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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

12
Nov09

Da justiça

eva

Estamos habituados aos julgamentos em que se pretende fazer cumprir leis humanas e gerais para outros humanos acusados de não as cumprirem.
E assistimos a toda a espécie de incongruências de parte das acusações, de parte dos acusados e de quem julga.
Temos assistido a considerações de culpados a crianças e outros inocentes mais, sem qualquer poder que não seja a sua verdade.
E temos assistido a considerações de inocentes a adultos que bem sabem jogar com as leis e fazer prevalecer uma inocência perante essas leis. Conseguem criar situações que nada têm a ver com a verdade e, ainda menos, com a salvaguarda futura de outras pessoas e bens ao abrir precedentes.
A política, a capacidade financeira e, por vezes, as coincidências muito coincidentes ou, então, as sortes e azares de ter determinadas condições ou o facto de estar em lugar e tempos inconvenientes para a futura vítima são determinantes para que os termos requeridos de julgamento se façam com total impunidade legal.
As leis são para ser cumpridas conforme as situações que se elaboram para o efeito pretendido – acusação ou absolvição.
Contudo, quando não é mesmo possível alienar provas a outrem as leis prevêem ainda a inconstituição do processo ou a sua prescrição sem mais delongas.
E, para esta situação, é só deixar passar o tempo sem sequer olhar para o processo – porque às vezes a consciência pode tomar conta da mente…
Para os menos abonados da sorte neste mundo resta a esperança que, se nós somos e vivemos a cópia de um mundo perfeito, lá nesse mundo a verdade prevaleça em Leis perfeitas e, como tal, divinas.
A Esperança mantém o equilíbrio emocional e a saúde mental acima de toda alteração e das consequências individuais e sociais.
- Falamos da desmaterialização do ser?
- Também…
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Fotografia da capa de "…and justice for all" dos Metallica
Imagem retirada da net
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Disse  Agostinho da Silva:  A justiça há-de ter por princípio e por fim o desejo de uma Humanidade melhor; no seu grau mais alto não a distinguiremos do amor !
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03
Jun09

Uma canção feliz

eva

Havia uma canção que foi muito popular, em que o tema dos versos era sobre o que Jesus faria…
- Sim, lembro. Mas ainda há, só que não é tão popular, a não ser entre os grupos católicos.
- Oh! Que pena, porque era tão alegre! Era algo assim: sonhar como Jesus sonhava, sorrir como Jesus sorria e ao chegar ao fim do dia eu sei que dormiria muito mais feliz
- Algo atrapalhado, mas é uma referência à canção do Padre Zézinho.
- De quem era não sei.
- De quem é! O facto de já não se ouvir não significa que deixe de existir. Imagina se fosse assim com tudo. Já basta o esquecimento de…
- Pronto, pronto! Só me lembrei porque os sonhos foram desagradáveis e se fossem amenos teria dormido muito mais feliz.
- Bem, é uma canção feliz, ela também. Alegre pela música, pelo coro de vozes infantis que geralmente a cantava e pela pedagogia da letra.
- Pedagogia?
- Sim, todo o poema reflecte as vantagens de seguir os ensinamentos e exemplo de Jesus. Afinal, tão simples e fáceis. São ensinamentos para bem-viver de bem consigo mesmo e com os outros. De vida simples e de paz e harmonia com o mundo e…
- Pois foi mesmo essa a recordação que me ficou da canção.

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Neila Ben Ayed - Alegria e felicidade
Imagem retirada da net

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Disse  Santo Agostinho:  Aqueles que pretendem encontrar a alegria fora de si, facilmente encontram o vazio !

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19
Mai09

O dia a dia

eva

Telefonemas e mensagens. Consultas e testes.
Os resultados de tudo são variados, algo tristes e cansativos.
Entretanto outros assuntos surgem para serem tratados e questionados.
O dia passa e a noite chega com a ressaca do dia. E assim por diante…
- Isso é o dia a dia de todos, mais coisa menos coisa.
- Às vezes sentimos amargura e desilusão pela vida.
- Outras sentimos arrogância e violência.
- Pois, faz tudo parte, não é?
- Acho que sim, senão chamava-se paraíso e não vida.
- Pois!
- E já descobriste a razão para esses desmaios?
- Não, nem sequer sei se são desmaios porque, quando acordo, não sei o que houve a não ser que passou algum tempo.
- Tens a certeza que não é simplesmente sono atrasado e cansaço. Porque o corpo pode tentar recuperar em todas as ocasiões possíveis. E quando não estás a fazer nada…
- Sinto-me longe, longe…
- Experimenta concentrar imediatamente em algo que esteja imediatamente ao teu alcance. Nem que seja sobre as pedras da calçada, ou o desenho das portas dos prédios, etc.
- Experimentei agora, enquanto falavas…
- E?
- Melhorei, sem dúvida.
- Em todo o caso continua a fazer os exames médicos para despistar qualquer doença. Aproveita todos os instantes para relaxar, descansar e, sobretudo, diverte-te um pouco.
- Só trabalho não é bom, pois não?
- Nem o isolamento tampouco.

