Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

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Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

Paisagens

s corredores a princípio são escuros, mas se nos afoitarmos e munirmos de uma luz, um archote que ilumine o nosso caminhar chegamos confortavelmente ao nosso destino, sem sequer tropeçar.

Depois de percorrer metade da extensão de alguns corredores começa a vislumbrar-se uma luz ténue.
É pela perseverança que chegamos ao fim e damos de caras com uma luz tão esplendorosa quanto forte, que nos leva a fechar os olhos de imediato.
Timidamente recomeçamos a olhar e observar em redor. Observamos então um lago branco.
- Branco?
- Sim, branco. Esquisito?
- Muito. Nunca vi, ou seria branco pela impressão da água rasa?
- Não sei porque não se via água nenhuma, mas vapores e no meio deles desenhava-se uma passagem com chão de ferro. Aliás uma armação lindíssima, como as de ferro trabalhado. A questão é que esta passagem não tinha a cor do ferro, mas tal parecia pela sua consistência.
- Era de que cor?
- Era dourado e podia pisar-se com segurança para passar ao outro lado. Depois seguíamos até encontrar pleno céu aberto e um dia cheio de Sol, com todo o calor que irradia em dias quentes. Uma brisa acordava-nos da aventura e, à vista, desenhava-se agora uma enorme construção em pedra, com arcos, ogivas e chão todo em pedra trabalhada linearmente, portanto em formas rectilíneas.
- Era belo?
- Era lindíssimo e constituía o nosso refúgio naquelas alturas, porque estávamos no cimo de um monte, com uma paisagem deslumbrante de céu e mar muito azuis.
- E depois?
- Depois regressámos às nossas vidinhas, com a esperança de poder fazê-las brilhar de modo parecido – em arte, fortaleza, espaço, arejamento e beleza brilhante… mas com a consciência que será muito difícil.
- Mas não impossível?
- Pois, impossível não, apenas muito difícil!
 

publicado por eva às 00:33

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Domingo, 7 de Dezembro de 2008

Nikos Kazantzaki # Como conheci Alexis Zorba (continuação)

