Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

Não se pode voltar atrás

Acordado ou a dormir… eis uma boa questão.
Salas conhecidas, mobílias e varandas também.
Das pessoas ali habituais, nem sinal.
A sua preocupação era dizer agora o que se esquecera de falar no dia anterior.
Não estava ninguém e resolveu então ficar mais um pouco na sala vazia.
Os móveis estavam cheios de pequenos objectos de ornamento.
Credo! Tanto trabalho deveria dar manter aquilo tudo tão limpo.

Estava tudo a brilhar.
Lembrou-se em seguida da sua própria casa, também muito cheia daquele tipo de objectos – recordações de avós, viagens ou colecções que gostavam.
E lembrou também o seu estado – limpo mas sem aquele brilho.
Aliás, ali tudo luzia e parecia artificial.
Ah, era isso – estava mal acordado.
Aquele estado em que tudo é possível – até acordar e cair em si mesmo ou planar suavemente com a leveza do algodão.
Gostaria de ser melhor do que é, a cada vez, em cada ocasião.

Não se pode voltar atrás, por isso o que se pode fazer é pensar e reflectir no que fez e tentar instruir-se para da próxima oportunidade usar esta experiência de modo construtivo, para si e para os outros.
Felizmente há algo que está sempre com ele, ou nele.
Uma sensibilidade moral – o que diz ser a sua integridade em auto-análise.
Essa moral sopesa tudo – tudo o que faz.
E, graças a ela, sabe que mesmo contra todos – deve estar bem consigo.
Isso é que importa! 
.

.
Imagem retirada da net
(sem indicação de autor)

.

♪: The Tao of Love - Vangelis

publicado por eva às 08:22

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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

Vozes

- Estão a chamar pelo meu nome, não ouves?
- Não. Deve ser impressão tua.
- Olha, outra vez! E são várias vozes, não ouves?
- Não, continuo sem ouvir nada!
- Pois eu continuo a ouvir chamarem-me, mas já fui à porta e não vi ninguém.
- E eu digo-te que não é nada. São vozes na tua cabeça.
- Que disparate! Agora a minha cabeça ouve o que os teus ouvidos surdos não ouvem.
- Essa é boa!
- E lá estão outra vez a chamar.
- Sabes que mais? Vou-me embora! Imagina… quero ajudar e ainda me chama surda!
- Isso não é nada comparado com o insinuares que sou maluca.
- Adeus, que hoje não dá para falar contigo.
- Olá! Surpreeeesa! Então não nos ouviram? Tal era a conversa! Ao tempo que estamos a chamar, mas só agora percebemos que estávamos à porta duma casa errada. Mas já aqui estamos.
- Hoje? Mas… ainda falta mais de um mês para o Natal!
- Sim, sim. Mas tivemos que nos precaver das greves. Lembram-se que, no ano passado, o Natal foi no aeroporto?
- Bem, assim é mais calmo, é! Adeusinho. E olha, afinal a tua cabeça estava boa e eu é que estava surda. Desculpa!
.
.

 .
Linguagem gestual
.

♪: Crazy He Calls Me - Natalie Cole
tags: ,

publicado por eva às 08:20

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Domingo, 18 de Novembro de 2007

Alberto Caeiro # O Guardador de Rebanhos (XVIII Quem me dera)

.
XVIII
.
Quem me dera que eu fosse o pó da estrada
E que os pés dos pobres me estivessem pisando…
Quem me dera que eu fosse os rios que correm
E que as lavadeiras estivessem à minha beira…
Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio
E tivesse só o céu por cima e a água por baixo…
Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro
E que ele me batesse e me estimasse…
Antes isso que ser o que atravessa a vida
Olhando para trás de si e tendo pena…
.

.in "O Guardador de Rebanhos"
.de Alberto Caeiro
.(heterónimo de Fernando Pessoa)
.
.
.
♪: Balada do Outono - José Afonso

publicado por eva às 19:05

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Sábado, 17 de Novembro de 2007

