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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

05
Jun10

Julgamentos

eva

- aus julgamentos – é o que são!

- Talvez, mas todos os fazemos e todos os dias. Faz parte da nossa capacidade mental…

- Fazem parte é da incapacidade mental, isso sim!

- Ok, mas todos julgamos tudo e todos, a toda a hora.

- É precisamente isso que é necessário evitar, porque ao julgarmos os outros estamos a cavar o nosso julgamento.

- A cavar?

- Sim, porque ao julgarmos e deduzirmos que o assunto não é bom nem recomendável inferiorizamo-nos. O nosso ser dilata-se em bem, em benfeitorias, em pensar bem, em agir bem, em benevolência, etc.

- Mas isso é quase aniquilar a capacidade de análise e o raciocínio e…

- Sim e não. Digamos que é o contornar do raciocínio habitual, que segue a direito logicamente organizado. É controlar esse modo de estruturar as ideias, é ajustar os pensamentos à benevolência.

- Ou seja, assumir sempre que o pior possa ter uma boa intenção por trás e seja uma mera consequência impensada. E isso ajuda-nos a…

- Ajuda-nos a não nos deixarmos traumatizar, a expandir tudo o que é bom em nós sem abrir qualquer brecha por onde possa entrar o desassossego, o conflito ou o melindre. Permite-nos ser firmes e felizes no mundo que nos rodeia e que, convenhamos, não é um mundo encantado.

- Não deixamos que nos contagie?

- Nós é que o contagiamos e talvez… quem sabe… poderá tornar-se num mundo mais acertado.

- Acertado de acerto, certo?!

 

07
Fev10

Brilhos

eva

abituamo-nos desde pequenos à higiene, tanto em nós como nos outros e nos lugares que passamos a frequentar, ou não, conforme a diferença de limpeza que apresentam.

A higiene faz, pois, parte integrante do nosso dia-a-dia. Por preceitos de higiene limpamos o nosso quarto, a nossa casa, o carro, o equipamento que usamos para os mais diversos trabalhos. As casas de banho, desde os sanitários à banheira, devem, para a maioria de nós, apresentar-se impecáveis, em termos de limpeza.

Tudo isto são hábitos modernos e tem a ver com o progresso da humanidade. No entanto, muitos lugares há em que esses preceitos nem um sonho chegam a ser, porque a ignorância destas necessidades é completa.

E aqui entramos no campo da ignorância – o que é para nós a ignorância?

- É escuridão da mente…

- É a despreocupação e felicidade antes da atrapalhação do conhecimento de algo…

- É…

- Pois é isso tudo, ou seja, é o relaxe e o erro contínuo antes da clareza mental sobre os assuntos – sejam estes de que índole sejam. Temos sempre ignorância desta ou daquela matéria, porque não conseguimos abarcar tudo o que já se conhece em todas as áreas científicas conjugando esses estudos com os afazeres e responsabilidades que vamos assumindo.

- Mas há quem tenha um conhecimento enciclopédico…

- Há, mas nem sempre esse saber é aplicado. Fica, em teoria, armazenado na memória. E portanto, não tem qualidade prática, é um desbobinar contínuo sobre temas variados. Contudo a especialização, em alto grau, sobre determinada área do conhecimento implica, geralmente, a necessidade desse conhecimento para o pôr em prática no trabalho diário.

- Ou seja, o saber não ocupa lugar.

- Não ocupa lugar e sem dúvida que amplia a capacidade mental, dando uma luz e brilho especiais ao intelecto... e ao ser.

 

 

18
Fev09

A memória

eva

Boa memória ou a falha desta.
Uns dizem que é conforme a idade, outros que depende da vitalidade ou do cansaço.
E outros, ainda, dizem que depende da capacidade de atenção e da concentração.
- Pois, todos têm razão!
- Têm, têm! E os problemas de memória costumam ser da soma das situações, com predominância da última – a capacidade de concentração.
- Por isso uns lembram mais do que outros, mesmo em situações de semelhança?
- Lembram e relacionam os factos, quer tenham importância ou não, em virtude da concentração que exerceram nos assuntos.
- E às vezes porfiando de modo tão errado…
- De qualquer modo é pela memória que nos interessamos por isto ou por aquilo; que nos lembramos do que nos favorece o conforto ou não; que nos recordamos dos bons e dos maus momentos, etc.
- É, também, através da memória que temos das situações, que nos sentimos melhor ou pior e que podemos alegrar-nos ou entristecer-nos, mesmo que essas situações não se percebam de modo lúcido.
- E, se quisermos, podemos preparar a capacidade da nossa memória por meio de exercícios de análise, resumos e concentração nas situações que escolhermos. Observando ainda que tudo o que é bom, engrandece; e tudo o que não é qualitativo é redundante no apoucar.
- Preparemos, então, mais um dia auspicioso de projectos para nós.

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René Magritte - Golconde
Imagem retirada da net

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Disse  Fernando Pessoa:  A memória é a consciência inserida no tempo !

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24
Mai07

O pormenor e o todo

eva
24 de maio de 2007

Numa exposição de arte, pintura e escultura, duas pintoras vão parando e observando cada obra com toda a minúcia.
- Esta, da paisagem com as pessoas em alegre piquenique, dá-me vontade de entrar lá e juntar-me ao grupo.
- Já não se usa esse realismo todo. Até parece mal, tanto pormenor.
- Que disparate! A arte e os estilos, quando têm qualidade, não passam de moda. Eu gosto do realismo.
- Bem que eu te digo que esse é um dos teus problemas. Agarras-te a pormenores que só distraem da noção de conjunto.
- Mas a noção de conjunto só existe por causa da soma dos pormenores.
- Ai, ai, ai! Por vezes os pormenores alteram a ideia da pintura. Algumas pessoas, ou porque gostam, ou porque desgostam, ficam a olhar para um determinado pormenor e dali já não conseguem avançar para ver mais nada.
- Tudo é possível ser ultrapassado, de ser transformado.
- Ah sim? Então por exemplo: este fato é garrido e tem estes desenhos ainda mais chamativos. Como é possível ultrapassá-los, podes dizer?
- Ora, inventa que ele é uma túnica em tecido muito fino e vaporoso. A figura é logo outra se esbateres a mesma cor nesse esvoaçar do tecido.
- Visto assim, é verdade, fica outra. Mas também digo que é preciso ter essa tua capacidade. A maior parte das pessoas não consegue soltar-se das amarras do pormenor para atingir o todo que o artista previu na sua obra.
- O que interessa é mostrar o nosso melhor e partilhá-lo com os outros.

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