Conforto
-
ou à praia!
- Para quê?!
- Hã?
- Para quê vais à praia se temos tudo igual, um solário, uma piscina, cama para estender, jardim, etc. Que mais queres?
- Bem, quero ir à praia com os meus amigos e sujar-me na areia, molhar-me na água gelada e… ah! sim, perder horas encafuada num carro em fila para chegar lá. Dizem que é uma autêntica aventura!
- Por isso mesmo é que nós temos tudo aqui e com todo o conforto.
- Ah! Mas isto não tem a graça que oiço dizer…
- Pronto, então vai…
- Hummm… Estás a pensar em quê?
- Estou a pensar como as coisas se interpretam de modo diferente. Quantos não gostariam de ter conforto! Quantos são escravizados todo o resto de suas vidas em troca dum saco de batatas, ou míseras moedas, que darão conforto à família restante, se calhar, por uns dias apenas...
- Ora, afinal, qual é o preço do conforto? - Essa é a tua ideia, ou não é?
deus, até ao meu regresso!
stás…?
om dia! Um dia feliz!
anta despesa, tanto calote, tanto disparate, tantos esquemas de extorsão, tanto mistério. Afinal, esmiuçadas as coisas – nada! Nada que jeito tenha para ninguém, a não ser para ir entretendo e enganando uns e outros. Os que precisam mesmo, os que não se importam, os que se divertem à custa do alheio e os ignorantes.
cho que hoje vai ser um bom dia!