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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

21
Mar09

Primavera

eva

Muitos tons do céu, do espaço.
As cores envolvem-nos em tons claros, parecem torrentes de luz colorida. Ou, então, serão cores luminosas.
O branco vai permeando tudo e o resultado… é belo, sem dúvida.
Parecem pinturas celestiais, e estão patentes todos os tons que se relacionam com a natureza e os azuis-céu.
- Olha, estas pinturas cheias de cor suaves transmitem calma e pacatez.
- E vê-las assim expostas, lado a lado, numa galeria, ainda lhes realça mais a beleza.
- Parece que um boião de tinta caiu na tela, mas depois o encadear cromático e as pinceladas demonstram que ali não há acaso.
- Pois não, há arte!
- Gosto do nome – Arte na Primavera!

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Pormenor de fotograma do filme "What Dreams May Come"
Imagem retirada da net
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Disse Albert Einstein: A imaginação é mais importante que a ciência, porque a ciência é limitada, ao passo que a imaginação abrange o mundo inteiro !
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21
Mar09

Simpatias

eva

De vez em quando, neste mundo da blogosfera, a amizade manifesta-se na forma de "prémios" que são atribuídos a alguns dos blogs com que mais nos identificamos.

É sempre agradável receber estas provas de simpatia e amizade que nem sempre retribuo com presteza.

E a propósito do último que recebi - amizade da poetaporkedeusker, Maria João Brito de Sousa - constatei que não cheguei a referir publicamente um outro, amizade da Maria José Rijo.

 

Assim, às minhas desculpas, junto o "Magic Blog" ofertado pela Maria José há já algum tempo e que, por lapso, demorou a ser mostrado

 

 

 

e o "Comprovado! Seu blog tem néctar" ofertado pela Maria João

 

 

 

E, se tivesse que "nomear" alguns dos blogs que gosto de visitar, seriam

 

Bic Laranja

 

Criar e Ousar

 

Mantra

 

Nocturno

 

Nós Adoptamos

 

Origens

 

Prosa Poética

 

Renata em Essência...

 

Vanuza Pantaleão/Obra literária

 

Vivências

 

A todos agradeço o estarem na net e o carinho que demonstram para com as visitas na elaboração dos seus blogs.

 

 

20
Mar09

Protecção imemorial

eva

Levava um bebé nos braços, protegido com uma mantinha.
Quando o levantou para entregar nos braços da mãe, passou outro que lho arrebatou e levou para longe a grande velocidade – assim, pelo ar, a voar.
Foi tão rápido que, aos dois, custou a perceber.
E depois, assim pelo ar, seria pessoa ou pássaro?
A tal velocidade nem perceberam, ficaram quedos – mudos...
O choro do desespero veio depois.
O fiel depositário foi declarar o sucedido e pedir ajuda.
Ainda não tinha obtido resposta, apenas um torpor que o deixava cada vez mais ensonado, insensível.
Espera! – tão somente isso é o que consegue fazer.
O bebé vem agora, descendo devagar para os seus braços. Já acordou e é lindo.
Resta entregá-lo à mãe, o que faz em segurança.
E releva o sucedido – já passou! – e isso é o importante para ele.
Os olhares de mãe e filho denotam a maior felicidade.
A sensação é de que o amor de alguns pais pelos filhos deve perdurar eternamente.
Ou seja, sendo amor, a capacidade do amor maternal, ou paternal, é de uma protecção tal que deve poder expandir-se por vários orbes e tempos.
Essa força não deve ser para uma vida, deve ser uma protecção imemorial.

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O nascimento de Gaia (a Terra) 
Imagem retirada da net

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Disse Thich Nhat Hanh: Se olhares bem para a palma da mão, verás os teus pais e todas as gerações dos teus antepassados. Todos vivem neste momento. Cada um deles está presente no teu corpo. Tu és a continuação de cada uma dessas pessoas !
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19
Mar09

