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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

30
Jun11

Aliança familiar

eva

asamento, aliança familiar.

Matrimónio, acordo legal.

Escritura de pessoas e bens.

Aliança que sela a formação de nova família.

Uma família que deverá crescer.

Desenvolver-se em mais uma linha genealógica.

Uma nova descendência de patriarca e matriarca.

Um novo modo de educar.

De ensinar a viver com seu próprio exemplo.

Geralmente o aproveitar de uma oportunidade para ser melhor que os progenitores.

E assim sucessivamente de geração em geração.

As famílias podem melhorar-se.

Ultrapassar as culturas no que têm de melhor.

Firmar novas formas de viver projectadas numa existência maior.

O infinito no finito de cada dia.

Na esperança e no devotamento pelos seus mais queridos.

 

28
Jan09

Juntar os trapinhos

eva

Casamentos mais ou menos felizes. Divórcios que são oportunidades para o acabar de uma vida contrariada e oportunidades de renovação ou isolamento.
Outras vezes a situação resolve-se no juntar de trapinhos sem responsabilidades.
O pior acontece quando esta facilidade reage em contrário, isto é, quando se estabelece uma situação de fácil subjugação, mais do que de liberdade comum.
- Mas isso também acontece com os casos de casamento e até nos divórcios.
- Verdade, sem dúvida.
- E a lei nem sempre ajuda, sobretudo no caso das crianças…
- Tudo isso acontece. O que pretendia referir era o sentimento do maior ou menor planeamento da vida familiar.
- Ora, pode planear-se ou não, em qualquer dos casos, até ao ínfimo pormenor.
- Pois claro que pode mas, geralmente, as opções são indicativas do modo como se encara a situação de uma vida partilhada: ou como responsabilidade de tentar formar uma família, com tudo a que tem direito e deveres, ou como experiência a ver o que dá.
- E muitos casam por causa da festa e do vestido…
- E muitos ficam sós porque não têm coragem para formar uma família. Mas isso tudo depende, na maior parte das vezes, das intenções e pressupostos. Contudo, há igualmente muitas situações com pressupostos de êxito que se goraram nas dificuldades que enfrentaram.
- Ou seja?
- Ou seja, continuo com a opinião que o casamento prenuncia intenções de lutar pelo bem comum e de formar e preservar uma união familiar. A união de facto é útil para aqueles que ainda não têm opinião consolidada nem sobre si nem sobre o outro que irá partilhar a vida consigo e quer experimentar a ver o que dá.

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Mural de Sabin Balasa
Imagem retirada da net

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Disse David Reuben: O casamento é como uma longa viagem num pequeno barco a remos: se um passageiro começar a balançar o barco, o outro terá que estabilizá-lo; caso contrário, os dois afundar-se-ão juntos !

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15
Jun08

Khalil Gibran # O Casamento

eva

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ALMITRA falou de novo e disse:
- Mestre, que pensais do Casamento?

Ele respondeu, dizendo:

- Nascestes juntos,
juntos ficareis para sempre.

Ficareis juntos
quando as asas brancas da morte
dispersarem os vossos dias.

Sim. Ficareis juntos
até na silenciosa memória de Deus.

Mas que haja espaço na vossa comunhão;
e que os ventos do céu
dancem no meio de vós.

Amai-vos um ao outro,
mas não façais do amor um empecilho:
seja antes um mar vivo
entre as praias das vossas almas.

Enchei cada um o copo do outro,
mas não bebais por um só copo.

Partilhai o pão;
mas não comais do mesmo bocado.

Cantai e dançai juntos, sede alegres;
mas permaneça cada um sozinho,
como estão sozinhas as cordas do alaúde
enquanto nelas vibra a mesma harmonia.

Dai os vossos corações;
mas não a guardar um ao outro.

Porque só a mão da Vida
pode conter os vossos corações.

Mantende-vos juntos,
mas nunca demasiado próximos:
porque os pilares do templo
elevam-se, distanciados,
e o carvalho e o cipreste
não crescem à sombra um do outro.
 
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in "O Profeta"
de Khalil Gibran


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Disse  Khalil Gibran:  O vosso corpo é a harpa da vossa alma !
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Outro texto de Khalil Gibran - Que pensar
Outro texto de Khalil Gibran - Os olhos
Outro texto de Khalil Gibran - A nova fronteira
Outro texto de Khalil Gibran - O amor
Outro texto de Khalil Gibran - As crianças
Outro texto de Khalil Gibran - O dom

