Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

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Domingo, 21 de Março de 2010

Energia universal

evemos observar as zonas já delimitadas e identificadas do cérebro humano pelos cientistas.

Por elas podemos observar, também, a importância e a localização das nossas dores de cabeça.
Por elas podemos conjugar, e enaltecer, o equilíbrio da nossa mente – a emocional e a intelectual.
- Será que ainda há quem julgue que o principal é o desenvolvimento intelectual?
- Sem dúvida que em sociedades como estas, em que vivemos e desenvolvemos a nossa personalidade, o intelecto é sobrevalorizado em detrimento de qualquer emoção, ou sentimento, que contrarie os objectivos que tenham sido traçados pelo indivíduo, ou grupo, a que se ligue.
- Ou seja, sobrevivemos em sociedade…
- Bem, o pensamento é livre. Por mais influências que tenha, ou sofra, o indivíduo é um ser independente na sua essência.
- Basta querer?
- Infelizmente as coisas não serão tão fáceis de assim definir. Em última instância, basta querer, mas há toda uma conjuntura a ultrapassar e a revelar. Para conseguir identificar, claramente, as realidades e a complexidade de situações que vivemos, ou temos connosco, é necessário conduzir a nossa melhor personalidade com perícia nos caminhos que se vão encontrando e encruzilhando com o passado.
- Porquê isso?
- Em termos emocionais, há que ter em conta – em boa conta! – as capacidades da nossa consciência ou da nossa lucidez. E, geralmente, para resolver as situações torna-se necessário o recurso de uma força energética que ultrapassa tudo, que sustém todas as relações naturais e cósmicas. Uma energia que é divina em si mesma e que ultrapassa os seres, porque é universal.
- Uma energia que os mais simples têm, que é independente de intelectos desenvolvidos?
- Que as crianças humanas demonstram com facilidade e que se presencia na natureza. Aquela que supera qualquer raciocínio mais conveniente ao próprio, mas que amplia a capacidade intelectual focada para a entreajuda. Aquela que advém das virtudes enaltecidas ao rubro e que as reúnem, como feixes de luz grandiosas, na luz suprema que é a luz do Amor.
 

publicado por eva às 00:30

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Sábado, 20 de Março de 2010

Amor por nós mesmos

ovemos terra e céu para conseguir o que pretendemos por amor. Por amor aos outros, às coisas, às situações…

E por nós mesmos? Que fazemos?
Teremos amor assim por nós?
Amor e consideração por aquilo que nos é útil – espiritualmente elevado. Ou, como vulgarmente se diz – bom para a nossa alma. Ou só tratamos das coisas terra-a-terra e materiais. O conforto, a boa vida em conformidade com o considerarmos isso necessário à felicidade?
Porque se apenas vemos esse lado das coisas, soçobramos, mais cedo ou mais tarde, na penúria das depressões, insatisfações e esgotamentos de fastio e infelicidade.
Porque tudo o que é material apenas cobre uma parte ínfima das nossas necessidades pessoais.
Não é à toa que pessoas invulgarmente espiritualizadas, evoluídas por ideais fraternos para com todos os seres, não demonstram precisar de nada para sentirem felicidade. Sentem uma felicidade interior, paz no seu corpo e na sua mente.
Paz em si próprio, sabendo a sua direcção a cada decisão que precisam tomar.
São personalidades firmes, pacíficas e amorosas que nos transmitem também paz e um novo ânimo para o dia-a-dia.
 

publicado por eva às 00:46

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Sexta-feira, 19 de Março de 2010

Ideia fixa

stou aflito. Não consigo um minuto de descanso, sempre a pensar nos exames.

Estou a ponto de não conseguir concentrar-me nas matérias e daqui a nada, se calhar, nem as consigo distinguir umas das outras.
O cansaço físico está a tornar-se um cansaço mental.
Estou a ficar com monoideia, ou ideia fixa, e isso está a transtornar-me.
- Não é concentração?
- Não, e estas ideias fixas não servem para nada de útil. Apenas me desgastam o cérebro e toldam o entendimento. As questões avolumam-se em vez de se apaziguarem e ainda vou estudando o mais que posso. Logo, estou cumprindo com as minhas obrigações de estudante. Mas, a seguir assim, perco o contacto com a realidade e quando chegar aos exames ou bloqueio ou vejo perguntas que não estão lá e as respostas, obviamente, sairão erradas.
- Mesmo que saibas as respostas certas?
- Isso não tem nada a ver, não se trata de aflição por não saber as respostas, trata-se de a mente estar tolhida por ideias fixas e, como tal, é capaz de trair a realidade e dificultar até o mais simples.
- Gera-se o pessimismo?
- Gera-se a irrealidade, a aflição estonteante e o erro. Além da carga nervosa obsessiva e inútil.
- Como fazer, então?
- Por mim, vou tentar equilibrar a mente com exercícios físicos e utilizar uma respiração mais profunda e calmante. A tentativa é procurar gastar estas forças inúteis em algo útil, assim como esforçar-me por ir disciplinando os pensamentos. Cada vez que fugirem, vou tentar agarrá-los e transformá-los em pensamentos construtivos.
- E como conseguir isso?
- Com decisão firme para essa atenção constante e agora direccionada para a resolução do problema. Assim, talvez consiga fazer os exames com menos margem de erro.
- Ou seja, cansaço por cansaço…
- Sim, sim, seja por um cansaço construtivo e educador de mim.
 

