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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

10
Set10

Mudanças

eva

- sto dos dias da semana tem que se lhe diga…

- Então… porquê?

- Ora, porque sob o mesmo nome há vidas e actividades que se desenrolam de modos completamente díspares.

- Explica melhor.

- Hoje, por exemplo, para mim é Domingo e para ti é humm… 6ª F, não é?

- Ah! Estás a falar das diferenças provocadas por fusos horários?

- Fusos horários? Não, não! Estou a falar de agendas diárias e de tarefas; estou a falar de turnos de trabalho e de lazer. Hoje, para mim é dia de descanso como o antigo Domingo era assim para toda a gente…

- Lembro que se chamava condutores de domingo aos que andavam devagar, devagarinho…

- Ah Ah! Pois, pois…

- É verdade que este regime de turnos nos trabalhos indicia épocas de maior movimento e actividades a qualquer hora. Tempos virão em que a maioria dos serviços serão 24hs sobre 24hs.

- Como as Urgências e os Bombeiros.

- Exactamente! Há gente por todo lado a precisar de assistência e também de serviços quase a qualquer hora do dia ou da noite.

- Que diriam os nossos avós?

- Que os tempos estão mudando, filha!

- Isso mesmo! E vamos lá a ver – tinham toda a razão!

 

09
Set10

A auto-disciplina

eva

- lha, ela gosta deste jazz dançante!

- Pois gosta. Até sossega e, vai-não-vai, adormece, vais ver.

- Coitada, está estranha e tudo lhe faz impressão.

- É! Tudo lhe aguça a curiosidade, mas também a mantém em constante estado de alerta e medo.

- Não são apenas os animais que são assim, nós também somos isso tudo…

- Mas disciplinamo-nos a não mostrar as emoções.

- Isso é bom?

- A disciplina com objectivos de correcção de atitudes que possam ser negativas para nós ou prejudiciais para os outros, é uma situação. A disciplina exacerbada, de não deixar nada ao acaso, pode confundir-se com inflexibilidade, ditadura em nós mesmos ou nos outros. Esta é essencialmente limitadora, ou cerceadora, de tudo o que é bom e sensível em nós. A primeira tende a promover o melhor que o indivíduo tem e tende a corrigir vícios, etc., que possam prejudicar uma personalidade de bem.

- A auto-disciplina promove então a intimidade do ser pelo conhecimento que exige de si mesmo, para correcção das atitudes que serão pensamentos a corrigir.

- Pois!

 

08
Set10

Carinho familiar

eva

tema de hoje versa sobre o carinho que damos à família mais íntima, a de lá de casa. Que dizem a isto, num primeiro pensamento?

- Que vivo sozinha!

- Que vivo em casa enorme onde todos trabalham e que vivemos em horários diferentes que apenas permitem que nos vejamos um pouco a cada dia.

- Eu falei do carinho que damos à família… Não confundir com o tempo, ou o espaço, que temos para com a família.

O carinho sente-se a cada telefonema, em cada passar de mão, no calor de cada gesto, de cada frase, de cada palavra, de um olhar, enfim, da partilha de sentimentos, emoções… na partilha do dia-a-dia. Eu posso estar longe e estar mais perto de outrem que poderia estar ali mesmo à minha frente, ou não?

O que queria tratar hoje é do carinho familiar, especialmente. E família aqui significa a família por afeição, que pode ou não corresponder à família consanguínea. E também não estamos a falar de vidas duplas, que são modos especiais de fuga à realidade e de situações que temos para viver.

O que quero dizer é que há muitos modos, e meios, de enriquecer o dia-a-dia e de tudo impregnar com uma boa dose de carinho. O carinho que encontrarmos para dar é uma enorme riqueza que temos dentro de nós e que mantém assim essa riqueza em nós, dando-a e desenvolvendo-a nos outros.

 

07
Set10

Naturalmente

eva

- ias há que me pergunto para quê todo este viver, este sofrer?

- E se fossem dias de gozo, de felicidade, perguntarias o mesmo?

