Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011

Sol e sombra

ol e sombra

Praia e serrania

Água salgada ou doce

Areal ou floresta

Água funda ou jorrante

Árvores e folhagens

Ondas do mar alto

Ondas rasteiras da praia

Ventos e brisas

Céu azul ou enevoado

Tudo é a Terra

Tudo podemos desfrutar

Tudo podemos destruir

Tal é o poder do Homem

Tal é a Graça da Humanidade.


publicado por eva às 00:31

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Terça-feira, 10 de Maio de 2011

O maravilhoso que há em nós a todo o instante

oje somos muitos. Somos nós e os outros.

Ontem éramos nós e os outros.

Amanhã conviria que fôssemos todos juntos.

Esse é o objectivo, a unidade.

Unidade de evolução, de consciência una e universal – cósmica.

Todos elaboramos a nossa própria evolução e contribuímos para a dos outros.

Essa contribuição pode ser negativa ou positiva.

Sejamos responsáveis pelo que há, pelo que sucede de positivo, de progresso. Seja da humanidade, seja dos animais, plantas, rochas, terra, água, ar…

Seja do que seja, possamos olhar para trás, para o que passou e perceber se poderíamos ter feito melhor.

Temos o presente para o ser, para remediar o que não ficou bem, para ampliar e projectar o nosso melhor no futuro imediato que segue o presente.

Projectos? Sejam o maravilhoso que há em nós a todo o instante. E nada mais será necessário, o momento actual será pleno na nossa própria graça.

A graça da vida inteligente.

- Então e os horrores que outros cometem?

- São da responsabilidade de quem os perpetua. Nós somos responsáveis pelas nossas respostas ao meio em que vivemos e nos inserimos. E sobretudo, de nós por nós mesmos, na nossa quota e parcela do todo.

 


publicado por eva às 00:36

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Domingo, 11 de Março de 2007

Graça Gonçalves # O Céu dentro de ti

11 de março de 2007

O menino tinha um amigo mais velho que, além de gostar de jogos, era um excelente companheiro. ... Era mesmo divertido!
Foi o menino o primeiro a aperceber-se quando o amigo desatou a namorar.
..., o amigo passou a ter um comportamento estranho. Entrara na dependência de uma substância perigosa. E, mais importante que saber qual era, foi sentir como as suas atitudes não paravam de pôr em risco os seus laços de família e amizade. Mesmo para a namorada, ele andava diferente. Um tormento!
..., o meu coração ... segredou-me:
- Sabes, pode ser absolutamente decisivo para o amigo do menino, como para qualquer pessoa, aperceber-se de que, à sua volta, existe uma Rede de Afectos, que, de uma maneira muito pessoal, lhe transmita aquilo que, em cada dia e todos os dias, é tão importante ouvir e sentir: És amado. Ora, nesta história, anda muita mágoa. Conseguirem atravessá-la vai depender, não só da esperança, mas de, muito cuidadosamente, reforçarem, até refazerem, algumas ligações que, na Rede de Afectos, estão mais fracas. Terão de usar muitos pontos de gostar. Esta Rede de Afectos, de que estou a falar-te, é toda tecida com pontos de gostar. ...
- Ponto de gostar, porque ele necessita de gostar, de se estimar mais a si próprio. Isso vai dar-lhe muitas forças, coragem. Quando isso acontecer, e ele começar a pensar antes de agir, o que não tem de forma alguma só a ver com esta dependência, rejeitará aquilo que não lhe interessa e o impede de ser feliz. Entretanto, a Rede de Afectos, tecida e reforçada por todos aqueles que o estimam, vai ser essencial para ele se sentir bem amparado.
... ...
Para mim, cada vez mais, a esperança era mesmo como uma estrela. ...
Para cada um chegar ao seu próprio coração.
Chegar ao coração dos outros.
Ver bem com o coração.
E conseguir, assim, construir o céu dentro de si.
.
in "O Céu dentro de ti"
de Graça Gonçalves
.

publicado por eva às 13:21

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Domingo, 4 de Março de 2007

Sophia de Mello Breyner Andresen # O Anjo de Timor

4 de março de 2007

Há muitos, muitos anos, em Timor, vivia um liurai muito poderoso e muito bom. Na sua juventude resolveu ir correr mundo, para se tornar mais sábio.
Foi viajando de barco, de ilha em ilha, até chegar a uma terra muito distante.
Ali, um dia, conheceu um mercador vindo de muito longe, dos países do lado do Poente e que, também ele, andava há longos anos no caminho.
Esse mercador disse-lhe que, numa das suas viagens, tinha ouvido contar que, ainda muito mais longe, para além de montanhas, oceanos e dos imensos desertos de areia, vivia um povo que adorava um Deus único e todo-poderoso, criador do Universo e de todas as suas criaturas. E esse povo acreditava que o seu Deus, um dia, desceria à terra para salvar todos os homens.
- Quero ir ao país onde mora esse povo, disse o timorense.
Quero ouvir mais notícias do Deus que um dia viverá entre nós.
- Ai, é impossível, respondeu o mercador. Esse país fica tão longe que mesmo se viajasses a tua vida inteira não conseguirias lá chegar.
.................................................
- Já vi tantos lugares e tantos povos, mas não posso encontrar o povo que adora o Deus único, porque mesmo que viajasse a vida inteira não conseguiria lá chegar. Por isso, de que me serve viajar mais?
E voltou para a sua terra.
...............................................
E enquanto dormia, ouviu em sonhos uma voz que lhe disse que esperasse, esperasse sempre, pois um dia, a meio da noite, Deus lhe mandaria um sinal.
..............................................
Daí em diante, foi sempre assim. ... quando todos tinham adormecido, sentava-se de novo sozinho, à porta da sua casa, à espera de um sinal de Deus. ... ia envelhecendo, mas todas as noites se sentava à entrada da sua casa, à espera do sinal de Deus. Poisava sempre ao seu lado a pequena caixa de sândalo onde estavam guardadas as pedrinhas com as quais na sua infância jogava o hanacaleic.
...........................................
E o jovem disse:
- Sou o Anjo de Timor. Alegra-te, liurai, porque o Deus que tanto tens esperado se fez homem e desceu hoje à terra. ... Gaspar traz uma caixa com oiro. Melchior uma caixa com mirra e Baltasar uma caixa com incenso.
- Quero ir com eles, exclamou o chefe timorense.
- É impossível. Belém fica tão longe que nem que caminhasses a tua vida inteira lá chegarias.
- Então, Anjo, tu que és mais rápido que o pensamento, leva o meu presente ao Menino. É uma caixa de sândalo que tem lá dentro as pedras com que eu brincava ao caleic quando era pequeno. O Anjo tomou a caixa nas mãos e disse:
- Ainda bem que te lembraste de Lhe mandar um brinquedo.
...........................................
Este Natal, de novo, o Anjo de Timor se ajoelhou e ofereceu uma vez mais a caixa de sândalo e as pedras do caleic:
- Menino Deus, Príncipe da Paz, Deus todo Poderoso, lembra-Te do povo de Timor que por Ti foi confiado à minha guarda. Vê como não cessam de Te invocar, mesmo no meio do massacre. Senhor, libertai-os do seu cativeiro, dai-lhes a paz, a justiça, a liberdade. Dai-lhes a plenitude da Vossa graça.
Glória a Ti, Senhor!
.

in "O Anjo de Timor"
de Sophia de Mello Breyner Andresen
ilustrações de Graça Morais

.

publicado por eva às 17:32

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Aquilo que pensas ser o cume é apenas mais um degrau - Séneca

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