Eva diz o que sonha (e não só) sem alinhamento a políticas ou crenças conformes às instituições que conhecemos. Momentos de leveza, felicidade ou inspiração para melhorar cada dia com bons pensamentos. Um texto, uma imagem... para todas as idades

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Domingo, 10 de Junho de 2007

Fernando Pessoa # Mensagem (excertos) e Profecia

...................PRIMEIRA PARTE

........................BRASÃO

..........................Sexto
........................D. Dinis
.

Na noite escreve um seu Cantar de Amigo
O plantador de naus a haver,
E ouve um silêncio múrmuro consigo:
É o rumor dos pinhais que, como um trigo
De Império, ondulam sem se poder ver.

Arroio, esse cantar, jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
E a fala dos pinhais, marulho obscuro,
É o som presente desse mar futuro,
É a voz da terra ansiando pelo mar.
.

...................SEGUNDA PARTE

...................MAR PORTUGUÊS

.............................I
.......................O Infante

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!


............................X
...................Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
..
.
..........................XII
.......................Prece
.
Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.

Dá o sopro, a aragem – ou desgraça ou ânsia -,
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância –
Do mar ou outra, mas que seja nossa!
.
In “Mensagem”
de Fernando Pessoa

PROFECIA

E a nossa grande Raça partirá em busca de uma Índia Nova, que não existe no espaço, em naus que são construídas «daquilo de que os sonhos são feitos». E o seu verdadeiro e supremo destino, de que a obra dos navegadores foi o obscuro e carnal ante-arremedo, realizar-se-á divinamente.

In “A Nova Poesia Portuguesa no Seu Aspecto Psicológico”, por Fernando Pessoa, publicado em A Águia, nº 12, II série
.
 
♪: O Mare e Tu - Dulce Pontes e Andrea Bocelli

publicado por eva às 21:51

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Sábado, 9 de Junho de 2007

Horizonte

9 de junho de 2007

Céu enevoado, algum vento, uma temperatura a dar para o fresco.
- Que estás a fazer? Onde é que vais?
- Vou à praia apanhar sol.
- Já foste à janela?
- Claro que sim! E não ponhas essa cara porque vais ver que o sol vem aí. Só está um pouco atrasado e eu já estou pronta.
- Bom, pelo menos não deves ter trânsito.
- Ora, sabes que eu tanto gosto de praia com fato de banho como de casaco e gorro. Gosto daquele ar na cara. Gosto do emaranhar do cabelo com o vento, e o sal, e a areia. Gosto de passear à beira da água e procurar pedras e conchas. Para nada porque não faço nada delas. Mas gosto, pronto! E gosto também da praia vazia, pois gosto! Se calhar ainda mais do que quando está cheia! Tanto gosto dos vendedores como dos pescadores quando está enevoado! Gosto do mar com ondas ou quando está sereno! A praia é sempre um encontro porque me deixa olhar para um horizonte sem fim!
- Eu já me calei!
- Se calhar é realmente o mais importante!
- O eu ter-me calado?
- Não! Se calhar o mais importante é essa sensação de que tudo é ainda possível!
♪: O Samba e o Tango - Caetano Veloso

publicado por eva às 10:11

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Sexta-feira, 8 de Junho de 2007

O som do silêncio

8 de junho de 2007

- O som do silêncio…
- O quê?
- O som do silêncio era o título de uma canção, quando eu era nova. E só ia acrescentar que silêncio... não tem!
- Aah!
- O silêncio não tem som, pois não?
- Não! Isto é, o meu não tem! Mas o que geralmente isso quer dizer é que ao fazer uma auto-reflexão ou meditação (assim chamada por muito boa gente que confunde os conceitos, mas enfim…), se encontra o silêncio na nossa mente.
- Ou seja… ná, não entendo muito bem. Podes explicar melhor? Não, vendo bem, dá é exemplos, que percebo melhor!
- Então imagina-te num local que gostes, por exemplo o teu lugar preferido na praia, ou num jardim, ou num passeio pelo campo, num rio, sei lá… tu é que escolhes.
- Um lugar da natureza, é isso?
- Não é obrigatório mas dá mais jeito, lá isso dá. É que a natureza é o ambiente que troca mais energias connosco, libertando-nos das nossas preocupações e transmitindo-nos a sua pureza enquanto natureza tranquila.
- Já escolhi! É numa praia cheia de sol e água azul com ondas a meia altura e cheias de espuma. E as ondas vêm a rebolar desde o horizonte até à areia muito bege e limpa.
- Pronto! Então imagina-te aí e tentas observar todos os pormenores: os grãos de areia mais grossos ou mais macios, a areia molhada, a água suave na orla da praia, a água toda até ao horizonte e tudo iluminado pela luz forte do sol.
Imagina-te aí parada a respirar, a respirar calmamente, sempre pelo nariz e tentando sentir os cheiros dessa praia até serem tão fortes que te convences que estás lá.
Um dia… no meio desses pensamentos organizados, vais sentir que estás parada na paisagem mas como se estivesses também parada nesse céu da praia e no tempo. Como se toda a paisagem parasse, estática, para ti.
Nesse instante, encontraste um silêncio muito especial.
Guarda-o bem na lembrança e tenta repeti-lo.
- Só isso!?!
- Só! Mas é um «só» do tamanho do céu.

