Véspera de Ano Novo
qui estou
Estou pr’aqui
Vou ali
Já cheguei
Chegámos todos, afinal!
Pois, é isso é
Todos chegamos lá
Onde devemos estar
Fazendo o que podemos
Vou ali
E já venho…
Aqui estou novamente
E vou andando à frente…!
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qui estou
Estou pr’aqui
Vou ali
Já cheguei
Chegámos todos, afinal!
Pois, é isso é
Todos chegamos lá
Onde devemos estar
Fazendo o que podemos
Vou ali
E já venho…
Aqui estou novamente
E vou andando à frente…!
Luzes que se apagam
Luzes do dia
Brilhos na noite
Iluminação clara do Sol
Luz em redor e mais além
Praias douradas
Terras fartas
Estradas limpas e de bom trilho
Seja o Amor maior
O que nos dirige e ampara
O Amor ilumine nossos corações
Nosso olhar, nosso dia
Nossa dinâmica e vontade de viver
Amor é luz
Seja paixão ou fraterno
A luz do Amor
Ilumine sempre nosso caminho.
-
orque não dormes, pequenino?
- Porque tenho medo.
- Medo de quê? Não está aqui nada estranho.
- Mas vejo coisas…
- Que coisas?
- Coisas…
- Sabes que tudo sofre e reverte em influência cósmica?
- O que é isso?
- O cósmica? Cósmica ou universo ou céu à noite quando está cheio de estrelas e nos mostra o cosmos. Às vezes somos farrapos humanos, outras somos humanos grandiosos, porque tudo depende de sermos apenas nós ou nós somados a certas influências que sendo alheias à nossa individualidade não o são da nossa personalidade. Isto assim é complicado, ou difícil?
- É!
- Quando brincas com o teu gatinho tentas fazer brincadeiras que ele gosta, não é?
- É!
- Nessa altura estás a criar semelhança com ele, para ele te entender melhor. E depois vais conduzindo-o para a sala ou lá para fora para brincares ainda mais com ele, mas agora já com brincadeiras que tu gostas mais, não é?
- É!
- O mesmo acontece connosco. Às vezes deixamo-nos influenciar por essas coisas que vês e vamos fazendo o que elas querem. Se for algo bom, não tem importância porque a luz que elas irradiam, quando brilham, também nos ilumina um pouquinho.
- E se não brilham?
- Se não brilham, nem têm luz. não lhes ligues e elas acabam por ir embora, mais tarde ou mais cedo. Para ficares mais descansado podes pedir ao teu anjo da guarda que as conduza para os seus caminhos. Sabes que todos nós temos um caminho a percorrer?
- Como o caminho para a escola?
- Sim, exactamente, como um caminho para a escola, porque vivemos para aprender. Para aprender a lidar com estas e outras coisas que nos vão aparecendo, até ao ponto de só vemos coisas lindas, cheias de luz e que, um dia, nos apetece acompanhar…
- … zzzzzzzzzzzz…
-
vida poderia ser um eterno romance, poderia ser um eterno bem-estar de paz e harmonia…
- Mas não é, e nem é nada que se assemelhe. Geralmente é uma vivência média de 80 anos em que acontece um turbilhão de acontecimentos, sentidos de modo mais dramático que feliz.
- Mas… a esperança persiste.
- Com certeza! Em boa dosagem a esperança pode sustentar-nos.
- Esperança e fé podem ser o mesmo, ter o mesmo efeito em nós.
- Ter o mesmo efeito, talvez, porém não são o mesmo. Esperança consiste em esperar, desejar que tudo seja conforme gostaríamos que fosse. A fé, sempre que é raciocinada, ou interpretada racionalmente, tem uma força enorme porque nos indica leis maiores, que tudo regem acima da mediania a que estamos expostos, e contém a explicação do que somos, do que sofremos e gozamos, tem a explicação do como e do porquê de tudo o que queremos saber, assim como tem a explicação do que deverá seguir-se a cada momento do presente.
- A fé – isso tudo? Acho que a confundi sempre.
- Com teimosia ou capricho?
- Não direi tão pouco, mas algo assim, efectivamente.
- A fé ajuda-nos, dá-nos alento a seguir em frente na certeza que tudo muda, tudo serve para promover o ser e a sua felicidade, que todas as culpas, todos os problemas e alegrias fazem parte do caminho individual, daquele caminho que cada caminhante faz no seu andar.
-
osto de tudo, tudinho, em ordem, arrumado e limpo.
- Eu não!
- Gosto de saber antecipadamente onde estão as coisas, saber que posso, mesmo à pressa, ter tudo à mão e não sair atrasada.
- Eu não!
- Gosto de planear tudo com antecedência e prever até o impossível para nunca sofrer uma surpresa.
- Sofrer uma surpresa ou gozar uma surpresa?
- Hã?
- Ouviste o que disseste?
- E depois… há diferenças, pronto!
- Diferenças não, dicotomias!!!
- Ou…
- Bem, nem tanto não nem tanto sim; nem tanta organização que sufoque nem tanto desleixo que estrangule. O meio-termo parece sensato e importante.
- Quem és tu?
- Regulo-me pelo caminho do meio.
- Cuidado! Esse caminho também tem que se lhe diga…
- Oh! Se tem!
- Tudo a cada tempo, em cada lugar, em cada oportunidade é o que queres dizer.
- Mas aqui nem há tempo, nem lugar e da oportunidade não sei bem qual delas é…
- Ai ai! Que conversa enervante!
