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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

26
Dez10

Fica sempre tanto por dizer

eva

oje é um dia especial. Seria um aniversário muito querido.

Seria um dia de festa.

Estranho como as coisas que parecem tão certas são as que fogem um dia tal como as outras tão supérfluas.

A importância está em nós, em querer ou não manter essa importância.

Fica sempre tanto por dizer, por fazer, mesmo tentando dizer e fazer tudo o melhor possível sem querer deixar nada para depois.

O depois que pode fugir a qualquer instante.

Fica a recordação dos momentos bons.

Fica o sentimento audaz de que ninguém foi embora, de que podemos estar convivendo agora em planos paralelos.

Esses planos em que já não têm as dores nem o sofrimento deste corpo físico, planos em que a ideia perdura, a energia continua a manifestar-se…

Planos de vida semelhante, apenas com modelos de forma diferente.


29
Nov10

Estas coisas mudam uma pessoa!

eva

coitadinho esteve às portas da morte e recuperou, mas…

Enfim, recuperou e veio mudado daqueles corredores… dos corredores da morte!

Que… estas coisas mudam uma pessoa!

Pois então, o coitadinho nem sabia quem era nem o que fazia ali, nem nada… nada!

Quem diria, pois! Quem diria!

Hoje? Hoje está bem mas mudou completamente de vida, está a querer recompor o que estragou, mas a questão é que ele não estragou nada. Enfim, nada que se saiba.

Hoje vai a horas para o trabalho, trabalha com calma e é afável com todos. Sim, sim, até com esses tem uma paciência incrível.

Pois, é o que lhe digo – está mudado. Parece ter uma compreensão sem limites para toda a gente, parece que sabe o que deve dizer a cada um e a cada momento.

Ah, pois dá! Dá muito jeito na profissão dele. É outra, como dizer… é outra postura perante a vida.

Pois, pois, o coração está muito melhor, nem vai precisar de fazer qualquer operação, nem nada. Está muito, muitíssimo melhor.

Nós? Nós, olhe, ainda vamos seguir os seus passos e gostar da vida tal qual a temos e, se calhar, ainda vamos apreciar tudo o que temos de outro modo, sem precisarmos de quase morrer para perceber isso.

Dá que pensar, não é?!

 

27
Set10

Estou onde?

eva

- inguém me compreende! Ninguém me acompanha seja com amizade ou consideração no trabalho. Parece que não faço nada direito ou então nada que seja visível, pois parece que nem me vêem.

- E… se calhar não vêem mesmo…

- Eu tento ajudar, apresso-me para chegar a tempo a todos os meus compromissos e só falta fecharem-me a porta na cara.

- Porque se calhar não vêem mesmo…

- Vou a casa e nem me ligam, não me dão comida, nem perguntam se estou bem.

- Se calhar não te percebem…

- No emprego é exactamente igual.

- Porque se calhar não te percebem…

- Vou na rua e só falta atropelarem-me e nem param para pedir desculpa que seja.

- Pois, se calhar não vêem mesmo…

- Quando encontro alguém conhecido temos uma conversa de surdos e assim que pode vai embora sem se despedir, nem nada.

- Pois, se calhar não te percebem…

- Mas isso… É assim: ou eles ou eu estamos a viver noutro mundo, porque pareço invisível para eles.

- Para todos?

- Não, não. Alguns vêem-me e até são simpáticos e falam comigo, mas a esses não conheço eu.

- Porque não fazes novas amizades com esses?

- Porque não os conheço, já te disse!

- E a mim conheces?

- Não! Pois não?!

- Porque falas comigo, então?

- Porque… não sei… se calhar porque agora preciso mesmo de falar com alguém que me compreenda e tu pareces compreender-me. E vês-me, não vês?

- Eu vejo-te perfeitamente, mas admito que a maioria pode não conseguir ver-te. Já agora vês essa senhora aí à tua esquerda?

- Mãe! Que alegria! Ohhh! Que alegria tão grande! Se soubesse como me tenho sentido só… Vamos onde? A minha casa é para aquele lado, não se lembra? Ahh! Mas agora me lembro, a senhora já morreu há muitos anos, que faz aqui? Não foi para o céu? Estou onde? Ohhh!

 

10
Jul10

Muitas vidas

eva

ivemos apenas uma vida ou talvez muitas vidas em cada vida…

Ou então poderemos considerar que somos os intervenientes nos episódios de uma novela qualquer…

Ahh! Novela(r) quer dizer – historia(r) da vida.