- Como? Hã… nunca pensei nisso assim… nem me lembro da última vez que me ri… só vejo os últimos tempos, mas sim! Já tive ocasiões de muita felicidade, de achar até que não haveria tristeza que me atacasse.

- Pois! A tristeza, angústia, desespero podem atacar a pessoa, a sua personalidade, o seu eu mais íntimo. Assim como a alegria e a felicidade. Mas para esses sentires nós não temos sofrimento e por isso não pensamos tanto neles.

- Mas…

- E sabes a ironia disto? Eram precisamente esses sentires de alegria que deveríamos perpetuar em nós, nos nossos espaços mentais, nos sonhos, de noite ou de dia. A cada vez que pensamentos, ou sentires, mais lúgubres nos atacassem deveríamos educar-nos, ou disciplinar a nossa mente e lembrar os tempos felizes que tivemos, ou que gostaríamos de ter e…

- Em suma, deveríamos aprender a formular a nossa felicidade!

- Nem mais, sabendo que esta depende de nós e não propriamente em ter outros ao nosso lado, ou a obter coisas materiais.

- Então, mas tudo isso ajuda a ser feliz.

- Não confundir as coisas é útil. Tudo o que é bom aproxima-se do raio de acção do Bem, naturalmente.

 

06
Set10

A dupla corpo-mente

eva

- ou ao ginásio, vens também?

- É boa! Fazer o quê?

- Exercício, que mais!?

- Não achas que já mexo o suficiente por dia?

- Pois não! Porque fazes, e fazes muitas vezes, exactamente os mesmos movimentos, trabalhando sempre os mesmos músculos e a mesma parte do corpo.

- E então? Não vais dizer que era melhor estar parado e quieto, ou vais?

- Não, mas as partes que nunca são potenciadas podem vir a enfraquecer em relação às demais.

- Ou seja?

- Perde-se o balanço equilibrado do corpo-mente.

- Agora já vai na mente?

- Agora e sempre é a mente quem manda e a dupla corpo-mente é simplesmente preciosa ao equilíbrio pessoal.

- Ora, aí está finalmente algo em que concordamos nesta conversa...

 

05
Set10

Diferenças

eva

- oje vivemos em Verão.

- Hã? Não se diz assim! Diz-se: estamos no Verão.

- Qual é a diferença? Vivemos, isso sim! Além disso a palavra vivemos transmite logo o que passamos – o calor, os refrescos, os gelados, as comidas gregas e mediterrânicas…

- Para quem pode!

- Bem, comer peixe-saladas-frutas, etc., todos podemos, não é?

- Pois claro que não é!

- E vestir roupas fresquinhas e bonitas, com cores clarinhas e alegres – isso já todos podemos?

- Também não! Isso é o que alguns podem mas que outros nem sonham, outros não querem e outros mais não podem de modo algum. As vidas vivem-se de modos diferentes, com quereres diversos e possibilidades que tanto podem ser ínfimas como máximas, mais as graduações entre uns e outros.

- Tantas diferenças há assim?

- E estamos a falar das conhecidas e deste planeta. No cosmos infinito nem sei o que haverá…

- Ora, isso sei eu! O Infinito de possibilidades, que mais poderia ser?

 

04
Set10

Melodias

eva

úsica forte, digamos assim, porque se ouvia por toda a parte quer se mantivessem as janelas fechadas ou abertas.

Os sons batiam nas coisas, no chão, até os corpos sentiam essas batidas interiormente.

Depois… o carro foi embora, rapidíssimo, e os sons foram embora com ele, com eles, porque eram vários no mesmo carro.

- Veículo ligeiro!

- Sim, sim. E o silêncio voltou ao campo…

- Isto é…

- Pois sim, depois do interregno, continuaram a ouvir-se os sons do campo, da natureza simples. Desde a água das fontes, aos pássaros, abelhas…

- E dos gatos e suas guerras com pássaros, cães e entre eles, os gatos.

