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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

21
Mai11

Mais um dia

eva

oje como ontem a verdade impera.

A verdade de cada dia com todas as consequências que traz.

Com todas as esperanças que apresenta o simples facto de amanhecer.

Os doentes pensam - mais um dia, que farei?

Os sãos dirão - mais um dia chega para trabalhar e gozar a vida que tenho.

Os tristes pensarão - mais um dia de agruras.

Os felizes dirão - mais um dia para ser feliz.

A noite chega e poucos dão conta do que fizeram.

Como correu então o dia? Apenas se fizeram as rotinas do costume?

Que é afinal um dia neste rol de anos?

Os dias servem para quê? As noites são para quê? A vida serve para quê?

- Credo, pareces um inquiridor.

- E tu, pensas alguma vez nisto?

- Para mim o dia e a noite são para trabalhar e descansar do trabalho.

- Só?

- Está tudo dito, porque o trabalho e o descanso podem ter a amplitude que lhe quiseres dar.

- Ora aí está uma verdade simples!

 

09
Mai11

Musicalidade na vida

eva

o rock à antiga valsa tudo é música.

Musicalidade na vida.

Vida musicada! - é este o tema para estudo e trabalho.

- O único problema é eu não entender nada de música ou musicalidade. Nem me lembro que tal existe. Trabalho no meio de barulhos e não lembro sequer que existem sons e canções mais agradáveis.

- Trabalhas onde?

- Numa oficina de construção de motores. Eu sou dos que desenham, mas a seguir tenho que ir ver se é possível serem construídos conforme previ e se resultam bem, os problemas de erro que aparecem, etc.

- Mas quando sais não ouves música no transporte, no carro ou em casa?

- Não, quero é silêncio na minha cabeça. Sabes que há dias que penso vai rebentar…

- Pois, pois. Deve ser chato.

- Não, eu gosto imenso do que faço. É um trabalho criativo e é muito bom para mim.

- Olha, tenta ouvir alguma música aí, digamos, três noites ao jantar e até deitares. Assim já terás possibilidade de arranjar terreno experimental para o trabalho.

- Acho que tens razão. Sabes de algum posto de telefonia para isso?

- Tens rádio e tens canais de televisão que mostram vídeo clips de música. Entre uns e outros poderás actualizar-te quase imediatamente.

- E fazer o trabalho…

- Evidente, mas talvez aguces o gosto por algo novo na tua rotina.

- Talvez, quem sabe... A vida é cheia de surpresas, não é?

- Se é!

 

18
Abr11

Os dias da semana

eva

s dias da semana têm uma identificação apropriada ao longo dos anos, até dos séculos.

Hoje, com os turnos e trabalho cada vez mais disseminados e normalizados, as diferenças dos dias não são tanto pelo dia da semana mas pelo dia que é de trabalho ou de folga.

Pelo dia em que se está sozinho ou em família.

Do dia de tarefas obrigatórias ou dia livre de ocupações.

Dos dias e das noites sem horários ou com horários rígidos a cumprir.

- Ou seja, dos tempos mais ou menos livres. Da satisfação de ficar a dormir até acordar sem ser pelo despertador. Simplesmente acordar… hummm… acordando.

- Sim, sim. E de sair porta fora como se quiser… e…

- E de sentir alguma liberdade de movimentos.

- Bem, em tempo de paz todos somos livres q.b.

- Oh! Liberdade no sentido de ficar em casa ou de sair para onde se desejar, sem a obrigação de…

- Como se estivesse em férias!

- Pois! Tal qual! Mas também sei que estas sensações só são assim preciosas pela diferença entre elas. Senão não distinguiríamos umas das outras.

- Lá isso… Adeus.

- Vais onde.

- Vou voltar para a cama porque lembrei que hoje posso dormir mais.

- Mas… já acordaste?!

- E garanto que posso adormecer já !

- Ohhh!

 

05
Mar11

Um dia banal

eva

oje é um dia banal, tal como os outros.

Os dias sucedem-se sem projectos, nem optimismo, nem nada.

Apenas tentando juntar forças onde não há muitas para juntar.

Apenas tentando sobreviver…

E a vida corre bem, sem lutas…

As lutas pela sobrevivência mantêm muitos ardentemente vivos.

Essas lutas podem ser exteriores e as marcas visíveis.

Ou íntimas e as marcas são notadas a posteriori, geralmente por um pormenor de ínfima importância.

