Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011

Sentir felicidade

- emos a faculdade de ser felizes!

- Isso é bom de dizer mas exceptuando aqueles que o podem ser com toda facilidade porque tudo lhes corre bem, como podem ser felizes todos os outros? E esses outros são a maioria!!

- Pois são! A maioria que sente doença e mal-estar, que sente sede e fome, que sente animosidade na sua vida e sujidade em si próprio… Onde fica essa faculdade?

- Onde haveria de ser? Recalcadíssima lá no fundo do seu íntimo!

- E como fazê-la emergir?

- Uma condição essencial é querer, desejando com todas as fibras do seu ser – ser feliz!

- Simplesmente?

- Simplesmente, pois a felicidade está em nós, em nossa essência, em nosso instinto, em nossa intuição, reflexos involuntários ou voluntários.

- A felicidade é uma dádiva?

- A felicidade está intrínseca em nós e é o ser inteligente e racional de nós próprios que às vezes a tapa, subtrai mesmo, do dia-a-dia.

- E como fazer quando nos habituamos a ter uma vidinha em vez de desfrutar uma vida que alguns nem sequer tiveram a ambição de a sonhar, nem se permitiram idealizá-la?

- Pois… o melhor, se calhar, era pensar que, pelo menos em sonho, podem ser tão felizes quanto quiserem.

- Ter casa-palácio, carros à porta, não ter que trabalhar…

- Ter?! Eu quis dizer sentir, sentir felicidade!



publicado por eva às 00:38

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Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

Saúde

Doenças graves aparecem quando se ultrapassaram outras situações difíceis, na família, no emprego…
Quando parece que o pior passou… aparece o irremediável – a falha de saúde.
O povo diz com propriedade que enquanto há saúde há tudo.
E também parece que, demasiadas vezes, temos como certa a saúde e as forças para tratar dos nossos dias.
Mas nada é conforme parece e a saúde é das condições mais frágeis.
As notícias podem tornar-se desventuradas e depois do susto, do horror… fica a desolação.
É um deserto ávido e inóspito que se estende à frente… tomando o nome de vida, como se tudo continuasse igual.
Como diz um poema cantado – como é que pode continuar tudo igual? A sucessão dos dias? Tudo à nossa volta?
- Achas que eles aguentam?
- Acho que têm dose de esperança e amor suficiente para sobrelevar até ao fim a missão que têm.
- O Sol parece que teve um eclipse.
- Mas eles estão no Sol, sem eclipse, e conseguem abrir os olhos e ver outro horizonte que mais ninguém vê.
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Edvard Munch – A Criança Doente
Imagem retirada da net
 
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Disse Virginia Woolf: Como é espantoso quando as luzes da saúde se apagam, as regiões por descobrir que se revelam !
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publicado por eva às 00:14

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Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

Exemplos

Tratamentos e tratamentos sofridos.
Quem precisa de quimioterapias, ou radioterapias, ou hemodiálises sabe bem o que são tratamentos sofridos.
Parecem um queimar do corpo, por fora e por dentro. Um descambar completo de forças. Mas o instinto de sobrevivência, o sentir da responsabilidade de tratar do corpo que se tem, leva sempre o doente a tentar a vida.
A desejar viver.
Depois de agonias, mais ou menos prolongadas, vêm os resultados melhorados.
E com estes a esperança.
Às vezes, durante a juventude, fazem-se tantos disparates e atentados à saúde e ao corpo – e mesmo assim parece que tudo se vence sem custos.
Em idade mais avançada o corpo já não reage tão rápido – mas reage e, então, é uma alegria.
Cada vez que se supera uma doença a saúde tem um valor superior.
Mas o que realmente é superior é a coragem que se ergue em nós.
E o sorriso mais sensível que se dá – talvez – em toda a vida que já se viveu.
As pessoas são uma torre de coragem que, a maior parte das vezes, nem o próprio suspeita.
Bem hajam pelo seu exemplo.
 
