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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

04
Nov08

Pressas

eva

Atrasos e demoras. E mais demoras.
Às vezes tão incompreensíveis… outras tão justificadas!
Se acontece a quem se desdobra a tentar ajudar outros… talvez…
Porque há tanta necessidade e tanto que se pode fazer, sem custos a não ser o da boa-vontade…
Na aparelhagem vai tocando um cd de músicas de embalar.
Cada vez que as oiço, as minhas recordações aparecem nítidas – bebés a dormir nos berços e estas músicas ou outras semelhantes a tocarem.
A ternura que dá ver bebés a dormir com aquela carita risonha que só bebés sabem fazer.
Que sonhos terão, estes mais favorecidos?
Que sonhos interrompidos, outros terão?
Aquela imagem da criança quase morta de fome a fugir do abutre, algures em África, foi (e é) sempre impressionante para mim.
Assim como as situações de maus-tratos e mutilações, que se vão conhecendo pelas notícias e reportagens.
Ou as situações de sede e fome atroz que vão aparecendo aqui e ali.
Talvez por isso me impressione tanto ver as mesas demasiado cheias de comida, nas festas e banquetes, assim como o que sobeja dos pratos daqueles que têm mais olhos que barriga nos restaurantes, etc.
Vemos sociedades que desperdiçam água e comida versus sociedades que morrem de sede e fome.
E a música continua a ouvir-se e a embalar os pensamentos…
Enfim, consigo perceber que é tempo de tratar do resto.
Bem, se calhar, terei que apressar-me para não chegar muito atrasada.
O quê – a pontualidade?
Ah, pois tenho, tenho mesmo que aprendê-la e do princípio!

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Alemanha - Total gasto em comida numa semana:$500
Imagem retirada da net


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Disse  Rubem Alves:  Os educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do saber, deveriam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos !
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19
Jan07

O gosto da comida

eva
19 de janeiro de 2007

Uma sopa a fazer. Faz calor só de chegar perto.

Um chouricito às rodelas dava jeito, oh! se dava.
Hora de almoçar.

Pelas ruas vem o cheiro a comida quente. Das janelas das casas e das portas dos restaurantes.
É nesta altura que as grávidas enjoam e já não almoçam, com tantos odores misturados no ar.
É nesta altura que os gorduchos se despacham e os cheiros despertam o seu apetite.
Até os magricelas se mexem na direcção da comida caseira. Ou não...
Somos de hábitos, pois é sabido que à hora de almoço, vamos almoçar.
- Felizes os que têm comida e fome para a comer. Revelam que têm para viver e saúde para gozar essa vida.
- Pronto, lá estás tu a tornar as coisas sérias e, até, dramáticas.
- Sou sério, não sou sisudo. Gosto de pensar nas coisas, pois gosto. E depois?
- Depois, a comida já está a saber a palha.
- Palha porquê? Espera, nem quero saber da comparação...
- Porque não tens confiança, simplesmente. Almoça e pronto! Toma o gosto. Simplesmente! O gosto da comida no prato. Não compliques. Simplesmente, come!
- Então eu é que complico e tu dizes que almoçar é uma prova de confiança! Confiança em quê?
- Confiança na vida, no dia que traz outro dia...
- E que tem isso a ver com o almoço? Olha, já acabei, e tu... ainda vais aí?
- Confiança que as coisas têm todas um lugar próprio. Por alguma razão há lugares em guerra. Desfrutemos a nossa paz. É preciosa. Não é para complicar com pensamentos...

- Mas eu, por acaso, complico alguma coisa?
- Por acaso...
05
Dez06

Direitos

eva

5 de dezembro de 2006

Comidas para pobres e ricos.
Mesas postas para quem quiser.
Para beber, água e sumos. Nada de vícios.
O assunto é sério. Trata-se de dividir trabalhos e bens pelos que mais precisam.
Estamos na época do ano em que a pobreza e a necessidade dos mais amargurados e desamparados da vida são lembradas até pelas instituições.
Já sabemos que deveria ser assim todo o ano mas, pelo menos, que haja uma época para isso.
Há países em que a percentagem de gente pobre é a grande maioria da população.
E pobres que não têm comida, nem mesa para a colocar e dividir com a família.
Pobres que dormem ao relento, sem trabalho e sem condições.
Involuntários geradores de vícios e doenças a quem ninguém liga.
Antes todos se afastam e deixam descambar na vida.
A sobrevivência é um mito.
Porque "aquilo" que se vê muitas vezes nem pode ser considerado uma forma de vida.
Muito menos de resistência.
E, no entanto, no meio destes outros, está sempre alguém com uma luz enorme no coração.
Sempre há alguém que consegue transformar a desgraça em algo menos mau que um dia vai acabar.
Há sempre alguém com uma luz de esperança que tudo interpreta de maneira diferente.
Alguém que, ao morrer, deixa dividida a sua luz em outros corações que irão continuar a sua senda pelo progresso da humanidade.
Mesmo pela humanidade de que alguns desviam o olhar e a memória.
Uma humanidade que poderia viver melhor os direitos humanos a que tem direito.

05
Jun06

Almoço na cantina

eva
5 de junho de 2006

Almoço na cantina. Ou refeitório para usar a terminologia moderna.
O costume, sopa- prato-sobremesa com fruta ou doce- pão e água.
A novidade da época actual para o passado é a salada conforme se quer.

Tudo bom e a fome é muita.
A companhia é uma aniversariante cheia de fibra e de boa vontade.
Muito querida avó de netos já casadoiros.
Também como habitualmente, os problemas na mesa.
Não é fácil mudar o rumo à conversa mas apetecia temas para distrair mais. Alegrar até.
Só girando para os netos e prever bisnetos para aqueles braços se reconfortarem outra vez na doçura.

Em laços amorosos renovados, a lembrar uma infância própria e a dos filhos.
Fico a sonhar e pergunto-me. Pergunto ao sol, ao céu, a Deus - enfim..., pergunto porque não sei a resposta.
Pergunto porque cortamos com os laços da infância. Especialmente se fomos felizes.
Que perdemos pelo caminho, que nos impede de ver o amor como o principal elemento da nossa felicidade.
O amor carinhoso, mais que o amor paixão, que transforma até os nossos sentidos.
Transforma as nossas razões em serenidade de vida.
Aí a realidade e a vida criam um laço indestrutível de felicidade.

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