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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

06
Nov10

A força da fé

eva

m Fátima reza-se com aflição e com devoção.

A devoção a tudo o que é Divino sublima o ser, e o contrário é tão verdadeiro na inversa quanto essa.

Em Fátima encontramos os dois tipos principais de devoção ao Divino – por aflição ou por liberdade de escolha.

A primeira é a mais habitual e a força da aflição torna-se a força da devoção em fé, e esperança que todo o penar se transforme em bem.

Por liberdade de escolha emerge a caridade carinhosa por todos os que sofrem com abnegação do seu próprio sofrer, que nem se raciocina nem sente tão forte como o penar de todos, em determinadas ou em todas as situações.

A força da fé depende da claridade e abnegação da consciência do ser perante a infinitude de mundos e situações infelizes.

A fé é uma força que mantém a dignidade do ser perante ele próprio e perante o mundo.

Seja possível sentirmos a Paz em nossos corações.

 

Link – em directo da Capelinha

http://www.fatima.pt/capelinha.html

 

22
Nov09

Cecília Meireles # A arte de ser feliz (Crónica 2)

eva
HOUVE um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.

HOUVE um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.

HOUVE um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.

HOUVE um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

MAS, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

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in "Escolha seu sonho"

de Cecília Meireles

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Disse  Cecília Meireles:  O vento é o mesmo: mas sua resposta é diferente, em cada folha !

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19
Jun07

O trabalho e a ocupação

eva
19 de junho de 2007

- Estou à procura de trabalho e depois de muitas tentativas, não encontrei nada. É certo que também não encontrei porque quis escolher.
Isto é, imaginei como seria trabalhar em cada actividade que surgiu e não gostei duma por uma razão, doutra por outra razão, sei lá… todas tinham qualquer coisa que não me agradava.
Não, nem era pela função ou pelo dinheiro – apesar de serem importantes para mim.
Era mais pelo horário. Não tenho capacidade física para tantas horas seguidas.
E se o trabalho não rende, então ainda cansa mais.
Depois era o local: ou apertado, ou longe e sem transportes, ou sem convívio, ou com gente a mais.
Mas devo dizer que o mais desagradável ainda era o tipo de contrato, ou melhor, a não existência de contrato.
Mas sempre com descontos retidos ao mês, mais os que eu poderia ter que fazer para assistência de saúde, etc….
Não percebi bem aquelas finanças - confesso.
Em números redondos, ganha-se efectivamente, e apenas, um pouco mais de metade do que o ordenado que dizem que pagam.
Ou seja, dá para ir e vir, mas nem dá para comer.
E depois, na televisão, ouvimos ordenados com números que nem parecem reais, pois atingem os preços de alguns apartamentos.
- Pois é. Eu percebo-te! E percebo que mais que trabalho, procuras é uma ocupação agradável e de bom rendimento. Porque, sabes... o trabalho é mesmo trabalho!

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