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Imagem retirada da net
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Disse  Séneca:  O homem acredita mais com os olhos do que com os ouvidos. Por isso longo é o caminho através de regras e normas, curto e eficaz através do exemplo !
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publicado por eva às 23:59

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Domingo, 21 de Maio de 2006

«Chamo-me Óscar, tenho dez anos, peguei fogo ao gato, ao

21 de maio de 2006

«Chamo-me Óscar, tenho dez anos, peguei fogo ao gato, ao cão, à casa (acho que até grelhei os peixes vermelhos) e é a primeira carta que te mando porque dantes, por causa dos estudos, não tinha tempo.»  Podia também ter dito: «Chamam-me Cabeça de Ovo, pareço ter sete anos, vivo no hospital por causa do meu cancro e nunca te dirigi a palavra porque nem sequer acredito que tu existas.»
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
Apenas a Vóvó-Rosa não mudou. ... ... ... Deus, não te apresento a Vóvó-Rosa, é uma grande amiga tua, visto que foi ela quem me disse para te escrever.
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
- E porque haveria de escrever a Deus?
- Irias sentir-te menos só.
- Menos só com alguém que não existe?
- Faz com que ele exista.
Debruçou-se para mim.
- Cada vez que acreditares nele, existirá um bocadinho mais. Se persistires, existirá completamente. Então, vai fazer-te bem.
- O que é que eu lhe posso escrever?
- Confia-lhe os teus pensamentos. Os pensamentos que não dizes são pensamentos que pesam, que se incrustam, que são um fardo, que te imobilizam, que tiram o lugar às ideias novas e que te apodrecem. Vais transformar-te numa lixeira de velhos pensamentos malcheirosos, se não falares.
- O.K.
- E depois, a Deus, podes pedir-lhe uma coisa por dia. Atenção! Só uma.
- Não vale nada, o seu Deus, Vóvó-Rosa. O Aladino tinha direito a três desejos com o génio da lâmpada.
- Um desejo por dia é melhor que três durante uma vida, ou não?
- O.K. Então posso pedir-lhe tudo? Brinquedos, bombons, um carro...
- Não, Óscar. Deus não é o Pai Natal. Só podes pedir coisas do espírito.
- Por exemplo?
- Por exemplo: coragem, paciência, esclarecimentos.
- O.K. Estou a ver.
- E também podes, Óscar, sugerir-lhe favores para os outros.
- Um desejo por dia, Vóvó-Rosa, vou lá desperdiçá-lo, primeiro vou guardá-lo para mim!
E pronto. Então, Deus, nesta primeira carta, mostrei-te um pouco o género de vida que tenho aqui, no hospital, onde agora me olham como um obstáculo à medicina, e gostaria de te pedir um esclarecimento: vou curar-me? Respondes sim ou não. Não é lá muito complicado. Sim ou não. riscas o que não interessa.


Até amanhã, beijinhos
Óscar.

P.S.  Não tenho a tua morada: como é que faço?


in Óscar e a senhora cor de rosa
de  Eric-Emmanuel Schmitt




publicado por eva às 14:57

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Terça-feira, 16 de Maio de 2006

Aproximei-me da porta da rua e encontrei-a.

16 de maio de 2006

Aproximei-me da porta da rua e encontrei-a.
Tinha um ar angustiado, algo desiludido.
Os médicos disseram-lhe que tinha um esgotamento e tinha que abrandar as tarefas diárias e o ritmo veloz a que as faz.

Isso deixou-a desconsolada.
Eu ouvia a sua voz lá dentro. Ao fundo dela mesma.

A dizer-me que não era essa a razão mas outra doença muito mais grave, ainda incurável para a medicina.
E a voz até me explicava o lugar onde estava alojado o mal.
Olhei-a e pedi-lhe para fazer como os médicos mandavam.
Não desprezasse os seus conselhos pois talvez fosse mesmo preferível abrandar e agarrar novos interesses.
Os telefonemas, às vezes, também são angustiantes.
Outra foi operada com diagnóstico reservado por doença grave.
Cheia de coragem enfrenta conversas ao telefone enquanto o marido se deixa cair descoroçoado com as notícias.
Os dias chegam e passam acumulando lembranças por nós.
Nós acumulamos sensações.
Muitas delas reservadas.

