde que o Universo tenha evoluído de modo regular, pode esperar-se que a capacidade de raciocínio que nos foi dada pela selecção natural seja válida também na nossa busca de uma teoria unificada, não nos conduzindo a conclusões erradas.
Como as teorias parciais que já temos são suficientes para fazer predições exactas em todas as situações, excepto nas mais extremas, a busca da teoria definitiva do Universo parece de difícil justificação em termos práticos. (De nada vale, no entanto, que argumentos semelhantes possam ter sido utilizados quer contra a relatividade quer contra a mecânica quântica, e estas teorias deram-nos a energia nuclear e a revolução da micro-electrónica!) A descoberta de uma teoria unificada, portanto, pode não ajudar à sobrevivência das nossas espécies. Pode mesmo nem afectar a nossa maneira de viver. Mas desde a alvorada da civilização, as pessoas não se contentam com ver os acontecimentos desligados e sem explicação. Têm ansiado por um entendimento da ordem subjacente no mundo. Ainda hoje sentimos a mesma ânsia de saber por que estamos aqui e de onde viemos. O mais profundo desejo de conhecimentos da humanidade é justificação suficiente para a nossa procura contínua. E o nosso objectivo é, nada mais nada menos, do que uma descrição completa do Universo em que vivemos.

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in “Breve História do Tempo”
de Stephen W. Hawking

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♪: Harlem's Nocturne - Alicia Keys

publicado por eva às 20:17

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Domingo, 3 de Junho de 2007

José Vaz # As Lágrimas São Netas Do Mar

3 de junho de 2007
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Vieram dizer ao Mar
que o Sal
andava a portar-se mal.
.
Quem veio meter
minhocas na cabeça do velho Mar
foi a Areia e a Espuma.
Tudo porque o Sal
era bonito 
e não lhes ligava nenhuma.
.
De queixinha em queixinha,
disseram ao Mar
que o Sal
tinha uma namoradinha.
.
Chamava-se Gota de Água.
Era linda,
branca, cristalina
e tinha vindo do Céu Azul.
.
As duas,
com dores de cotovelo,
contaram ao Mar
as conversas de amor
que tinham ouvido
quando o Sal estava a namorar
muito entretido.
.
Então, 
a Areia disse que a Gota de Água
falou assim para o Sal:
- Meu bem amado,
..se quiseres casar comigo
..deixarás de ser salgado.
.
E a Espuma disse que o Sal respondeu à Gota de Água:
- Minha ternura,
..por ti deito o salgado fora
..e fico uma doçura.
.
E neste disse-que-disse,
as duas marotas aproveitaram a maré
e
de tal maneira
atazanaram o velho,
que os seus cabelos ficaram em pé.
.
- O Sal virar doçura? – pensou o Pai Mar.
E, ao pensar nisto,
deixou entrar a tristeza e a amargura
no seu imenso coração.
.
O Pai Mar nem queria acreditar.
Então,
ele,
pai,
criou o Sal, desde catraio até homem feito,
feito para conservar
a beleza e a saúde dos habitantes do seu reino
- os peixes –
e o rapaz queria tornar-se doçaria?
Não podia!!!
.
Chamou o filho e disse-lhe:
- Filho, tem paciência,
..se continuas com o namoro,
..considero desobediência.
.
O Sal
fez ouvidos de mercador,
encolheu os ombros,
e continuou o seu grande amor…
pela Gotinha de Água.
.
Ao saber
o que o filho tinha decidido,
o Mar ficou bravo,
enraivecido,
tornou-se turbilhão, e foi grande a aflição:
as Ondas andaram numa fona,
os Mexilhões levaram tapona,
a Baleia veio respirar à tona,
um Cavalo-Marinho
tropeçou num penedo e partiu o focinho.
Até uma Gaivota,
de perna manca,
que era vizinha do Mar,
teve de dar à perna para não se afogar.
.
O velho Mar,
amargurado e furioso,
pôs o filho fora de casa,
em terra.
.
Mas o sal não se importou.
Casou.
Mas, como não havia casas para alugar,
o Sal e a Gota de Água
foram morar
para os olhos das pessoas.
.
É por isso
que, quando estamos tristes e amargurados nos nossos corações,
choramos.
E as nossa lágrimas
são salgadas
porque são filhas do Sal e da Gota de Água
e… netas do Mar.
 

In “Para Sonhar com Borboletas Azuis”
de José Vaz com ilustrações de Luisa Brandão
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♪: Aquarela - Toquinho

publicado por eva às 00:52

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Domingo, 24 de Dezembro de 2006

Miguel Torga # História Antiga

24 de dezembro de 2006

Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
.
E, na verdade, assim acontecia.

Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.
.
Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.
.
in "Antologia Poética", Ed. autor
de Miguel Torga


publicado por eva às 16:09

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