Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

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Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011

Renovação

- i ai! Obras em casa…

- Tens muita sorte em poder fazê-las.

- Pois tenho, tenho sim senhor!

- Além de que, em princípio, as coisas vão ficar mais bonitas.

- Pois, pois. Espera-se, não é?

- Evidentemente, senão para quê pagar e atrapalhar a vida? As obras devem ser para melhorar, não para piorar.

- Poissssssss….

- E depois deve pintar-se tudo de cor luminosa e bonita de chamar atenção.

- Já agora, pois então!

- Noto algum desencanto, ou é impressão?

- Estou farto de tudo, do que tudo custa em esforço, em dinheiro… pufff!

- Deve ser cansaço!

- Estou farto!

- Porque não mudas as rotinas e arejas a mente com novas atitudes, como se fosses de viagem para um sítio novo?

- Viajar para fora cá dentro?

- Como dizia uma publicidade de há anos, sim, isso mesmo!

- Qual é o objectivo?

- Melhorar e melhorar - o melhor possível…

- Para quê?

- Para aproveitar a vida, que é um diamante para lapidarmos. A vida é uma dádiva para purificação…

- Tu e as tuas manias…


publicado por eva às 00:36

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Sexta-feira, 22 de Julho de 2011

Sentir-se bem consigo mesmo

- hegaste!

- Nem por isso, tenho que voltar atrás. Esqueci algumas coisas que preciso para trabalhar.

- Que pena!

- Volto já e se calhar em melhores condições.

- Humm…

- Digo isto porque estou cansado, demasiado cansado para isto ser saudável.

- Será depressão?

- Mais parece excesso de trabalho, por isso digo que voltar atrás e regressar com mais calma, se calhar, acaba por ser mais profícuo. Aproveito para tratar de tudo o que seja urgente, urgentíssimo, e depois volto mais tarde.

- Creio que é importante a pessoa sentir-se bem consigo mesmo, seja física seja mentalmente.

- Também creio que é necessário aquele sentir de que fizemos o melhor que nos era possível fazer naquelas circunstâncias específicas.

- É bom isso, sim. Sem dúvida que esse sentimento dá paz interior, à parte de qualquer resultado.

- Exactamente. E agora?

- Agora podemos dar um passeio a pé, lentamente, através desta magnífica paisagem.

- E que saudades tinha eu disto aqui…

- Mantém um lugar caloroso no coração, não é?

- Um lugar muito próprio e que nada nem ninguém pode tirar. Uma recordação preciosa para mim, daquelas que nos aguentam nos piores momentos e nos acarinham sempre por toda a vida. Talvez até além desta vida fiquem estas boas recordações connosco…


publicado por eva às 00:32

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Terça-feira, 23 de Novembro de 2010

Harmonia espiritual

odos os dias é este trânsito! Todos os dias sinto este cansaço! Sempre este marasmo de vida!

- Este é o tema para hoje desenvolverem aqui mesmo, entre nós.

- Mas é verdade, eu também sinto tal e qual… por isso nem sei por onde começar… se calhar poderíamos optar por ir a pé ou de bicicleta…

- Conforme a pressa e a distância, pois!

- E esse tal cansaço? Que fazer com ele?

- Estou à espera… ainda só houve 2 opiniões… mais!!

- Também se poderiam mudar para trabalhos ainda mais perto de casa, ou mudar de casa…

- Já agora deixar a família e ir para um hotel durante a semana, não?

- Mas… e o cansaço? Não tem que ser contemplado nisto tudo, porque pelo cansaço a vida tornou-se monótona…

- Bem, vamos tentar equacionar as coisas doutro modo, talvez. O trânsito pode contornar-se alterando os horários de saída e chegada a casa e conseguir ainda ser mais útil nos horários familiares, seja de carro ou a pé, de bicicleta que até não é poluente, etc.

- Mas… e o cansaço?

- O cansaço é – geralmente – mental, por isso é necessário alterar as rotinas e os interesses deverão ser alargados com outras actividades porventura mais ao gosto pessoal e mais saudáveis.