publicado por eva às 00:32

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Quinta-feira, 18 de Março de 2010

Há sempre boas excepções

stou a ler leis. Ou seja, deveres e direitos individuais e da sociedade.

- E então, qual é o problema?
- São gerais!
- A lei é geral e a interpretação do juiz é particular, conforme cada situação.
- Mas é isso que acontece?
- A cada um a sua consciência para com o seu trabalho.
- Ou com o seu posto de trabalho e a sua progressão?
- Cada um faz o que melhor entende e prefere.
- Cá para mim, sobra sempre o mais pequeno ou vítima.
- O mesmo se diria da polícia, que aguenta turnos fora de horas, esforços e risco de vida para apanhar este ou aquele em flagrante e assim poder cumprir o dever de defender os mais fracos. Depois… é assunto para advogados e juízes…
- E nem sempre os melhores esforços são coroados de êxito, nem as regras da sociedade e as leis são eficazes.
- A questão é sempre a mesma – depende da pessoa e do seu trabalho. Porque nas melhores condições há trabalhos pobres de dignidade humana e mesmo nas piores condições há trabalhos fantásticos. Há sempre boas excepções e é com os olhos postos nos melhores que arranjamos forças para acreditar e avançar em prol da humanidade e dos, realmente, mais desfavorecidos.
 

publicado por eva às 00:35

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Quarta-feira, 17 de Março de 2010

Tudo se interliga

ons e conversas. Olhares e visões coloridas.

Estamos num mundo a cores.
De cores e vida palpitante por todo o lado.
Às vezes ocorrem catástrofes da natureza maior, outras vezes ocorrem destruições do homem menor.
O verde da natureza que soçobra, o verde esmeraldino que transmite esperança.
Todos nos relacionamos, tudo se interliga.
Vivemos em várias dimensões, somos o que pensamos, o que fazemos e produzimos.
Somos responsáveis por séculos e séculos de vivência, seja em grupo alargado ou familiar, seja individualmente ou ambientalmente.
Recolhemos os resultados de tudo o que semeamos, das acções, das palavras, pensamentos e desejos.
Observando o céu, tudo em nosso redor, olhando a força da luz do Sol, antevendo o cosmos – afinal, somos o que apenas ainda somos…
 

publicado por eva às 00:31

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Terça-feira, 16 de Março de 2010

Onde está o ser?

udo está inscrito no círculo do tempo e do espaço. Tudo flui e reflui. Tudo se liga interligando-se.

Somos hoje aquele de ontem e o próximo de amanhã.
Somos o que está aqui e noutros lados, noutros mundos a fazer inúmeras coisas – ao mesmo tempo?
Ou… em tempos diferentes.
E o espaço, os lugares em que estamos – sobrepõem-se paralelamente? Ou formam encruzilhadas? E estabelece-se um mesmo ponto de encontro ou diversos pontos de intersecção?
E… ao mesmo tempo, ou em instantes diferentes?
Afinal, há diversidade ou unidade no ser?
Onde está o ser? a voar no cosmos infinito?
- Tanta interrogação! Se não sabes as respostas vai vivendo cada momento o melhor que sabes e podes, porque todas as respostas virão no instante imediatamente anterior à tua aptidão para entendê-las.
- Tens a certeza?
- Ainda outra pergunta?
 

publicado por eva às 00:33

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Segunda-feira, 15 de Março de 2010

Carinho por nós

edos, terrores, pavores – não acontecem só em tempos de criança, em noites de pesadelos infantis.

Todos temos que ultrapassar os nossos medos, principalmente os mais refreados e recalcados.
Ou seja, principalmente os que aparecem nos recônditos dos sonos, inexplicavelmente, de repente e com toda a força que lhes queríamos subtrair.
São lembranças, são reminiscências de passados ainda não passados...
Afinal, somos mesmo nós com as nossas dores e sofrimentos ímpares.
Somos nós a querer ser felizes, a querer fazer jus ao direito de viver mais feliz.
Poderíamos tentar acalmar esses medos com palavras e sensações vibrantes de compreensão pelas situações e pela vítima que as sofre – nós mesmos.
- Ter carinho por nós?
- Como se pode dar carinho, amor, fraternidade se ele não existe em plenitude no nosso ser? E só ali existe quando soubermos tratar das nossas mazelas, dos nossos sofreres mais íntimos. E, em verdade… só podemos partilhar o que temos.
 

publicado por eva às 00:35

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Domingo, 14 de Março de 2010

Olhos da alma

izem que o nosso olhar é, ou pode ser visto, como o reflexo da nossa alma.