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Estátua de Carlos Drummond de Andrade em Copacabana 
Imagem retirada da net

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Disse  Agostinho da Silva:  Todo o homem é diferente de mim e único no Universo; não sou eu quem sabe o que é melhor para ele; com ele só tenho o direito, que é ao mesmo tempo um dever: o de o ajudar a ser ele próprio !

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28
Abr09

Reencontros e esclarecimentos

eva

Cortinas brancas, janelas desafogadas para a rua. Muito ruído do trânsito na rua. Algumas (poucas) conversas se ouvem.
E flores, muitas flores. Tantas que parecem envolver as pessoas.
Parecem formar carreiros, conforme vão aparecendo.
Dão-se encontros entre quem não se via há muito tempo.
Esclarecem-se situações que tinham a ver com mal-entendidos e falta de conhecimento de certas coisas.
Comentam a morte e a vida. As vidas separadas e em conjunto.
Os que a morte reúne e os que a vida junta, em partilha de momentos, acontecimentos e bens.
Todos querem um lugar, o lugar que lhes pertence e as tarefas relacionadas.
Todos querem saber o que devem fazer, quando e como.
Os que sabem mais explicam aos que sabem menos.
Ao contrário da ignorância, o esclarecimento é uma luz no caminho de cada um.
- Eles reencontraram-se e esclareceram as desavenças, não foi?
- Foi! Tiveram uma intermediária que explicou tudo e agora, felizes, voltaram à sua casa para se despedirem.
Deixaram rosas cor-de-rosa e votos de felicidade, nas boas-vindas para os próximos habitantes.

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René Magritte - Infinita gratidão
Imagem retirada da net

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Disse  Agostinho da Silva:  Se fosse possível explicar-te tudo não precisarias de perceber nada !

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18
Abr09

Aprendizagens

eva

Céus em tons de rosa, azul, laranja, amarelo, branco – são muitos e de cores variadas, e nós estamos quietos, à espera.
- À espera do quê?
- À espera de conseguirmos aprender.
- Aprender?
- Sim, aprender a viver. Porque todos somos sofridos e amargurados. Não conseguimos entender como sentir alegria.
- Alegria, em quê?
- Alegria não necessita motivo, ela sente-se, ou não, em nós, pronta para nos fazer rir por tudo e por nada. É uma predisposição pessoal! Se ainda não é consciente, ou se está abafada, pode sempre re-apreender-se.
Então viemos para aqui, junto do arco-íris, na esperança de a aprender.
- Que tem o arco-íris com isso?
- És um pouquinho ignorante, não és? Então nunca ouviste dizer que no fim do arco-íris há um pote de ouro para quem o procurar achar?
- Talvez…
- Pronto, estamos aqui à espera de receber um pote de ouro para cada um de nós. Porque já procurámos o fim do arco-íris e já o achámos.
- Para que queres tu o pote de ouro?
- Bem, o pote de ouro é o ouro da sabedoria e eu quero aprender a levar melhor a vida. Não me refiro a facilidades. Refiro-me a viver aproveitando o máximo de aprendizagem que possa angariar com ela.
- Tu és esquisita, não és?
- Eu? Que ideia! E adeus, que vamos aprender ainda mais umas coisas.

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Imagem retirada da net
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Disse  Agostinho da Silva:  O que impede de saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade !
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16
Nov08

