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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

18
Dez11

Círculos de fraternidade

eva

m pouco por todo o lado vão nascendo grupos de gente que têm o intuito de promover a fraternidade e o bem-estar de modo caridoso.

Há alguns anos atrás formavam-se intensamente seitas ligadas por crenças e os membros eram recrutados das formas mais diversas, uns de modo obrigatório, outros por querer mútuo.

Hoje subsistem uns e outros permitindo a qualquer um a sua escolha preferencial.

A fraternidade tem, por isso mesmo, sentidos divergentes segundo objectivos tão díspares quanto formulam os seus dirigentes.

É necessário observar além dos limites da visão vulgar, é necessário ouvir o coração e a mente.

É tão necessário pensar com objectividade e lógica como perceber o meio, além… entre o instinto e a intuição.

A caridade é o lema de todos, no entanto é entendida com nuances que para alguns são inalcançáveis a olho nu.

- eis o tema para reflexão que hoje vos proponho.

- Devemos apresentar o resultado por escrito?

- Não, desta vez é oral, 15 minutos para cada grupo já a partir da próxima aula.

- Ok. (esta parece bem fácil!)

- Ledo engano, ao escrever pensas melhor que a responder imediatamente às perguntas.

- Vai haver perguntas?

- Evidentemente!

- Ah! Não percebi isso assim.

- Então, se calhar, este tipo de trabalho está especialmente vocacionado para ti e outros à semelhança.

- Ora!

- Pelo menos, tenta entender-te – aos teus idealismos e à realidade que pode ser bem divergente…

18
Mai10

Afinidades

eva

iz-me com quem andas e dir-te-ei quem és!

- É um ditado muito velho e verdadeiro até certo ponto. Ou seja, os grupos que acompanhamos, ou que nos acompanham, acabam por nos identificar perante uma sociedade instituída.

- Não é só isso. Mentalmente também há afinidades, ou seja, pensam todos de modo semelhante e fazem, ou têm, atitudes igualmente semelhantes.

- Isso não é bem assim, porque em grupo pensam e agem de um modo que, sozinhos, nem tentam e muitas vezes nem sequer tal lhes ocorre.

- Parece que há como que uma nuvem de comportamento que os envolve quando se juntam e que se desfaz quando não estão juntos.

- Talvez seja por isso que tentam estar juntos a maior parte do tempo.

- Talvez. Na realidade os outros acabam por formar uma ideia igual de todos eles, estejam junto ou separados.

- De qualquer modo, todos se inter-influenciam. Mas, muitos estão lá por terem medo de estar sozinhos.

- Medo? Ou por não gostarem, simplesmente?

- Tanto faz, porque a razão é a mesma – o desconforto de estar só.

- Que pena, porque na solidão crescemos em nós mesmos e é em solidão que alcançamos, primeiramente, a paz íntima!

- No entanto, nos grupos há sempre quem mal e quem bem influencie os outros. É necessário estar muito atento para não pensar, ou fazer, em conformidade com o grupo, aquilo que não temos afinidade para fazer quando estamos sozinhos, como indivíduos.

- Evidente que o grupo não pode ser a desculpa, mas falar é muito mais fácil que conseguir chegar aí.

 

22
Dez08

Ninguém abandonado

eva
Rostos distorcidos em figuras mutiladas. O ambiente é de horror e as cores são em tons muito escuros.
Estavam deitados uns por cima dos outros, como se alguém ou algo os tivessem deixado cair.
Mostrando espanto por estarem assim, vão-se erguendo uns aos outros e começam a caminhar, a passo incerto, na mesma direcção.
Mas a direcção tanto poderia ser essa como outra, ou seja, não se percebe qual a diferença.
Não têm um carreiro, nem mais ou menos luz; ninguém chama ou ouve, sequer, algum som que não seja os que emitem aqueles seres.
Os sons deles são grosseiros e ininteligíveis - são simplesmente sons.
A passo trôpego e lento conseguem sair todos dali.
Afinal aquilo era uma gruta na montanha e a direcção tomada, instintivamente, era a da saída.
Vão chegando à entrada da gruta, ao ar livre – que para eles significa a saída.
As roupas deles talvez se possam chamar andrajos ou algo semelhante.
Continuam a caminhar, quase automaticamente, pois não param nem vacilam e dirigem-se para uma espécie de vale, bastante mais baixo que a gruta onde estavam.
Ali está a ser servido um caldo, em tigelas, a todos os que se aproximam de uma mesa destinada ao efeito.
Os que servem o tal caldo estão limpos e têm bom aspecto.
Não há falas, nem perguntas nem respostas.
Uns dão o caldo, outros levam-no para o comer/beber e ficam quietos no lugar que escolheram para estar ali.
Seguidamente, os do caldo vão recolher todas as tigelas, arrumam-nas em sacos grandes e vão embora. Até a mesa desarmaram e levaram.
Todos os outros recomeçaram a caminhar, agora em várias direcções e em pequenos grupos.
Ao escurecer, do céu, onde despontam as estrelas, cai um manto de luzinhas cintilantes sobre o vale e essas luzes entram na tal gruta.
Todos ficam com uma luz dessas a seu lado até que nasce novamente o Sol.
- Adeus!
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Édipo e a Morte da Última Certeza
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Imagem retirada da net
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Disse  Sun Tzu:  Se conheces o inimigo e te conheces a ti mesmo, não precisas de temer o resultado de cem batalhas. Se te conheces a ti mesmo, mas não conheces o inimigo, por cada vitória sofrerás também uma derrota. Se não te conheces a ti mesmo nem conheces o inimigo, perderás todas as batalhas !
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15
Dez08

