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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

15
Fev09

Vida depois da Vida na cultura ameríndia

eva
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Não temas a morte nem a sua aparência aterradora, definitiva, consequência do terror do homem e da sua ansiedade perante o mistério da desaparição. Os sábios alcançaram estas outras paisagens por detrás do jogo das aparências. Mergulharam no interior do Rio. Sabem que não há morte mas transformação de mundo.
 
 
O defunto realiza uma mudança espiritual, como sucede com a serpente do deserto que abandona a pele antiga, morta e ressequida, e recupera um corpo novo
 
 
A morte é uma metamorfose, como o ensina a mudança das estações,  o retorno do sol após as neves de inverno. Tens de preparar o teu espírito para a metamorfose, tal como o aguioto das montanhas que abandona o ninho, vacila no vácuo sem compreender, empurrado pelas forças poderosas da Vida, abre as asas e torna-se uma águia.
 
 
Tudo no universo sofre a lei da transformação, da metamorfose. Nada está alguma vez excluído do Grande Jogo que não pára de rodopiar, nada é posto definitivamente no exílio. As coisas nascem, crescem, desaparecem e retornam com o mesmo movimento infinito de amor. Nada jamais se quebra ou se separa. As coisas falam eternamente umas com as outras, sem ter em conta o tempo nem o espaço.

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in “Sabedoria Ameríndia”
Prefácio e organização de Jean Paul Bourre 
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Diz  a Cultura Ameríndia:  Os funerais não são uma festa fúnebre, desesperada. Servem para acompanhar a viagem do defunto e para preparar o seu regresso !
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29
Out06

Sabedoria Ameríndia # Preceitos de Vida

eva
29 de outubro de 2006

A terra é tua antepassada. É sagrada. Deves respeitá-la, agradecer-lhe o alimento e a alegria de viver. Se não vires nenhuma razão para lhe agradecer, é em ti que está a falta.
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A paz nunca chega de surpresa. Não cai do céu como a chuva. Vem ter com quem a prepara.
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O teu próprio espírito não está preso, acorrentado dentro de ti mesmo. Sem que tu saibas, comunica com a natureza subtil dos seres e das coisas. Desloca-se a grandes distâncias, fala nos teus sonhos, envia-te sinais que não sabes traduzir. Aprende a ler no teu espírito, e o Grande espírito do universo responder-te-á.
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Não renuncies nunca a amar, apesar dos desgostos e da aridez do coração. O amor é a grande força que sustenta o universo; sem ele, o mundo viveria um inverno perpétuo.
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Quando se desce muito fundo no interior de si próprio, desemboca-se inevitavelmente na imensidão do mundo. Pode-se facilmente tomar o lugar de uma árvore, de uma montanha, de uma folhagem que respira, tornar-se o voo do pássaro ou o perfume de uma flor. Tens em ti o poder de experimentar as possibilidades espantosas da natureza, pela experiência interior que nos leva ao centro de todas as coisas.
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Quando recorres à meditação, lembra-te que ignoras tudo de ti mesmo. Prepara-te como que para um grande encontro. Vais mover-te num território sagrado, encontrar espíritos dominadores, animais de poder, a alma dos teus antepassados e a de todos os que te precederam no caminho da vida. O espírito do homem é um abismo de pura luz, que se estende pelo infinito do corpo e que atravessa todas as idades.

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Durante o teu sono, estás noutro mundo, dentro do teu corpo, num território imenso de horizonte ilimitado. Aprende a sentir esta vertigem, esta visão de infinito no teu próprio corpo. Transforma-te no universo inteiro.

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O sonho não está encerrado no cérebro de quem dorme. O sonho escapa-se, como o vento sobre a pradaria, e desloca-se por vastas extensões. Quem sonha, não dorme. Viaja.
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Oração ao Grande Espírito: " Ó Grande Espírito, de que oiço a voz nos ventos e cujo sopro dá vida a todas as coisas, escuta-me... Faz-me sábio, de modo que eu possa compreender o que ensinaste ao meu povo e as lições que guardaste em cada folha e em cada rochedo. Peço-te força e saber, não para ser superior aos meus irmãos, mas para ser capaz de combater o meu mair inimigo, eu próprio."

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Preceitos de Vida dos Índios da América do Norte
in "Sabedoria Ameríndia"
com organização de Jean-Paul Bourre
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