Férias
As férias são ansiadas todo o ano, não chegam para metade do que queremos e quando acabam não sabemos bem o que foram exactamente para nós…
Depois, dia após dia, vamos sentindo de modo mais ou menos perceptível o seu efeito. Que seja este sentir de pior ou de um melhor equilíbrio entre nós e os nossos deveres, que são novamente agendados para todas as horas disponíveis – forçadamente disponíveis ou agradavelmente disponíveis.
É aqui, nesta fase, que lembramos as recomendações de pais e amigos que nos diziam para escolher os trabalhos que nos dessem gosto fazer, porque trabalhar por gosto não cansa nunca!
Enfim, na conjuntura moderna arranjar trabalho é tarefa bem difícil e se o trabalho nos agrada, então, é milagre!...
- Já viste a cancela?
- Qual cancela?
- Ali, no cimo da colina, uma cancela no meio daquela cerca baixa e branca de tabuinhas. Aquela figura, que parece um homem, está abrindo-a e acenando para entrarmos. E vês a passagem também com tabuinhas brancas no chão? Ele diz que devemos dirigir-nos para aquele edifício que se vê, logo ali à direita, e que devemos esperar até nos chamarem.
- Chamarem para quê?
- Para o que há-de ser? Para assistirmos às aulas e aprendermos tudo o que pudermos, claro!
- Mas eu não me inscrevi em aulas nenhumas…
- Pedi eu a inscrição e pelos vistos fomos todos aceites – que bom! Vais gostar!
- Mas do que é? Eu ainda estou de férias!
- Estás?
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Fotografia do arquivo do Boston Globe
Disse Confúcio: Escolhe um trabalho de que gostes e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida !
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