♪: I Had A Farm In Africa de John Barry do filme Africa Minha

publicado por eva às 17:15

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Quinta-feira, 7 de Junho de 2007

Consciências

7 de junho de 2007

Povos e costumes, tanto alimentares como sociais, religiosos, políticos, económicos, etc.
Neste caso trata-se do costume de roupa de cerimónia que, em alguns países, será um fato, seja para homem ou para mulher.
Mas há países em que o traje de cerimónia é a túnica, mais ou menos curta, com calças para homem e uma saia ou túnica-vestido para mulher.
A questão está na capacidade de aceitação desses costumes e em não querer que uns sigam o dos outros.
Gandhi, todo de branco no seu trajar indiano, não foi recebido no Vaticano porque não vestia fato ao estilo europeu.
Hoje parece que estas questões já estão ultrapassadas, na maior parte dos casos, mas ainda há intolerância mesmo nos países dito desenvolvidos.
- Seria importante que cada um se apercebesse dos seus diferentes graus de consciência.
Refiro-me a todas as consciências : à consciência inteligente, à consciência emocional, à do passado-presente, à de energia (para manutenção e ligação das várias consciências ou “eus”), à consciência dupla e ainda às consciências celestiais de comunicação para aprendizagem e comunhão de valores morais.
- Credo! Tanta consciência num só Eu e tanta inconsciência que vai por esse mundo fora…
♪: Gobinday Mukunday - Snatam Kaur

publicado por eva às 17:32

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Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

O bom e o ideal

6 de junho de 2007

Uma sala está a ser preparada para reuniões, mas os organizadores ainda não se entenderam sobre os espaços.
Um quer colocar as cadeiras de modo a que as pessoas fiquem em frente umas das outras.
Outro quer estilo anfiteatro e o terceiro quer aproveitar os lugares junto das paredes, o que prejudica a visualização de cada um e a passagem a quem quiser sair no meio da reunião.
Enfim, já estão os arranjos, as mesinhas de apoio, os equipamentos eléctricos mais os electrónicos, os computadores, os ecrãs, o som, etc., etc.
Porém ainda persiste o problema de encaixar ali as pessoas todas, o que continua a ser tema da conversa.
Há cadeiras para todos, sim senhor. O problema é como as colocar, pois parece sempre que o chão não chega para tudo.
Já se defendem as diferentes opiniões com afixação de números nas cadeiras, e dispunham-se em semicírculo com os números, que sei eu?
E de repente chega uma mulher, daquele género que olha e faz diagnóstico rápido.
E dá a sua opinião. Arrumam-se em forma de 8 (outro número) com passagens ao centro, entre as partes superior e inferior do 8.
Mas não cabem todos…
Formam-se então filas duplas e triplas deixando espaço suficiente entre elas para distribuir passagens.
Nem todos concordam mas o tempo já é pouco para gostar ou não gostar.
Todos foram para os seus postos pensando que ainda não se tinha encontrado a solução ideal,  nem talvez fosse a melhor dentro das circunstâncias.
- Terá sido por estas e por outras que Deus criou a mulher?
- Acho que não! A não ser para maior variedade de opiniões, porque sucede que às vezes o ideal é bem pior que o bom e não ajuda a resolver o que é necessário tratar!
♪: Nelle paludi di Venezia - Teresa Salgueiro Angelo Branduardi
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publicado por eva às 10:04

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Terça-feira, 5 de Junho de 2007

