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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

08
Fev11

Mover montanhas

eva

izemos da mente

Coisas que parecem humanizá-la

Individualizá-la

Mas ela não é uma pessoa

Contendo a personalidade

Contendo a projecção do ser

Aprisionando o espírito numa forma

Onde este não pode ser contido

Aprisionando o espírito em pensamentos

Que não podem sacrificá-lo por muito tempo

A mente sofre incrivelmente

E nesse sofrer o espírito readquire

A sua liberdade

E a mente e o corpo atingem a paz

A paz daqui e a paz dali

A paz que os ultrapassa

Em todo o tempo em todo lugar

A paz infinita e eterna.

 

07
Fev11

Estamos todos aqui

eva

e estamos todos aqui é porque temos que resolver situações semelhantes, segundo condicionalismos em tudo semelhantes também, não é?

Pelo menos foi o que consegui perceber daquela conferência. Dizia o orador que há muitos lugares habitados no Universo, que será infinito e muito além do conhecimento humano.

E ainda dizia que o nosso desenvolvimento era como a cabeça de um alfinete do tempo da avó dele – porque os de agora têm cabeça de plástico colorido para se verem perfeitamente – perante o desenvolvimento dos seres no dito Universo.

Enfim… senti-me minúsculo com a minha vidinha e os meus pequeninos quereres de casa e rua.

- Então esse fulano acredita que a Terra não será o único planeta habitado?

- Ohhh! Isso e muito mais. Devias ter ido ouvi-lo. Ele descreveu outros seres que não humanos e as suas capacidades. Nós, perante esses que ele descreveu, nem chegamos a bebés na linha de evolução.

- E continua a luta entre uns e outros, como aqui?

- Se percebi bem essa luta dura e demora por alguns sítios, de modo até muito mais agravado que aqui. Mas outros há, por seu turno, sem lutas dessas, antes preservam a harmonia e a cura de quem vai de lugares mais lúgubres para melhor sítio.

- São lugares tipo hospitais?

- Pois isso não percebi tão bem, porque estava atordoado com tanta informação estilo banda desenhada de ficção. Mas creio que haverá ainda outros lugares, também em grande número de diversidade, consagrados somente ao bem – bem pensar e bem-fazer.

- Lugares de piedade?

- Sei lá… chama-lhe o que quiseres! A mim deu jeito saber que o modo de viver pode não ser apenas isto que observamos e que há outros mundos…

- E acreditaste nisso tudo?

- Ele foi eloquente e lógico no que dissertou e explicou. Nesta altura... isso chega para mim.

 

06
Fev11

Lembrar com exatidão

eva

- embras-te?

- Do quê?

- Das aventuras de ontem, ali mesmo na baixa da cidade…

- Pois não lembro bem, não.

- Não te lembras é de nada!

- Francamente… não.

- Como é isso possível? Tens a certeza que não estás doente?

- Certeza, certeza, não tenho.

- Pois bem, estávamos nas compras quando foi todo aquele alarido de gente, confusão…

- E tu tens a certeza que isso aconteceu?

- Bem, a certeza-certeza não tenho mais, se dizes que não tens ideia e não estás doente…

- Olha, sabes que mais? O melhor é cingirmo-nos ao presente e o que passou já passou. Estamos aqui tomando o cafezinho da manhã e somos felizes por nos podermos levantar de modo independente, podermos ir para um emprego, encontrar amigos pelo caminho, saborear algo quente que corte o frio que sentimos e estarmos em tempo de paz. Não é bom?

- Esplêndido, digo eu!


05
Fev11

Lilases

eva

ilases – gosto tanto de os ver, sejam no campo virados ao céu, sejam debruçados nos varandins ou muros.

Até gosto de ver as pétalas caídas no chão porque, ainda aí, vão lançando sempre o seu perfume tal como se estivessem no alto de uma árvore.

São, para mim, o símbolo de as árvores morrem de pé que tanta influência teve na minha criancice e educação.

Além disso, o seu perfume adocicado enche o ar e parece aliviar os corações mais amargurados.

Há quem deles apenas lembre o refrão “os lilases fazem andar para trás” ou então “são flores de finados”

Para mim, eles sobrepõem-se a isso tudo e gosto muito de passar, ali na estrada de cima, por uma vivenda que tem lilases por todo o lado e até a estrada fica cheia deles assim que se levanta um ventinho maroto.

Eles rodopiam e vão envolver tudo e todos os que por ali passam. Até os gatinhos e cachorros querem agarrar as florinhas que volteiam a boa velocidade em seu redor e, na mais das vezes, caem estatelados no chão atrás delas.

- Ora aí está outro modo de ver os lilases!

- Queres dizer - conviver com eles?!

 

04
Fev11

Conversa absurda

eva

s vezes vê-se ali uma luz brilhante ou branca…

Não, não sei o que é nem pouco mais ou menos!

Achas? Talvez tenhas razão; e segundo a tua opinião seria dali, era?

Parece que sim, olhando com mais atenção e agora que é dia, parece, sem dúvida.

Pois isso, parece uma fenda que dá até ao exterior.

Mas o que é isto? Então… isto é uma gruta, o que mais havia de ser!

Ah, este português!

