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Terça-feira, 20 de Junho de 2006

As poeiras do tempo

20 de junho de 2006

Sesmarias, prados, colinas. Paisagem enfim rural. Longe das cidades e sequer de vilas.
No meio da paisagem uma casa típica.
Adegas no piso térreo e habitação no andar de cima.
Escada em madeira a formar quarto minguante.
Espelho e cabides no patamar central.
Soalho de madeira maciça, limpa dos nós típicos.
Madeira boa, de primeira, mas acusando anos de abandono no trato civilizado em benefício de bichinhos.
Janelas antigas com portadas pesadas e vidros finos já partidos.
Seres, sombras, caveiras, cortinas a esvoaçar sem precisarem da aragem.
Todos olham espantados a intrusão.
Alguns poisam nas poeiras do tempo. Outros vêm ver a novidade da visita.
Todos querem melhor e estão mais que fartos de esperar. Querem fazer algo melhor do que andar por ali.
Abre-se uma estrada depois da porta deixada aberta para dar luz.
A estrada mostra as cores do arco-íris. Flores novas da Primavera enfeitam-na.
Folhas verdes abanam em leque e refrescam do calor que se faz sentir.
Os céus tomam cores róseas.
O Verão vem aí.
A liberdade já veio...
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publicado por eva às 17:37

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Segunda-feira, 19 de Junho de 2006

Recém-casados

19 de junho de 2006

Um estacionamento de terra batida.
Algumas árvores. Carros e carros ao sol.
Alguns degraus em madeira, vasos e cântaros de flores. Relva e baloiços.
Uma quinta ao estilo do turismo rural.
Uma sala: salão para comidas festivas com espaço para música e dança.
A alegria contagiante de gente nova em festa.
Varandim em madeira, a debruçar as pessoas para o empedrado.
Foguetes de lágrimas.
Núpcias entre gente de bem. Núpcias entre a terra e o céu.
Vejo tudo em duplicado.
Pessoas conhecidas que falam e riem. Conversam e propõem "partidas" bem humoradas.
Ditos e gracejos de fazer rir os anjos, que espreitam tanta alegria e amizade.
Outros, desconhecidos, passeiam.
Discutem estacionamentos. Sentam-se a descansar nos bancos de madeira.
Escondem-se miúdos atrás das árvores e arbustos.
Alguns observam, admirados, esta invasão festiva.
Outros não dão por nada.
Finalmente, na luz do sol e do sentimento de amor que perpassa pelos recém-casados, convidados e desconhecidos, os céus abrem-se.
Parece chegar a permissão do amor ultrapassar as bodas.
O amor, como o calor, sobe no ar.
Para sempre.
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publicado por eva às 20:28

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Domingo, 18 de Junho de 2006

Richard Bach # Fernão Capelo Gaivota

18 de junho de 2006

.............................................................
- Tu voas com muita velocidade, não voas?
- Eu... gosto da velocidade, - respondeu Fernão, surpreendido mas orgulhoso que de que o Mais Velho o tivesse notado.
- Começarás a aproximar-te do Paraíso no momento em que alcançares a velocidade perfeita. E isso não é voar a mil e quinhentos quilómetros à hora, nem a um milhão e quinhentos mil, nem voar à velocidade da luz. Porque nenhum número é um limite e a perfeição não tem limites. A velocidade perfeita, meu filho, é estar ali.
Sem avisar, Chiang evaporou-se e apareceu à borda de água, à distância de quinze metros, numa centelha de instante. Depois evaporou-se outra vez e surgiu ao lado de Fernão, no mesmo milisegundo.
- É divertido, - comentou.
Fernão ficou atordoado. Esqueceu-se de fazer perguntas acerca do Paraíso.
- Como é que se faz isso? O que é que se sente? A que distância se pode ir?
- Desde que o desejes, podes ir a qualquer lugar e em qualquer momento, - disse-lhe o Mais Velho. - Que me lembre, já fui a todos os lugares e em todos os momentos. - Olhou o mar, pensativo. - É estranho... As gaivotas que desprezam a perfeição por amor ao movimento não chegam a parte alguma, devagar. As que ignoram o movimento por amor à perfeição chegam a toda a parte, instantâneamente. Lembra-te, Fernão, o Paraíso não é um lugar nem um tempo, porque lugar e tempo não significam nada.
................................