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12
Mar08

Um casamento

eva
Tão bonita como todas as noivas são; o tradicional vestido branco, com cauda e véu arrastando pelo chão.
Entre as nuvens e o céu azul, ela já vinha da cerimónia com o noivo-marido, lindíssima e risonha à espera do arroz que a madrinha lhe vai atirar, logo ali à frente.
A madrinha e a dama de honor eram suas amiga e filha, respectivamente, e estavam  felizes com a sua felicidade.
O padrinho, também um grande amigo, tratava do transporte da filha, de a levar a horas e prepará-la para a festa que, para ela, era ainda uma surpresa. Uma boa surpresa.
Era um casamento há muito esperado e que correu bem, com muitos augúrios de felicidade. O noivo nem queria acreditar que tal fora possível.
É assim que, às vezes esperamos tanto tempo pelas coisas, com tanta ansiedade que, quando acontecem, parece não haver lugar para tanta felicidade.
Parece faltar espaço e o ar, ou o oxigénio,  para arranjar esse lugar no coração.
E os minutos podem ser horas e, a seguir, apenas instantes.
Mas são sempre pérolas de felicidade que não se esgotam. 
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 Imagem retirada da net
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Disse  André Maurois :  Um casamento feliz é uma longa conversa que nos parece sempre demasiado curta !
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12
Jan07

Disponibilidade

eva
12 de janeiro de 2007

Disponibilidade para estar. Para sair, para ficar.

Para desfrutar, para sofrer. Para viver e até para morrer.
A vida é uma dádiva para aproveitar todos os instantes porque a vida, por vezes, é mesmo um instante.
Disponibilidade é também realidade.

Disponibilidade para estarmos com os outros.
E para estarmos connosco também.
Se não conseguirmos estar bem e disponíveis connosco, então não vamos conseguir estar com os outros em bem-estar. Apenas em fuga de nós mesmos.
Esta disponibilidade não tem a ver com dinheiro, nem com tempo, nem sequer com saúde.

Está em relação directa com o nosso coração e a nossa personalidade.
Implica uma aceitação pacífica do que cada dia nos traz e exige de nós.
Implica não reclamar ou exigir surpresas.
A vida não é monotonia nem empolgação constante. É tudo isso junto.

E devemos ser flexíveis para nos capacitarmos disso.
- Uff, foram embora. Pobre casal. Já estão casados e ainda precisaram ouvir isso tudo da vida, por outra pessoa. Dá vontade de perguntar por onde andaram até agora.
- Eu já percebi, após conversas como estas, que muitas pessoas (mas mesmo muitas), nunca pararam para pensar em si mesmas e no que a sua vida significa.
Muita gente só vive um dia de cada vez, sem pensar nos ensinamentos que a sua vivência dos anos anteriores lhes poderia dar, quanto mais projectar objectivos futuros para si próprios.
- Bom, excepto em questões de carreira profissional.
- O inacreditável é que chegam a constituir família, mais ou menos "como calha"!
Felicidades para todos, em consciência, deseja-se...
20
Nov06

Tantos anos...

eva
20 de novembro de 2006

Sentado no seu cadeirão habitual falava-lhe de tudo o que se conseguia lembrar.

Ela ouvia e comentava. Conversavam finalmente.
Durante anos, ele fingia que não ouvia e ela fingia que se calava.
Estavam desencontrados na acção, mas no pensamento estavam sempre de acordo e completavam-se.
Tantos anos juntos. Parecia mentira como o tempo passava tão depressa.

Fizeram muitas coisas juntos. E outras ficaram por fazer.
O tempo de conversa fácil foi uma delas. Finalmente é tempo de poderem falar um com o outro.
Ele conta-lhe agora imagens que lhe acodem à mente. Umas até nem são boas, outras são disparatadas. Parecem um limpar de imagens de filmes ou sonhos ou qualquer outra coisa.

Parece que uma vassoura vai limpando as poeiras e lixos da sua cabeça. Lá dentro da sua cabeça, sim...
Ela lembra uns versos que lera um dia e gostara tanto que ainda não esquecera.

Eram assim: "A vida é o clarão do pirilampo na noite; é a sombra que se perde no sol".
- Então a vida pode ser sempre luminosa. É isso, não é?
- Foi o que eu entendi e por isso to digo agora. Porque, para mim, tu também foste uma luz na minha vida.
- Dizes coisas tão boas sobre a nossa vida. Ainda bem que fomos úteis um ao outro.
- Ainda bem que existimos um para o outro. E que essa existência seja um exemplo para os dias em família dos nossos filhos.
- Ainda bem que consegues limpar as poeiras da vida. Vou ver se consigo fazer o mesmo, para poder ir indo mais leve.
- Quando quiseres, porque todos os dias são bons para ir, se já se cumpriu o dever de estar aqui.
- Deixamos uma boa recordação, não deixamos?
- Acho que sim!
09
Out06

Modéstia

eva
9 de outubro de 2006

Um casamento. Simples, em cartório. Cerimónia simples, sem luxos.
Mas tinha o mais importante, a renovação do amor e dos votos de protecção de um pelo outro, em permanência. Até que a morte os separe.
Trocam-se promessas e juras.

Mesmo que a morte os separe há-de ficar o amor no ar.
O espaço encheu-se de luz. A sala via cair as lágrimas dos foguetes.