Desdobramento

5 de junho de 2007

- Estou a dormir em pé!
- Em pé, não. Queres dizer sentado!
- Ou isso. Parece que não estou em mim, estou meio zonzo, passivo demais.
- Bom, lá lento, lentinho, estás… lá isso…mas também deves estar cansado, entre o trabalho e os projectos de férias: passeios, festas. Organizar tudo também cansa…
- Pois sim! Olha, é a cabeça que sinto cansada. Creio que a melhor palavra é atordoado, como se estivesse dividido.
- Ah, isso lembrou-me um sonho que tive no outro dia. Eu passava por um corredor escuro, abria uma porta ao fundo e depois eu saía em parcelas.
- Em parcelas?
- Sim, saía eu, mais outro eu, e outro eu. Uma infinidade de outros iguais a mim.
Lembrei-me dos clones, só que íamos todos como sonâmbulos, porta fora, seguidinhos em formatura.
- E depois?
- Depois, uns “eus” subiam, outros viravam à esquerda e era sombrio, outros viravam à direita e, nesse lado, estava cheio de sol e outro eu ficou logo a seguir à porta.
- E não faziam nada? Só andavam?
- Só! Excepto que umas figuras ficavam mais densas e de cores mais carregadas, enquanto outras iam brilhando ou esfumando-se no meio de uma espécie de nuvem. Ah, e o da porta ficou igualzinho a mim e fez um círculo à sua volta.
- Ora, ora…sonhaste foi com um anúncio que dá na televisão… fazias o círculo na praia, não era?
- O círculo desenhado com um pau? Não era assim, não!
♪: Für Elise - Beethoven

publicado por eva às 10:06

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Segunda-feira, 4 de Junho de 2007

Religações

4 de junho de 2007

Muitas, mas mesmo muitas centenas de circuitos eléctricos estão a ser instalados, ou restaurados, ou recuperados no tecto do que parece ser uma nave industrial.
Parece que vai ter novos projectos em agenda para os próximos tempos e será necessário ter disponível toda a luz que lhe pertence de origem.
O problema é que essa parte esteve votada ao esquecimento e não é fácil, de um momento para o outro, conseguir essa dinâmica de recuperação.
Se calhar o melhor é dizer de reinstalação porque muitas ligações tiveram de ser restauradas.
Há, por todo o lado, engenheiros e técnicos dedicando-se a estas questões com a precisão desejada.
Porém, de cada vez que se ligaram os circuitos, no geral ou em zonas específicas, nem sempre funcionaram bem.
É preciso mais trabalho. Já se fala em ficarem até ser possível restabelecer tudo. - Paciência (diz uma voz), paciência, que Roma e Pavia não se fizeram num dia!
A ideia foi percebida apesar de nem todos entenderem completamente o sentido da frase.
A verdade é que, por vezes, é necessário parar para recomeçar em melhores condições, e até o material parece acentuar as condições do intervalo porque, às vezes, depois da paragem, funcionam circuitos que estavam inanimados. Como se mãos invisíveis e com amorosas intenções os conduzissem no trabalho.
- Então?
- Então o quê?
- Vamos jantar ou passamos fome?
- Acho que sim. Depois disto, as coisas só podem melhorar…
♪: Contradanza - Vanessa Mae
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publicado por eva às 18:11

