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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

26
Nov08

Às vezes

eva

Casacos, gorros, luvas e demais protecções contra o frio – todos os anos procuramos estes apetrechos contra o frio.
Mas às vezes não há aquecimento que chegue, porque o frio está no interior – no interior fundo do coração – é lá que está esse frio.
O frio da solidão, de não se sentir deste mundo, de sentir-se diferente ou incompreendido…
Um frio da separação do resto dos amigos e conhecidos – o tal só no meio da multidão.
Afinal, todos sentimos as diferenças entre uns e outros e todos nos sentimos uma ou outra vez sós, e isso pode ser bom, também.
E, às vezes, somos sonâmbulos em nós connosco. E dizemos coisas de rajada que nem parecem ser nossas ou sequer terem sido pensadas. E sonhamos e estamos no sonho – todos estamos em algum sonho (estamos mesmo!).
Todos somos semelhantes, mas só alguns percebem claramente estes estares na vida, no dia-a-dia.
E tanto pode ser doentio como maravilhoso, viver vivendo assim!

 

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Imagem retirada da net
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Disse  Giovanni Papini:  A multidão é niveladora e gosta de decapitar, ainda que metaforicamente !
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08
Fev07

Dia enevoado e frio

eva
8 de fevereiro de 2007

Dia sombrio. Enevoado e frio.

Acho que acordei com frio logo que me levantei.
É um dia em que, faça o que faça, estou a tremer de frio.
Agora, a meio do dia, acho que será melhor ligar o aquecimento.
Isto apesar dos problemas das despesas e do tempo que demora a aquecer o ambiente.
- É por isso que prefiro embrulhar-me numa manta.
- Pois, mas eu nem sei se um cobertor chegava para me aquecer.
- Acho que este Inverno ainda não tinha tido tanto frio.
- Tenho que desligar porque bateram à porta. Se não há mais nada por hoje, falamos amanhã.
- Até amanhã e obrigada pela lembrança.
- De quê?
- De mim, de te lembrares de saber de mim.
- Ohhh, se quiseres, posso ligar-te todos os dias porque me lembro de ti todos os dias.
- Não será preciso. Amanhã e depois mais na outra semana, talvez. E revezamos. Ora liga uma, ora outra.
- Então está combinado. Até amanhã e espero que esteja mais quente. Afinal era um rapaz com catálogos para chegar ao correio. Consegui espreitar pela janela.
- Ainda espreitas a rua pela janela? Não tens vergonha?
- Não! Distrai-me e, além disso, não comento o que vejo, portanto não é vergonha nenhuma.
- Ih, ih, ih... até amanhã! Bom aquecimento!
27
Dez06

Pantufas e aconchego

eva
27 de dezembro de 2006

Reumático, dores, articulações doridas.
Enfim, achaques da idade mas também do frio.
Todos com luvas, cachecóis e gorros, sobretudo com esta moda das cabeças mais ou menos rapadas.
O gorro desportista está na moda. Pois deve ser outro conforto, deve...
O vento passa entre uma brisa e um ventinho frio.
Os comentários sucedem-se. Lugares vazios, mas em se sentando um, sentam-se logo outros mais.
A sala vai enchendo de gente. As pessoas animam-se e começam a conversar com os do lado, mais ou até menos conhecidos. 
Faz-se a publicidade para uma meia hora de patinagem no gelo, para quem queira.
Todos os gostos coexistem: os que querem experimentar, os que só querem ver, os que só podem ver porque não podem pagar.
O sol começa a baixar. A sua luz vai-se tornando cada vez mais amarela e dourada.
As árvores vão deixando uma sombra maior e só os seus topos de folhagem é que alcançam a luz que se esvai.
A noite chega e as pessoas partem para as suas casas.
O frio parece mais frio à noite e a casa é mais lar, no aconchego dos cheiros da comida, no quente das cozinhas.
Pantufas e mantas a aconchegar as pernas de uns, ou mantas nos ombros, para outros.
Mesmo debaixo do tecto apetece o "aninhar". As comidas ou bebidas, bem quentes.
O bom da civilização está aí, traduzido em conforto e aconchego.
19
Dez06

O poder da evolução

eva
19 de dezembro

Frio e mais frio. Chuva e vento.

As extremidades geladas; pés, mãos e até o nariz e as orelhas.
O cabelo parece que tem neve. Mas é só mesmo o frio.
Passam outros por nós, uns com bons casacos, outros com o casaco normal e curto.
Outros ainda apenas com camisola.
E todos têm o mesmo ar de frio. Dos mais agasalhados aos outros sem nada.
Todos caminham apressados até um sítio quente.
Quando éramos pequenos, a televisão era ainda uma novidade e só alguns é que a podiam comprar.

A maioria juntava-se nas montras e cafés para ver um bocadinho de qualquer coisa.
Tudo era novidade. Lembro-me da primeira viagem à Lua.

A maior parte das pessoas achava que era uma encenação, uma brincadeira.
Hoje, isto parece mesmo que foi no século passado.

E foi, mas não há 100 anos. Foi só há umas dezenas de anos atrás.
Apesar dos dias frios - ou gelados, como quiserem - as pessoas esperavam pelos programas.
Pois é verdade que estava e está tudo muito atrasado. Mas tudo também vai andando.
E o ritmo do progresso é cada vez mais rápido.

Às vezes dá a impressão que é preciso atingir uma meta que já deveria estar mais próxima do que está. Para isso, teremos que estugar o passo senão poderemos perder a meta...
Qual será essa meta, a das nossas vidas?

Será que um mundo tecnicamente tão avançado poderá promover o avanço mental das pessoas, à força, num tempo urgente?
Tal como aconteceu com os inventos no passado... e com a dita primeira viagem à Lua.
Foi o tal pequeno passo na Lua que provocou o grandioso passo que a humanidade iria ter que avançar.
Querendo ou não, será esse o poder da evolução.
04
Dez06

Temporal

eva
4 de dezembro de 2006

Vento, chuva, águas revoltas, céu cinza e frio. É um dia de temporal e prenuncia uma noite longa, como todas as de temporal.
Nestes dias desagradáveis, quatro paredes são um abrigo desejado, sejam da nossa casa ou do trabalho.
Nestes dias, quem tem que trabalhar ao ar livre está mais desprotegido e, muitas vezes, tem que esperar inactivo até que a tempestade amaine.
A força da natureza é de respeitar.
Muitas vezes, põe à prova a nossa paciência ou facilita-nos a vida outras tantas.
Nos animais, os doentes ou crias pequenas são os que mais sentem estas durezas e muitas vidas não resistem.
É a esperança que tudo passa, a convicção que o sol virá outra vez aquecer-nos que nos prepara para esperar.
Novos dias sirvam para nos transformar, melhorar e sentir a união entre todos os seres.
A chuva agora passa nas janelas como um manto de água que voa, bate nos vidros e voa para longe.
Isso quer dizer que o vento aumentou.
Nestes dias faz-me ainda mais impressão os “sem abrigo”.
Resta desejar que um dia todos possam ter uma casa – mais ainda – um lar.

E que nem os ninhos dos pássaros resvalem dos ramos; pelo contrário, que as árvores os consigam abrigar ainda mais.

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