in A História de Fernão Capelo Gaivota
de Richard Bach
.
.

publicado por eva às 12:30

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Sábado, 17 de Junho de 2006

Uma catarata no meio do céu

17 de junho de 2006

Uma catarata no meio do céu. Mas podemos estar no meio da água que cai.
Não percebo se nos molhamos ou não.
Mas percebo que não estamos nem atrás nem à frente.
Estamos mesmo no meio da água, até porque nós mesmos somos parte dessa água.
De repente, essa água em catarata transborda do lago onde cai e alastra qual cheia até ao horizonte.
E daí cai em todas as terras do planeta.
E rodeia o planeta várias vezes até que inunda o espaço à volta.
É uma torrente de água limpa que não faz estragos.
Passa por tudo e todos como se nos lavasse.
Simplesmente.
Deixando tudo intacto mas completamente limpo.
Só as pessoas ficam translúcidas, em vez de opacas.
Mas retêm as mesmas roupas e aspecto.
E a torrente continua até se perder de vista.
Afinal o tempo parou.
Está tudo parado nesta imagem.
O combóio pára. Chegamos à estação de destino.
É hora de vivermos nova oportunidade de vida.
Uma vida de transformação e de porvir.
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publicado por eva às 20:31

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Sexta-feira, 16 de Junho de 2006

A gruta

16 de junho de 2006

No meio de árvores e nem sei mais o quê, está a entrada de uma gruta ou caverna.
Não sei bem, porque não se vê nada. Tudo escureceu.
Entrei mas precisei, depois, de acender uma tocha.
Àparte essa luz está tudo negro. O chão e as paredes.
Continuo a caminhar com receio de tropeçar e perder a luz. Agora a gruta vai dar a outras que se cruzam.
Será isto o centro da terra que Júlio Verne queria descrever? Não é macabro, é simplesmente escuro.
A partir daqui, vêem-se vultos a dormir e, mais longe, outros parecem trabalhar, lenta ou penosamente.
Aqui nos adormecidos, estão dois olhos bem claros e brilhantes a olhar para mim.
São de alguém curioso com a minha presença.
Aproximo-me e parece levantar-se de uma pequena "cama" - melhor dizendo - tarimba.
A luz da tocha envolve-o e ilumina em redor facilitando-lhe a saída.
Olhando em volta mais uma vez apetece-me que um céu azul pudesse ser o tecto.
E flores ficavam ali bem, depois da luz natural entrar com toda a força que o sol tem.
Como é lindo o nosso céu...
Parece que se enche de pássaros a voar cada vez mais alto.
Ah, a luz da liberdade!

publicado por eva às 19:48

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Quinta-feira, 15 de Junho de 2006

A paciente

15 de junho de 2006

Uma entrada enorme envidraçada.
À direita o corredor passa por um lago, com uma pequena fonte caindo em jorro sobre umas pedras brancas de tamanhos vários.
O lago é triangular a fazer um canto do corredor. Algumas plantas de folhas longas e delgadas dançam no meio da água. Entre seixos e areão grosso.
Dá frescura só de passar por ali.
Ao fundo, também em um canto, está uma secretária e duas empregadas ou enfermeiras - não percebo bem - porque têm bata branca.
Mas elas continuam a conversar e não me vêem.
Como estou apressada sigo logo para o quarto que me interessa.
A doente, agora já convalescente, continua envolta em panos brancos que lhe tapam, inclusivé, a cara (testa e parte das faces) continuando logo a seguir a tapar o pescoço.
O quarto está cheio de visitas, como eu. Sinto carinho por ela e pela sua situação.
Ela, no entretanto, apercebe-se de nós, começa a ter mais cor e levanta-se mais leve.
O meu espanto é grande.
Mas ela está feliz e consegue movimentar-se melhor do que parecia.
Agradece a todos a ajuda e sai pelo quarto amparada por braços caridosos e dedicados.
Desejamos-lhe as melhoras e felicidades.

publicado por eva às 17:56

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Quarta-feira, 14 de Junho de 2006