- Ahhh! Isto é uma conversa?!
entados na areia… ou recostados…
Espera-se na areia!
O quê?
O calor que abrasa para depois sentir bem o frescor da água fria?
Sentir e valorizar as sensações porque poderíamos passar…
Afinal, as que sempre vamos passando sem notar…
Tudo nos passa ao lado?
Vivemos assim como autómatos?
Ou apreciamos cada coisa boa que temos, e repetidamente, para não esquecermos facilmente o quanto fomos felizes por algo bom, por um instante que fosse.
Apreciar o que a vida nos permite a cada instante – o Sol no rosto, ver pela janela uma paisagem, poder caminhar ou movermo-nos com independência… ou sentir ao lado alguém que divida os movimentos connosco e nos conduza como se fôssemos um… sentir a brisa fresca… ou o calor aconchegante…
Sentirmo-nos amorosamente vivos e acarinharmos tudo o que nos rodeia porque é o que podemos desfrutar, é o que nos levanta a pontinha do véu de tudo o mais que pode existir e onde nós poderemos um dia coexistir em felicidade crescente.
Porque o caminho de todos é em frente. Correndo ou devagar, todos nos dirigimos para a frente do que hoje somos.
oje é um dia feliz. Feliz porque se podem arrumar contas perdidas, perdidas e achadas mais os juros que fazem mossa nos orçamentos…
O passado de cada indivíduo pode ser a sua sombra, a sua amargura ou a sua feliz recordação.
Vinte, trinta ou mais anos que sejamos capazes de recordar, não são nada em relação a uma vida. O que importa é sermos capazes de validar a vida que temos entre mãos. Cada minuto é um novo momento para criar condições e sermos mais felizes.
- Como?
- Apenas temos que traçar uma recta para o nosso caminhar, recta que consideremos correcta e digna de ser seguida. Depois é um pouco mais difícil pois temos que saber o que queremos atingir sem duvidar desse objectivo. Para saber seguir, para saber contornar os obstáculos como a água doce contorna as pedras do leito – com mansidão mas resolutamente, porque não é para voltar atrás, é para seguir sempre em frente.
- E isso chega para avançarmos nos percalços que encontramos e para ter forças?
- Bem, tem que chegar! Porque, dizem, que só temos as dificuldades que podemos superar…
- Às vezes há dificuldades intransponíveis como doenças, dívidas, vícios…
- Nesses casos sentir fé na transcendência divina, em Deus e, por outro lado, sentir humildade e amor ajuda a superar desespero e aflições.
- A fé?
- Não! A Fé! A que move montanhas…
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Deitada e dormitando, entre o cansaço e a preguiça, começa a sonhar.
Os sonhos que são filmes.
Sonhos que são visões de imagens ora lentas e rápidas, ora simples e sobrepostas.
Um ser estende a mão em jeito de ajudar a passar por uma rampa.
Outra espera que ela apareça e acompanha-a, guiando-a com cuidado nesse caminho.
Está tudo muito bem iluminado e, às tantas, no percurso entregam-lhe roupas, ou vestes.
- Mas ela não estava vestida?
- Oh! Estava, estava. Mas aquelas eram vestes honrosas, tinham significado próprio. Assim como as sua cores. Porém, ela não aceitou e disse que deveria ser engano e não serem para ela.
- Estavam grandes ou não gostou das cores?
- Nem percebeu isso, porque lhas deram passadas e dobradas, como novas. Ela apenas achou que não tinha condições para as usar. Ela não era nada, comparada com quem lhas estava a dar. De quem, aliás, ainda duvidava da identidade que via. Tudo lhe parecia uma ilusão.
- O que era lógico, pois era um sonho – não era?
- Era o sonho dela!
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Uma gaivota voava, voava… asas de…
E aqui, no areal, estão gaivotas, mas não estão a voar. Estão a debicar tudo o que encontram e o que as pessoas deixaram espalhado.
- Incluindo sacos plásticos.
- Todos os anos é a mesma coisa, talvez um pouco melhor, mas ainda há muito para aprender.
- Pois, enfim… mas o comestível sempre serve para as gaivotas. E… o céu está com um azul lindo e não vou estragar o meu dia por causa disso e desses tais.
- Talvez tenhas razão, não podemos tratar de tudo e, além disso, atirar a primeira pedra?
- Quer dizer que já deixaste lixo espalhado?
- Não! Não? Vendo bem, nestes meus anos de vida já devo ter deixado outra coisa qualquer, inadvertidamente ou por desleixo, e outros apanharam – que remédio.
- Sim, todos erramos aqui e ali, hoje ou ontem. Mas também vamos observando…
- Observar e dar o exemplo! Acusar não vale a pena e, ademais, o outro só percebe quando quiser perceber.
- Porquê?
- Porque só nessa altura é que estará mentalmente disponível para mudar de atitude.
- Não estamos sempre?
- Nem pensar! Alguns há que efectivamente estão atentos a si mesmos e aos outros de um modo constante – mas são uma minoria. A grande generalidade corre – para não dizer que foge – pela vida e por tudo o que lhe diz respeito, como se a vida fosse uma estrada para percorrer depressa e não repara em nada que não seja essencial para a sua sobrevivência.
- Não desfrutam os momentos! Mas quantos há que os momentos não são desfrutáveis, mas penosos e para serem olvidados.
- Sim, pois é…
- Chegamos sempre ao mesmo – ao meio-termo, ao caminho do meio, à sensatez.
- Sempre!
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