Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2012

Interpretações

- lá, bom dia!

- …

- Hoje está surdo? Bom dia!

- …

- Ora esta, hein!

- …

- Já viste?! Fala sempre tão bem e hoje… nada!

- Ohhh! Ainda não percebeste que está ferrado a dormir?

- Hã? Ahh, pois está, está mesmo! É boa!

- Como vês, nem sempre interpretamos corretamente o que acontece e caímos em juízos de erro.

- Pois, pois! Mas está a dormir porquê?

- Ah! Isso agora! Olha, pergunta-lhe quando acordar.

- Ohh! Deixa estar… Pelo menos escolheu o nosso cafezinho como sítio de confiança para dormir descansado…

- Ora aí está um modo encantador de considerar a situação!


publicado por eva às 13:56

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Sábado, 21 de Maio de 2011

Mais um dia

oje como ontem a verdade impera.

A verdade de cada dia com todas as consequências que traz.

Com todas as esperanças que apresenta o simples facto de amanhecer.

Os doentes pensam - mais um dia, que farei?

Os sãos dirão - mais um dia chega para trabalhar e gozar a vida que tenho.

Os tristes pensarão - mais um dia de agruras.

Os felizes dirão - mais um dia para ser feliz.

A noite chega e poucos dão conta do que fizeram.

Como correu então o dia? Apenas se fizeram as rotinas do costume?

Que é afinal um dia neste rol de anos?

Os dias servem para quê? As noites são para quê? A vida serve para quê?

- Credo, pareces um inquiridor.

- E tu, pensas alguma vez nisto?

- Para mim o dia e a noite são para trabalhar e descansar do trabalho.

- Só?

- Está tudo dito, porque o trabalho e o descanso podem ter a amplitude que lhe quiseres dar.

- Ora aí está uma verdade simples!

 


publicado por eva às 00:33

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Segunda-feira, 18 de Abril de 2011

Os dias da semana

s dias da semana têm uma identificação apropriada ao longo dos anos, até dos séculos.

Hoje, com os turnos e trabalho cada vez mais disseminados e normalizados, as diferenças dos dias não são tanto pelo dia da semana mas pelo dia que é de trabalho ou de folga.

Pelo dia em que se está sozinho ou em família.

Do dia de tarefas obrigatórias ou dia livre de ocupações.

Dos dias e das noites sem horários ou com horários rígidos a cumprir.

- Ou seja, dos tempos mais ou menos livres. Da satisfação de ficar a dormir até acordar sem ser pelo despertador. Simplesmente acordar… hummm… acordando.

- Sim, sim. E de sair porta fora como se quiser… e…

- E de sentir alguma liberdade de movimentos.

- Bem, em tempo de paz todos somos livres q.b.

- Oh! Liberdade no sentido de ficar em casa ou de sair para onde se desejar, sem a obrigação de…

- Como se estivesse em férias!

- Pois! Tal qual! Mas também sei que estas sensações só são assim preciosas pela diferença entre elas. Senão não distinguiríamos umas das outras.

- Lá isso… Adeus.

- Vais onde.

- Vou voltar para a cama porque lembrei que hoje posso dormir mais.

- Mas… já acordaste?!

- E garanto que posso adormecer já !

- Ohhh!

 


publicado por eva às 23:56

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Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010

A cada um o seu modo de viver

- ais de férias?

- Vou, oh, se vou! Preciso descansar e o Inverno é o melhor tempo para mim. Não tem o bulício das gentes que em multidão se atropelam, ocupam tudo e geralmente de modo selvagem. No Inverno tenho o aconchego do calor da lareira e da manta, dos casacos e dos abrigos e… tenho a água cristalina que me encanta e faz tanto bem. Eu gosto!

- A cada um as suas preferências, porque eu gosto também de água, desde a da torneira à do mar e, ainda, dessas multidões que falas, mais do calor, das praias, dos sítios cheios de gente animada, convívio constante…

- Pois é isso mesmo, demasiado convívio e constantemente!

- Pois, pois. Bem vistas as coisas o afamado, e cantado, Abril em Portugal será o meio-termo entre as preferências.

- Mas eu não quero o meio-termo, estou muito bem com os meus gostos e nem os acho excessivos. Ora tu e as tuas coisas! Gosto assim, gosto! E nem vejo desequilíbrio nem exagero nestes gostos. Apenas isso – preferências alicerçadas ao longo de anos com a minha personalidade, adaptada ao correr de cada ano.

- E que disse eu que contrariasse isso?

- Estás sempre a questionar o ser individual de cada um!

- Não estou nada! Quando muito observo a personalidade de cada ser…

- Ora! E a vida vivida a gosto onde fica? Onde está esse espaço de acção?

- A vida pode ser aproveitada correctamente ou não?

- Aí tens! A cada um o seu modo de ver, interpretar e viver a vida. Adeus.

- Onde vais?