Olha, é conforme se pode falar…

Bem, voltando à luz, acho que tens razão e pode fazer-se ali o buraco, que em princípio deve ser menos trabalhoso que noutro lado.

Pois então, quanto menos trabalho mais barato fica, não é?

Então é isso assim que vai ser!

Mais estudos? Para quê? Está-se mesmo a ver e além disso mais estudos encarece tudo…

Olha, paciência! É assim mesmo! E se está ali uma luz tão boa não vai desmerecer os nossos projectos, ou vai?

Hã? Sensatez precisa-se?

Também, pois claro, que isto é uma conversa absurda.

É isso que parece? Mas estamos a conversar, não estamos?

Amigavelmente, sobretudo!

 

03
Fev11

Comida rápida

eva

- i que bom!

- Está assim tão bom?

- Está, está! Há muito tempo que não lanchava tão bem; se calhar nem janto e mantenho estes sabores.

- Que disparate! Na tua idade deverias lanchar sempre assim e jantar outro tanto ou mais. Devemos manter uma dieta de comidas tão variável quanto possível.

- Pois, pois! Não estás a ver a coisa! Entre as pressas e o dinheiro mal há condições para comer.

- Então nem te sentas para comer, és daqueles que come ao balcão?

- Sou, sim. Exactamente! E chegar a ser atendido para conseguir comer ao balcão já é muito bom - um verdadeiro dia de sorte! O normal é chegar ao balcão e pedir algo para levar porque já não dá para comer por ali…

- Credo!

- Pois é assim que vamos vivendo e felizes dos que podem pagar a comida que precisam e que têm comida para escolher.

- Bem, isso é sem dúvida… Porque não experimentas levar uma lancheira de casa? Pelo menos o tempo que levas até ao sítio da comida e os tempos de espera poderias aproveitá-los para comer sentado.

- É uma ideia, mas que implica levantar mais cedo e preparar tudo.

- Ou então acrescentar o jantar de véspera e deixar já tudo para o almoço seguinte. Era assim que fazíamos quando eu trabalhava e os filhos iam para as escolas ou colégios.

- Sim, quem o sabe? Olha, leva agora estas flores, vão no vaso já com terra e regadas hoje. Devem ficar bem, lá na varanda…

- São lindas!

 

02
Fev11

Ah, as valsas!

eva

h, as valsas! Aquele rodopiar que vemos nos filmes e imaginamos ainda melhor naqueles enormíssimos salões…

O dançar! Tantas imagens construímos mentalmente para este significado.

Para uns é quedar-se no mesmo sítio e abanar-se, ou sacudir-se, ao som das músicas.

Para outros é atravessar salas em passos tão ritmados quanto os da música que se vai ouvindo.

Para outros é apenas uma desculpa para ondularem ao ritmo que ouvem, de modo mais ou menos irreal, com um parceiro ou parceira.

As valsas deixam um não sei quê

Talvez a vontade, o desejo, de festas assim cheias de gente festiva.

Ou talvez o susto dessa época e de seus costumes mais tristes.

E hoje, que costumes temos para deixar nas páginas da História?

- Ora essa! Temos toda a igualdade que conseguimos legalizar, adequar às democracias e costumes sociais, económicos e políticos. E… sei lá que mais!

- Continuo na minha! - As valsas deixam um não sei quê

 

01
Fev11

O Conhecimento das coisas

eva

ste sal é purificado. Aquela água e essa areia já sofreram processos de purificação…

Apenas com ingredientes puros se podem fazer estas experiências, senão não conseguimos resultados úteis, seja como resultados e conclusões credíveis das nossas investigações, seja por não termos capacidade para a purificação requerida.

- Então os resultados são outros e diferentes na razão da purificação dos ingredientes?

- Podem ser até opostos. O nosso entendimento também muda e sofre alterações conforme os resultados.

- E estes por sua vez…

- Por sua vez esses divergem conforme as impurezas, que influem sempre nas etapas que se vão estabelecendo.

- Isso pode transpor-se para a vivência das pessoas?

- Hã?...

- Se considerarmos a eternidade ou o infinito existencial para todos os seres…

- Sim?

- Então, em conformidade com a idade evolutiva assim será a depuração de erros em diferentes vidas e mortes que se vão passando…

- Humm… Se aceitarmos a teoria de várias vidas para um espírito e a eternidade, ou seja a teoria da reencarnação evolucionista, é isso?

- Pois… Como ia dizendo, então, o mesmo acontecimento pode ter conclusões e resultados diferentes conforme o grau de purificação que o espírito atingiu?

- Será! Parece evidente, de qualquer ângulo que se tome a investigação, não é?

- Ou seja… chocamo-nos com reacções que nada mais têm que ver senão com a falta de aprendizagem do espírito. A maldade não existirá, mas apenas a forma deturpada de uma realidade que determinado espírito ainda não apreendeu de modo concertado…

- E uns demorarão mais que outros a aprender.

- Porquê?

- Porque não têm humildade para reconhecer que não têm todo o Conhecimento das coisas e esbarram com a própria vontade de querer ter o que ainda não têm merecimento.

- Somos vítimas da nossa própria ignorância, é o que é!

- E do sofrimento que a dos outros nos causam. Mas esse é, também, o retorno do que já causámos, alhures.

 

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