publicado por eva às 17:39

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Sexta-feira, 12 de Maio de 2006

Azáfama nos portões e entradas. Ambulâncias, carros e pessoas

12 de maio de 2006

Azáfama nos portões e entradas.
Ambulâncias, carros e pessoas apressadas.
Exames, elevadores, macas, enfermeiros e auxiliares.
Cheiros a comida e barulho de carrinhos e loiças. Quartos, duches.
Enfermarias e outra vez macas e elevadores.
Estão todos verdes. Pronto! É a cirurgia.
Anestesistas e anestesias. Sono. Tanto sono.
Sala nova e enfermeiras preocupadas com os valores das máquinas.

Ena! Tanta máquina.
Uma criança chora. São saudades de casa e dos pais.
A mãe já está lá. Luzes de candeeiros.
Não se consegue mexer um músculo mas as enfermeiras estão satisfeitas.
As máquinas não falham.
Mais luzes, mas estas não são das lâmpadas.
São feixes dirigidos: são luzes azuis. Iluminam só as zonas do corpo que foram tratadas.
Parece que uma estrela está no centro da sala. Não percebo como está ali.
Vai abrir ao centro e o seu brilho encandeia.
Tudo fica iluminado como se fosse meio-dia de sol forte.
Tenho que fechar os olhos.
Que é isto? A sala desapareceu.
Ficou uma pérola branca.
E a luz. Lindo!

publicado por eva às 14:58

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Sábado, 29 de Abril de 2006

Maltratada até em velha. E sempre serena. Em paz. Sorrindo

29 de abril de 2006

Maltratada até em velha. E sempre serena.
Em paz. Sorrindo a todos.
Dons e bemaventuranças usados em desiquilíbrio.
Interesses por dinheiro onde não há trabalho valioso.

Interesses pessoais acima (oh, muito acima) dos familiares e sociais.
A tudo se sobrepondo.
Desgraçados dos bem avisados pois nem essa desculpa têm.
Conhecimento, esclarecimento, são sempre em todas as épocas, causas de felicidade e bem comum.
Serenamente, a velhinha existe.
É um exemplo de sofrimento calado, transmutado em amor e carinho para todos os que a rodeiam.
Desculpa todos os que agem mal pois só podem ser ignorantes.
Antes revoltava-me esta paz imensa que brotava dela.
Hoje que sei mais qualquer coisa, apetece-me recompensá-la.

Faço o possível e o mais que me lembre para defendê-la.
Toda ela irradia amor. Amor e carinho para todos.
Tão simples e tão só. Mas tanta fé.

Tanta fé em Deus.
Quando a observo melhor está no ar, a flutuar.
Toda (completamente, toda) branca.
Uma brancura que ofusca. Como se tentasse olhar para o sol.
Ela, tão miseravelmente sofrida é que me ilumina a mim.
Sorrindo carinhosamente.
Simplesmente. Como só ela consegue ser. Assim...


publicado por eva às 17:21

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Quarta-feira, 5 de Abril de 2006

As portas de guarda-vento abriram-se e entrei num corredor

5 de abril de 2006

As portas de guarda-vento abriram-se e entrei num corredor de hospital, com quartos à direita e gabinetes à esquerda.
Carrinhos de metal estavam pelo meio denunciando a azáfama da higiene dos doentes. E também dos quartos.
Cheiros de café com leite e flocos ou papas. Esse era o carrinho dos pequenos almoços - babetes de papel, tigelinhas, colheres e guardanapos - tudo de uma só utilização.
Pães com manteiga com aspecto fofinho e os doentes mostram a satisfação de os poderem já comer.
A saúde é uma benção que só se nota quando se perde a independência.
Olhares parados, alguns choros - outros alegres porque tiveram "alta".
Uma estrela brilhante eu envio para cada quarto. Eles volvem a cabeça e dão um sorriso tímido.
Alguns estão demasiado quietos e parecem ter frio. Vou tapá-los.
Surge um brilhozinho nos olhos - como diz a canção.
E eis talvez o mais importante do dia - esse brilhozinho - que apareceu nos olhos de quem sofre em silêncio.

publicado por eva às 17:12

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