Um dia recebi este telegrama: «Descoberta uma bela pedra de cor verde, presença imediata indispensável. - ZORBA.»
Começava a ouvir-se ao longe o ribombar da trovoada que se tinha desencadeado sobre a terra: a Segunda Guerra Mundial.
Milhões de homens estremeciam com a ameaça da fome, do massacre e da loucura. Todos os demónios do homem tinham despertado e estavam sedentos de sangue.
Foi durante esses dias envenenados que recebi o telegrama de Zorba. A princípio fiquei enfurecido: o mundo está em convulsão, a vida e a honra dos homens estão em perigo, e eis que uma pessoa recebe um telegrama a dizer para partir, fazer mais de mil milhas para ir ver uma bela pedra verde! Maldita seja a beleza, disse para mim, que não tem coração e não se importa com o sofrimento do homem!
Mas depois surgiu o espanto: a cólera tinha-se dissipado e apercebia-me com terror que esse grito desumano de Zorba respondia a um outro grito desumano que eu trazia em mim. Uma selvagem ave de rapina pôs-se a bater as asas no meu íntimo, preparando-se para lançar voo. Todavia, não parti; uma vez mais não tive coragem. Não parti, não segui o grito divino, o grito da besta selvagem que eu ouvia em mim, e não levei a cabo essa acção pobre e absurda. Seguindo a voz humana e glacial da razão, agarrei na caneta e escrevi a Zorba uma carta na qual eu lhe explicava que...
Ele respondeu-me: «Desculpa-me, patrão, mas não passas dum reles escriba. Podias ter visto, meu pobre infeliz, uma vez na tua vida uma bela pedra verde e não a viste. Louvado Deus, às vezes, quando não tenho que fazer, começo a perguntar a mim próprio: «Haverá ou não haverá Inferno?» Mas ontem, ao receber a tua carta, pensei: «Claro que tem de haver Inferno, senão para onde iriam certos reles escribas que eu conheço?» Passaram anos. Longos e terríveis anos, em que me parecia que o tempo tinha perdido a cabeça e andava à rédea solta, as fronteiras geográficas se haviam posto a rodopiar e os Estados alargavam e encolhiam como acordeões. Eu e Zorba tínhamo-nos perdido de vista, no meio da tormenta; só de tempos a tempos recebia um breve postal dele, expedido da Sérvia: «Continuo ainda vivo, mas como aqui faz um frio dos diabos fui obrigado a casar-me. Vira o postal para conheceres o seu palmo de cara;
bem giro, não achas? Ela tem a barriga já um tanto inchada porque anda a preparar-se para me dar um Zorbazinho. Chama-se Liuba. O casaco que eu tenho vestido, com uma gola de raposa, vem do dote da minha mulher; trouxe-me também uma porca com sete leitõezinhos. Que família! Beijo-te afectuosamente.
Alexis Zorba, ex-viúvo.» Uma outra vez enviou-me da Sérvia um barrete montenegrino bordado e com uma campainha de prata pendurada no penacho.
«Põe-no na cabeça quando escreves as tuas balelas, patrão; eu trago um igual enquanto trabalho. As pessoas, quando me vêem assim, põem-se a rir e perguntam-me: Tu és doido, Zorba; porque é que trazes essa campainha pendurada no barrete?» Mas eu sorrio e não lhes respondo. Só nós dois, patrão, é que sabemos a razão por que trazemos a campainha no barrete.»
No entanto, tinha-me agarrado novamente aos papéis e à caneta; conhecera Zorba tarde de mais, já não havia salvação para mim: havia-me tornado um reles escriba para sempre.
……………………………………………………………..
Os chineses usam uma estranha praga: «Maldito sejas tu e possas nascer numa época importante.» Nós nascemos numa época importante, plena de tentativas transformadoras, de aventuras e de conflitos. E esses conflitos não opõem, como antigamente, as virtudes aos vícios, mas – o que é muito mais trágico – as próprias virtudes entre si. As antigas virtudes, reconhecidas até agora, começam a perder a sua força; já não conseguem responder às exigências religiosas, morais, espirituais, sociais da alma contemporânea. Dir-se-ia que a alma do homem cresceu e já não consegue suportar os antigos moldes.
Nas entranhas da nossa época, nas entranhas de todo o homem adaptado à nossa época, rebentou, conscientemente ou não, uma guerra civil impiedosa, entre os antigos mitos, outrora todos-poderosos, e os novos mitos que tentam, num esforço ainda inábil e mal coordenado, governar as nossas almas.
Essa a razão por que todo o homem consciente dos nossos dias se sente atormentado pelo destino dramático do seu tempo.
……………………………………………………………………..
Mas mais ainda que as angústias, o que simultâneamente me atormentava e fascinava, cujo rosto eu pretendia fixar, eram as grandes esperanças, vagas ainda e que tinham mudado de posição – as que nos fazem permanecer ainda de pé, olhando em frente com confiança, para lá da tormenta, o destino do homem.
A inquietação que me agitava não era propriamente a do homem actual, que se decompõe, mas sobretudo a do homem futuro, que está em vias de se formar e de nascer. Acreditava que se o criador dos nossos dias consegue exprimir rigorosamente os pressentimentos mais profundos que descobre dentro dele, poderá ajudar a fazer nascer, um pouco mais cedo, um pouco mais perfeitamente, o homem futuro.
Adivinhava, duma forma cada vez mais evidente, a responsabilidade do Criador. A realidade, pensava eu, não existe definitiva e acabada, independentemente de nós; cria-se com a colaboração do homem, é proporcional ao valor do homem. Se nós ao escrevermos ou ao agirmos conseguimos abrir o leito dum rio, a realidade pode passar por aí, mas se não interviermos, então é certo que a mesma realidade jamais se servirá dele. É certo que não somos nós, criadores, que arcamos com toda a responsabilidade, mas não há dúvidas que dela nos cabe grande parte. Em outras épocas, equilibradas, a profissão de escritor pôde ser um jogo; mas hoje é uma pesada tarefa e o seu objectivo não é divertir o espírito com romances cor-de-rosa, levando-o ao esquecimento: o seu objectivo, hoje, é o de proclamar a mobilização de todas as forças luminosas que sobrevivem ainda na nossa época de transição e de levar o homem a superar, tanto quanto puder, a besta.
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in "Carta a Greco"
de Nikos Kazantzaki

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Disse  Nikos Kazantzaki:  O homem é capaz e tem o dever de chegar ao fim do caminho que escolheu !
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publicado por eva às 00:33

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Domingo, 21 de Janeiro de 2007

Vladimir Maiakovski # A Extraordinária Aventura...

21 de janeiro de 2007

A Extraordinária Aventura Sucedida a Vladimiro Maiakovski, no Campo, Durante um Verão

..... ..... ..... ..... ..... ..... ..... ..... .....
Por fim, tomado de tal cólera
que ao meu redor tudo se encolheu amedrontado,
gritei, de rosto erguido ao sol:
«Desce!
Já basta de flanar pelas fornalhas!»
Gritei:
«Madraço!
Tu para aí a mandriar nas nuvens
e eu, olha p'ra mim, quer chova ou faça vento,
suo sobre os meus cartazes.»
..... ..... ..... ..... ..... ..... ..... ..... .....
Horror, que fui fazer!
É a minha desgraça!
Direito a mim,
sem se fazer rogado,
o sol
marcha nos campos,
alargando a passada dos seus raios.
..... ..... ..... ..... ..... ..... ..... ..... .....
Mas do sol escorria singular
e sereno clarão, -
e em breve
é sem mais cerimónias
que nos pomos
os dois a conversar.
Digo-lhe isto,
digo-lhe mais aquilo,
conto como a Rosta me devora,
e diz-me o sol:
«Vá lá
não te amofines,
não compliques tudo!
Julgas que para mim
é simples
brilhar?
Experimenta, a ver!
Mas prometemos
e vai disto,
brilha-se a toda a força!»
Cavaqueámos assim
até ser noite, -
perdão, até ao que, antes, era noite.
Como falar de escuridão ali?
Tu cá, tu lá,
estávamos à vontade.
Breve
lhe dou no ombro
amigáveis palmadas.
E o sol, então:
«Existes tu, existo eu,
Existimos, meu velho, nós os dois!
Subamos, pois, poeta,
à altura das águias,
cantemos
sobre os cabelos do mundo.
Sobre ele eu lanço esta luz que me é própria
e tu, a tua -
em verso.»
..... ..... ..... ..... ..... ..... ..... ..... .....
Se o outro se fatiga
e à noite
quer é ir para a cama,
cabe-me a vez a mim,
sùbitamente erguido, a dardejar meus raios,
e o carrilhão do dia uma vez mais ressoa.
Brilhar sempre,
brilhar por toda a parte,
até ao fim último dos dias,
brilhar -
e nada de aranzéis!
Eis a palavra de ordem para mim
e
para o sol.
 