Enervamentos

Porquê esse enervamento?
O céu está azul, o sol brilha, o transporte chegou à hora certa, as tarefas a cumprir estão dentro do horário, enfim, tudo promete um dia bem aproveitado. Então porquê esse nervoso miudinho? Porquê esse tremer?
- Pressentimentos, talvez.
- Pressentimentos (se os há) não fazem tremer. Remédios em excesso, sim. Desequilíbrios do organismo, por razões várias, também.
- Pois, não sei! Mas tremo sem parar. Então quando levanto as mãos para fazer qualquer coisa, ainda se nota mais.
- E não é doença? Já confirmaste?
- Já! Não há explicação médica. Eles não sabem o que é. Ou melhor, até lhe dão nomes e receitam, mas os remédios não fazem nada.
- Será medo? Inquietação, mesmo sem razão aparente?
- Não me parece. Não sinto nada disso.
- Sabes, se a própria pessoa não sabe sentir-se, não sabe de si mesma, é como um cata-vento, vai para onde o vento sopra. E às vezes, é preciso ir contra a corrente.
- Também já li sobre isso...
- Pois... é sempre, sempre bom cada um conhecer-se, analisar-se e compreender o que acontece e encontrar a causa das reacções que vai tendo. 
.
.
.

O Pensador
.
Rodin
.

♪: Va Pensiero (Nabucco) - Verdi

publicado por eva às 17:23

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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

Livros

De fato, casaco e calça branca de linho, ela segue rapidamente mais pela estrada que pelo passeio.
O passeio, em grande parte do percurso, é apenas uma nesga. E, por vezes, até desaparece.
A pressa é por causa do comboio que está a passar não tarda e não tem ainda o bilhete.
Com tantos carros e as duas rodas estacionadas em declive nas tais nesgas de passeio, a estrada, apesar dos carros a boa velocidade, ainda é, mesmo assim, mais apelativa para os peões.
Passos mais apressados à conta dos desvios necessários para chegar à gare.
Moedas certas na máquina dos bilhetes e segue em boa corrida para a outra plataforma.
A tempo justo de apanhar o comboio, que já vai entrando.
Portas que já se abrem facilmente, ao contrário das antigas em que era preciso comer um bife para as conseguir abrir.
E um assento livre… que bom!
Agora é tempo de tirar o livro que está a ler.
Deve dar para um ou dois capítulos.
Uma velhinha, de pele muito enrugada, olha-a atentamente.
- Sabe o que é, menina, é que eu não sei ler. Nunca pude aprender. E quando vejo assim, uma pessoa de bom aspecto como a menina, sonho. Sonho que gostaria de poder ter sido assim. Dizem que os livros ensinam tudo o que precisamos e até tudo o que queremos saber. Seja o que for...
Também acha isso, menina? 
.
.

 .
Old Woman and Toad
.
Judy Sommerville
.

♪: A Canção de Solveig (Peer Gynt) - Grieg

publicado por eva às 08:45

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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007

Porquê

Solidão interior, profunda, com força para calar até o instinto de desabafar um simples suspiro.
Força que tolhe, que coloca uma capa e uma armadura que fecha todo o ser em si mesmo.
Uma força que abafa imediatamente, como um raio, o impulso de um grito aflito.
Se é possível sentir esta força avassaladora, porque não é possível sentir a força da alegria a brotar, também ela, interior e profunda?
Tão profunda no nosso coração como a outra.
Porque aceitamos uma que entorpece e não aceitamos a outra que liberta e expande a nossa felicidade?
Porque é mais fácil fazer um intrincado casulo para nós mesmos do que relaxar e encarar de frente – simplesmente – os dias e as noites das nossas vidas?
Porquê achar que as desgraças não acabam em vez de promover as alegrias, para que não esmoreçam?
Porquê deixar de olhar, com agrado, a felicidade à nossa espera e passar rápido para o lado triste?
Porquê a lástima de si próprio em vez de parar apenas o necessário para tomar fôlego e seguir?
Seguir em frente de modo correcto, de moral íntegra e sentindo paz e alegria no coração por saber distinguir esse caminho.
Seguir sempre a luz que encandeia, de tão forte e bela, e deixarmo-nos iluminar por ela. 
.
.

 .
Hino à Alegria
(partitura)

.

