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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

13
Jul08

Mário Quintana # Os Poemas ; O Morto

eva

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Os Poemas
.
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
.
 

in "Esconderijos do Tempo"

.
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O Morto
.
Eu estava dormindo e me acordaram
E me encontrei, assim, num mundo estranho e louco...
E quando eu começava a compreendê-lo
Um pouco,
Já eram horas de dormir de novo!
.
 

in "Apontamentos de História Sobrenatural"

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Disse  Mário Quintana:  Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem !
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Outros poemas de Mário Quintana: Ah! Os Relógios ; Poeminha do Contra

Outros poemas de Mário Quintana: Poema da gare de Astapovo ; Inscrição para um portão de cemitério

Outros poemas de Mário Quintana: Se eu Fosse um Padre ; Projecto de Prefácio

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25
Mai08

Maria João Brito de Sousa # (In)Definições; Amar é; A Mulher Interrompida

eva

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(IN)DEFINIÇÕES

Eu quase não entendo o que em mim cresce...
Aceito o que vier, só de o sentir,
E prefiro aceitar do que pedir.
Sou semente do Deus que em mim floresce...
.
De humana e pequenina que sei ser
Ascendo à condição de ser Palavra
Por obra dessa Força que em mim lavra
Do Verbo original essoutro CRER
.
Que vai tão mais além do que o que sou!
Pequena, tão pequena que nem sei
Como alcançar os longes que me apontam!
.
E deixo-me embalar... eu venho e vou
Entre o que já vos disse e o que direi
Nos versos que encontrei... ou que me encontram?


Amar é…

Amar é estar em paz, acreditar...
É ser gato e mulher e planta em flor!
Mais do que ter amor é Ser amor
E nesse amor fluir, frutificar...
.
É ter dentro de nós a terra, o mar,
É pintar um poema em cada cor,
É poder consolar quem sinta dor,
Semear um sorriso em quem chorar...
.
É saber aceitar a vida, a morte
Sem o medo ou a sombra da revolta...
E, equilibrando os pratos do destino,
.
É vislumbrar, lá longe, a nossa sorte...
Agarrar o fiozinho, a ponta solta
Daquilo que há em nós e que é divino!


A MULHER INTERROMPIDA

Não foi assim tão antigamente...
Foi há cerca de um tempo
Mais duas metades de dois tempos meios.
Uma voz amiga, certamente,
Embora longínqua, perguntou por mim
E eu, tão confusa, não me conhecia...
Sou mulher de um homem,
Respondia.
E a voz insistia:
- Mulher, quem és tu?
- Sou a mãe de um filho que não mora cá
E de três meninas que me querem muito,
Apesar da culpa, apesar de tudo...
E a voz repetia:
- Mulher, quem és tu?
.
Eu iria jurar que não mentia
quando respondia:
- Eu sou essa mãe, apesar do luto!
A voz não cedia quando perguntava
Do Espaço, do Tempo e outras coordenadas:
- Ó mãe dos teus filhos, diz-me quem és tu!
Onde moram as tuas horas carnais?
Onde guardas o corpo quando sais
E voas em busca do filho perdido?
Que fazem essas tuas mãos?
Que estrelas tão negras trazes no olhar?
Que morte tão estranha te veio buscar
E esqueceu teu corpo entre os teus irmãos?
.
E eu respondia
Sem me aperceber
Que me descrevia sem me conhecer:
- Sou a mulher do meu homem
E a mãe das minhas crias!
Procuro o que se perdeu, o que morreu mal nasceu
E não alcanço encontrar...
.
Mas a voz não se calava no seu calmo perguntar:
- Mulher, que é feito de ti?
Só a ti tens de encontrar!
.
Então procurei-me em mim
E vi que não estava lá...
Procurei-me em todo o mundo,
Do abismo mais profundo à montanha mais escarpada,
Fui ao Nilo, fui ao Ganges,
Procurei-me em cada ventre
Das grutas mais ignoradas...
.
Devo ter percorrido o universo inteiro
Quando, de repente,
Encontrei um corpo que me não era alheio
E uma alma ardente
Onde cabia, exactamente,
A chama tão acesa do meu peito!
E juro
Que foi a primeira vez,
Em toda a minha vida,
Que aceitei a minha imagem denegrida
E me orgulhei da estranha condição
De SER UMA MULHER INTERROMPIDA!

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Disse  Florbela Espanca:  Ser poeta é ter fome, é ter sede de Infinito!
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Mais poemas de Maria João Brito de Sousa
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Mais poemas
de Maria João Brito de Sousa
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Mais poemas de
Maria João Brito de Sousa
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18
Mai08

Maria João Brito de Sousa # Angra do Heroísmo; A Cor das Estrelas

eva

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ANGRA DO HEROÍSMO

Angra do Heroísmo, eu vi-te agora!
Teu casario pintado a verde e mar...
O sol, por entre as nuvens vem beijar
As casas onde o branco se demora...
.
Angra, eu não sei sequer como te vi
Se aqui, no Continente, sempre estive,
Se o meu corpo por cá resiste e vive
Sem ter tido a ventura de ir aí...
.
E, no entanto, vi-te! Eu sei que sim!
Cidade recortada a branco e céu
Afundada no verde das colinas.
.
E sei que agora tu moras em mim,
Que me corre nas veias sangue teu
Por obra de outras Mãos bem mais divinas!