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Domingo, 3 de Junho de 2007

José Vaz # As Lágrimas São Netas Do Mar

3 de junho de 2007
.
.
Vieram dizer ao Mar
que o Sal
andava a portar-se mal.
.
Quem veio meter
minhocas na cabeça do velho Mar
foi a Areia e a Espuma.
Tudo porque o Sal
era bonito 
e não lhes ligava nenhuma.
.
De queixinha em queixinha,
disseram ao Mar
que o Sal
tinha uma namoradinha.
.
Chamava-se Gota de Água.
Era linda,
branca, cristalina
e tinha vindo do Céu Azul.
.
As duas,
com dores de cotovelo,
contaram ao Mar
as conversas de amor
que tinham ouvido
quando o Sal estava a namorar
muito entretido.
.
Então, 
a Areia disse que a Gota de Água
falou assim para o Sal:
- Meu bem amado,
..se quiseres casar comigo
..deixarás de ser salgado.
.
E a Espuma disse que o Sal respondeu à Gota de Água:
- Minha ternura,
..por ti deito o salgado fora
..e fico uma doçura.
.
E neste disse-que-disse,
as duas marotas aproveitaram a maré
e
de tal maneira
atazanaram o velho,
que os seus cabelos ficaram em pé.
.
- O Sal virar doçura? – pensou o Pai Mar.
E, ao pensar nisto,
deixou entrar a tristeza e a amargura
no seu imenso coração.
.
O Pai Mar nem queria acreditar.
Então,
ele,
pai,
criou o Sal, desde catraio até homem feito,
feito para conservar
a beleza e a saúde dos habitantes do seu reino
- os peixes –
e o rapaz queria tornar-se doçaria?
Não podia!!!
.
Chamou o filho e disse-lhe:
- Filho, tem paciência,
..se continuas com o namoro,
..considero desobediência.
.
O Sal
fez ouvidos de mercador,
encolheu os ombros,
e continuou o seu grande amor…
pela Gotinha de Água.
.
Ao saber
o que o filho tinha decidido,
o Mar ficou bravo,
enraivecido,
tornou-se turbilhão, e foi grande a aflição:
as Ondas andaram numa fona,
os Mexilhões levaram tapona,
a Baleia veio respirar à tona,
um Cavalo-Marinho
tropeçou num penedo e partiu o focinho.
Até uma Gaivota,
de perna manca,
que era vizinha do Mar,
teve de dar à perna para não se afogar.
.
O velho Mar,
amargurado e furioso,
pôs o filho fora de casa,
em terra.
.
Mas o sal não se importou.
Casou.
Mas, como não havia casas para alugar,
o Sal e a Gota de Água
foram morar
para os olhos das pessoas.
.
É por isso
que, quando estamos tristes e amargurados nos nossos corações,
choramos.
E as nossa lágrimas
são salgadas
porque são filhas do Sal e da Gota de Água
e… netas do Mar.
 

In “Para Sonhar com Borboletas Azuis”
de José Vaz com ilustrações de Luisa Brandão
.
.
♪: Aquarela - Toquinho

publicado por eva às 00:52

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Sábado, 2 de Junho de 2007

A realidade

2 de junho de 2007

Várias pessoas estão reunidas como quem espera algum acontecimento.
Vão olhando atentamente uma estrada já meio escura, como se fosse ao pôr-do-sol.
Entretanto sobressai um rapaz dentre todos, que se adianta mais nessa estrada e destacando-se do grupo, vai andando e continuando estrada fora.
Às tantas o seu caminhar apressa-se e começa até a correr, na altura em que o grupo, que continua esperando, se apercebe que apareceu uma luz na direcção em que ele corre.
Apressado, ele chega ao local da tal luz e uma senhora de cabelos brancos entrega-lhe com todo o cuidado uma pedra velha, que tem luz própria.
Avisa-o para ter cuidado e que a pedra é um cristal que não deve deixar partir. Depois deseja-lhe boa viagem de regresso.
Quando ele lhe agradece ela explica-lhe que o regresso não é só o dele; também é o da pedra e que:
- Essa pedra é para encaixar no sol do doente!
- Qual doente?
- O doente das ilusões pois essa pedra é a luz e o brilho da realidade!
- Mas qual realidade?
- A realidade do princípio da luz!
- Ahhh!?!
- No quadro geral de energia onde está o sol desenhado!
Ele também é dos que olham sem ver a realidade que os rodeia.
Talvez aquela luz sirva para ele, afinal…
♪: Just show me how to love you - Sarah Brightman com José Cura

publicado por eva às 09:57

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Sexta-feira, 1 de Junho de 2007

O nosso pequeno mundo

1 de junho de 2007

Uma sala, pequena e grande ao mesmo tempo porque simplesmente não tem nada de mobiliário nem objectos.
As paredes e tectos são rosa muito claro, estilo rosa-bebé.
O diferente do habitual é que as cores não estão quietas nas paredes.
A cor existe em toda a dimensão da sala, quero dizer, é como se o ar, se todo o espaço livre estivesse pintado e preenchido do mesmo rosa.
A cor existe em toda a dimensão da sala.
E não é tudo! Esse mesmo ar, ou espaço, tem bolas, berlindes, conchas, flores, búzios e filamentos brancos.
Um branco nuvem, porque parece translúcido, está também em todo o lado permeando o ambiente rosa.
E… e… bom…, e…
E há um perfume suave, que também não sei de onde vem.
( - E tem música?
- Não, não tem!
- Ohhh!)
E… e…

(- Então?)
Afinal não é bem uma sala. É todo o planeta e o espaço cheio de estrelas assim…
(- E então?)
- Então… o escrito acabou e não sei se há mais… era só esta folha que estava caída na mesa.
♪: Pon tu cuerpo a tierra - Aguaviva
tags: ,

publicado por eva às 23:32

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Aquilo que pensas ser o cume é apenas mais um degrau - Séneca

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