♪: Hino à Alegria (9ª Sinfonia) - Beethoven

publicado por eva às 08:37

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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

A Chuva

- “ Os céus choram as lágrimas de Deus, Ele que nos deu a vida, o seu amor e a razão…”  É por isso que, de vez em quando, chove.
- Isso é uma canção, não é?
- É e também é uma explicação.
- Mas eu já não sou criança. Sei muito bem que a chuva é água que pesa nas nuvens. E quando elas não podem mais, cai! É como nós quando ‘tamos 'flitinhos e vamos fazer xixi porque já não dá mais. Temos mesmo que fazer porque não podemos rebentar, não é?
- Vejamos… é uma outra versão da chuva, sim senhor.
- Pois e quando muitas nuvens ‘tão 'flitinhas, é uma enxurrada que leva os carros e as casas. Como deu na televisão, duma terra com as pessoas sentadas nos telhados a ver a água. Olha, assim como eu quando vou à praia e não me deixas ir à água. Também fico sentado a olhar para ela, como elas estavam.
- Não há dúvida que vês as coisas segundo uma linha de raciocínio… hum… de acordo com a idade.
- Poiiich – Já percebeste que não é o céu a chover, não já?
- Não! Para mim é o céu a chover!
- Então tens que ir outra vez para a escola.
- Isso tinha uma grande vantagem: ficávamos juntos e, nos intervalos, podia ser que eu descobrisse o que é que tu comes, afinal,  do que te mando! 
.
.

 .
Rainy Day
.
Gil Marosi
.

♪: Berceuse - Brahms

publicado por eva às 08:42

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Terça-feira, 13 de Novembro de 2007

Hoje é um bom dia

Sonhamos sonhos em que as coisas serão melhores um dia.
Hoje vamos tentar inverter um pouco ou, dizendo melhor, completar a ideia.
Sonhos de que um dia vamos apreciar e gozar as coisas que temos e que, pelos vistos, ainda não percebemos bem o seu valor.
Coisas que não valorizamos, mas criticamos e amarguramos, porque não são fáceis de gostar.
Será verdade que queremos o que é dos outros simplesmente por inabilidade em apreciar aquilo que temos?
Será preguiça, inveja, ciúme, insatisfação, incoerência, desvalorização pessoal ? Sei lá quantos adjectivos e nomes se poderiam dar.
Será o que outros chamam novos, ou sempre renovados, objectivos, perseverança, etc.
A verdade é que fica um nó na garganta, um aperto no coração e uma tristeza por esta vidinha sempre insatisfeita…
Hoje… aí para a semana… não - hoje mesmo!
Hoje é um bom dia para analisar as qualidades do que temos e do que somos.
E é a partir dessa análise que poderemos lançar as projecções (os tais objectivos) do que falta alcançar.
Observadas assim as nossas «coisas» deveremos encontrar algo útil, a que tenha valido a pena dedicar anos e anos, às vezes todas as nossas forças e emoções.
Afinal, o que queremos ser quando formos grandes? 
.
.

 .
Conscious Dream
.
Pamela Ellis

.

♪: Dream a little dream of me - The Mamas & the Papas
tags: ,

publicado por eva às 08:35

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Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

Disciplina

Óculos de sol, música nos ouvidos, boné, t-shirt, calções, ténis e passo de corrida (ou corrida suave).
Um cãozinho pequeno, de cor escura, tenta segui-la mas de vez em quando distrai-se e depois – ele sim – tem que dar uma corrida para a apanhar.
Com a música ela vai alheada ao que a rodeia e vai passando pelas ruas, casas, cruzamentos e vai afastando-se da zona urbana, sempre seguida do seu cachorrinho.
Descreve uma meia-lua de trajecto e, passado algum tempo, é altura de fazer a meia-lua de regresso a casa.
É o seu cross diário? Não! Semanal!
É o seu exercício, a sua disciplina física.
Não é muito, é quase nada. Mas é o que consegue entre o horário das tarefas.
Além do mais, este exercício é grátis e ainda apanha ar.
Não é o ar puro da natureza, mas é mais do que tem em casa, entre quatro paredes.
Não é o ideal? Pois não, não é!
Mas é o melhor que pode e quer dar a si mesma.
É o seu tempo, o tempo para si própria.
Volta cansada? Sim, mas regressa leve, leve, oh, tão leve…
Parece que foi de férias. Renovada de energias.
Parece mesmo renascida, por dentro e por fora.
Traz um novo fôlego.
Traz consigo a expansão do seu próprio ser. 
.

.

Matisse

.

♪: Open Road – Bryan Adams

publicado por eva às 08:30

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Domingo, 11 de Novembro de 2007

Cecília Meireles # Cântico VI - Tu tens um medo:

.
Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno. 
.

in "Cânticos"
de Cecília Meireles
.
.
♪: Cântico VI - Thelmo Lins e Wagner Cosse

publicado por eva às 08:52

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