- Ai ai! Vou comprar as passagens para uma estância de banhos, que esta conversa já tem água a mais…

- Para quê? Para estares isolado, com calor e águas tens a tua casa sem pagares mais.

- Não, eu gosto de mudar de paisagem, conhecer novas terras, costumes e pessoas…

- Ahh!

 


publicado por eva às 00:37

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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

O tempo foge

O tempo foge. Foge, escorrega-me entre os dedos.
Preciso de mais minutos, de horas… para fazer tudo o que preciso e quero fazer.
Mas, no dia a seguir é o mesmo drama. Acabam as horas de trabalho, porque já não tenho forças para mais, e deixo demasiado trabalho para continuar no dia seguinte… se puder… se der…
- Então é porque queres fazer demasiado para cada dia ou porque não fazes um horário correcto para cada dia activo. E não te esqueças de reservar um dia para descansar do trabalho.
- Porquê? Pois se já disse que o tempo não chega…
- Porque é necessário relaxar e também um certo afastamento dos dias comuns. E, assim, o indivíduo obtém o discernimento crítico e útil ao trabalho feito e pode conseguir o refazimento necessário, de forças físicas, para voltar ao trabalho.
- Queres dizer que o trabalho rende mais com intervalos?
- Os intervalos são isso mesmo – intervalo entre partes de uma tarefa ou entre várias tarefas.
- Mas há quem esteja sempre no
intervalo…
- Pois há! Até há quem trabalhe apenas enquanto intervala de variadas distracções, mas não é esse o caso que estamos a tratar. Falamos de pessoas compenetradas das suas responsabilidades e cujas capacidades remetem para diversas tarefas, por vezes tantas, que não podem controlar facilmente os tempos que necessitam para o descanso.
- Daí os exageros e os esgotamentos…
- Daí os erros subsequentes que passam por esses estados, mas também por falhas de atenção à família, aos amigos ou àqueles que se aproximam para ouvir uma palavra amiga, ou carinhosa, para si ou da situação que atravessa – infeliz ou feliz.
- Quem mais trabalha isola-se, então…
- O isolamento pode ser uma consequência do trabalho excessivo mas o desequilíbrio, nessa altura, pode já se ter instalado e o isolamento não ser mais que uma atitude instintiva de preservar a produção de trabalho com a maior concentração das suas forças.
- E não percebe já a necessidade do descanso?
- Não percebe já nada a não ser a necessidade dos resultados, porque a pressão que sente é enorme.
- E então?
- Então todos precisamos parar, ao fim do dia ou quando começamos o dia, e reflectir sobre o melhor modo de nos equilibrarmos com as nossas responsabilidades pessoais e as tarefas que temos entre mãos. Tudo é passível de equilíbrio e para esse estado nos devemos esforçar mais do que para o resto que, nessa altura, virá por acréscimo e natural e qualitativamente.

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Kristen Winter - Tempus Fugit (pormenor)
Imagem retirada da net
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Disse  Nicolas Boileau:  O tempo foge e arrasta-nos consigo: o momento em que falo já está longe de mim !
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publicado por eva às 23:31

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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

Tempos rápidos

Os tempos de lazer, de férias, de descanso ou de frenesim passam mais rápido (Oh! Quão mais rápido!) para nós.
Será porque são tempos nossos connosco? Será porque somos nós que escolhemos o modo de os passar? Será porque não existe a responsabilidade do despertador?
- Não, essa não é porque em férias ou para programas especiais pomos o despertador para mais cedo ainda que o habitual e saímos com um sorriso – pode ser um sorriso ensonado, mas é um verdadeiro sorriso.
- Então é porquê?
- Muitas poderão ser as razões, uma delas é o desfasar de rotinas que, se nos facilitam os automatismos, também nos refreiam os ânimos e vontades. Não quer dizer que sejam sempre vontades de descanso, quantas vezes são vontades de parar porque nos sentimos adoentados. Ou porque queremos estar ao lado de quem amamos e esse está adoentado ou a precisar do nosso consolo e carinho especialmente nesse dia?
- Pois! Isso acho que é uma necessidade tantas vezes contrariada que, um dia, explodimos porque não aguentamos mais a pressão.
- Mas as viagens de recreio também têm pressão e nós aguentamos, e aguentamos com alegria…
- Todos precisamos de um mimo para nós, seja um simples gosto satisfeito seja um luxo que pensamos merecer. A vida é preenchida, precisamente, por acontecimentos pontuais que nos alegram particularmente.