Os simples serão aqueles que não pensam muito nas coisas do mundo, ou os que vivem humildemente conforme vão conseguindo viver. Serão os mais felizes e os mais sensatos…

Os concorrenciais e espertalhões dos sistemas serão mais felizes, ou nem tanto…

A vida, como a morte, rege-se pelo Amor, pela dádiva constante de si para si próprio, para os outros e para tudo.

Se não nos amarmos, apenas subsistimos.

Se não nos amarmos não podemos partilhar o Amor que não temos, porque apenas se pode dar, ou repartir, o que temos.

E… o que temos floresce sempre, primeiro – durante – e – depois no próprio.

O que se é verdadeiramente é o que transparece em qualquer altura da vida, seja uma situação horrível ou feliz, em relação a qualquer pessoa ou ao nosso redor.

A integridade do eu existe, sente-se e é pressentida pelos demais, seja de modo instintivo ou lúcido.

- E o resto…

- Qual resto?

- Os que acham que convencem tudo e todos?

- O resto… é conversa!

 

14
Abr10

Vamos sempre aprendendo

eva

enho que ir comprar uns dossiers para arquivar os apontamentos que fui tirando…

Não, não! No computador não consigo escrever tudo outra vez, por isso vou arquivar os papéis que tenho, senão perco-os.

Hã! Digitalizar os apontamentos? Não, não têm assim tanta importância…

O quê? Ah! isso sim, seria útil! Pois, estou a entender. Efectivamente… sim, a pesquisa depois seria feita automaticamente por procura em vez de eu estar ali horas a fio à procura…

Bem, agora vou fazer como sempre fiz, porque quero sentir os apontamentos mais seguros. Depois, com o tempo, posso digitalizá-los e seguir essa ideia, porque não?

Sim, também acho que vamos sempre aprendendo, constantemente.

Pois! À força ou a bem…

Alguns defendem que a vida e a morte são dádivas de aprendizagem para todos nós. São teorias e cada um ou escolhe a que quer; ou nem escolhe, porque assim o quer.

 

22
Mar10

Tolerar a dúvida

eva

odos, mais ou menos, pelo mundo fora, tecemos ideias próprias sobre o valor da família, nas nossas relações e em relação a nós mesmos.

Se os ideais são conservadores surge um vazio difícil de suportar quando a família se desmorona ou se perde.
Se o relacionamento familiar for mais aberto e permitir a valorização de amigos, ou até de desconhecidos que, em ocasiões difíceis, tenham sido capazes de ajudar, então é possível viver de modo enriquecedor, até quando a solidão é muito sentida.
(- [ao telefone] Pois sim, vamos aí amanhã…)
……….. …………….
- Onde vais?
- Vou começar uma ronda pelos familiares e amigos e tentar ver a importância que têm na minha vida e o que estás para aí a dizer. 
- Hã… Mas…
- Não te preocupes porque nem sequer é muito dispendioso, pois moramos todos perto uns dos outros.
- Mas…
- Achas que leve prendinhas? Também poderia fazer uma reunião cá em casa ou dar uma festa – que dizes?
- Mas…
- Também posso tentar ficar isolada de todos, por uns dias, ou talvez apenas por umas horas, e ver se é suportável…
- …
- Então, não dizes nada?
- Bem, o que queria dizer-te é que está aqui uma pm para falar sobre assuntos passados. Daqueles a que não damos importância e, sem querer, magoamos outrora. Ou vice-versa, somos magoados e não entendemos essa realidade, vivendo num engano.
- E quem é, que não vejo ninguém?!
- É uma amiga tua falecida há muito, a F… – lembras-te? Então?! Desmaiaste? Ouves-me? A morte pode ser entendida como uma passagem para mundos em que as comunicações se fazem de outros modos e, por isso, podemos concluir os assuntos que ficaram estagnados ou incompletos. Os valores são mais subtis… Então? Senta-te ali e acalma-te. Não precisas concordar, basta que te permitas tolerar a dúvida destas situações.
- Já chegámos?
- Onde? Deixa lá, ainda não passamos a fronteira! Porque não te entreténs a ler? O tempo passará mais depressa…
- Oh! Acho que estava a lembrar conversas de há muitos anos. Daquelas que não damos importância quando acontecem e depois, sem razão aparente, lembramos…
 
07
Mar10

Dores

eva

- uem sofre mais? O que fala e refila ou o que amargura e cala?