Agrupamentos

eva
Pessoas que se agrupam em sociedades profissionais e partidos, grupos de defesa disto ou daquilo, agrupamentos mais ou menos secretos, irmandades e associações mais ou menos fechadas.
E outros, que não se agrupam a nenhuma ideologia porque sabem que, em todos os grupos, há a certeza de excessos e extremos de alguns, a coberto do todo.
Os agrupamentos são meios de as pessoas se sentirem mais acompanhadas em suas actividades afins, no partilhar dos seus hobbies.
E, também, são modos de alguns darem largas à sua personalidade vaidosa, com garantias de rápido conhecimento do seu nome ao grande público.
Outros, mais cuidadosos, mantêm-se na independência e vão contribuindo com o seu trabalho aqui ou ali, sem compromissos.
Alguns chegam ao topo e tornam-se comandantes, outros preferem comandar sem serem notados.
Para uns torna-se um problema sair do topo a que chegaram porque se habituaram tão bem à celebridade.
Outros sentem-se mais espertos em tudo e pretendem manipular todos com total liberdade.
Permeando todas estas categorias, estão os outros que, mais ou menos lúcidos, vão trabalhando limpo, sem se importarem para quê ou para quem.
Para esses, chega a sensação do trabalho cumprido, o companheirismo dos seus iguais e dos bons momentos passados.
- E… a felicidade está onde?
- A felicidade está em quem se sente bem, mas a paz só está em quem age bem, por si e pelos outros mais que vá encontrando.
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Imagem retirada da net

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Disse Ralph Waldo Emerson: Uma seita ou um partido é um elegante anonimato criado para poupar o homem do aborrecimento de pensar !
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05
Dez08

Grupos

eva

Os medleys são agradáveis e, por vezes, tornam-se até provocantes nas inesperadas melodias que agrupam.
Quem os sabe tocar, ou cantar, pode levar um público do marasmo ao entusiasmo.
O público tanto é super exigente como facilmente conduzido e os artistas aprendem a lidar e a trabalhar com tudo o que o público representa para eles.
O público, como os meios de comunicação, tem a capacidade de mandar na vida pessoal de alguns que não saibam aguentar as pressões sociais.
Porém, mesmo sem qualquer destas condições, há muita gente que não consegue viver de modo independente.
São vidas em grupo e que funcionam bem enquanto estão em grupo. Isoladamente – não são nada!
- Acho que sou assim, porque gosto imenso de sair e de ter amigos para jantar, conversar ou passar os dias. Isso é mau?
- Nem bom nem mau, é um estilo de vida social e amigável que convém ser alicerçado com um pouco de individualismo.

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Imagem retirada da net


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Disse  Johann Goethe:  Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco !
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09
Fev08

Grupos

eva
Motas e motoqueiros, alegres e felizes, em grupo.
Param em afinidade de horários e interesses nas estações de serviço das estradas e das auto-estradas.
Enchem os lugares com as conversas e a alegria que trazem.
Sabem dos perigos e das famas que enfrentam mas a vida, para eles, regista esses valores em grande amplitude.
São anos e anos desse ritmo, semelhante a rally.
Tudo gira a uma velocidade estonteante.
Os luxos são a máquina, as competições, fatos e demais apetrechos de viagem.
O resto é passageiro. O convívio e o pitoresco das viagens valem o resto.
São as escolhas de cada um, as prioridades à vista e a serem realizadas, faça chuva ou faça sol.
Além dos preceitos habituais, há também os de cada um.
Encontramos facilmente os desordeiros e os ordeiros e cumpridores escrupulosos das boas maneiras.
Em todos os grupos, sejam de que perfil sejam, há sempre o pior e o melhor.
Os melhores são os que mantêm sempre a diferença de bem-viver, bem-estar e bem-respeitar.
Então, a vida e o convívio tornam-se tão, oh! tão mais agradáveis e salutares… 
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Imagem retirada da net 

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Disse Oscar Wilde : o egoísmo não consiste em viver como nos apetece, mas sim em querer que os outros vivam como a nós nos apetece !

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05
Fev07

Grupos

eva
5 de fevereiro de 2007

Um miúdo agarrado por outras pessoas, desconhecidos e em grupo.

Outras pessoas prostradas no chão a pedir, a chorar e a clamar, ao seu Deus, pela libertação do miúdo.
Não tinha feito mal nenhum. Nem os seus pais ou parentes.
O que os familiares tinham feito, foi fazer frente a outros grupos semelhantes, em diversas ocasiões.
Fizeram frente, lutaram e sofreram para defender o que achavam justo.

Neste caso, era a paz e o trabalho livre, em prol do progresso.
Um progresso social e pessoal, evidentemente.
Nem hesitavam.

Saíam à rua e defendiam todos os que estavam a ser forçados por grupos como este, que sempre agiam em grupo para forçar as pessoas.
Quase sempre havia alguém que, individualmente, tentava enfrentar esses abusos de força.
Quantos inocentes, quanto povo, sempre a lutar pelo que consideram os seus direitos ou, pelo menos, pelo que lhes parece justo.
Perante as forças iluminadas pela razão, o miúdo foi libertado.

Deixado caído na rua.
Muito acorreram para o levantar e levar dali para sítio seguro.
Para segurança e luz, para todos se verem melhor e poderem vigiar por si e pelos familiares.

De noite como de dia.
Vigiar sempre pela luz nas nossas vidas.

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