in "Autobiografia e poemas"
de Maiakovski

.

publicado por eva às 18:37

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Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2006

Tempo justo

22 de dezembro de 2006

Areia barrenta, nalguns sítios parece barro e lodo.
E, ao longe, parece ser um pântano.
Mas aqui, ao pé de nós, ela é uma passagem para areia branca e seca, seguida de arbustos rasteiros mas esparsos.
Mais além, do lado contrário ao tal pântano, já se vêem flores do campo, rasteiras e bem coloridas.
Não há vento, nem brisa. Apenas sol forte e a sua quentura.
Caminhamos seguindo marcas de passos anteriores e deixando as nossas marcas para que os que vêm a seguir não se percam.
Eles apenas são visíveis na linha do horizonte, encobertos pela névoa do ar quente.
As pegadas acabaram porque a areia é agora uma estrada de terra bem calcetada.
Esta estrada é estreita e serpenteia vales e montes, um pouco como que pelo ar, pretendendo ir a direito.
Mas tem "sobes e desces" razoáveis e que, vistos ao longe, dão a impressão de a alargar até à duplicação.
Cansados e acalorados, não é uma visão fácil nem agradável.
Ninguém passa por lá a não ser nós e os que vêm lá atrás.
Não sabemos o seu destino, mas vamos segui-la pela razão mais simples: é a única!
E queremos sair deste calor e desta paisagem.
Alguém nos alerta que não podemos ter pressa.
Que é preciso passar as coisas da nossa existência no tempo justo que nos é dado.

publicado por eva às 22:39

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Terça-feira, 18 de Julho de 2006

A realidade

18 de julho de 2008

Como um emprego, é a realidade que enfrentamos.
Uns dias, o chefe tem boa cabeça para mandar. Noutros, ele é que deveria sair.
Como uma tempestade, é também a realidade.
A realidade abraça-nos com tanta força que caímos e nem sabemos como levantar e lutar outra vez.
Outras vezes, é como uma carícia amorosa. E quando é coisa boa é só parar e desfrutar.
Como o vento, é a realidade. Sopra, chega e vai nem se sabe como nem para onde.
A realidade também é como o arco-íris cheio de cores que se justapõem sem nunca se sobrepôrem.
A realidade só clama coragem e mais coragem. Fôlego e mais fôlego.
Forças onde parece que já não há.
E ainda pede vontade. Boa vontade para continuar o caminho.
Lembra um poema, que foi cantado : "caminhante não há teus passos no caminho, fazes o caminho ao andar" (adaptado do original).
♪: http://fotos.sapo.pt/evacristal/pic/00051qce

publicado por eva às 10:01

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Quarta-feira, 12 de Abril de 2006

Voando sempre a uma velocidade incrível vou sempre vendo a luz

12 de abril de 2006

Voando sempre a uma velocidade incrível vou sempre vendo a luz, aonde devo chegar.
No meio da escuridão ela é o único guia do meu destino.
Cheguei e parece ser uma construção industrial de algo tóxico, porque os guardas têm máscaras na cabeça - azuis escuras e só os olhos se vêem. Por acaso... a olharem para mim friamente.
Mas não me dão importância.
Entretanto vão-se embora em carros, ou jipes.
Fico a olhar para o que parece ser uma administração abandonada e enormes armazéns vazios.
Nesta altura os armazéns abrem-se ao meio e enchem tudo de luz.
O chão abre também em fendas.
Agora os sulcos vão para mais longe deixando antever túneis e túneis seguidos.
Em subsolos mais fundos saem pessoas "a voar" como se fossem libertas de uma prisão.
Vestidas com túnicas de cores claras ou escuras.
O chão continua a abrir e a mostrar mais túneis.
E lá, no espaço mais fundo, está uma rapariga de túnica clara. Assustada, mas estende-me a mão para a ajudar a subir.
Eis que vem a voar também.
Observando melhor vejo que todos seguem os reflexos de uma luz fortíssima, em grande alegria. Outros esperam-nos nessa zona iluminada, também em grande júbilo.
É um reencontro feliz.

publicado por eva às 16:57

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