- Ah! Pois, se o corpo está saudável a mente corresponde…

- E vice-versa. Ou seja, está em nós mesmos as mudanças que espiritual e mentalmente necessitamos para melhorar a nossa receptividade, para gozar a vida que temos.

- Isso é possível?

- A felicidade está em nós, dentro de nós, na harmonia espiritual entre a nossa centelha divina e tudo o que nos rodeia. O perigo é abafar a ligação do divino em nós pois, nesse caso, vamos endurecendo para o mundo e para nós mesmos. Não devemos paralisar-nos nem abafar-nos, mas sim expandir-nos física e espiritualmente.

 


publicado por eva às 00:39

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Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010

Pois, pois!

- hh! Tudo tão mal limpo!

- Queres dizes – sujo!

- Não, sujo não está! Apenas não está limpo, mas já foi brilhante em limpeza.

- Então isso é o comum.

- Não exactamente, as paredes já vão precisando de uma pintura, porque a pintura conserva e, claro, também mantém limpo.

- Bem, sempre que se pinta é mais fácil limpar onde se arredam as coisas e estas também se limpam de modo melhor.

- Pois, pois! Fazem parte das limpezas anuais, porque com os horários e o cansaço já não é possível fazer tudo e ainda melhor.

- Só pagando a alguém para o fazer.

- Pois, pois! Desde que haja possibilidade de encontrar esse alguém ou de pagar a conta.

- Agora digo eu – pois, pois!

 


publicado por eva às 00:35

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Segunda-feira, 12 de Abril de 2010

Cansaços

ias de afazeres e noites de sono e relaxe – isto é assim para a maioria das pessoas, mas também há os que fazem turnos de trabalho que contrariam as rotinas instaladas.

- Ihh! Que soneira. Há tempo que não sonhava tanto nem dormia tanto; a bem ver, é mais isso…

- Às vezes o sono é mais que o cansaço e por isso traz mais canseira ainda. Devemos dormir o tempo necessário para o refazer da vida diária, geralmente uma média de 4-5 horas.

- Ora, eu durmo muito mais que isso, perto de 8 horas e, visivelmente, não chega porque ando a cafés para fazer o dia até ao fim.

- Isso é porque a causa do cansaço e do torpor mental é outra que não o sono, ou a falta deste.

- Ou seja?

- Pode ser cansaço de estar a fazer o que não se quer, em virtude de contrariar a personalidade mais íntima. Ou pode ser porque os afazeres nos transportam para longe de quem se quer estar, etc.

- Ou seja, posso estar a trabalhar contrariado. Mas isso não é todo e qualquer trabalho? Trabalho é trabalho, cognac é cognac!

- Nem por isso, o trabalho vivifica, obriga a sair da inércia de modo construtivo, transfere pensamentos malsãos e ociosos em pensamentos construtivos para o próprio e para todos aqueles que se relacionam com o trabalho que se está a fazer, mais aqueles para quem esse trabalho será útil.

- Então, trabalho é tão útil para quem trabalha como para quem vai, um dia, usufruir desse trabalho, independentemente das condições de trabalho ou do ordenado que se possa ter?

- Bem, exploração esclavagista não é propriamente útil para a saúde do próprio e, hoje em dia, é incalculável o número de escravos, principalmente crianças e mulheres, que existem, conhecida e oficiosamente um pouco por todo o lado. Mas, aqui, falávamos de trabalho e trabalhadores em condições normais de trabalho…

 


publicado por eva às 00:33

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Sexta-feira, 9 de Abril de 2010

Deixamos fugir os dias

abituamo-nos a deixar para segunda vez, ou para segundo plano, os nossos interesses mais prementes.

Ou seja, o nosso bem-estar interior, íntimo. O nosso sentir paz haja o que haja.

Vamo-nos desleixando, para seguir o que os outros querem, ou necessitam, mesmo que isso intimamente nos contradiga.

E um dia acordamos com um amargo de boca, sem saber porquê.

Depois, vem a tristeza, o alhear dos dias...

Vai embora o carinho que já não conseguimos dar às pequenas coisas.

Sentimos fugir a alegria sã que espreitava a cada momento.

