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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

20
Jul08

Mário Quintana # Poema da gare de Astapovo ; Inscrição para um portão de cemitério

eva

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Poema da gare de Astapovo
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O velho Leon Tolstoi fugiu de casa aos oitenta anos
E foi morrer na gare de Astapovo!
Com certeza sentou-se a um velho banco,
Um desses velhos bancos lustrosos pelo uso
Que existem em todas as estaçõezinhas pobres do mundo
Contra uma parede nua...
Sentou-se ...
e sorriu amargamente
Pensando que
Em toda a sua vida
Apenas restava de seu a Glória,
Esse irrisório chocalho cheio de guizos e fitinhas
Coloridas
Nas mãos esclerosadas de um caduco!
E então a Morte,
Ao vê-lo tão sozinho àquela hora
Na estação deserta,
Julgou que ele estivesse ali a sua espera,
Quando apenas sentara para descansar um pouco!
A morte chegou na sua antiga locomotiva
(Ela sempre chega pontualmente na hora incerta...)
Mas talvez não pensou em nada disso, o grande Velho,
E quem sabe se até não morreu feliz: ele fugiu...
Ele fugiu de casa...
Ele fugiu de casa aos oitenta anos de idade...
Não são todos que realizam os velhos sonhos da infância!
 
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in "Apontamentos de História Sobrenatural"

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Inscrição para um portão de cemitério
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Na mesma pedra se encontram,
Conforme o povo traduz,
Quando se nasce – uma estrela,
Quando se morre – uma cruz.
Mas quantos que aqui repousam
Hão de emendar-nos assim:
"Ponham-me a cruz no princípio...
E a luz da estrela no fim!"
 
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in "A Cor do Invisível"

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Disse  Mário Quintana:  Mas se a vida é tão curta como dizes porque que é que me estás lendo até agora?
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Outros poemas de Mário Quintana: Ah! Os Relógios ; Poeminha do Contra

Outros poemas de Mário Quintana: Os Poemas ; O Morto

Outros poemas de Mário Quintana: Se eu Fosse um Padre ; Projecto de Prefácio

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17
Jun06

Uma catarata no meio do céu

eva
17 de junho de 2006

Uma catarata no meio do céu. Mas podemos estar no meio da água que cai.
Não percebo se nos molhamos ou não.
Mas percebo que não estamos nem atrás nem à frente.
Estamos mesmo no meio da água, até porque nós mesmos somos parte dessa água.
De repente, essa água em catarata transborda do lago onde cai e alastra qual cheia até ao horizonte.
E daí cai em todas as terras do planeta.
E rodeia o planeta várias vezes até que inunda o espaço à volta.
É uma torrente de água limpa que não faz estragos.
Passa por tudo e todos como se nos lavasse.
Simplesmente.
Deixando tudo intacto mas completamente limpo.
Só as pessoas ficam translúcidas, em vez de opacas.
Mas retêm as mesmas roupas e aspecto.
E a torrente continua até se perder de vista.
Afinal o tempo parou.
Está tudo parado nesta imagem.
O combóio pára. Chegamos à estação de destino.
É hora de vivermos nova oportunidade de vida.
Uma vida de transformação e de porvir.

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