Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

E se a vida fosse uma miragem?

E se a vida fosse uma miragem?
E se tudo o que víssemos, ouvíssemos e sentíssemos fossem oportunidades para refazer algo que devesse ser refeito porque, algures no tempo, algo semelhante ficou mal feito?
- E se a vida fosse uma ilusão? Já agora!
- Precisamente!
- Hã? Isso é para levar a sério ou estás a brincar?
- Estou a colocar-te uma hipótese. Supõe que todos os problemas que tens são problemas, sim, mas para serem resolvidos exemplarmente e não para te sentires atormentada, menos ainda tolhida de aflição.
- Mas isso é inevitável, senão em vez de problemas eram ocasiões de relaxe e prazer.
- Sim e não. Os problemas são para resolver, com certeza. Mas são para resolver tentando, o melhor possível com o melhor de nós, para a sua solução. Mesmo que isso signifique o caminho mais longo ou penoso.
- Que queres dizer, exactamente? Eu tenho sido honesta e resolvido tudo da melhor maneira que sei.
- Sem dúvida, mas o quero dizer é que devemos ser honestos, honestíssimos e, mais ainda, devemos lembrar-nos com benevolência de quem, por vezes, provoca os nossos problemas e das suas razões…
- Mesmo que essas razões sejam obtusas?
- Mesmo que sejam obtusas, porque isso quer dizer que estão condicionados, de algum modo, a não perceberem a realidade das situações e engendram outras situações que não existem. Ou porque desejariam que assim fosse ou porque pretendem ter poderes para mudarem o que julgam errado, no seu pobre entendimento das coisas.
- Há desses?
- São os que se acham acima dos outros em conhecimentos, sejam estes a dar-lhes superioridade entre a família, no grupo social em que se inserem, na política ou em comunidades ligadas ao desenvolvimento moral-espiritual.
- E não são?
- Quando são verdadeiramente superiores são humildes e essa superioridade expande-se no seu exemplo de comportamento pessoal, sem alarido nem publicidade.
- E até lá?
- Até lá, nada! Todos temos consciência que nos dá sinal quando vamos por caminhos errados e todos nos interligamos, influenciando-nos mutuamente. Há que ter cuidado com a nossa individualidade e seguir bons exemplos. E evitar seguir pessoas ou pretender afirmar a nossa vontade nos outros, nas suas vidas e opções.
- Mesmo que essas opções nos pareçam erradas ou perigosas?
- Aí podemos falar, e até insistir uma ou outra vez, para termos a certeza que fomos entendidos em notar outro ponto de vista na análise da situação. Mas a decisão cabe sempre ao interessado.
- Isso se o interessado estiver lúcido, se não for criança, nem demente, nem viciado, naquela altura dos acontecimentos e decisões!
- Evidentemente que há os casos excepcionais, mas não transformemos todos os que não têm a nossa opinião em incapazes.

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Kurt Wenner - Ilusão em arte de rua
Imagem retirada da net
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Disse  Hernâni Guimarães Andrade:  As opiniões são como os narizes. Todos temos um, mas ninguém tem o direito de esmurrar o nariz alheio !
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publicado por eva às 00:31

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Domingo, 12 de Julho de 2009

Eugénio de Andrade # As Palavras

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São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam;
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
.
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in "Poesia" de Eugénio de Andrade
 
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Disse  Eugénio de Andrade:  Se o vento vier, não tenho mais remédio que abandonar-me e ver até onde me levam os seus espíritos !
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publicado por eva às 00:05

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Domingo, 3 de Maio de 2009

Mãe # Dois poemas

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Palavras para a Minha Mãe

mãe, tenho pena. esperei sempre que entendesses
as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz.
sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente.

pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste
tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te
desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente.

às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo,
a fotografia em que estou ao teu colo é a fotografia
mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz.

lê isto: mãe, amo-te.

eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não
escrevi estas palavras, sim, mãe, hei-de fingir que
não escrevi estas palavras, e tu hás-de fingir que não
as leste, somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes.
.

 
de José Luís Peixoto
in "A Casa, a Escuridão"
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Para Sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.


 

de Carlos Drummond de Andrade
in "Lição de Coisas"
.


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Diz  a Sabedoria Popular:  Com três letrinhas apenas / Se escreve a palavra mãe / É das palavras pequenas / A maior que o mundo tem !

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publicado por eva às 00:25

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Sábado, 14 de Junho de 2008

Alucinações...

Azul céu e parece que ele está mesmo no céu.
Como se fosse seda espalhada, formando os refegos habituais quando está assim “a metro”.
O azul é claro, com matizes esbranquiçados – tal é a luz que o ilumina.
Vamos passando assim, sem saber se caminhamos ou voamos por dentro desse azul – como se fosse um túnel.
Mas há outros túneis, semelhantes, de outras cores.
E vamos passando por esses também.
- E depois?
- Olha, nem sei que diga. Porque depois é como se adormecesse profundamente.
- E não foi o que aconteceu?
- Se calhar foi porque acordei no sofá, meio atordoada… Era tão lindo que deu pena ter acabado.
- Acabado? Eu acho que só agora começou.
- Mas, começou o quê?
- As tuas alucinações. Vamos mas é tomar os remédios e a horas…
- Ohh… acho que prefiro não tomar os remédios. Sinto-me tão bem.
- Toma lá… agora são estes.
Não são para alucinações – estava a brincar. Mas são para tratamento teu… de mais ninguém.
- Queres dizer que não há mais ninguém como eu?
- Não.

.
.
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Van Gogh

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Disse  Carlos Drummond de Andrade:  Nossas alucinações são alegorias de nossa realidade !
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publicado por eva às 23:04

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Domingo, 6 de Janeiro de 2008

Carlos Drummond de Andrade # Receita de Ano Novo

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Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
.
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre. 


de Carlos Drummond de Andrade
in "Discurso de Primavera e Algumas Sombras "
.
.
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.

Disse Séneca: aquilo que pensas ser o cume é apenas mais um degrau!
.
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publicado por eva às 15:49

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Terça-feira, 25 de Dezembro de 2007

Green God - Eugénio de Andrade

.
Trazia consigo a graça
das fontes quando anoitece.
Era um corpo como um rio
em sereno desafio
com as margens quando desce.
.
Andava como quem passa
sem ter tempo de parar.
Ervas nasciam dos passos,
cresciam troncos dos braços
quando os erguia no ar.
.
Sorria como quem dança.
E desfolhava ao dançar
o corpo, que lhe tremia
num ritmo que ele sabia
que os deuses devem usar.
.
E seguia o seu caminho,
porque era um deus que passava.
Alheio a tudo o que via,
enleado na melodia
duma flauta que tocava.
.

.
in "Poesia"
de Eugénio de Andrade
.
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♪: A Caminho (La Peregrinacion)

publicado por eva às 16:47

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Aquilo que pensas ser o cume é apenas mais um degrau - Séneca

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