Deixamos fugir os dias, em vez de os deixar fruir.

Depois, ainda, vem alguém diagnosticar isto de cansaço excessivo conducente à depressão. E pronto! Passamos a estar perfeitamente ambientados ao resto das gentes que têm tal coisa. Tal depressão que nós, enquanto felizes por pouco ou coisa nenhuma, nem sabíamos que existia.

Nós temos de tudo, apenas não arranjamos algo para nós. Um algo que gostemos de fazer e nos encha os pulmões… de alegria.

E o tempo vai macerando a dor.

A dor? A dor de quê?

A dor de não nos entendermos. E, se entendemos sempre os outros… esses habituaram-se a ser entendidos. Não se habituaram a entender quem os entendia e sabia, até antes deles, o que se passava.

 

Adeus! Ohhh! Vou tratar-me, porque não quero chegar tarde para mim. Senão pode não sobrar nada de mim, para tratar.

 


publicado por eva às 14:58

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Sexta-feira, 19 de Março de 2010

Ideia fixa

stou aflito. Não consigo um minuto de descanso, sempre a pensar nos exames.

Estou a ponto de não conseguir concentrar-me nas matérias e daqui a nada, se calhar, nem as consigo distinguir umas das outras.
O cansaço físico está a tornar-se um cansaço mental.
Estou a ficar com monoideia, ou ideia fixa, e isso está a transtornar-me.
- Não é concentração?
- Não, e estas ideias fixas não servem para nada de útil. Apenas me desgastam o cérebro e toldam o entendimento. As questões avolumam-se em vez de se apaziguarem e ainda vou estudando o mais que posso. Logo, estou cumprindo com as minhas obrigações de estudante. Mas, a seguir assim, perco o contacto com a realidade e quando chegar aos exames ou bloqueio ou vejo perguntas que não estão lá e as respostas, obviamente, sairão erradas.
- Mesmo que saibas as respostas certas?
- Isso não tem nada a ver, não se trata de aflição por não saber as respostas, trata-se de a mente estar tolhida por ideias fixas e, como tal, é capaz de trair a realidade e dificultar até o mais simples.
- Gera-se o pessimismo?
- Gera-se a irrealidade, a aflição estonteante e o erro. Além da carga nervosa obsessiva e inútil.
- Como fazer, então?
- Por mim, vou tentar equilibrar a mente com exercícios físicos e utilizar uma respiração mais profunda e calmante. A tentativa é procurar gastar estas forças inúteis em algo útil, assim como esforçar-me por ir disciplinando os pensamentos. Cada vez que fugirem, vou tentar agarrá-los e transformá-los em pensamentos construtivos.
- E como conseguir isso?
- Com decisão firme para essa atenção constante e agora direccionada para a resolução do problema. Assim, talvez consiga fazer os exames com menos margem de erro.
- Ou seja, cansaço por cansaço…
- Sim, sim, seja por um cansaço construtivo e educador de mim.
 

publicado por eva às 00:32

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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Sonhar

 - stou cansada de tanto sonhar!

- Sonhar ou dormir, porque o dormir também pode ser cansativo. São muitas horas numa cama fofa e em que nos afundamos confortavelmente…
- Credo, fizeste-me sentir culpada de dormir e ter uma cama. Como foi possível? Paguei o que está no quarto e é para desfrutar enquanto posso, ora!
- Não foi essa a ideia, foi apenas referir a razão do cansaço descansando.
- Pois, pois! Mas o que foi mesmo cansativo foram os sonhos, que foram muitos e agitados.
- Lembras-te do que sonhaste pela noite fora, ou só do último, como a maioria?
- Acho que me lembro de muito mais que do último, ou então tudo aconteceu só no último. Mas foi muita coisa e muita gente envolvida, que nem se conhecem – incrível!
- Nos sonhos tudo se baralha.
- Nos meus não, eles reflectem as minhas preocupações e os meus sonhos dourados, digamos assim.
- Como?
- Os meus anseios, o que gostaria que acontecesse…
- Ah! Fazes futurologia a gosto e a dormir – que prático!
- Achas que desejo as coisas com muita força e convicção?
- Acho que todos merecemos os sonhos que temos, seja qual for a razão que os elabore e promova.
- Ah! Assim é melhor…
 

publicado por eva às 20:03

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Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