Dia do pai

eva

Dia do pai ou dia da autoridade, coragem e segurança paternal, patriarcal.
Porque é isso que tradicionalmente significa um pai.
Numa época em que tradição significa fora de moda ou antiquado; em que se despreza o conhecimento transmitido pelos mais velhos – actualmente considerados mais senis que sábios; em que um conselho de anciãos apenas se pode encontrar num lar de terceira idade; em que tudo se relega (ou delega) para segundo plano, temos ainda o festejar de um Dia do Pai.
Tal como o Natal e outras festividades anuais, este dia serve para lembrar, pontualmente, uma série de virtudes que, quer sejamos sensíveis ou não a elas, mais cedo ou mais tarde farão parte da nossa personalidade. Ou por já terem sido apreendidas em exemplo dado ou porque ainda falta o seu conhecimento.
E vão passando por nós as épocas, os costumes e as anarquias, os usos e desusos.
Mas o que é virtuoso volta a aparecer sempre e com um brilho próprio.
O brilho da peça mestra que se encontra e faz falta para a construção do ser.
Do ser que, afinal, não se eleva sem as virtudes, que não custam dinheiro nenhum, mas custam muito suor e lágrimas.
Então… chega a paz que dilata o coração, ou o que alguns chamam a câmara escondida do coração.
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Sonia Stait – Pai e filho
Imagem retirada da net
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Disse  Johann Friedrich von Schiller:  Não é o mesmo sangue e a mesma carne que nos torna pais e filhos, mas o coração !
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18
Mar09

A outra razão

eva

A ilusão de ver uma realidade que não existe.
Depois, vive-se intensamente, emocionalmente, todos esses cenários, toda essa representação.
As pessoas e as coisas são postas num palco e passam à nossa vista como um filme.
Assim como se algo atirasse poeira para os nossos olhos.
Só vemos esse pó no ar e começamos, por isso, a tratar dos nossos olhos, como se eles tivessem algum mal-estar.
Não conseguimos ver que a poeira foi lançada por outras razões que escapam à nossa compreensão.
Então, se pudermos ter a atitude certa, a atitude de correcção, faremos como num exercício e trataremos dos olhos sabendo que é só uma impressão passageira e que a razão do seu lacrimejar e mal-estar é outra.
E, mansamente, vamos procurar a outra razão - a razão primeira - como quem destapa uma caixa cheia de coisas.
Observando cada coisa vamos descobrindo a nossa realidade.
A realidade por trás das coisas vãs.
E deixamos o transtorno da ilusão para escolher uma emoção simples, como a paciência ou a compaixão.

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Dante Gabriel Rossetti - A Caixa de Pandora 
Imagem retirada da net

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Disse  Ralph Waldo Emerson:  A ficção revela a verdade escondida pela realidade !

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17
Mar09

Tout court

eva

Um quadro lindíssimo, em tons de azul céu e de nuvens douradas pelo Sol.
Um quadro adorável pintado por uma nova amiga.
Uma oferta que me lembrou outra semelhante, há alguns anos atrás.
Nessa altura, outra amiga me dizia que tinha lá em casa um quadro herdado da mãe, mas com designação de outra pessoa que haveria de aparecer nas suas vidas.
Quando ela me conheceu disse-me que sabia ser eu essa pessoa esperada.
Quando vi o dito quadro, percebi, porque a figura retratada falava comigo e sempre que eu estava doente, saía do quadro, ou sobressaía nele, de forma tal que as minhas dores saravam.
Com este novo quadro algo semelhante aconteceu – a pintura dirigiu-se a mim, assim, como a dar-me a mão, com amizade de irmã.
- Tu estás é cada vez pior. Isso ultrapassa a imaginação!
- Tens razão.
- Queres ir tratar-te?
- Eu queria dizer que tens razão, ultrapassa a imaginação – tout court!

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Maria João Brito de Sousa - Dicotomia
Imagem retirada da net

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Disse  Vergílio Ferreira:  Não há uma verdade «em si». Há é uma verdade «em nós» !

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16
Mar09

Responsabilidade

eva

Puxa… repuxa… pronto, já está!
- Já está o quê?
- Ai, ai…
- O quê?
- Lá em cima, eles levam-na para a tratar.
- Estava doente?
- Bem, doente não, estava a precisar de tratamento… humm… ambulatório, digamos!
- Mas porquê?
- Para aprender a tratar de si mesma; para ter mais consciência dos seus problemas e poder, com lucidez acrescida, tratar de si e de outros que necessitem.
- Mas ela já fazia isso tudo!
- Sim, mas precisando de muita ajuda e o objectivo, agora, é ela aprender a fazer sozinha a sua parte.
- Isso parece assustador.
- Toda a responsabilidade assusta um pouco mas faz parte da evolução. Primeiro temos ajuda – como se nos levassem ao colo – e depois temos que ser nós a fazer as coisas, por nossos próprios pés.
- E ela consegue?
- Se os outros podem, ela também. E não tarda, vai ajudar outros a começar.
- E ela percebeu isso?
- Oh! Não, ainda não percebeu nada, nadinha

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Imagem retirada da net

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Disse  Buda:  A sabedoria já existe em estado latente dentro da nossa consciência !

