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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

29
Dez08

Divagações

eva
O avião passa entre as nuvens sem as atravessar.
As nuvens são enormes e formam uma plataforma em baixo e outra por cima de nós. Por vezes forma-se uma abertura e a luz do Sol invade essa entrada.
É tão forte que o espaço parece alargar-se para a luz e adquirir outras formas maiores.
Entretanto, todo o espaço das nuvens está iluminadíssimo e ficamos na dúvida se são de neve, ou de algodão, ou de outro material desconhecido.
De tanto olharmos essa imensidão branca ela parece mexer-se e renovar-se de formas. Parece, inclusive, que outras formas se movem no meio delas e apetece sair do avião – assim, simplesmente – e ir ao seu encontro.
- Acho que são alucinações, isso sim!
- Pois, também me parece, mas estão tão ali à mão, que apetece interpelar os outros passageiros e saber deles se também vêem, nas nuvens, tudo aquilo que se me afigura. Ahhh!
- Que foi?
- Saímos das nuvens.
- E então?
- Ora, então o céu é azul e a terra lá em baixo é castanha com casinhas!
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Imagem retirada da net
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Disse Henry Wadsworth Longfellow:  O céu está cheio de estrelas, invisíveis de dia !
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27
Mai08

Homens e máquinas

eva
Mecânica e mecânicos. Oficinas e máquinas.
Quem evolui com quem?
Quer dizer, é o homem que se melhora em trabalho e trata da máquina que o ajuda?
Ou o homem trabalha para a máquina quando deixa os intervalos da comida e da saída, até a família, para tratar da máquina que avariou no local de trabalho?
Qual é prioritário? É a máquina que, indirectamente ou não, é o seu sustento e a sua capacidade de emprego!?
É por isso que chega a estabelecer uma particular relação de amizade com a “sua” máquina? Isto, porque muitas vezes é determinado operário, ou técnico, que lhe sabe as manias e sabe o que fazer quando a máquina pára.
- Isso que estás aí a dizer é preocupante!
- O quê? A natural relação entre indivíduo-máquina?
- Pois, não tinha visto isso assim!
- No fundo, as máquinas estão a representar, hoje, a falta de companheirismo. Os empregados já não estão lado a lado partilhando as mesmas situações. Estão virados e isolados como uma máquina! Só isso!
- Exactamente – apenas isso.

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Fotograma de "Tempos Modernos"

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Disse  Henry Thoreau:  Os homens tornaram-se as ferramentas das suas ferramentas !

 

 

27
Abr08

Natália Correia # Uma flor de harmonia... e Sete motivos...

eva
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UMA FLOR DE HARMONIA NO PLENÁRIO

Aos jovens da UEDS que cavalheirescamente me ofereceram um cravo no plenário

Dá-me um cravo Vitorino:
Comove-me o galardão.
Mas meu horto é feminino:
Rosa lhe darei então.

Porque se o cravo é viril
Quer ele concubinato.
Sendo a rosa feminil,
Temos o androginato.

Que nessa grande harmonia,
É que há revolução:
Feita a vida poesia
E a luta feita união.

Mais ou menos socialismo?
Eu tomo essa embarcação.
Se a diferença está no ismo,
Está no cravo a comunhão.

In “Cantigas de Risadilha”


SETE MOTIVOS DO CORPO

VI

Quando em halo de fêmea húmida e quente
São íntimas ao fogo as ancas sábias,
Está o corpo maduro no seu tempo
Aromático de rosas esmagadas.

São as Circes: fogueiras reclinadas
Como panteras em nuvens de magnólias;
Coxas versadas em abrir às lavas
Do desejo confins de lassas glórias.

Do amor, lúcida e plena anatomia;
Magníficas mulheres com flor e fruto;
Corpos de vagarosa fantasia
Que a febre afunda em estrelas de veludo.

Num esplendor de poentes envolvidas,
Sentadas têm pálpebras de violetas;
Mas erguem-se abrasadas; e despidas
São um verão a sair de meias pretas.

Capelinas que lendas insinuam,
De segredos os olhos lhes sombreiam.
Dos ombros pendem-lhes mantos de volúpias.
São fábulas que os moços estonteiam.

E aos seus leitos de prata e tílias altas
Ébrios de lua sobrem os mancebos.
Elas enterram -se nuas como espadas
Nas suas virilhas e armam-nos cavaleiros.

Ó sazonada carne que circunda
De asas, abismos e suados cumes
O mistério do ovo, dando sombra
Ao pénis que procura o fim do mundo.

In “O Armistício”
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Disse  Henry Brooks Adams : a prática política consiste em ignorar os factos !
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