Há então quem se lembre de juntar vários pormenores do mesmo género e que, isolados, não tinham qualquer significado.

Somados, pelo contrário, formam um retrato de personalidade, nossa ou alheia.

Quem quiser arregaçar as mangas e trabalhar tem muito que fazer ou, na melhor situação, congratular-se por conferir uma personalidade tão aperfeiçoada.

Os dias para muitos de nós servem também para isso, para nos aperfeiçoarmos nas pequenas e simples tarefas de cada dia.

Gosto daquele hábito de bem respirar o ar fresco das manhãs e das noites, ou o ar quente das tardes.

Dá a sensação de respirar outros pensamentos, outros ossos, outras dores…

Dá impressão que tudo é possível de melhorar e que tal pode suceder a partir daquele instante.

Depois, de impressão em impressão, pode atingir-se uma infinitude de possibilidades a cada instante, ampliando a visão primeira da vida no dia-a-dia.

Toda transformação pode começar com um sopro.

Um simples sopro de ar pode ser o móbil que se necessita sem, no entanto, nada disso ser propriamente necessário…

- Ora então sopra aí no balão azul que eu sopro neste amarelo…

 

14
Fev11

Psicometria?

eva

trabalho é para ser executado do melhor modo que soubermos fazer, seja por conta própria ou por conta de outrem.

É a nossa dignidade que assim o diz, é a nossa postura perante nós mesmos.

E a partir de determinada idade, sobretudo, é isso que mais conta, que mais importância tem para cada dia de nossa vida.

Essa vida de que aprendemos, também com a idade, a respeitar a dádiva.

A vida não é para correr mal ou bem, é para ser vivida do melhor modo que soubermos, do modo mais sereno e alegre que pudermos.

No meio dos problemas, das situações piores ou melhores, na falta de saúde que vai tomando conta de nós e de nossas forças, a vida segue imperturbável a cada dia, depois de outro dia, e depois ainda doutro dia que virá com a nossa presença ou não.

Ninguém é insubstituível, ninguém é igualmente substituível. As tarefas podem ter outros a fazê-las, as tarefas podem ainda deixar de necessitar serem realizadas, mas a pessoa é tão substituível como insubstituível.

- Então onde fica a diferença?

- A diferença pode ficar nas emoções que se transferiram naquele local, naquela altura, naquela situação. Porque as emoções são traduções de pensamentos sentidos fisicamente e assim projectadas. Os lugares, as situações, ficam impregnados do sentir de cada um e também de todos os que viveram aqueles momentos, nesses ou nestes minutos de vivência semelhante e individualizada.

- Isso é a tal psicometria que ouvi falar?

- Pode assumir várias interpretações e nomes, mas essencialmente é o mesmo.

 

21
Dez10

Queremos sempre o que os outros têm

eva

- á ‘tá!

- Já ‘tá o quê, ‘miga?

- Já está internado, o qu’ hav’ria d’ ser.

- Quem?

- O doente d’ q’arto ao lado, deram-lhe as palpit’ções e me’ ‘migo lá vai ‘le.

- E’tão e ‘gora?

- ‘gora nã’ se’, nã’ so’ méd’ca, nã’ tenh’ nad’ a ver com iss’.

- Ma’ nã’ tens pena nem nad’?

- Nã’! é um ‘lívio, isso sim.

- Par’ qu’ fazes ess’s trabalhos  se nã’ gostas?

- E’tão o trabalho é p’ra se gostar, ora tu? Faço-o bem fe’to qu’ é minh’ obrigaçã’, o rest’ log’ se vê, ora!

- Felizes os qu’ gosta’ do trabalh’ qu’ fazem!

- Ora, ‘miga nã’ há disso!

- Há sim, garanto qu’ há.

- E’tão devem ser muito felizes ess’s e se calhar nem sabem a sort’ qu’ têm.

- A maior parte nã’ ‘valia bem iss’, não.

- Mas iss’ ‘contece por tod’ lad’, só s’ ‘valia a sorte qu’ se tem quand’ se perde. Só queremos sempre o qu’ os outros têm, nã’ é verdade?

- Pois, sã’ raros os qu’ gostam do qu’ têm e vivem felizes.

- E ‘final é só iss’ o necessário p’ra viver bem, pois nã’ é ‘miga?

- Quem dera ‘miga!


