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Escritos de Eva

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

Escritos de Eva

21
Jul07

Convicções de vida(s)

eva

21 de julho de 2007

A música ouve-se alto e as palavras parecem proferidas como num sonho. Uma espécie de sonho acordado.
Vendo bem, é como ele tem passado a sua vida, num sonho acordado.
Calmamente, tudo decorreu na normalidade e na rotina dos dias: escola, emprego, e organização de família própria.
Foi como se deslizasse pela vida de um modo pacífico e andando sempre.
Assim como os dias que se sucedem às noites, simplesmente “sucedendo sucessivamente”, anos a fio.
As suas convicções também são pacíficas, tanto como os seus ideais.
Os dinheiros têm que ser poupados para chegar, mas vão chegando ao fim do mês sem grandes sustos.
Tem uma coisa de diferente dos outros: não se importa nem com a doença nem com a morte.
Para ele tudo é um modo de viver a vida, e a morte é só a passagem de uma cancela para seguir a via da eternidade; trabalhando doutro modo, com outro aspecto, porque aí a imagem será espiritual e, portanto, o reflexo da sua personalidade.
Segundo a sua opinião, nessa altura, irá ocupar o nível correspondente à sua personalidade conforme tiver evoluído nos seus sentimentos, para enfrentar as situações desta vida que lhe conhecemos.
Ou seja, ele considera-se um somatório de muitas vidas e, nesta vida presente e o que por ela se tornar, terá como resultado uma personalidade espiritual melhorada.
O progresso é entendido como um caminhar para o nível de anjos divinos.
Concordando ou não com estas suas convicções, a vida – vista e vivida por este prisma – parece mais fácil de enfrentar.

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20
Jul07

Amor é...

eva
20 de julho de 2007

Há uma canção agora em voga que, no refrão, diz ”que fizeste, derrubaste tudo o que tínhamos porque esqueceste que o mais importante era o amor”.
Cheia de arranjos e vestida com uma bela orquestração, os versos são simples e mantêm a grande frase de que seja pelo que for, o mais importante é manter o amor.
E entenda-se, por amor, um sentimento abrangente, universal, fraterno.
Por esse amor há lugar para a paz, o respeito mútuo, uma vida de bem-estar e harmonia com a verdade de cada um.
Não seria ainda um mundo perfeito mas seria melhor.
Sou das que continua a ter esperança nas pessoas e nas suas opções.
Continuo a reparar que ao lado da miséria mental de alguns (ou muitos), há sempre alguém (ou um grupo) que faz o melhor que pode por si e por aqueles que ainda estão nesse estado de guerra interna.
Porque também não há grandes dúvidas: quem gosta de violência, vive uma maior violência consigo mesmo.
Se há paz interior, há paz exterior também.
Se há amor puro no coração, há fraternidade em todos os pensamentos e gestos.
Amor é paz e harmonia em cada ser.
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19
Jul07

Hábitos

eva
19 de julho de 2007

Tempo chuvoso e húmido e logo sobe no ar o cheiro da lenha a queimar. Depois vem o cheiro dos chouriços e de pão quente. Ou de um caldo de legumes. Ah, também o café!
Por qualquer razão, o tempo chuvoso apela à comida assim como o tempo quente chama as bebidas – refrescos, fruta, leite, iogurte ou… do que se quiser.
São apelos instintivos relacionados com as tradições da infância de cada um.
Todos temos, mais ou menos vivas, estas lembranças.
Hoje, no meio de um jogo de damas, dois homens conversavam que não sabiam o porquê - ou que não se lembravam – da razão porque haviam deixado de jogar damas, logo a seguir à tropa. Um deles até entrara em campeonatos e, de repente, deixou de jogar.
Veio o casamento, os filhos, a família, e pronto… nada de tempo, nem de parceiros… e o jogo de damas ficou arrumado. Uma pena porque, à semelhança do xadrez, é um jogo que anima a mente.
Agora, em idade mais avançada, volta a poder jogar porque tempo é o que tem de sobejo.
A verdade é que os bons hábitos são para cuidar e, se possível, fazer como ele agora fez ao ajudar a florescer bons hábitos noutras pessoas, alegrando as tardes chuvosas no jogo útil e na cavaqueira amena.
Conseguiram ultrapassar as mágoas e os tempos idos com a família, com outras recordações boas.
- Olha aí pela cortina… não é o sol a brilhar outra vez?
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18
Jul07