- Não faço ideia, porque o que fala está a exprimir a dor que sente de modo tão violento quanto a força que esta tem nele. O que cala, pode calar porque nem tem forças para falar ou reagir ou porque nem percebe bem o que lhe acontece, sobretudo se tal situação não lhe é, sequer, admissível.
- Então, para ti, são iguais os sofrimentos?
- Bem, os sofrimentos dos outros não se pode medir, cada um é que sabe o que sente e quão agudo é esse sentimento no seu íntimo. Há pessoas, mais dadas à força incontrolada de emoções que, por uma discussão mais acesa, vão dar ao hospital com ataques cardíacos, falta de ar, etc. Outros há que penam o inconcebível e nem sequer encontram forças para chorar e desanuviar, fisicamente, a dor incontrolável que sentem. Inclusive, mal sentem as lágrimas que lhes escorrem pelo rosto, sem qualquer soluço nem pranto – em quietude… Como falar da dor alheia? Com que direito?
- A ideia era obter uma análise, simplificada, das várias situações.
- Mas como é possível simplificar a dor? A dor pode ser física, de mal-estar físico, e a dor pode ser, também, moral-mental. A primeira implica sempre, e imediatamente, a segunda. Porém, dor sentida mentalmente implica que, mais cedo ou mais tarde, determinado mal-estar físico venha a surgir.
- Então?
- Então, somos seres psico-somáticos, mesmo! Tudo está relacionado em nós e para minimizar as consequências, resta-nos aprender a disciplinar as emoções em prol de sentimentos que possam ser defensivos para a nossa saúde global. Temos uma vida - e morte - para enfrentar e todas as capacidades que temos, mentais e físicas, são necessárias para a boa conclusão das situações que aparecem e para o progresso individual. As possibilidades de progresso que uma vida fornece, segundo algumas opiniões, apenas é fornecida, metodicamente, a quem já merece esta oportunidade; porque, dizem os mesmos, que muitos seres há que nem essa hipótese obtêm ainda, por falta de mérito.
- Sem palavras!
- Recolhes-te ao silêncio?
- …
 
03
Mar10

Somos capazes de

eva

rovoadas, tempo seco e tempos chuvosos.

Há de tudo, acontece o impossível…
As pessoas, os haveres não são nada…
Os sonhos, os esforços e sacrifícios têm outra leitura no meio da agitação pela sobrevivência.
Somos capazes de atitudes mesquinhas ou das maiores grandezas humanitárias.
Somos capazes de tudo e… mal o percebemos. Apenas quando somos chamados à prova nos damos conta da nossa insignificância e, em simultâneo, da nossa grandeza.
Tanto que depende de nós próprios e tanto que não entendemos.
Não haja dúvidas que a vida é um constante arregaçar de mangas e trabalhar; que da morte logo se verá, pois para cada um terá uma medida.
 
29
Nov09

Cecília Meireles # Cântico IV (Tu tens um medo)

eva
.
Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.

E então serás eterno.

.


de Cecília Meireles
in "Cânticos"
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Disse  Cecília Meireles:  Ser livre é ir mais além: é buscar outro espaço, outras dimensões, é ampliar a órbita da vida !
.

 

27
Out09

As grandes escolhas

eva

A família, os professores e a vida são as grandes escolas que completam a nossa personalidade. A personalidade que já trazemos connosco quando nascemos, ou a nossa índole mais íntima e as ideias do que iremos fazer e tratar na vida que nessa altura começa.
A infância de cada um serve para crescer fisicamente e para o ser espiritual, que todos somos, se ir tornando tão físico e somático quanto lhe for necessário para cumprir a vida e a morte, no prazo temporal e na dimensão que lhe foi prescrito superiormente.
Já na adolescência começam as grandes escolhas sobre os amigos e com quem vai partilhar os momentos importantes da sua vida ou se vai continuar o seu caminho solitariamente. Solitário de apoios e opiniões, enfim, solitário de outras opiniões. Essa solidão não é sinónima de ascetismo.
As ditas escolhas vão determinar factores importantes e as directrizes que vão impulsionando a vida e a evolução das atitudes individuais ou em grupos, restritos e alargados.
Na fase adulta o indivíduo vai concretizar os seus planos e projectos alargando a sua influência para áreas da família, económicas e políticas.
Na velhice observa, inúmeras vezes, o seu percurso e atentamente vai fazendo as alterações possíveis; ficam em mente as intenções para o que já não lhe for possível concretizar.
Até ao último instante de vida sente-se a oportunidade de melhoramento interior – bem hajam os que não hesitam em trabalhar-se, como um escultor, alisando e aperfeiçoando as formas da sua peça.
Vida e morte são experiências necessárias no cômputo da existência e na evolução do ser.
- Então trabalhamos sempre, de uma forma ou de outra, até ao fim?
- Qual fim? Trabalhamos sempre, aprendendo e apreendendo – sempre!

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René Magritte - A resposta imprevista
Imagem retirada da net
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Disse  Fernando Pessoa:  Morrer é apenas não ser visto. Morrer é a curva da estrada !
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