- Pois sim, a natureza é isso tudo. Então, calmamente pude ouvir música mais ao meu gosto.

- A outra era ao gosto de quem ia no carro, ora!

- Pois sim. Mas abalava tudo em redor. A que prefiro não abala nada, embala isso sim!

- Gostos são gostos! E nesse embalo vou eu embora, até amanhã.

- Até amanhã, talvez com novas melodias!

 

03
Set10

Força energética

eva

s gatos, cães, canários, papagaios, etc., que geralmente são adoptados como animais domésticos, recebem o carinho dos donos e retribuem com a sua capacidade de amar.

Afinal, o que é o amor senão a dádiva do que somos a outrem?

A cada um a sua capacidade de desamor ou amor. Porque há quem ainda não tenha aprendido a amar, apenas a orgulhar-se, a envaidecer-se, a subjugar ou arrogantemente fazer sentir a sua presença. Mesmo que queira ser uma presença simpática, esta simpatia não tem origem em amor, mas apenas em técnica de aproximação para ser percebido de modo incauto.

Há todos os outros, os que já progrediram na escala evolutiva e sabem amar, sabem e querem dar o melhor de si em cada situação, a cada ser que encontram.

Os animais têm ainda a mais-valia de nos fazer companhia incondicional e perceberem em nós o nosso íntimo. O que verdadeiramente somos.

Pelo pior ou pelo melhor, há animais bem melhores que algumas pessoas e que muito poderiam aprender com eles.

Enquanto houver quem se predisponha a melhorar-se e melhorar o convívio com outros ainda há esperança nesta humanidade que, às vezes, no meio de tanto fogo, dá pena por tanta pobreza de espírito…

- Ah! E a água? Já viste o que acontece quando dizemos palavras agradáveis ao pé de um copo, ou um jorro de água?

- Incrível a força energética do amor, não é? E ainda há quem precise de mais provas…

 

02
Set10

Novos ritmos

eva

- s férias têm isso!

- Isso – o quê?

- Novos ritmos, mais tempo para pensar e projectar a implementação de novas atitudes, tarefas e atenção aos outros como a nós mesmos.

- Isso é importante. Talvez mesmo das atitudes mais importantes e saudáveis para se nutrir intimamente.

- Hã?

- Estou a pensar em equilibrar o exercício físico, passear calmamente ao ar livre, escrever e pensar no recolhimento do lar, na atenção à família e aos que nos rodeiam, na atenção a mim próprio e ao meu modo de estar, de viver, etc.

- Bem, não sei se sobra tempo para o etc. com tudo o que foi agora enumerado.

- Ora essa, não é para fazer tudo no mesmo dia, claro está!

- Óptimo! Então vamos simplesmente passear, mas de carro. Podemos andar mais, observar mais – como gostas – e voltar ainda na mesma tarde. Que dizes?

 

01
Set10

Carta de condução

eva

- stou a tirar a carta.

- Qual carta?

- A de condução, qual haveria de ser?

- Ahh! Então quando saíres à rua avisa para eu pôr o letreiro – cuidado!

- Ah ah ah! Que graça!

- Pronto, pronto! Efectivamente não são os que conduzem agora de novo que causam problemas. Mas a desgraça é muita por aí. Desde virarem sem sinal, ou pior, virarem ao contrário do sinal que fazem, até ao irem pelo meio da faixa de rodagem ou mesmo na do sentido contrário – quase tudo é possível e permitido.

- Permitido?

- Pois é e até as Seguradoras fazem pagar 50-50% os prejuízos, quer haja pouca ou muita razão. Parece que vivemos num mundo organizado por loucos. O melhor é tentar a todo custo não bater noutro nem deixar que nos batam.

- Aí está uma autêntica proeza pelo que já pude ver por aí, agora que estou mais atenta a tudo isso.

- Interessa que conduzas olhando tanto por ti como pelos outros, senão não consegues passar entre os pingos da chuva.

- Ou seja, aconselhas a conduzir à defesa!

- Pois, pois. Disciplina até nos reflexos, se possível!

 

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