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15
Mar09

Karl-Heinz Ohlig # Religião (O tema do trabalho)

eva

Uma outra imagem assumida do mundo dos seres humanos e aplicada à obra da Criação dos deuses é a do seu trabalho.
Nós plantamos, regamos e cuidamos dos campos, cozemos tijolos e construímos cidades com eles, tal como criamos algo artístico no artesanato. Os deuses também trabalham.
Enki, o deus sumério, encheu os canais e os poços com água, criando, assim, terra arável (mito de Dilmun); Marduk, o deus criador da Babilónia, edificou ele próprio terraços, deslocou tijolos e construiu cidades, segundo um mito posterior; formou o ser humano a partir do sangue do deus Kingu, que cometeu uma falta, sendo, por isso, morto. Os restantes deuses construíram uma enorme torre num templo, para Marduk habitar, transportando e colocando os tijolos durante um ano.
Um hino dos tempos do Novo Reino diz que o deus egípcio Ptah «construiu ele próprio o seu corpo», tendo feito também tudo o resto:

«Tu formaste a Terra…
Tu, o teu próprio Chnum!» [o deus oleiro - nota do autor].
Um texto da cidade de Esna (Latopolis), no qual o deus da cidade, Chnum, se funde com o deus do Sol, Rá, louva o criador, dizendo:

«Ele estendeu a Terra a partir do seu fundamento…
Escultor dos escultores…
Chnum, que fez os deuses Chnum,
Com mão forte, incansavelmente,
De modo que não há trabalho que se faça sem ele.
Ele fez as cidades, separou as paisagens…
Criou os seres humanos no torno de oleiro…
Tu és o mestre do torno de oleiro, que gosta de Criar no torno.»

No segundo relato da Criação, no Antigo Testamento, Javé também trabalha como um oleiro e agricultor: «Então, o Senhor Deus formou o ser humano do pó da terra… Depois, o Senhor Deus plantou um jardim no Éden, a oriente» (Génesis 2, 7-8).
Depois, providenciou a rega (Génesis 2,10-14) e formou a mulher a partir de uma costela de Adão (Génesis 2, 21-22).
Estes exemplos deveriam ser suficientes para mostrar que, de acordo com a compreensão das culturas superiores primitivas, a ordem só surgiu através do trabalho; sem este, tudo permanece e tudo regressa ao caos total.

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in "Religião"
de Karl-Heinz Ohlig
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Disse  Karl-Heinz Ohlig:   É bom que existam muitas religiões diferentes; ninguém quer substituir a diversidade das flores por uma única, mesmo que seja muito bela !
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14
Mar09

O caminho das perguntas

eva

Está ali uma cidade no alto daquela colina e nós, para chegar lá, ainda temos que percorrer o empedrado da subida.
O caminho é largo, mas íngreme.
Nesse percurso encontramos gentes, andando, que mal nos olham quando nos cruzamos.
O rápido olhar que nos dirigem é simplesmente para identificar se nos conhecem ou não.
Como não nos conhecem continuam de seguida as suas tarefas.
Aliás, todos têm ar decidido e demonstram que não estão ali à toa.
Vamos chegando à entrada da cidade, ou cidadela, porque tem muro a toda a volta e vemos, então, um portão enorme.
O portão está aberto e quando vamos entrando, um homem de cabelos brancos, alto e de barbas compridas e finas vem ao nosso encontro imediatamente.
- De onde veio? Da rua ou de algum edifício?
Nem percebemos, mas apareceu logo que passamos o portão e, de seguida, fez-nos algumas perguntas para saber quem éramos e o que pretendíamos.
- E depois?
- Depois esclareceu as nossas dúvidas e seguimos o nosso caminho…
- E isso foi bom?
- Se foi! Imagina que nem chegamos a perguntar nada, ele deu as respostas que cada um inquirira no trajecto.
- Hã?
- Foi assim e pronto!

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Portão do Jardim Botânico em S. Paulo
Imagem retirada da net
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Disse Jean-Jacques Rousseau:  É preciso já ter aprendido muitas coisas para saber perguntar aquilo que se não sabe !
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