Águas rápidas

14 de junho de 2006

Águas rápidas. Rochas, pedras, calhaus.
Tudo elas ultrapassam rápido. Muita espuma, pouca espuma.
A velocidade é cada vez maior e o caudal de água cada vez mais forte.
Água cristalina, agora numa casa simples.
Não molha a casa. Apenas emerge como uma fonte. Jorra alto e nas paredes.
Tudo em volta se vê através dessa cortina de água.
Mas os quadros, as luzes, as pessoas estão como se nada soubessem.
Como se não percebessem que estão por detrás de uma cortina finíssima de água.
A impressão é que ela passa por sobre o tecto até um céu infinito.
Passa pelas nuvens. E espalha-se como um chuveiro frente ao sol.
E nos rápidos aparece o declive esperado. Arma-se uma catarata.
Os pássaros voam encantados pelos salpicos e pela bruma que se forma.
O sol agora incide nessa catarata e,  juntos, parecem formar um par.
Um par que dança entre a terra e o céu.
Na verticalidade do lugar a caminho da luz.

publicado por eva às 09:48

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Terça-feira, 13 de Junho de 2006

A conferência

13 de junho de 2006

Estou numa sala cheia de gente. A maioria está sentada, muitos de pé.
A mesa para os conferencistas ainda não está completa.
Agitam-se alguns, técnicos de som, luz, informática. Passam cd's e pen's.
Preparam-se o écran e os programas. Mais os fotógrafos e todo o pessoal de assistência, num encanto de mistura de profissionalismo e carinho.
Finalmente vai começar a sessão solene de abertura das conferências.
Sobre psicologia, música e poder da criatividade, concentração diferente de meditação, os poderes naturais do planeta em que vivemos.
Luzes, flores, pétalas, fontes, arco-íris que se formam entre as luzes e as águas cristalinas.
Chão, paredes e tecto são uma paisagem sem fim de mar, horizonte, sol e céu azul.
Azul, azul - numa possibilidade infinita de cor e extensão.
Um brilho que quase força a fechar os olhos.
Parece que o próprio sol está ali a querer partilhar o espaço, que já não tem espaço.
É uma sensação de infinito que nos invade. Ou será uma sensação de reunião?
De união, ou melhor, unificação de todos. Mesmo todos.
É aquela luz que atrai, que reúne e unifica com a maior simplicidade.
Como se fosse sempre assim.
Para sempre.
Horas de acordar.

publicado por eva às 14:45

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Segunda-feira, 12 de Junho de 2006

A vovó-rosa

12 de junho de 2006 

Hoje reli um livro, naquele prático sistema de "leitura em diagonal" e voltei  a  fechá-lo emocionada.
Uma sensação que só alguns livros dão.
Este são doze cartas que uma criança doente escreve a Deus, em estilo de diário.
Em tudo é ajudado pelas boas ideias de uma voluntária do hospital onde a criança está internada.
Ela é a "vovó-rosa".
Enfim, é um encanto de doçura e de valorização da vida e da saúde, que tão facilmente nos habituamos a gozar sem grandes intenções.
Em uma das cartas, por exemplo, é referido (por essa criança de dez anos) que a vida é um presente engraçado que ao princípio sobrestimamos porque parece-nos ter recebido uma vida eterna.
Depois, subestimamos porque achamos a vida demasiado curta e desagradável.
Por fim, percebemos que a vida não é um presente, mas um empréstimo.
E então queremos merecê-lo, apreciando tudo o que nos rodeia.
Vendo a realidade com outros olhares.

Absorvendo cada minuto como se fosse um dia.
A dita "vovó-rosa" desdobra-se em ideias novas conforme as necessidades da criança e consegue enaltecer-lhe os sentimentos a cada dia.

Um exemplo que fica - a vontade de viver o melhor possível.
A vida completa de significados é bela - como o filme.

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publicado por eva às 17:48

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Domingo, 11 de Junho de 2006

P. Neruda # O Homem Invisível

11 de junho de 2006

... ... ... ... ... ... ... ...
 
Dai-me para a minha vida
todas as vidas,
dai-me toda a dor
de toda a gente,
vou transformá-la
em esperança.
Dai-me
todas as alegrias,
mesmo as mais secretas,
porque se assim não for
como as conheceremos?
Eu tenho de contá-las,
dai-me
a luta
de cada dia
porque elas são o meu canto,
e assim andaremos juntos,
ombro com ombro,
todos os homens,
o meu canto os reúne :
o canto do homem invisível
que canta com todos os homens. 
.
Pablo Neruda
.

.

publicado por eva às 15:58

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