A COR DAS ESTRELAS

Uma estrela é da cor que existe em nós...
Azul ou amarela... tanto faz!
A cor da estrela muda porque traz
Ecos do nosso olhar, da nossa voz...
.
A estrela tem a cor que Deus quiser
Reluz e vai pulsando em nosso peito...
Se o nosso olhar procura o que é perfeito
Só nos devolve a cor que nele houver...
.
São todas como espelhos pequeninos
A enfeitar o Grande Firmamento!
São os olhos do céu, às vezes choram...
.
Todas têm a luz desses destinos
Que ascendem em total deslumbramento
E são da cor dos sonhos que lá moram!



Mais poemas de Maria João Brito de Sousa

Mais poemas de Maria João Brito de Sousa

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Mais poemas de Maria João Brito de Sousa


Disse  Florbela Espanca:  Ser poeta é ter cá dentro um astro que flameja !
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11
Mai08

Maria João Brito de Sousa # Territorialidade; Estar Vivo e Viver No Mundo

eva
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TERRITORIALIDADE
 
Poema Vencedor, ex-aequo, do Segundo Prémio de Poesia em Rede “Poemas da Minha Terra”

Meu altar entre concha e girassol,
Meu estro, meu luar de incenso e prata,
Tão humilde é a voz que te retrata
Quão desmedida a luz desse teu sol...

Tua planura imensa como imagem
De uma capela erguida junto ao mar…
Eu ergo a minha voz para te cantar
Uma canção que vem dessa paisagem.

Quem dera ir mais além, cantar mais alto
A serena beleza que me envolve
Sobre este chão salgado onde nasci

Onde a terra e o mar, num sobressalto,
Justificam a paz que agora absolve
A vida de ilusões que vivo aqui…
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ESTAR VIVO E VIVER NO MUNDO

À minha irmã biológica que ontem me dedicou a brilhante e inédita frase: -Tu não fazes nenhum!
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Eu escrevo porque... enfim, que hei-de fazer
Se tudo me parece indecifrável,
Se vivo neste mundo inescrutável
Onde a razão das coisas me fez ser?
.
Ao escrever me assumi, sem o saber,
Produto de uma força inalcançável
Que vai ganhando corpo e é palpável
Nas palavras que aqui faço nascer...
.
Há lá maior razão, mais nobre causa,
Para justificar os nossos dias?
Viver, aqui no mundo, é ser assim!
.
Criar a tempo inteiro e sem ter pausa...
(com isenção de impostos e franquias
Em troca do melhor que existe em mim!)
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Disse  Florbela Espanca :  Ser poeta é ser mais alto ! 
 
04
Mai08

Maria João Brito de Sousa # Maria-Sem-Camisa; Passagem II

eva
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A internet, a par de muitas coisas dispensáveis, tem coisas admiráveis. E uma delas é permitir a descoberta de personalidades notáveis quer a nível pessoal quer a nível artístico. Os Escritos de Eva têm a "sorte" (entre aspas porque defendem que a sorte não existe) de ter sido encontrados, nesta enorme rede, por algumas dessas pessoas.
Os Domingos de Maio vão ser dedicados a Maria João Basílio Brito de Sousa, conhecida na rede por poetaporkedeusker.
A selecção dos poemas foi feita a partir dos que estão publicados em http://poetaporkedeusker.blogs.sapo.pt/.
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MARIA-SEM-CAMISA
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Maria-Sem-Camisa, a sem dinheiro,
Passando pela vida ao Deus-dará
Tem fama de ser louca e de ser má
Mas, no fundo, é poeta a tempo inteiro...

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Maria vai plantando o seu canteiro
De sementes de si e o que não há
Inventa-o a Maria e tanto dá
Ter pouco se tão rico se é primeiro...

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Maria-Sem-Camisa planta ideias
E disso vai colhendo o seu sustento
Sem cuidar da chegada ou da partida...
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Os frutos que ela colhe são candeias,
São estrelas a luzir no firmamento
Da órbita em que traça a sua vida...
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PASSAGEM II
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Eu passo pelo mar, passo por terra,
E no céu eu construo o meu poema!
Lá embaixo, no mundo, a vida acena
Com os mistérios mil que em si encerra...
.
E desconstruo o sonho e volto à vida,
Decifro um pouco mais e, deslumbrada,
Retomo a minha eterna caminhada
Em direcção à Terra-Prometida...
.
Eu passo, e no passar é que eu desvendo
Os segredos do mundo, o que ele murmura
Enquanto o tempo passa como eu passo...
.
E quanto mais passar mais eu aprendo!
É viagem de estudo à sepultura...
Mas nunca passará o que aqui faço!
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Disse Tashunka Witko 'Crazy Horse' : não se vende a terra em que caminha um povo !
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27
Abr08

Natália Correia # Uma flor de harmonia... e Sete motivos...

eva
.
UMA FLOR DE HARMONIA NO PLENÁRIO

Aos jovens da UEDS que cavalheirescamente me ofereceram um cravo no plenário

Dá-me um cravo Vitorino:
Comove-me o galardão.
Mas meu horto é feminino:
Rosa lhe darei então.