Agostinho da Silva # Felicidade e infelicidade

eva
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Os felizes passam na vida como viajantes de trem que levassem toda a viagem dormindo; só gozam o trajecto os que se mantêm bem despertos para entender as duas coisas fundamentais do mundo: a implacabilidade, a cegueira, a inflexibilidade das leis mecânicas, que são bem as representantes do Fado, e cuja grandeza verdadeira só se pode sentir bem no desastre; é quando a catástrofe chega que a fatalidade se mede em tudo o que tem de divino, e foi pena que não fosse esta a lição essencial que tivéssemos tirado da tragédia grega; como pena foi que só tivéssemos olhado o fatalismo dos árabes pelo seu lado superficial.
Por outra parte, é igualmente na desgraça que se mede a outra grande força do mundo, a da liberdade do espírito, que permite julgar o valor moral no desastre e permite superar, pelo seu aproveitamento, o toque do fatal; não creio que Prometeu estivesse alguma vez verdadeiramente encadeado: talvez o estivesse antes ou depois da prisão; mas era realmente um espírito de liberdade e um portador de liberdade o que, agrilhoado a montanha, se sentiu mais livre ainda; porque podia consentir ou não no desastre, superá-lo ou não, ser alegre ou não. E este ser alegre não significa de modo algum a alegria daquele tipo americano de «Quebre uma perna e ria»; acho que eram muito mais alegres as pragas dos velhos soldados de Napoleão. No fundo é o seguinte: é necessário, ajudando a realizar o homem no que tem de melhor, que a mesma energia que se revelou pela física no mundo da extensão, se revele pelo espírito no mundo do pensamento e domine a primeira vaga de energia, como onda rolando sobre onda mais alto vai. E mais ainda: que pelo momento de infelicidade, o que não poderá nunca suceder no caso da felicidade, entenda o homem como as duas espécies ou os dois aspectos de energia se reúnem em Deus. Só por costume social deveremos desejar a alguém que seja feliz; às vezes por aquela piedade da fraqueza que leva a tomar crianças ao colo; só se deve desejar a alguém que se cumpra: e o cumprir-se inclui a desgraça e a sua superação.
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de Agostinho da Silva
in “Textos e Ensaios Filosóficos”
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Disse  Agostinho da Silva:  Ser intransigente com os outros não tem grande sentido; eles são o que podem ser e creio bem que seriam melhores se o pudessem !
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05
Nov08

A persistência da memória

eva

Ursinhos e desenhos infantis. São assim as coisas para bebés.
Cheias de bonecos alegres, sorridentes, às vezes com músicas suaves ou engraçadas e com toadas, ao mesmo tempo, dinâmicas.
Também se usam muito os sons de xilofone ou de harpa e essas melodias são lindas!
- Posso saber porque estás tão saudosa dessas coisas todas de bebés?
- Porque não entendo o que acontece a seguir?
- Então… a seguir crescem.
- Oh! Pois, isso é evidente. Quero dizer que não sei porque depois se usam, por exemplo, roupas tão escuras – os jovens até usam regularmente o preto. E a maioria das pessoas parece usar, a cada ano, roupas mais pesadas e escuras.
Quanto às músicas, passam para versos sem rima e, por vezes, sem música que se perceba mais que um ritmo.
E ouvem-se ritmos fortes que parecem batuques tribais e que podem ser misturados com sonoridades computorizadas.
- Resta então o jazz e melodias mais clássicas, temas de filmes, etc.
- Sim, mas desaparecem da vida quotidiana esses sininhos do xilofone e os toques alegres dessas músicas, tão saudosas.
- No Natal, algo lembra novamente essas musicalidades e tons alegres, agora para as festas.
- Sabes que mais? Gostaria que fosse sempre assim – cores alegres, rostos risonhos e a graça do carinho no ar. Nem percebo porque não pode ser assim.
- Hábitos, culturas e… lapsos de memória dessas doçuras.

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Imagem retirada da net

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Disse  Santo Agostinho:  Encerro também na memória os afectos da minha alma !
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02
Jun08

Deserto

eva

De um suplício é libertado. Para outro é levado em que é içado e afundado muita, muita vez, num poço fundo.
Está completamente gelado. Nem sabe se estará vivo ou morto.
Quando percebe que não morreu chega a pensar se a morte não poderá ser doce – mais doce que aquilo que sente.
Mas não – não deseja a morte. Apenas a comparou.
Não se deve morrer antes do prazo marcado pelo Divino. Só quando acaba o tempo designado e se passa por baixo do arco da vida. Só nesse instante é que se pode morrer. Antes é suicídio, é brincar mal com a vida.
E ele já sofreu muito para querer acabar esta vida sem passar tudo o que tem que passar para alcançar o progresso de si.
Chega o mesmo homem de sempre, mostra-lhe um camelo e ele lá consegue arrastar-se para cima do animal.
Animal que o leva até ao fim de um deserto, à beira de um precipício.
Ele consegue abrir os olhos e ver montanhas muito ao longe, cheias de neve muito brilhante e um sol que as deveria derreter.
Mas não. O sol forma uma espécie de cortina de raios dourados que baixam até à neve.
O camelo leva-o, como que voando sobre o precipício, e deixa-o lá.
Os raios de sol agora caem sobre ele. E agora sim, está a aquecer e a sentir-se melhor.
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Fractal de Lenora Clark
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Disse  Santo Agostinho:  Gosto da vida porque gosto de mim mesmo e compreendo a honra que me foi feita quando vim ao mundo para aí ter conhecimento de toda a luz e de toda a grande ciência humana !
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