Luzes multicolores brilhavam sobre os noivos e os convidados.
Muitos amigos, em pensamento, desejaram-lhes felicidades e a dignidade de uma vida a dois.
Uma família se formava. Novos laços que, a seu tempo, iriam cruzar outros laços e famílias.
E por aí afora... somos todos partes de uma grande e única família.

Uma família ancestral que hoje consegue viver sem graves problemas.
Os noivos e a meia dúzia de convidados vão almoçar. O restaurante serve-lhes ementa especial.

Por agrado e não por encomenda. Eles, na sua modéstia, não poderiam ter reservado nada.
Almoço prolongado. Lua de mel em casa, pois a felicidade foi conseguir uma casa para viverem juntos e sem interferências do passado.
Com o tempo vieram filhos, os cães e gatos. As plantas e flores. Enfim, todos os símbolos de um lar fixo.
Depois relembraram as infâncias e as diferenças de gerações.

Depois os filhos casaram e a casa parece cada dia mais silenciosa.
Novas vidas vão surgir. Novas vozes se irão erguer.
Lá fora - e longe - novas economias, profissões e políticas vão surgir.
Segundo os cientistas, um planeta renovado também vai renascer neste.

Com muita água dos degelos e pouca terra.
Vejamos... a Terra também já vai explodindo no meio de guerras tolas.
Parece impensável que, em 2000 anos, os homens ainda não se entendam a falar.
A força e a harmonia estão desde sempre na natureza.
O homem ainda não ultrapassou a força. Uma pena...
08
Set06

O tempo

eva
8 de setembro de 2006

Repartições e papéis e papéis, para tratar, assinar, pagar...
Um casal jovem a braços com despesas. Despesas do dia, do mês.

Dos impostos, das licenças, da saúde. Da saúde dentária (ortodôncia, etc.) que estão sempre à parte nos seguros de saúde e outros tipos de sistemas.
E dobram as responsabilidades. E os dias parecem dobrar no seu carrego.
Os casamentos e as famílias que se formam são apanhadas nesta onda de deveres.
Os amores ressentem-se neste quotidiano sofredor.
Os olhos atiram pensamentos errados para outros e outros terceiros, quantos...

E os casamentos vão finando nas famílias.
Os jovens não reparam que tudo é passageiro.
Ainda não tiveram tempo para experimentar que tudo vai e volta - o bom e o mau.

Que a vida roda sempre, atraindo os desejos mais profundos.
Que o tempo da vida nem sempre coincide com o tempo que o desejo quer desejável.
Que o tempo só o tempo tem.
17
Jul06

O um e o outro

eva
17 de julho de 2006

Casal em constante discussão. Velhice em conjunto.
Doenças que, de origem diferente, causam deficiências semelhantes para o viver do dia a dia.
Tratamentos e médicos diferentes para resultados semelhantes entre ambos.
Perspectivas de vida quase opostas, mas que lhes permitem felicidade afim.
Modos de viver tão diferentes para resultados tão semelhantes.
Bem vistas as suas vidas, são tão próximas como as de muitos casais que se entendem constantemente e em harmonia.
Esses, contudo, completam-se até nas diferenças.
Conseguem ser um par ideal, ligados por um sentimento de amor sublimado por todas as épocas que viveram juntos.
Ajudando-se mutuamente no bem e no mal.
Carregando um o que o outro desdenhava.
Trabalhando o outro o que um não fazia.
Vivendo intensamente um o que o outro parava pacíficamente.
Equilibrando-se os dois em um só.
Ultrapassando a morte caminhando juntos, pois um vai indicar a estrada de luz ao outro, continuando a evoluir juntos.
Juntos sem fim.
03
Jun06

A minha amiga está triste

eva

3 de junho de 2006

A minha amiga está triste. Angustiada.
O marido está doente. Mal aguçado pela raiva, porque o dinheiro não dá para os luxos, só para viverem como classe média, medianamente abastados.
A minha amiga está cheia de dores de cabeça.
O marido vai fazer tratamentos todas as semanas a algo que cresce e não seca.
E já foi operado. E vai ser outra vez.
Não percebe a utilidade, porque não há hipótese de melhoras.
Mas os médicos insistem. Porque sim. Talvez porque não.
E a vida, ou as vidas, onde ficam? Desalojadas da alegria e da vontade de viver.
Olhando para o céu, até parece que voam como as nuvens.
Ela está apática. Não pensa, mas faz o seu trabalho como sempre.
Quando pensa, quer fugir e descansar a cabeça. E o corpo, porque lhe balança os sofrimentos.
Bendita rotina que não precisa de raciocínio nem lógicas.
A vida voou para férias.
Ela ficou com o seu cigarro. Só tem esse vício e esse entretém.
O "Mercedes" chegou. Lá vai ela cheia de coragem.
Sempre um sorriso. Sempre amável.
Continua na esperança de dias melhores.
O trabalho distrai a mente. Dá-lhe novo fôlego.
Até amanhã.

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