Da inactividade

Há dias que nem conseguimos levantar da cama. O despertador toca… e repete a toada… e nós – nada!
É um torpor? É não querer sair da cama? É do quentinho? Ou, simplesmente, as forças para um novo dia não estão assim tão disponíveis quanto seria de esperar?
Algo acontece nessa altura e tem relação com a saúde, seja a saúde física ou a mental.
Porque se estamos saudáveis o descanso é, essencialmente, para refazer as forças necessárias para o trabalho.
Por muito que alguns se admirem, somos seres trabalhadores de modo inato. A falta de trabalho, assim como o excesso, é doentia.
Por isso muitos dos que estão inactivos por desemprego, falência, reformas e pré-reformas, etc., rapidamente encontram actividades em que se podem dedicar laboriosamente.
Hoje há imensos que se dedicam ao trabalho voluntário em instituições que os valorizam e então a troca emocional que se dá é equilibrada. Uns precisam de ajudantes de boa vontade, outros gostam de ajudar e sentir-se úteis.
O físico e o sistema mental entreajudam a duplicidade de emoções e os objectivos de utilidade humanitária.
Numa época em que tanto se fala de individualismo como de humanitarismo há um tempo de enaltecimento do trabalho honesto.
Curiosamente é também uma época em que tanto se fala de exigências, de condições excepcionais no trabalho, como se fala de inactividade. As exigências, caprichos e corrupção continuam presentes em todo o lado.
Curioso é observar, igualmente, que a exigência que enaltece o indivíduo é, afinal, a exigência moral e o trabalho deve ser feito e organizado com brio moral e material interligando o indivíduo e a sociedade.
- Sem aniquilar nenhum deles, não é?
- Evidentemente, há que encontrar as condições úteis para ambas as partes.

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Trabalho voluntário
Imagem retirada da net
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Disse  Machado de Assis:  O tempo é um químico invisível, que dissolve, compõe, extrai e transforma todas as substâncias morais !
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publicado por eva às 00:36

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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Às vezes faltam as forças

Forças!
Às vezes faltam as forças para o que temos de fazer.
Outras vezes, nem conseguimos perceber o que devemos fazer.
O cansaço, físico ou psíquico, pode ser um entrave muito importante para a nossa felicidadezinha – porque se trata aqui do bem-estar no dia-a-dia.
O cansaço obstrui as emoções e o raciocínio, por isso não o podemos deixar invadir a nossa vida.
Se há alturas, dias ou anos, de trabalho mais intenso e extenuante é conveniente ir encontrando soluções para ir ultrapassando as necessidades de intervalo e descanso.
- Isso é o ideal, logo, nem sempre é possível. Todos sentimos mais a necessidade de descanso do que de trabalho, mas as exigências da vida podem imprimir o ritmo preciso.
- Mas depois, geralmente, advém a doença seja nervosa ou física.
- Pois sim, mas as realidades são para se enfrentar e as dificuldades são para se vencer, na medida, às vezes, do impossível.
- Queres dizer que faz parte da vida esse tipo de sacrifícios.
- É claro que faz. Todos sentimos que estamos a causar prejuízos e às vezes, eles são mesmo por nossa iniciativa.
- Porquê? Por obrigação infligida? Porque muitos têm uma vida tão prazenteira que lhe arranjam alguma depressão ou outra coisa que altere finalmente uma rotina perfeitamente instalada do nada-de-útil?
- Infelizmente, muitas vezes é assim. Outras vezes, mais importante que nós, é o sacrifício pelos outros.
- Abnegação?
- Abnegação, caridade, amor, enfim…
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Fotograma do filme "A Missão"
Imagem retirada da net

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Disse  Júlio Verne:  Não há nada impossível; há só vontades mais ou menos enérgicas !

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publicado por eva às 23:56

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Aquilo que pensas ser o cume é apenas mais um degrau - Séneca

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