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Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Faz parte dos anónimos

Hoje é dia de aniversário, um dia festivo por natureza.
Dia de bolo, velas, prendinhas e de amizades.
Vai trabalhar à mesma, almoça como é costume e volta à tardinha.
Tudo igual excepto na família que está feliz porque está vivo, de saúde regular e independente para ir levando os dias assim... com paciência e muita, oh! muita benevolência.
Um exemplo difícil de seguir e que poucos, pouquíssimos notam.
Faz parte dos anónimos e humildes que vivem sem perturbar ninguém, antes tentam ajudar os outros nas suas dificuldades.
E os outros nem reparam, a maior parte das vezes, nessa mão amiga.
Sem louros, sem lembranças e até. a mor das vezes, sem agradecimentos.
Esse problema, porém, é só dos outros porque ele não é ofendido nem ofensável.
É assim, é um homem (ou melhor, Homem) de bem!
.
.

 

Speed Graphic
Máquina produzida entre 1940 e 1947
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Disse  Cícero :  A vida feliz consiste na tranquilidade da mente !
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publicado por eva às 08:27

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Domingo, 2 de Março de 2008

Vitorino Nemésio # O Bicho Harmonioso (dois poemas)

.
Em Março, os textos de Domingo serão dedicados a Vitorino Nemésio.
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Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva nasceu a 19 de Dezembro de 1901 na Praia da Vitória, ilha Terceira, e faleceu em Lisboa a 20 de Fevereiro de 1978.
Aluno pouco brilhante (ou bastante incompreendido pelos professores), reprovou um ano e concluiu o curso geral dos liceus com a nota de dez valores.
No entanto, o seu primeiro livro de poesia, Canto Matinal, foi publicado em 1916 e o primeiro livro de ficção, Paço do Milhafre, em 1924.
Licencia-se em Filologia Românica em 1931 na Faculdade de Letras de Lisboa, onde fica a leccionar e onde fará o doutoramento em Letras em 1934.David Mourão-Ferreira diz o seguinte de Nemésio: «Não é fácil esboçar o perfil de Mestre Vitorino Nemésio, já pela incessante mobilidade do modelo, já pela extrema variedade e pela invulgar sobreposição dos traços que o caracterizam. … … Mas a dificuldade do retrato não deriva apenas da diversidade, da complexidade e da acumulação de imagens do retratado: deriva também da força íntima de cada uma delas, da exuberância do talento (porque não dizer genialidade?) com que se têm afirmado, em Vitorino Nemésio, o poeta e o professor, o ficcionista e o crítico, o cronista, o biógrafo, o historiador e o filósofo da cultura. … … não vejo, aliás, mais ninguém, que depois nos falasse igualmente do pensamento de Husserl e da teoria dos quanta, da filosofia de Heidegger e do código genético… De súbito, porém, podíamos vê-lo ainda pegar da sua viola para nos tocar um trecho de Albéniz ou uma canção tradicional da Ilha Terceira… Mas enganar-se-á redondamente quem suspeitar – diante de tal profusão de aptidões, de talentos, de apetências e de recursos naturais – que porventura exista, em Vitorino Nemésio, o quer que seja de um diletante. O seu caso, pelo contrário, é o de uma personalidade de tipo fáustico, para quem o mundo do conhecimento não tem limites.»
.
.
.
........................A CONCHA
.
A minha casa é concha. Como os bichos,
Segreguei-a de mim com paciência :
Fachada de marés, a sonho e lixos ;
O horta e os muros – só areia e ausência.
.
Minha casa sou eu e os meus caprichos.
O orgulho carregado de inocência
Se as vezes dá uma varanda, vence-a
O sal que os santos esboroou nos nichos.
.
E telhados de vidro, e escadarias
Frágeis, cobertas de hera – oh bronze falso!
Lareira aberta ao vento, as salas frias.
.
A minha casa... Mas é outra a história :
Sou eu ao vento e à chuva, aqui descalço,
Sentado numa pedra de memória.
.
.
..O FALECIDO POETA
.
Os mortos tinham perdido
Todos os costumes de vivos,
Perfeitamente defuntos.
Este – não era esquecido ;
Aquele – falava de assuntos
Muito diferentes, do céu...
E um, que era distraído,
Só tinha ao lado, apodrecido,
Um bocado do chapéu ;
…Mas é porque não estava completamente falecido.
.
Era, aliás, o único
Que, pela posição,
Guardava a ideia de recta ;
E, como tinha estudado história,
Havia um buraco púnico
No fundo da sua memória.
Os outros mortos chamavam-lhe – o Falecido Poeta.
.
E na verdade havia
Na sua cabeça descascada
O essencial da Poesia :
Um céu de osso,
Sem uma única estrela ;
Uma lua de cal e um sol de barro grosso ;
E, por cima, uma noite de sete palmos
Debaixo de uma aurora amarela.
Os outros mortos viviam sem dia nem noite – calmos
.
Ora, uma vez que o Semi-Vivo teimou
Em esquecer-se de vez
Ou reassumir de tudo
A claridade – chorou ;
E foi assim que talvez,
Querendo falar, ficou mudo
E, procurando, não achou
Uma lágrima... outrora...
Ao toco do seu dedo
Chegara um filtro de chuva,
Seria no mundo uma hora.
.
Chovia muito. Os outros mortos tinham medo
De resfriar – e chovia.
Por dentro da janela, na vida, estava a viúva
Do Defunto Poeta.
E chovia.
Cada defunto abriu o seu guarda-sol, como uma seta…
E lá ficaram todos, debaixo de chuva e de poesia.
.

in “O Bicho Harmonioso”, Coimbra, 1938
.
..
Disse  Paul Valéry :  Nem sempre sou da minha opinião !
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Há já outro poema de Nemésio anteriormente publicado neste blog
.
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publicado por eva às 20:16

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Sábado, 1 de Março de 2008

Cansaço

Cafés, chocolates em forma de tabletes ou bombons, água pelo dia fora.
Enfim, um sem número de pormenores para manter os olhos abertos apesar do sono. E alguma genica em vez do cansaço que parece fazer-nos escorregar até ao chão... assim na vertical de nós.
São os dias com mais horas do que podemos aguentar e as noites de sono tão pequenas que parecem acabar logo, logo, a seguir ao adormecer.
Também fome de comida, mesmo!
Daquela comida que cheira à distância, dos cafés, pastelarias e restaurantes.
Incluindo aquelas sandes gulosas de aspecto e molhos que às vezes passam por nós, entre os sacos (saquitos) de papel pardo e o bocado que está de fora, pronto a comer.
O cansaço traz miragens e não são só no deserto e de oásis.
São como aquelas visões dentro da nossa cabeça, tão nítidas que parecem reais e vivas. Tanta ilusão! Será este cansaço também ilusão? 
.
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Jacek Yerka

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Disse  Friedrich Nietzsche :  Devemos estabelecer este princípio: só vivemos graças a ilusões - a nossa consciência apenas aflora a superfície !

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publicado por eva às 16:29

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