O individualismo e a natureza

eva
18 de julho de 2007

Estradas de Verão! Cheias e inundadas da luz forte do sol.
Até o chão brilha com a força da luz e do calor.
As casas parecem ainda mais brancas e reluzentes.
É um país onde ainda se respira paz.
A paz vem de dentro, do coração, e as pessoas daqui ainda são simpáticas e de boa convivência. Como dizia uma antiga canção, "são todos primos e primas".
Actualmente o individualismo torna-se cada vez mais marcante, entre a comodidade e a segurança pretendida, mas nem sempre alcançada.
Os filmes e as notícias do resto do mundo alertam para que as guerras são cada vez mais arrasadoras e o bem-estar uma fantasia.
E a vida passa a viver-se em forma de ilusão, em computador.
Tudo o que é exagerado não é saudável.
Sempre que possível, devemos voltar-nos para a natureza e para a simplicidade de vida.
Deve ser por isso que se chama “planeta vivo” a todos os programas que retratam o respeito pela natureza e a sua boa influência na saúde física e mental das pessoas.
Assim como é importante o respeito pela natureza, também urge respeitar os seres vivos, sobretudo os mais indefesos.
Pode ser que o Homem aprenda a respeitar-se também.
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17
Jul07

Gerações

eva
17 de julho de 2007

Matrículas, escolas, professores e alunos, médias escolares e exames – tudo se resolve nestas semanas.
Empregados mais ou menos simpáticos forçam, sem qualquer intenção, as opções entre uma escola e outra.
Porque as simpatias são primeiramente instintivas e só depois podem, com algum esforço, ser racionais.
São tempos de azáfama em Secretarias e Conselhos Directivos, um verdadeiro corre-corre entre dias e semanas. E, claro está, os mais emocionados são… os pais!
Esses são os que esperam pacientemente, os que dialogam até sobre o que não entendem para que os filhos vão melhorando o seu futuro e sejam melhores do que eles.
É assim de geração em geração. Faz parte das funções e das rotinas familiares.
É engraçado este rodar de funções e situações nas famílias, repetindo cíclicamente, de geração em geração, as mesmas preocupações.
Faz parte dos atributos de pais e dos filhos, que serão pais um dia.
Geralmente só se compreende bem uma situação quando se vive outra situação semelhante.
Resta desejar que seja possível sermos dignos da passagem do testemunho e de manter a tocha acesa até ser a nossa vez de os passarmos ao seguinte.
Famílias felizes... serão, talvez, essas que mantêm os laços tradicionais.
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16
Jul07

Renovação

eva
16 de julho de 2007

Obras em casa. Só é bom se pensarmos na parte final e no que já foi conseguido.
Os começos são um desastre porque, em regra, nem sequer se cumprem os horários nem os calendários.
O tempo todo é um apertar de dinheiros, de tempos e de nervos. E no fim, talvez tenha valido a pena, ou não.
Mas pronto! Cada um faz o melhor que pode e sabe que a mais não é obrigado...
Em princípio, todos somos o melhor que podemos ser.
E às vezes, dá para pensar que podemos pouquíssimo.
Deve ser nessas alturas que tentamos progredir mais depressa ou que nos esforçamos mais para sermos melhores em tudo: na família, na profissão, na gestão dos dinheiros, etc. etc.
O Verão e as férias são isso mesmo: projectos, horários livres, novos conhecimentos, casas renovadas - nem que seja só de pinturas.
É quase uma renovação anual, um virar de contextos e de atitudes também.
- Mais um ano! Traz mais juízo e um ou outro cabelo branco, não é?
- Por falar nisso, temos de comprar uma balança!
- Hã!?!

- Esquece! A minha cabeça também está a precisar de renovação!
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15
Jul07

Teilhard de Chardin # O Meio Divino

eva
15 de julho de 2007

Onde estão as raízes do nosso ser? Pois mergulham primeiramente no mais insondável passado. Que mistério o das primeiras células que um dia foram animadas pelo espírito vital da nossa alma! Que indecifrável síntese de influências sucessivas em que estamos para sempre incorporados! É em parte a história toda do Mundo que se representa em cada um de nós através da Matéria. Por mais autónoma que seja a nossa alma, ela é a herança de uma existência prodigiosamente trabalhada, antes dela, pelo conjunto de todas as energias terrestres: ela encontra-se com a Vida e junta-se a ela num nível determinado. – Ora, apenas se encontra introduzida no Universo nesse ponto particular, ela sente-se, por sua vez, assediada e penetrada pela onda das influências cósmicas que há-de ordenar e assimilar. … … …
Se o alimento mais humilde ou mais material é já capaz de influir profundamente nas nossas faculdades mais espirituais, que dizer das energias infinitamente mais penetrantes trazidas pela música dos matizes, das notas, das palavras, das ideias? Não há em nós um corpo que se alimente com independência da alma. Tudo o que o corpo admitiu e começou a transformar, a alma tem por sua vez de o sublimar. Ela faz isso à sua maneira e segundo a sua dignidade, sem dúvida. Mas não pode fugir a este contacto universal nem a este labor de todos os instantes. E assim se vai aperfeiçoando nela, para sua felicidade e correndo riscos, a capacidade particular de compreender e de amar, que constituirá a sua mais imaterial individualidade. … … … não esqueçamos que a alma humana por mais criada à parte que a nossa filosofia a imagina, é inseparável, no seu nascimento e na sua maturação, do Universo onde nasceu. Em cada alma Deus ama e salva parcialmente o Mundo inteiro, resumido nesta alma dum modo particular e incomunicável. … … ...
E assim, cada um, no decurso da sua vida presente, … deve construir, começando pela zona mais natural de si mesmo, uma obra, um «opus», onde entre alguma coisa de todos os elementos da Terra. Em todo o decorrer dos seus dias terrestres ele faz a sua alma. E ao mesmo tempo, colabora numa outra obra, num outro «opus», que ultrapassa, infinitamente, orientando-as no entanto de perto, as perspectivas do seu êxito individual: o acabamento do Mundo. … … ...
O Mundo, pelos nossos esforços de espiritualização individual, acumula lentamente, a partir de toda a matéria, o que fará dele a Jerusalém celeste ou a Terra nova.
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in "O Meio Divino"
de P. Teilhard de Chardin
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outros textos da mesma obra nestas ligações : 2006 - 2008 
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14
Jul07