Porque se o cravo é viril
Quer ele concubinato.
Sendo a rosa feminil,
Temos o androginato.

Que nessa grande harmonia,
É que há revolução:
Feita a vida poesia
E a luta feita união.

Mais ou menos socialismo?
Eu tomo essa embarcação.
Se a diferença está no ismo,
Está no cravo a comunhão.

In “Cantigas de Risadilha”


SETE MOTIVOS DO CORPO

VI

Quando em halo de fêmea húmida e quente
São íntimas ao fogo as ancas sábias,
Está o corpo maduro no seu tempo
Aromático de rosas esmagadas.

São as Circes: fogueiras reclinadas
Como panteras em nuvens de magnólias;
Coxas versadas em abrir às lavas
Do desejo confins de lassas glórias.

Do amor, lúcida e plena anatomia;
Magníficas mulheres com flor e fruto;
Corpos de vagarosa fantasia
Que a febre afunda em estrelas de veludo.

Num esplendor de poentes envolvidas,
Sentadas têm pálpebras de violetas;
Mas erguem-se abrasadas; e despidas
São um verão a sair de meias pretas.

Capelinas que lendas insinuam,
De segredos os olhos lhes sombreiam.
Dos ombros pendem-lhes mantos de volúpias.
São fábulas que os moços estonteiam.

E aos seus leitos de prata e tílias altas
Ébrios de lua sobrem os mancebos.
Elas enterram -se nuas como espadas
Nas suas virilhas e armam-nos cavaleiros.

Ó sazonada carne que circunda
De asas, abismos e suados cumes
O mistério do ovo, dando sombra
Ao pénis que procura o fim do mundo.

In “O Armistício”
.
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Disse  Henry Brooks Adams : a prática política consiste em ignorar os factos !
.
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13
Abr08

Natália Correia # Retrato talvez saudoso... e A defesa do poeta

eva
.
A ti, Mãe, primeira maravilha dada aos meus olhos, eu dedico estes poemas. Subida da tua carne, a minha luz pertence-te. Toma a minha dor e a minha alegria e este desespero que floresce à sombra do teu mistério.

Sou filha de marinheiros
pelo mar que também quis.
Pela linha da poesia
sou neta de D. Dinis.
Aquilo que nunca fiz
é a minha bastardia.

.
RETRATO TALVEZ SAUDOSO
DA MENINA INSULAR

Tinha o tamanho da praia
o corpo que era de areia.
E mais que corpo era indício
do mar que o continuava.
Destino de água salgada
principiado na veia.

E quando as mãos se estenderam
a todo o seu comprimento
e quando os olhos desceram
a toda a sua fundura
teve o sinal que anuncia
o sonho da criatura.

Largou o sonho no barco
que dos seus dedos partiam
que dos seus dedos paisagens
países antecediam.

E quando o corpo se ergueu
voltado para o desengano
só ficou tranquilidade
na linha daquele além
guardada na claridade
do coração que a retém.

In “Poemas”
 

 
A DEFESA DO POETA¹

Senhores juízes sou um poeta
um multipétalo uivo um defeito
e ando com uma camisa de vento
ao contrário do esqueleto.

Sou um vestíbulo do impossível um lápis
de armazenado espanto e por fim
com a paciência dos versos
espero viver dentro de mim.

Sou em código o azul de todos
(curtido couro de cicatrizes)
uma avaria cantante
na maquineta dos felizes.

Senhores banqueiros sois a cidade
o vosso enfarte serei
não há cidade sem o parque
do sono que vos roubei.

Senhores professores que pusestes
a prémio minha rara edição
de raptar-me em crianças que salvo
do incêndio da vossa lição.

Senhores tiranos que do baralho
de em pó volverdes sois os reis
sou um poeta jogo-me aos dados
ganho as paisagens que não vereis.

Senhores heróis até aos dentes
puro exercício de ninguém
minha cobardia é esperar-vos
umas estrofes mais além.

Senhores três quatro cinco e sete
que medo vos pôs por ordem?
que pavor fechou o leque
da vossa diferença enquanto homem?

Senhores juízes que não molhais
a pena na tinta da natureza
não apedrejeis meu pássaro
sem que ele cante minha defesa.

Sou um instantâneo das coisas
apanhadas em delito de paixão
a raiz quadrada da flor
que espalmais em apertos de mão.

Sou uma impudência a mesa posta
de um verso onde o possa escrever.
Ó subalimentados do sonho!
a poesia é para comer.

___________________________
¹ Compus este poema para me defender no Tribunal Plenário de tenebrosa memória, o que não fiz a pedido do meu advogado que sensatamente me advertiu de que essa minha insólita leitura no decorrer do julgamento comprometeria a defesa, agravando a sentença.
 
In “A Mosca Iluminada”
.
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Disse  Paul Valéry :  É próprio das censuras violentas tornar credíveis as opiniões que elas atacam !
.
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