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Imagem retirada da net
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Disse  Bernard Shaw:
  Tempo livre não significa repouso. O repouso, como o sono, é obrigatório. O verdadeiro tempo livre é apenas a liberdade de fazermos o que queremos, mas não de permanecermos no ócio !
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publicado por eva às 00:36

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Quinta-feira, 23 de Julho de 2009

Desapego

Ela estava mal. Ia pelos ares e as tonturas eram muitas.
Tonturas pela preocupação de tudo o que a prendia.
Tonturas pelas necessidades dos outros que queria defender.
Tonturas pelas vontades de outros.
Tonturas porque não podia ir para tão longe e deixar para trás aqueles que lhe parecia precisarem dela.
Bem os ouvia, naquelas vozes ao longe e que, ao mesmo tempo, lhe seguravam nas mãos dianteiras, ali mesmo.
Bem os ouvia dizer para largar tudo, para não se preocupar mais.
Mas não podia, não conseguia! Tudo tão lindo… mas o seu olhar volvia atrás.
Tudo tão maravilhosos mas… e os outros, não poderia ir buscá-los e trazê-los para ali?
A todos? Aos que necessitavam de descanso e aos que não os deixavam em paz? A todos sem distinção?
Como fazer então? Como sentir assim esse desapego?
A mãe veio ajudá-la e ela então aquietou. E dormiu deitada nas pétalas das rosas amarelas como uma abelhinha.
- Tal qual era!
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Gustav Klimt - Mãe e filho
Imagem retirada da net
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Disse Victor Hugo: Os braços de uma mãe são feitos de ternura e neles os filhos dormem serenamente !
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publicado por eva às 22:40

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Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

Trabalho

Agendas e trabalhos. Livros e trabalhos.
E trabalho… trabalho!
- Olha, tudo à nossa volta é trabalho de alguém.
Na natureza tudo trabalha, sem folgas, sem médicos, sem festas.
Mas têm algo em comum – os intervalos.
Há intervalos para dormir ou quase parar as actividades.
É o refazer e o recuperar de necessidades físicas.
O corpo pede comida, água e descanso – a cada ser em conformidade com as suas características. Agora as folgas ou as idas ao médico para dar um remédio milagroso, que permita trabalhar, só os humanos fazem.
(Sabemos que também se faz o esforço contrário – para não ir trabalhar!)
Isso provoca um esforço físico excessivo, porque os remédios abrandam os sintomas de modo a serem suportáveis, mas o problema continua lá.
O corpo é que deixou de sentir a moléstia dos sintomas.
- Mas também há remédios que curam…
- Pois há, mas são poucos, comparados com todos os outros.

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Gravura de Galeno, Avicena e Hipócrates
Imagem retirada da net

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Disse  Séneca:  Como a doença se dá no corpo, assim a tristeza se dá no espírito !
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publicado por eva às 00:43

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Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

Será?

Manhãs perdidas. Perdidas ou dormidas.
Quem se deita muito tarde não consegue levantar-se cedo para trabalho útil.
O corpo precisa descansar e durante algumas horas.
Para uns são as grandiosas 8 a 10 horas.
Para outros as mínimas 2 – 3 horas.
Para a grande maioria os sonos duram 4 – 5 horas.
Uns sonham acordados, outros completamente adormecidos.
Por isso uns lembram perfeitamente o que sonharam, outros ficam com os “recados”.
Recados sobre as suas preocupações mais latentes.
Outros não fazem a mínima ideia de nada e dizem que dormiram que nem uma pedra.
Será?
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John Anster Fitzgerald -The Stuff that Dreams Are Made of 


Imagem retirada da net
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Disse  Giovanni Pascoli:  O sonho é a infinita sombra da verdade !
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publicado por eva às 00:49

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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Descanso

Alguns casais estão à beira de um rio que corre em margens rasteiras, de areia sem fim.
O sol está forte e torna a areia muito amarela.
Eles vêm de longe e de várias direcções. Alguns de mão dada, outros quase separados.
Olhando na direcção deles, vê-se uma mulher no rio, as pernas na água. Ela olha para baixo, para os pés.
Observa, muito admirada, o sangue que sai deles e que vai manchando a água.
A água do rio é cristalina e notam-se perfeitamente os veios de sangue que saem dos pés.
A admiração prende-se com o facto de não ter qualquer ferimento.
Conforme os casais se vão aproximando e juntando-se a essa mulher, ela começa a sangrar cada vez mais.
Alguém lhe dá um agasalho e, tirando-a da água, começa a tratá-la e a ligá-la para estancar o sangue.
O sol, cada vez mais forte, aquece-a, e mais repousada e limpa, parece dormir à beira do rio, na areia quente.
Os casais, em grupo, agradecem-lhe todos os esforços que fez para que pudessem reencontrar o amor que um dia juraram uns aos outros, em votos matrimoniais.
Restabelecendo, aos poucos, os amores da família, tinham vindo à sua procura , quando souberam dela.
Ela, que tinha entregue o seu amor para que eles recuperassem as suas famílias, tão afastadas.
Ela já não os ouviu.
Já podia descansar e dormir com os anjos. 
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Irmã M. Paraclita
.

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Disse  Elmer G. Letterman :  A personalidade pode abrir portas, mas só o carácter as pode manter abertas !
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publicado por eva às 22:27

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Bem vindos! Namastê!

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Aquilo que pensas ser o cume é apenas mais um degrau - Séneca

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