03
Dez10

Diferenças

eva

- á estamos todos reunidos para trabalhar.

- Para trabalhar?! Não é para comer e tomar cafezinho conversando, conversando sem parar…?

- A minha ideia era trabalhar!

- Coitado! A nossa, não!

- Essa agora, então andei estes quilómetros todos para quê?

- Para nos visitares e relembrares…

- Oh, pá! Adeusinho! Quando quiserem enviem a vossa parte por mail, carta, fax ou como decidirem.

- Ehh! Estávamos a brincar, é evidente que vamos trabalhar, mas só depois de conversarmos calmamente e descontrairmos, pois assim o trabalho sai melhor.

- Esse tipo de trabalho não conheço. Adeusinho que não tenho a minha vida para isso.

- Ehh! Não sejas desmancha-prazeres!

- Pois não. Adeus!

- Nada a fazer, sempre foi diferente!

- Pois, e a diferença nota-se. Acho que ela existe mesmo para ser observada de modo especial. Olha, vou embora também, já não me apetece ficar. Adeus.

- Hã? É isto que faz a liberdade! Cada um decide por si, é o que é!

- Exactamente! Eu vou festejar o meu fim-de-semana doutro modo, vou ao parque infantil brincar com os baloiços, escorregas… Ah! E levo os miúdos… e depois vamos comer as castanhas do S. Martinho que passou… e…

 

11
Nov10

Outros horizontes

eva

asta pensar com simplicidade, com carinho, e a vida poderá mostrar outros horizontes ainda desconhecidos.

O problema da actualidade é querer da vida, exigir mesmo, tudo o que apetece ter sem olhar sequer para o lado. Ou então, olhar e querer distanciar-se do que vê a todo custo.

Uma coisa é lutar por uma vida melhor, com discernimento e calma. Outra é exigir, querer sem parar de pretender sempre mais, imparavelmente mais. E sobretudo, exigir dos outros, por sujeição ou por dádiva.

Pelo contrário, melhorar a vida dos outros faz bem a si mesmo, traz paz e um cansaço que é bom, é natural e benfazejo.

Olhar por si e pelos outros é ampliar o ser no seu modo de agir.

- Humm… não sei não…

- Se isto é verdade?

- Não, se quero fazer isso na minha vida… Imagina que amplio o ser, como dizes. E depois… ainda tenho que ir trabalhar mais?

- Hã?

 

18
Out10

Reforma

eva

opra uma brisa… bem, talvez seja mesmo vento o que sentimos.

Já é altura de um casaquinho e se calhar umas meiazinhas para os mais pequeninos ou os mais frágeis, por doença ou pela idade.

- Idade da reforma?

- Que é isso? Se é da reforma do trabalho pago por outrem ela poderá existir; se falamos da reforma do trabalho individual ou da reforma íntima da personalidade, estas não existem propriamente porque trabalhamos sempre e até cada vez com mais afinco e dedicação.

- Talvez porque trabalhamos para nós mesmos…

- Porque sentimos que nos faz bem continuarmos a movimentar e agilizar o corpo físico, como a libertar a personalidade de atavios de ditas conveniências.

- Resumindo – nunca paramos!

- Ora essa! Que dizer dos intervalos que vamos fazendo e que, se forem bem estruturados no dia-a-dia, são tão preciosos como qualquer trabalho para a melhoria individual?

- Então – sempre o equilíbrio!

 

15
Out10

Calendário

eva

- is o calendário desejado!

- Dizes isso como se trouxesses um presente em vez de um instrumento de trabalho.

- Então? Mas vai ser muito útil, não achas?

- Sei lá, já não dou conta dos dias. Olha, vendo bem, nem dou conta das horas. Tenho que sair já !

- Ora essa! E eu a pensar que isto teria bom acolhimento. Só o trabalho que deu a prepará-lo…

- Bem, o trabalho dá sempre trabalho, não é? A mim parece-me óptimo e ela quando voltar e o utilizar também vai achar o mesmo, vais ver! Às vezes o cansaço faz-nos soçobrar…

- Outras vezes, adoçar, sensibilizar…

- A maior parte das vezes provoca revolta; é bom deixar passar… dar tempo para que o tempo que vivemos faça a sua parte.

- Isso vem com a idade, não é?

- Isso - a sensatez - vem na altura certa da existência individual.

- Não é sinónimo de quebra pessoal?

- É sinónimo do que diz que é – sensatez.

 

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