Recordações

eva
14 de julho de 2007

Dorme e chora. Por instinto, ou reacção do corpo, faz a rotina do dia e deita-se para dormir, à noite.
Todos os hábitos, arreigados em muitos anos de vida, são agora extremamente úteis para assegurar a sobrevivência enquanto a cabeça não recupera da tristeza profunda.
Ele procura a solidão e até o escuro em vez da luz, o espaço fechado de um quarto em vez do jardim a céu aberto de que tanto gostava.
Hoje consegui levá-lo para esse jardim e que ficasse sentado num dos bancos que lá estão.
Mas continua apático, com a solidão instalada, lá dentro, funda, a transformar-se em pedra.
O andar ficou trôpego de uma hora para a outra e tudo o faz tropeçar.
Contudo, apesar dos olhos estarem sempre enevoados e os obstáculos serem simples sombras, desvia-se deles cautelosamente – sejam portas, pilares, mesas ou pessoas.
Penso que temos também direito a estar tristes e ter um tempo nosso para amar a nossa tristeza.
Mas não devemos deixar a tristeza tomar conta da nossa vida. Só de algum tempo da nossa vida.
Devemos manter acesa a esperança de voltar a querer o sol e as flores, e tudo mais nítido à nossa volta.
Além de que os dias continuam a suceder-se, à espera da nossa alegria, para lhes fazer companhia… assim que puder ser.
E que seja bom outra vez.
As recordações deverão reunir-se como um braçado de flores e reaparecer a cada estímulo.
Simplesmente assim… como boas recordações a embelezarem os dias.
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13
Jul07

Morte de mãe

eva

13 de julho de 2007

Está um dia lindo: céu limpo, sol a brilhar, árvores cheias de folhagem, arbustos bem floridos. Enfim, perfumes da natureza no ar.
Contudo parece que algo se desprendeu ou se perdeu de mim.
Perdeu - parece mais adequado, assim como Alguém em vez de algo.
Não sei explicar, mas… as cores estão lá, na paisagem, mas estão diferentes.
Tudo brilha mas de modo difuso ou velado.
Um velado suave e bonito.
Tudo está belo – sei que está – belo e colorido…
Mas o que eu vejo é a paisagem matizada em tudo.
Até as pessoas estão como que no “quadro” da paisagem.
- Deve ser um problema visual ou de cansaço. Vai ter que ir ao médico.
- Não, não… todos me dizem que há-de passar! E os dias vão passando… mas a dor não... A minha mãe morreu!
- Ah, então vai mesmo precisar de ir ao médico para ele lhe prescrever um calmante fraquinho ou qualquer coisa que a melhore.
- Não! Estas dores assim têm que ser tratadas com muito carinho até serem boas recordações. Recordação de algo que valeu a pena viver.
Isso eu sei!... Só não sei quanto tempo vai demorar.

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12
Jul07

Tratamentos

eva
12 de julho de 2007

Hoje em dia já faz parte da indicação dos remédios, um modo mais claro de explicar como se tomam.
Ou sobre os tratamentos, como se fazem.
Também já faz parte destas situações explicar ao doente o que lhe foi receitado, porquê e como deve fazer.
E se há casos em que é só tomar uns comprimidos, outros remédios há mais complicados em que o doente deve ficar em descanso, não pode apanhar sol directamente, deve beber mais líquidos, etc, etc.
Também é verdade que mesmo quando o médico explica e o farmacêutico explica novamente, o doente está tão enervado que não ouve metade e a metade que ouve não percebe e nem sequer «encaixa» a informação em memória para recordar depois, mais calmo.
No meio de tudo isto, sobra o enfermo que, se não melhora logo, parte geralmente do princípio que foi o médico que se enganou.
- É por isso também que gosto de vir a esta farmácia aviar os receituários. Sejam cremes, sejam antibióticos ou analgésicos, os senhores explicam tudo com muita paciência e sem pressas.
- Mas é para isso que aqui estamos. Muito obrigado pelas suas palavras.
- Pode ser mas é com certeza mais gratificante vir aqui. Dão-me a sensação de segurança.
- Procuramos dar toda a atenção aos utentes para o receituário e os problemas que trazem.
- Pois… bem hajam!
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