E a alma é a nossa consciência, a que vai sempre aprendendo em todas as circunstâncias, passageiras ou rotineiras, irrelevantes ou traumatizantes ou felizes, sem lembrança sequer ou de recordação imemorável.
Enfim, tudo o que vemos, ouvimos, percebemos, deixa uma impressão na memória que a traduz em termos de consciência apagada ou vívida conforme a sua utilidade a cada momento.
Por isso, coisas a que não demos a mínima importância podem vir povoar os nossos sonhos ou surgir na mente aquando algo similar, ou relacionado por qualquer forma, ocupa os nossos pensamentos.
E assim vamos tendo a compreensão da necessidade e utilidade das ideias, pensamentos e elaboração de conceitos, do intelecto, inteligência e raciocínio, da lógica e da intuição, da memória, da consciência inconsciente, subconsciente e activa, da demência, da distracção e da lucidez enquanto estados da mente ou da consciência global, digamos assim.
- Dizendo de outro modo, conforme a nossa capacidade de aprendizagem com tudo o que vivemos, irrelevante ou relevante, vamos instruindo e educando a nossa consciência. Mas isso serve para quê? Para sermos pessoas melhores e a vida será então como um tratamento clínico individual?
- Os níveis que atingimos com a nossa consciência são reflectidos no nosso espírito e assim vai evoluindo o nosso ser a nível cósmico, virtuoso e divino.
 

publicado por eva às 00:32

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Sábado, 13 de Março de 2010

Passado-presente-futuro

 foi-lhe anunciado que teria um filho…

Já estás a dormir? Não precisas do resto da história?
O que importa é que consegues adormecer rapidamente e ainda tens esse sorriso de quem sonha coisas boas.
Bem, vamos ao resto da manhã. Deixa-me anotar o que é preciso fazer…
- Estás a falar sozinha?
- Se calhar estou. Ou então, fica melhor se considerar que estou a pensar alto, não é?
- É mais seguro, é.
(risos)
- Está uma manhã lindíssima, que dizes se a levarmos a passear, nós a pé e ela de carrinho?
- Digo que pode estar linda, mas está ainda muito frio. Se formos levo o casaco, cachecol e gorro.
- Mais nada?
- E luvas!
- Vê lá se não queres um calorífero ambulante…
- As temperaturas são diferentes em cada um. Eu estou gelada e…
- Nota-se e vais parecer um ET, mas não seja por isso.
- A maternidade não melhorou a minha temperatura, mas não há dúvida que a ti deu nova vida! Só em iniciativa e dinamismo nem sei que diga…
- Por acaso, esta paternidade deu-me a sensação de que a vida pode ser sempre um recomeço, um reanimar de tudo o que temos e o que somos.
- Que podemos ser tudo, ao mesmo tempo?
- Pois, passado-presente-futuro tudo junto.
- Encontraste, então, a tua unidade no tempo.
 

publicado por eva às 00:35

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Sexta-feira, 12 de Março de 2010

La différence

- deus! Vou logo à festa e tenho que me despachar.

- Nunca entendi porque é necessário despachar-se ao almoço para uma festa à noite.
- Oh!
- Palavra! Que tem esse facto a ver com uma tarde de trabalho, que ainda está para começar, com um tempo de lazer que só aparece depois da digestão do jantar?
- Jantar?
- Hã, não vais jantar?
- Evidente?! Petisco qualquer coisita
- Não! Explica-me! O que há para fazer a não ser vestir-se e ir?
- Oh! Tenho uma grande corrida pela frente, é o que tenho. Primeiro vou já ao cabeleireiro e vou demorar porque quero escolher algo diferente. Depois vou comprar alguma roupa, ou pormenor, que se ajuste ao penteado e ao que quero levar. Aliás levo a foto para ele ver…
- O teu namorado?
- Disparate! O cabeleireiro, claro! Depois não posso esquecer as unhas e a maquilhagem, etc. etc. Por fim vou estar esgotada.
- E então?
- Então tenho ainda que ir fazendo as últimas coisas ao som de músicas festivas para ir treinando o ritmo na minha cabeça e esquecer o cansaço, com a agitação. Depois telefono (sms <> mms) a todas as minhas amigas, para não irmos de igual e chegarmos nos tempos combinados para não ficarmos sozinhas. E…
- Por favor – já percebi! E viva "la différence"!
- Até que enfim!
 

publicado por eva às 00:31

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Aquilo que pensas ser o cume é apenas mais um degrau - Séneca

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